{"id":9209,"date":"2017-11-12T02:26:52","date_gmt":"2017-11-12T04:26:52","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=9209"},"modified":"2017-11-14T07:55:38","modified_gmt":"2017-11-14T09:55:38","slug":"novas-eleicoes-novos-tempos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/novas-eleicoes-novos-tempos\/","title":{"rendered":"Novas elei\u00e7\u00f5es, novos tempos"},"content":{"rendered":"<p>Desde 1960<\/p>\n<p>colunadoaricunha@gmail.com;<\/p>\n<p>com Circe Cunha  e Mamfil<\/p>\n<p>A perda paulatina e ininterrupta da confian\u00e7a popular nos pol\u00edticos, como bem demonstram variadas pesquisas, n\u00e3o pode ser contornada com a entrada de milh\u00f5es nos cofres das legendas. Nem todo o dinheiro do mundo em propaganda seria capaz de reverter a perda de credibilidade. Um sinal de que o dinheiro n\u00e3o pode tudo \u00e9 que a cada elei\u00e7\u00e3o aumenta o n\u00famero de eleitores que simplesmente deixam de comparecer \u00e0s urnas.<\/p>\n<p>H\u00e1 inclusive estudos que mostram que, n\u00e3o fosse a obrigatoriedade do voto, inscrito na lei, muitos eleitores s\u00f3 saberiam que seria elei\u00e7\u00e3o por se tratar de um feriado.<\/p>\n<p>Se o financiamento p\u00fablico de campanha, como afirmam muitos, \u00e9 necess\u00e1rio para afastar a influ\u00eancia das empresas privadas, por outro lado a abund\u00e2ncia de recursos e a sede como os pol\u00edticos se atiram ao pote dos financiamentos p\u00fablicos t\u00eam trazido mais preju\u00edzos do que benef\u00edcios para os pr\u00f3prios pol\u00edticos e por tabela para o processo de aperfei\u00e7oamento da democracia brasileira.<\/p>\n<p>Do ponto de vista do cidad\u00e3o comum, os partidos vivem numa esp\u00e9cie de div\u00f3rcio litigioso com a popula\u00e7\u00e3o. Transformados em clubes fechados e insistindo em manter interlocu\u00e7\u00e3o apenas entre si e com aqueles instalados no poder e na m\u00e1quina p\u00fablica, os partidos pol\u00edticos j\u00e1 n\u00e3o empolgam a popula\u00e7\u00e3o . Esse efeito \u00e9 ruim para a democracia.<\/p>\n<p>Sentido-se tra\u00eddos pelos seguidos esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o, os cidad\u00e3os j\u00e1 perceberam que por mais criativos e endinheirados que estejam, as legendas pol\u00edticas n\u00e3o atraem nem os jovens, nem os idosos. De acordo com o Instituto Internacional pela Democracia e Assist\u00eancia Eleitoral (Idea), 118 pa\u00edses adotam algum tipo de financiamento p\u00fablico para apoiar partidos ou campanhas, mas nenhum deles possui tantos recursos e facilidades como o sistema brasileiro.<\/p>\n<p>Ao deixar de sobreviver com as contribui\u00e7\u00f5es diretas dos filiados e simpatizantes, os partidos pol\u00edticos come\u00e7aram a cortar o cord\u00e3o umbilical com a sociedade que afirmavam representar. Ao adquirirem a independ\u00eancia econ\u00f4mica, muito acima das necessidades, essas mesmas legendas se apartaram de vez da popula\u00e7\u00e3o, de quem s\u00f3 dependem efetivamente a cada quatro ano.<\/p>\n<p>Apoio efetivo s\u00f3 se compra daqueles que trabalham mais diretamente nas campanhas. H\u00e1 uma crise dos partidos que parece s\u00f3 ser vista por aqueles que est\u00e3o do lado de fora e que \u00e9 formada pelo grosso da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 justamente esse ponto que foi percebido, com a lupa da gan\u00e2ncia, pelos mais caros e criativos marqueteiros de campanhas pol\u00edticas de todo o pa\u00eds. Capazes de transformar \u00e1gua em vinho e de fazer um jumento subir a rampa do pal\u00e1cio com faixa verde-amarela, esses expertises da propaganda tiravam leite de pedra, mas, ainda assim, n\u00e3o foram capazes de solucionar a crise de identidade das legendas e seu desgaste perante