Charles Preto não perdoa; sobrou pra Dilma, pro Cunha e pro Lula

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O Pacotão, tradicional bloco de Brasília que satiriza a política e os políticos, desfilou domingo com faixas e cartazes que criticavam principalmente o presidente da Câmara, Eduardo Cunha; a presidente Dilma Rousseff; e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sobrou também para o governador Rodrigo Rollemberg.

O Condomínio Solaris, alvo de investigação envolvendo o ex-presidente Lula, foi rebatizado de “Condomínio ‘Robares’, tríplex do Lula”. Em outra, a ordem era “Vá tomar no Cunha”. Entre velhos sambas e marchinhas de sucesso, o bloco não deixou de lado o protesto. “Estou com saudades do Agnulo/Rolembeck só é bagulho”, dizia a letra de uma das músicas cantadas do carro de som, de autoria do fundador do bloco, Wilsinho Red.

Fundado por jornalistas e sindicalistas, o bloco já foi o maior de Brasília. Seu porta-voz é um personagem criado pelos organizadores: Charles Preto, cuja clandestinidade foi mantida depois da ditadura militar, que perseguia o bloco.

Luiz Carlos Azedo

Jornalista

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