Fliparacatu se consagra como grande celebração da literatura no Centro-Oeste

Capa Valter Hugo Mãe

Fliparacatu se firma, mais uma vez, como um dos principais eventos literários do Centro-Oeste. Idealizada por Afonso Borges, a feira é resultado de anos de dedicação e esforço para estabelecer Paracatu como referência no circuito nacional de literatura — e, pelo que se viu até agora, ele conseguiu. São só elogios à programação, ao ambiente e à receptividade da cidade.

Para a bióloga Manuela Alegria, que veio de Brasília especialmente para o evento acompanhada do marido e dos filhos, Maria Rita e Dante, “a cidade se transformou, parece até mais iluminada!”. A energia contagiante da Fliparacatu realmente envolve moradores e visitantes em torno da cultura.

Entre os destaques desta edição, está o lançamento do novo livro da poeta brasiliense Ângela Schettini, intitulado Luz, Câmera, Ação e Poesia (Tagore Editora). A obra será lançada hoje, às 19h, no centro histórico da cidade. Através de versos sensíveis e inspiradores, o livro estabelece um diálogo criativo entre o cinema e a poesia, levando o leitor a revisitar clássicos da sétima arte sob uma nova perspectiva poética.

Este ano, a feira também presta uma justa homenagem ao escritor valter hugo mãe, um dos maiores nomes da literatura contemporânea em língua portuguesa. Valter já esteve no Centro-Oeste anteriormente e, em 2008, participou da Feira do Livro de Brasília, ocasião em que lançou um livro criado especialmente para o evento. Convidado pelo editor português Victor Alegria, da Thesaurus Editora, o autor surpreendeu ao desenvolver, junto à equipe da editora, um livro inédito em poucos dias para ser lançado na ocasião da Feira do livro de Brasília, organizada por Victor.

A Fliparacatu mostra, mais uma vez, que as feiras do livro são espaços de encontro, troca e resistência. São momentos preciosos para celebrar ideias, conhecer autores e reafirmar a importância da cultura e da liberdade de pensar.

Vida longa à Fliparacatu! Parabéns à equipe organizadora e ao incansável Afonso Borges, que mais uma vez nos lembra do poder transformador da literatura.

brasiliatododia

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