a opini\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>Impressionante como ainda muitas legendas s\u00e3o capazes de vender a alma para garantir um tempo maior em r\u00e1dio e televis\u00e3o. Mais impressionante como ainda verificar que mesmo de posse de grandes somas de dinheiro, capazes de comprar os servi\u00e7os dos mais renomados bruxos do marketing pol\u00edtico, ainda assim os partidos pol\u00edticos deixaram de ser a raz\u00e3o sincera para o voto da sociedade. Pior, quanto mais poderosos e pretensamente autossuficientes, mais longe do eleitor e das necessidades dos brasileiros.<\/p>\n<p>A crise moral revelada pelas investiga\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio P\u00fablico e Pol\u00edcia Federal resultou numa esp\u00e9cie de maldi\u00e7\u00e3o que parece manter cada vez mais em lados opostos e antag\u00f4nicos eleitores e partidos pol\u00edticos, gerando um tipo peculiar de Midas pol\u00edtico que parece carregar o fardo de sua opul\u00eancia que \u00e9 tamb\u00e9m o de seu ocaso.<\/p>\n<p>A frase que foi pronunciada<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o, Tempo, n\u00e3o zombar\u00e1s de minhas mudan\u00e7as!\/ As pir\u00e2mides que novamente constru\u00edste\/ N\u00e3o me parecem novas, nem estranhas;\/Apenas as mesmas com novas vestimentas.\u201d<\/p>\n<p>William Shakespeare<\/p>\n<p>Leitor<\/p>\n<p>Sobre o nosso pedido de aten\u00e7\u00e3o aos ciclistas Uir\u00e1 Louren\u00e7o afirma: \u201cA tend\u00eancia atual \u00e9 humanizar a cidade, reduzir os limites de velocidade e restringir o uso do carro, especialmente na \u00e1rea central, como forma de incentivar que as pessoas usem os modos coletivos e saud\u00e1veis (ativos) de transporte, como forma de aumentar o bom conv\u00edvio entre pedestres, ciclistas e motoristas\u201d, diz o leitor.<\/p>\n<p>Release<\/p>\n<p>Entre as novas iniciativas anunciadas pela diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, est\u00e1 a parceria entre C\u00e2mara dos Deputados, Tribunal de Contas da Uni\u00e3o, Instituto Latino-Americano da ONU, Preven\u00e7\u00e3o do Delito e Tratamento do Delinquente (Ilanud) e Senado na assinatura de um protocolo de inten\u00e7\u00f5es para a cria\u00e7\u00e3o do curso de especializa\u00e7\u00e3o \u2014 p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o lato sensu \u2014 em justi\u00e7a social, criminalidade e direitos humanos. A a\u00e7\u00e3o inaugura processo que levar\u00e1 \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da terceira Universidade da ONU, depois da Costa Rica e do Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>Novidade<\/p>\n<p>Com a concord\u00e2ncia imediata da senadora Marta Suplicy e do senador Paulo Paim, a senadora Ana Am\u00e9lia comentou que, pelos rinc\u00f5es do Brasil, personagens queridos dos munic\u00edpios s\u00e3o os motoristas de ambul\u00e2ncia. Por causa disso, os parlamentares apostam que s\u00e3o os candidatos mais promissores para as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/p>\n<p>Estar\u00e1 logo mais desembarcando em Bras\u00edlia, para assumir a sua cadeira na C\u00e2mara dos Deputados, o ex-prefeito Paulo de Tarso, v\u00edtima de um presidente, v\u00edtima at\u00e9 de maus companheiros de Parlamento. (Publicado em 07.10.1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 1960 colunadoaricunha@gmail.com; com Circe Cunha e Mamfil A perda paulatina e ininterrupta da confian\u00e7a popular nos pol\u00edticos, como bem demonstram variadas pesquisas, n\u00e3o pode ser contornada com a entrada de milh\u00f5es nos cofres das legendas. Nem todo o dinheiro do mundo em propaganda seria capaz de reverter a perda de credibilidade. 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