{"id":9211,"date":"2017-11-14T02:38:34","date_gmt":"2017-11-14T04:38:34","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=9211"},"modified":"2017-11-14T07:55:36","modified_gmt":"2017-11-14T09:55:36","slug":"o-que-vem-de-cima-atinge-todos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/o-que-vem-de-cima-atinge-todos\/","title":{"rendered":"O que vem de cima atinge a todos"},"content":{"rendered":"<p>Desde 1960<\/p>\n<p>colunadoaricunha@gmail.com;<\/p>\n<p>com Circe Cunha  e Mamfil<\/p>\n<p>Somente analisado pelo vi\u00e9s da mis\u00e9ria \u00e9tica \u00e9 que se pode entender o atual momento da pol\u00edtica brasileira. A come\u00e7ar pelos nomes que a\u00ed est\u00e3o em plena campanha para 2018, afrontando a legisla\u00e7\u00e3o eleitoral, sempre complacente com os poderosos. A consequ\u00eancia mais ruinosa e nefasta dessa decad\u00eancia pol\u00edtica e moral que atinge nossas principais lideran\u00e7as \u00e9 a que faz do Brasil um dos pa\u00edses mais violentos e desiguais do mundo.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia \u00e9 a filha dileta da corrup\u00e7\u00e3o e do afrouxamento de costumes, sobretudo porque prospera seguindo os maus exemplos que v\u00eam de cima. Nenhum pa\u00eds minimamente democr\u00e1tico conseguiu reduzir os indicadores de criminalidade sem combater as principais fontes de corrup\u00e7\u00e3o. Nosso caso n\u00e3o ser\u00e1 diferente. Somente ap\u00f3s um saneamento profundo de nosso modelo pol\u00edtico, encontraremos um caminho que nos tire do beco sem sa\u00edda da viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Especialistas no assunto s\u00e3o un\u00e2nimes em reconhecer que o Rio de Janeiro vive aut\u00eantica guerra civil, com todas as caracter\u00edsticas desse tipo de conflagra\u00e7\u00e3o, quer pela centena de mortes de policiais, quer pela sequ\u00eancia de morte de inocentes, quer mesmo pela utiliza\u00e7\u00e3o de armamentos pesados de guerra.<\/p>\n<p>Essa situa\u00e7\u00e3o ganha contornos mais preocupantes com a constata\u00e7\u00e3o de que a corrup\u00e7\u00e3o e o conluio com bandidos se estende desde a classe pol\u00edtica local at\u00e9 os quadros da pr\u00f3pria pol\u00edcia, como alertou, h\u00e1 dias, ningu\u00e9m menos do que o ministro da Justi\u00e7a. O que vem de cima atinge a todos. Mesmo, em termos de compara\u00e7\u00e3o, o que as investiga\u00e7\u00f5es t\u00eam revelado sobre a atua\u00e7\u00e3o do ex-governador S\u00e9rgio Cabral, conhecido j\u00e1 no submundo do crime como \u201co cabra\u201d, faz dos bandidos locais uma esp\u00e9cie de coroinhas.<\/p>\n<p>Portanto causa espanto que, no que vem se chamando pacote de combate \u00e0 viol\u00eancia, inscrito dentro do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Seguran\u00e7a P\u00fablica (FNDSP), haja ainda espa\u00e7o para a coloca\u00e7\u00e3o de aut\u00eantico jabuti sob a forma de proposta que legaliza os jogos de azar. Entendem algumas autoridades, entre elas o atual governo do Rio de Janeiro, eleito no v\u00e1cuo de S\u00e9rgio Cabral, que o retorno de cassinos e outras modalidades de jogos podem ser usadas para financiar a seguran\u00e7a p\u00fablica.<\/p>\n<p>Obviamente, trata-se de engodo monumental e contr\u00e1rio aos princ\u00edpios metodol\u00f3gicos de combate ao crime. Essa manobra torna-se ainda mais despojada da realidade quando se verifica que, dos recursos existentes no pr\u00f3prio Fundo Nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica, menos de 20% foram efetivamente aplicados para esse fim em 2017.<\/p>\n<p>O que se sabe exatamente e de antem\u00e3o \u00e9 que a explora\u00e7\u00e3o dos jogos de azar \u00e9 uma das modalidades preferidas pela bandidagem para lavar recursos escusos, bem debaixo do nariz das autoridades. Cassinos lavam mais branco. O que os defensores desse projeto almejam, at\u00e9 sem saber ao certo, \u00e9 apagar fogo com gasolina em vez de caminhar no sentido de fortalecer os servi\u00e7os de intelig\u00eancia da pol\u00edcia e de inserir os servi\u00e7os do Estado nessas comunidades conflagradas, conforme h\u00e1 muito recomendam os especialistas. Nesta altura dos acontecimentos, falar em liberar jogos de azar \u00e9 colocar a s\u00e9ria quest\u00e3o da seguran\u00e7a p\u00fablica do Rio de Janeiro na roleta russa de um cano de rev\u00f3lver.<\/p>\n<p>A frase que foi pronunciada<\/p>\n<p>\u201cHomens fracos acreditam na sorte. Homens fortes acreditam em causa e efeito.\u201d<\/p>\n<p>Ralph Waldo Emerson, escritor, fil\u00f3sofo e poeta estadunidense<\/p>\n<p>Novidade<\/p>\n<p>\u00bb Governo de Alagoas aplicou uma iniciativa que pode ser estudada pelo GDF. Catadores de lixo ganharam bicicletas conhecidas como ciclolix.<\/p>\n<p>Curto<\/p>\n<p>\u00bb Continua repercutindo a fala do delegado Jorge Pontes, que coordenou a Interpol no Brasil, quando disse que \u201cassessorar alguns pol\u00edticos \u00e9 mais comprometedor do que se associar \u00e0 boca de fumo\u201d.<\/p>\n<p>Pergunta<\/p>\n<p>\u00bb Reclama\u00e7\u00e3o registrada do Observat\u00f3rio Social de Bras\u00edlia, que est\u00e1 aguardando por mais de 120 dias a resposta da C\u00e2mara Legislativa do DF, trata dos  gastos com publicidade. Os dados deveriam estar dispon\u00edveis a todos os internautas. Como uma c\u00e2mara que faz as leis pode n\u00e3o obedecer \u00e0 lei?<\/p>\n<p>Errata<\/p>\n<p>\u00bb Pedimos desculpas aos leitores que observaram um erro na coluna Visto, lido e ouvido de domingo, no jornal impresso, logo no primeiro par\u00e1grafo. Uma marca estranha ao texto enviado apareceu no meio das palavras atrapalhando o entendimento do leitor. Um texto \u00e9 como a vida. \u00c0s vezes ru\u00eddos aparecem. Somos o que fazemos deles.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/p>\n<p>Construir Bras\u00edlia foi uma aud\u00e1cia; concluir Bras\u00edlia \u00e9 um dever. (Publicado em 7.10.1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 1960 colunadoaricunha@gmail.com; com Circe Cunha e Mamfil Somente analisado pelo vi\u00e9s da mis\u00e9ria \u00e9tica \u00e9 que se pode entender o atual momento da pol\u00edtica brasileira. A come\u00e7ar pelos nomes que a\u00ed est\u00e3o em plena campanha para 2018, afrontando a legisla\u00e7\u00e3o eleitoral, sempre complacente com os poderosos. 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