{"id":9714,"date":"2018-02-01T21:00:14","date_gmt":"2018-02-01T23:00:14","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=9714"},"modified":"2018-02-10T18:11:50","modified_gmt":"2018-02-10T20:11:50","slug":"brasil-ainda-sem-senso-escolar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/brasil-ainda-sem-senso-escolar\/","title":{"rendered":"Brasil ainda sem senso escolar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">ARI CUNHA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Visto, lido e ouvido<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Desde 1960<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">colunadoaricunha@gmail.com;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">com Circe Cunha e Mamfil<\/p>\n<figure id=\"attachment_9716\" aria-describedby=\"caption-attachment-9716\" style=\"width: 612px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-9716\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/02\/Charge1.jpg\" alt=\"Charge: revistadigital.com.br\" width=\"612\" height=\"506\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/02\/Charge1.jpg 520w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/02\/Charge1-300x248.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/02\/Charge1-350x289.jpg 350w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/02\/Charge1-230x190.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 612px) 100vw, 612px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-9716\" class=\"wp-caption-text\">Charge: revistadigital.com.br<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Com a divulga\u00e7\u00e3o do Censo Escolar 2017, feito pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC), a pr\u00f3pria ministra substituta, Maria Helena de Castro, reconheceu que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 grave, principalmente com rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero elevado de reprova\u00e7\u00e3o de alunos ao fim do terceiro ano do ensino fundamental, que chegam a esta fase sem ter aprendido a ler, a escrever e a fazer contas de Matem\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Nesse per\u00edodo, o Censo mostrou que um em cada dez estudantes n\u00e3o consegue concluir a alfabetiza\u00e7\u00e3o proposta pela rede p\u00fablica do pa\u00eds, o que, para a ministra, mostra um \u201cfracasso\u201d da escola. Essa defici\u00eancia se prolonga tamb\u00e9m ao fim da 9\u00aa s\u00e9rie, quando se conclui o ensino fundamental. Nesta fase 11,1% dos alunos s\u00e3o reprovados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Para Maria Helena, existe nas escolas do pa\u00eds uma esp\u00e9cie de \u201ccultura da reprova\u00e7\u00e3o\u201d. Esse aspecto, na sua vis\u00e3o, traz impactos na vida escolar e na autoestima dos alunos, favorecendo, inclusive, a evas\u00e3o escolar. \u201cOs professores s\u00e3o influenciados pela cultura da reprova\u00e7\u00e3o, observou a ministra, para quem nenhum outro pa\u00eds do continente apresenta taxas de reprova\u00e7\u00e3o t\u00e3o preocupantes como a nossa. Segundo sua avalia\u00e7\u00e3o, torna-se \u201cin\u00fatil reprovar e n\u00e3o mudar o que a escola vai ensinar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Tamb\u00e9m a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Institucionais (Inep), Maria In\u00eas Fini, \u201cH\u00e1 uma cren\u00e7a de que a reprova\u00e7\u00e3o agrega conhecimento. A reprova\u00e7\u00e3o, diz, \u201ccontamina a cultura escolar.\u201d Mesmo o diretor de Estat\u00edsticas Educacionais do Inep, Carlos Moreno, insiste na mesma an\u00e1lise. Para ele a repet\u00eancia do aluno do 3\u00ba ano do ensino fundamental \u00e9 um dado muito negativo, pois trata-se da etapa que finaliza o ciclo de alfabetiza\u00e7\u00e3o para aqueles alunos que deveriam estar na faixa dos oito anos de idade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Pode ser que, por raz\u00e3o, o Censo 2017 tenha apontado uma queda no n\u00famero de crian\u00e7as e adolescentes nas escolas p\u00fablicas e privadas brasileiras nos \u00faltimos quatro anos. Houve nesse per\u00edodo uma queda global de 45 milh\u00f5es para 43,7 milh\u00f5es de matr\u00edculas na compara\u00e7\u00e3o com 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Muito al\u00e9m dos n\u00fameros, dados, gr\u00e1ficos e estat\u00edsticas trazidos pelo Censo Escolar 2017, est\u00e1 a comprova\u00e7\u00e3o global de que a escola p\u00fablica no Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer se quiser um dia se igualar \u00e0s suas cong\u00eaneres, principalmente aquelas dos 35 pa\u00edses que formam a Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 O que chama ainda mais aten\u00e7\u00e3o dentro desse quadro desolador \u00e9 que, ao lado da defici\u00eancia no \u00e2mbito pedag\u00f3gico, nossas escolas ressentem do b\u00e1sico em termos de infraestrutura.<\/p>\n<figure id=\"attachment_9718\" aria-describedby=\"caption-attachment-9718\" style=\"width: 379px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-9718\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/02\/escola_indigena_1700.png\" alt=\"Charge: http:\/\/g1.globo.com\" width=\"379\" height=\"284\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/02\/escola_indigena_1700.png 620w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/02\/escola_indigena_1700-300x225.png 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/02\/escola_indigena_1700-350x263.png 350w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/02\/escola_indigena_1700-550x413.png 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/02\/escola_indigena_1700-230x173.