Abril ganha um significado especial em Brasília. Mais do que um mês dedicado às artes marciais, torna-se um convite à memória, ao reencontro e à celebração de um dos maiores legados culturais da cidade.
Falar de Kung Fu, Tai Chi Chuan e das artes orientais em Brasília é, inevitavelmente, falar de Mestre Woo.
Durante décadas, ele foi uma referência viva para gerações de brasilienses — especialmente para aqueles que encontraram, no Tai Chi Chuan, não apenas uma prática física, mas um caminho de equilíbrio, disciplina e consciência.
Em 2025, Mestre Woo nos deixou. Mas não partiu vazio: deixou um legado profundo, construído com paciência, sabedoria e uma dedicação rara ao ser humano.
Deixou discípulos.
Deixou ensinamentos.
E deixou um espaço simbólico que hoje é parte da identidade cultural da cidade: a Praça da Harmonia Universal.
É justamente esse legado que agora ganha forma no livro:
“Mestre Woo: de Taiwan à Praça da Harmonia Universal em Brasília”
A obra, escrita por Aristein Woo, Tsulia Woo, Hildo Couto e Pedro Luiz Rodrigues, nasce de um gesto profundamente humano: o desejo de preservar a memória.
Como os próprios autores afirmam:
“Este livro resulta de muito amor e dedicação a Mestre Woo, retribuindo o muito de amor e dedicação que a todos nós ele largamente distribuiu ao longo de sua longa e profícua existência.”
Mais do que uma biografia, o livro é uma travessia — da Ásia ao Brasil, da infância em Taiwan à construção de uma vida em Brasília, onde Mestre Woo se tornou um verdadeiro símbolo.
A trajetória de Mestre Woo não é apenas pessoal — é também histórica.
Nascido em Taiwan em 1932, em um contexto de profundas transformações políticas e culturais, ele atravessou continentes até chegar ao Brasil, em 1961, e, poucos anos depois, fixar-se em Brasília .
Aqui, enfrentou desafios, adaptou-se, construiu família e encontrou o seu lugar.
E mais do que isso: ajudou a construir um lugar para todos.
A Praça da Harmonia Universal, criada na década de 1970, tornou-se o ponto de encontro de uma filosofia que une corpo, mente e espírito — e que hoje ecoa não apenas em Brasília, mas em diversas partes do mundo .
No livro, os autores deixam claro que o título “Mestre” não é apenas uma formalidade:
“Para eles, Moo Shong Woo é um mestre na genuína acepção do termo; alguém cujo intenso impulso por absorver sabedoria caminhou sempre em paralelo ao de ensinar, orientar e guiar.”
E talvez seja exatamente isso que explica o impacto que ele teve em tantas vidas.
Não era apenas um praticante.
Era um transmissor.
Um construtor de caminhos.
Para muitos de nós, Mestre Woo não foi apenas um nome.
Foi presença.
No meu caso, tive a oportunidade de conviver com ele ainda jovem — em consultas de acupuntura e nas práticas de Tai Chi Chuan. Experiências que, na época, pareciam simples… mas que hoje revelam sua profundidade.
E é curioso perceber como Brasília também o acolheu de forma única.
Como descrevem os autores:
“Brasília e os brasilienses merecem o agradecimento do Mestre Woo, pois foi aqui que ele encontrou as condições para sua plena realização.”
Há encontros que são destino.
E esse foi um deles.
Dentro do espírito do mês do Kung Fu, este lançamento se torna mais do que um evento literário — é uma celebração.
📍 Lançamento do livro
📅 Sábado, 25 de abril de 2026
📌 Praça da Harmonia Universal (entre as quadras 104/105 Norte – Brasília)
Um convite aberto a todos:
Será um momento de reencontro com a história viva de Brasília.
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