{"id":9233,"date":"2017-11-25T02:11:55","date_gmt":"2017-11-25T04:11:55","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=9233"},"modified":"2017-11-28T12:12:55","modified_gmt":"2017-11-28T14:12:55","slug":"hospitais-matam-mais-que-doencas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/hospitais-matam-mais-que-doencas\/","title":{"rendered":"Hospitais matam mais que doen\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p>Desde 1960<\/p>\n<p>colunadoaricunha@gmail.com;<br \/>\ncom Circe Cunha  e Mamfil<\/p>\n<p>Para os brasileiros que conseguiram sair ilesos da viol\u00eancia e da criminalidade que contaminam diariamente as ruas do pa\u00eds, ou que escaparam da brutalidade do tr\u00e2nsito, da falta de saneamento, das brigas, facadas e agress\u00f5es na escola, a melhor recomenda\u00e7\u00e3o para permanecer vivo, por mais um tempo, \u00e9 ficar bem longe dos hospitais brasileiros, sejam eles p\u00fablicos ou privados.<\/p>\n<p>Erros prim\u00e1rios, como o uso incorreto de equipamento, contamina\u00e7\u00e3o de material cir\u00fargico por descuido, nega\u00e7\u00e3o dos funcion\u00e1rios em lavar as m\u00e3os e usar luvas, erros na dosagem ou de medicamentos inadequados, infec\u00e7\u00e3o hospitalar e outras barbeiragens levaram diretamente para os cemit\u00e9rios, mais de 300 mil brasileiros no ano passado, numa m\u00e9dia de 829 mortes a cada dia.<\/p>\n<p>Segundo dados do Anu\u00e1rio da Seguran\u00e7a Assistencial Hospitalar no Brasil, do Instituto de Estudos de Sa\u00fade Suplementar, elaborado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, o pouco preparo t\u00e9cnico e humano, presente na maioria dos hospitais pelo pa\u00eds afora, acaba por provocar mais mortes do que no tr\u00e2nsito ca\u00f3tico de nossas cidades, mata mais do que doen\u00e7as como c\u00e2ncer e outras mais comuns. Trata-se de um mal diagnosticado h\u00e1 muito tempo que, embora tenha solu\u00e7\u00e3o e cura eficazes, nenhuma provid\u00eancia de monta foi adotada at\u00e9 hoje. Com isso, nossos hospitais p\u00fablicos e privados permanecem sendo uma esp\u00e9cie de antessala dos necrot\u00e9rios, onde se entra caminhando e se de maca, coberto por um len\u00e7ol.<\/p>\n<p>Quem passou pela experi\u00eancia aterradora de ficar internado em enfermarias ou em unidade de tratamento intensivo (UTI) e, por milagre, saiu com vida desses lugares, relata sempre como \u00e9 t\u00eanue e delicada a fronteira que separa a vida e a morte, dentro dessas institui\u00e7\u00f5es. A falta de civilidade entre profissionais de sa\u00fade que, acostumados com ambiente, falam alto, contam piadas, enquanto a luta pela vida fica a poucos metros. O tratamento desumano em muitas UTIs com profissionais que improvisam o tempo todo e trabalham no limite da paci\u00eancia. H\u00e1 tamb\u00e9m os talentosos, que trabalham com alegria sem perder o respeito pelo lugar. Conversam, chamam o paciente pelo nome, s\u00e3o atenciosos na medida certa. S\u00e3o raros, mas existem.<\/p>\n<p>Em alguns hospitais p\u00fablicos, viver, ou n\u00e3o, fica a crit\u00e9rio da escolha de m\u00e9dicos que s\u00e3o obrigados a sortear quem vai receber tratamento nas entulhadas unidades de sa\u00fade. Contudo, quem passa por essa triagem limite tem ainda pela frente que driblar outras conting\u00eancias para n\u00e3o ficar com sequelas f\u00edsicas e ps\u00edquicas, que poder\u00e3o comprometer atividades de rotina.<\/p>\n<p>\u00d3bvio que toda essa desestrutura de nossos centros de sa\u00fade tem um custo elevado. Pelo Anu\u00e1rio, os gastos com esses erros superam R$ 10 bilh\u00f5es anualmente aos contribuintes. Para piorar o quadro, a falta de transpar\u00eancia e de informa\u00e7\u00f5es precisas torna ainda mais prec\u00e1rio o enfrentamento racional do problema, dificultando, inclusive, a decis\u00e3o de muitos pacientes na hora de escolher um hospital confi\u00e1vel e de qualidade.<\/p>\n<p>A frase que foi pronunciada<\/p>\n<p>\u201cNos cursos de t\u00e9cnicos, enfermagem e medicina, \u00e9 preciso deixar claro que o paciente continua humano quando precisa de cuidados. Ningu\u00e9m quer me ouvir.\u201d<\/p>\n<p>Dona Maria Am\u00e9lia, 87 anos, cansada da aten\u00e7\u00e3o que apenas controla a press\u00e3o, o a\u00e7\u00facar no sangue, as medica\u00e7\u00f5es, a alimenta\u00e7\u00e3o, o banho de sol.<\/p>\n<p>Gratuito<\/p>\n<p>\u00bb Os ministros do TST Aloysio Correa da Veiga, Douglas Alencar Rodrigues, Walmir Oliveira da Costa, Guilherme Augusto Caputo Bastos, Breno Medeiros e Claudio Mascarenhas Brand\u00e3o conduzir\u00e3o, em 30 de novembro e 1\u00b0 de dezembro, um semin\u00e1rio para tirar as d\u00favidas sobre a reforma trabalhista. Com a participa\u00e7\u00e3o, na abertura, do ministro Ives Gandra Martins Filho e coordena\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do ministro Alexandre Agra Belmonte, o evento ser\u00e1 no plen\u00e1rio Arnaldo Sussekind, no pr\u00f3prio tribunal. Inscri\u00e7\u00f5es pelo site do TST.<\/p>\n<p>Exce\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>\u00bb O Hospital da Crian\u00e7a, em Bras\u00edlia, \u00e9 muito mais que um corpo de funcion\u00e1rios capacitados, familiares presentes ou ambiente bem cuidado. \u00c9 uma oportunidade de ver um corpinho lutando contra o c\u00e2ncer e ainda encontrando motivos para sorrir. \u00c9 uma li\u00e7\u00e3o para qualquer um. Foram 2,5 milh\u00f5es de atendimentos desde a inaugura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/p>\n<p>Consta que o sr. Jo\u00e3o Carlos Vital, ao rejeitar o convite para a Prefeitura de Bras\u00edlia, teria aconselhado o sr. Jo\u00e3o Goulart a nomear o sr. Ernesto Silva. (Publicado em 8\/10\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 1960 colunadoaricunha@gmail.com; com Circe Cunha e Mamfil Para os brasileiros que conseguiram sair ilesos da viol\u00eancia e da criminalidade que contaminam diariamente as ruas do pa\u00eds, ou que escaparam da brutalidade do tr\u00e2nsito, da falta de saneamento, das brigas, facadas e agress\u00f5es na escola, a melhor recomenda\u00e7\u00e3o para permanecer vivo, por mais um tempo, \u00e9 ficar bem longe dos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[32],"class_list":["post-9233","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-integra","tag-politica-brasil-brasilia-mamfil-ari-cunha-circe-cunha"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9233","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9233"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9233\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9235,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9233\/revisions\/9235"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9233"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9233"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9233"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}