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 379px) 100vw, 379px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-9718\" class=\"wp-caption-text\">Charge: http:\/\/g1.globo.com<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0No ensino fundamental, 8,2% n\u00e3o possuem vasos sanit\u00e1rios; 45,7% n\u00e3o t\u00eam salas de leitura e bibliotecas e 88,5% n\u00e3o contam com laborat\u00f3rios de ci\u00eancias. No geral, apenas 41,6% dessas escolas possuem rede de esgoto, sendo que 52,3% contam apenas com escoamento por fossas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Esses problemas aparecem com maior frequ\u00eancia nas escolas da regi\u00e3o Norte, atingindo sobremaneira os estados do Acre, Amazonas, Par\u00e1 e Roraima, onde a situa\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria \u00e9 prec\u00e1ria tamb\u00e9m para toda a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Existem ainda escolas que nem rede de \u00e1gua possuem e que s\u00e3o abastecidas por po\u00e7os artesianos ou carros pipas. O Censo apontou que em algumas escolas do ensino fundamental (10%) n\u00e3o h\u00e1, sequer, rede de energia el\u00e9trica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0No Brasil s\u00e3o milhares de escolas que funcionam precariamente e fazem parte daquele conjunto de estabelecimentos de ensino perdidos no tempo e espa\u00e7o, abandonados numa parte do pa\u00eds em que as condi\u00e7\u00f5es de vida pouco diferem daquelas vividas no s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cChoca-me ver o desbarato dos recursos p\u00fablicos para educa\u00e7\u00e3o, dispensados em subven\u00e7\u00f5es de toda natureza a atividades educacionais, sem nexo nem ordem, puramente paternalistas ou francamente eleitoreiras.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">An\u00edsio Teixeira<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Leitora<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ana Lucia Duarte D\u2019Alessandro nos escreve contando que recebeu uma multa indevida no Aeroporto de Bras\u00edlia. Seu carro estaria estacionado em local proibido na plataforma superior. No mesmo dia e hora registrados na multa, ela estava em casa e o carro na garagem. Sem ter condi\u00e7\u00f5es de comprovar o que diz, por ter recebido a multa meses depois, a leitora teve que pagar a multa aplicada. Ao contar o epis\u00f3dio em uma roda de amigos, dois deles relataram ter passado pela mesma situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Pagamento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ceasa comemora menos furtos a ve\u00edculos depois da cobran\u00e7a para ocupar o estacionamento. A entrada e sa\u00edda controladas e o monitoramento do espa\u00e7o diminu\u00edram sobremaneira o n\u00famero de ocorr\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Express\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c2nimo em Bras\u00edlia com a engenhoca importada pelo afinador de pianos, o Rog\u00e9rio.\u00a0 Pianolift custou 25 mil euros contando com os impostos de importa\u00e7\u00e3o. Agora \u201ccarregar piano\u201d n\u00e3o \u00e9 l\u00e1 t\u00e3o dif\u00edcil assim.<\/p>\n<figure id=\"attachment_9720\" aria-describedby=\"caption-attachment-9720\" style=\"width: 523px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-9720\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/02\/maxresdefault.jpg\" alt=\"Foto: www.youtube.com\/watch?v=nmuez82cO6U\" width=\"523\" height=\"294\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/02\/maxresdefault.jpg 1920w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/02\/maxresdefault-300x169.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/02\/maxresdefault-768x432.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/02\/maxresdefault-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/02\/maxresdefault-350x197.jpg 350w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/02\/maxresdefault-1440x810.jpg 1440w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/02\/maxresdefault-550x309.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/02\/maxresdefault-230x129.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 523px) 100vw, 523px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-9720\" class=\"wp-caption-text\">Foto: www.youtube.com\/watch?v=nmuez82cO6U<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>HIST\u00d3RIA DE BRAS\u00cdLIA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Come\u00e7aram as chuvas e os abrigos nos pontos de \u00f4nibus ainda n\u00e3o foram constru\u00eddos. <strong>(Publicado em 13.10.1961)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ARI CUNHA Visto, lido e ouvido Desde 1960 colunadoaricunha@gmail.com; com Circe Cunha e Mamfil \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Com a divulga\u00e7\u00e3o do Censo Escolar 2017, feito pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC), a pr\u00f3pria ministra substituta, Maria Helena de Castro, reconheceu que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 grave, principalmente com rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero elevado de reprova\u00e7\u00e3o de alunos ao fim do terceiro ano do ensino fundamental, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":9716,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[67],"class_list":["post-9714","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra","tag-brasilia-historiadebrasilia-aricunha-circecunha-mamfil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9714","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9714"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9714\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9721,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9714\/revisions\/9721"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9716"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9714"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9714"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9714"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}