Rubens Marcelo lança Quando a alma insiste nesta terça-feira no Ernesto Café

Capa do livro “Quando a alma insiste” de Rubens Marcelo publicado pela Tagore Editora.

O escritor Rubens Marcelo lança nesta terça-feira, 10 de março, a partir das 17h30, seu novo livro Quando a alma insiste (Tagore Editora), em um encontro com leitores no Ernesto Café, na 108 Norte, em Brasília. A obra reúne textos que transitam entre crônica, memória e contemplação poética, revelando um autor atento aos detalhes da vida e às inquietações mais silenciosas da existência.

Rubens Marcelo divide sua vida entre duas vocações: a medicina, atuando como dermatologista, e a literatura. Em seus textos, essas duas dimensões parecem dialogar: a observação cuidadosa do humano, de suas fragilidades e também de sua capacidade de contemplar o mundo.

O livro nasceu lentamente. Muitos dos textos foram escritos ao longo do tempo, como reflexões amadurecidas pela memória e pela experiência. São narrativas que mergulham em lembranças, paisagens interiores e momentos aparentemente simples que revelam significados mais profundos.

A obra conduz o leitor por cenas da infância, reflexões existenciais e observações do cotidiano. Em um dos textos, o autor lembra que seguimos pela vida muitas vezes sem compreender completamente o caminho.

“Sigo, mesmo sem entender o porquê.”

Essa disposição de observar o mundo — mesmo quando não há respostas claras — atravessa todo o livro. Em muitas passagens, Rubens Marcelo transforma pequenos episódios em reflexões amplas sobre a existência.

No prefácio da obra, a poeta Angela Shettini observa que os textos convidam o leitor a revisitar memórias e sentimentos que muitas vezes permanecem silenciosos.

“Não somos apenas observadores deste vasto teatro da existência, mas atores principais em sua trama intrincada.”

Ao longo das páginas, o autor revela uma escrita sensível, que valoriza os instantes aparentemente banais da vida — aqueles que, quando revisitados, revelam sua verdadeira dimensão.

Em um dos momentos mais delicados do livro, a memória da infância aparece simbolizada em um objeto simples encontrado à beira-mar.

“Era só uma pequena conchinha. Assim como era eu — apenas uma pequena criança perdida em sonhos e curiosidades.”

A obra também convida o leitor a perceber o valor dos detalhes, dos instantes e das lembranças que, embora pareçam insignificantes, acabam formando a própria essência da vida.

“Mostrando que há momentos sem significado aparente que são o próprio quadro pintado de um existir.”

Mais do que um livro de crônicas ou memórias, Quando a alma insiste é uma obra que aposta na contemplação. Rubens Marcelo conduz o leitor por reflexões que dialogam com o tempo, a memória e a experiência humana.

No fundo, o livro parece lembrar algo simples, mas essencial: que a vida muitas vezes se revela, na luz e na sombra e nos instantes mais discretos.

brasiliatododia

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