{"id":9207,"date":"2017-11-11T03:25:20","date_gmt":"2017-11-11T05:25:20","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=9207"},"modified":"2017-11-14T07:55:39","modified_gmt":"2017-11-14T09:55:39","slug":"fraqueza-das-legendas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/fraqueza-das-legendas\/","title":{"rendered":"Fraqueza das legendas"},"content":{"rendered":"<p>Desde 1960<\/p>\n<p>colunadoaricunha@gmail.com;<\/p>\n<p>com Circe Cunha  e Mamfil<\/p>\n<p>N\u00e3o fossem os recursos p\u00fablicos, canalizados sob as mais diversas rubricas, sob as mais inventivas nomenclaturas, e de forma absolutamente compuls\u00f3ria, nenhuma legenda pol\u00edtica, das mais de 30 que orbitam os legislativos do pa\u00eds, sobreviveria por mais de quatro anos ou por mais de uma elei\u00e7\u00e3o. Apenas por esse aspecto sui generis podemos inferir que a representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, t\u00e3o necess\u00e1ria para a manuten\u00e7\u00e3o do chamado Estado Democr\u00e1tico de Direito, realizada por meio de partidos sustentados exclusivamente com verbas p\u00fablicas, resultam, na verdade, numa esp\u00e9cie de democracia do tipo estatal.<\/p>\n<p>Em outro sentido, pode-se entender que, por essa f\u00f3rmula, o que os brasileiros t\u00eam em m\u00e3os para represent\u00e1-los junto ao parlamento, em todos os n\u00edveis, municipal, estadual e federal, s\u00e3o empresas t\u00edpicas do Estado, que, ao contr\u00e1rio de muitas outras, n\u00e3o necessitam adotar regras de compliance ou mesmo prestar contas aos contribuintes dos recursos que arrecadam e dos gastos que empreendem.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o nesse caso \u00e9 como alcan\u00e7ar uma verdadeira democracia, com igualdade de oportunidade, sabendo-se que a ponte que liga o cidad\u00e3o ao Estado \u00e9 inteiramente constru\u00edda e alicer\u00e7ada com a vontade e os recursos estatais, administrados por indiv\u00edduos ou grupos instalados dentro da m\u00e1quina p\u00fablica. Quando surgiu como uma for\u00e7a nova dentro do cen\u00e1rio pol\u00edtico do final dos anos setenta, o Partido dos Trabalhadores (PT) empolgava as oposi\u00e7\u00f5es ao regime pelo fato de obter seus recursos diretamente da popula\u00e7\u00e3o, por meio de vaquinhas, venda de camisetas e churrascos, festas e outros meios.<\/p>\n<p>Essa era a for\u00e7a que mantinha esse partido bem ao gosto popular. Esse tempo amador, mas aut\u00eantico, j\u00e1 vai longe, bem longe. Hoje, o PT e todas as demais legendas vivem \u00e0 sombra do Estado, devidamente azeitados com verbas bilion\u00e1rias, fechados em si mesmos, distantes da popula\u00e7\u00e3o, hoje chamada apenas de base. Fen\u00f4meno semelhante parece ter ocorrido tamb\u00e9m com os clubes de futebol. Antigamente era comum falar-se em amor \u00e0 camisa. Eram tempos de inoc\u00eancia dentro do esporte. Os times viviam praticamente dos recursos obtidos das bilheterias dos jogos.<\/p>\n<p>Por esse crit\u00e9rio, o desempenho no campeonato e a boa performance contavam muito para atrair p\u00fablico. S\u00f3 os bons times, bem armados e treinados, sobreviviam aos torneios. Esses tamb\u00e9m s\u00e3o tempos que j\u00e1 v\u00e3o bem longe. Hoje, os times s\u00e3o empresas, e quem parece brilhar, mais do que os jogadores, s\u00e3o os cartolas. Guardadas as propor\u00e7\u00f5es e a import\u00e2ncia de cada um para a vida dos brasileiros, os recursos f\u00e1ceis e abundantes acabaram por roubar a paix\u00e3o de eleitores e torcedores.<\/p>\n<p>Fundos partid\u00e1rios, eleitorais e para campanhas arrancam bilh\u00f5es dos cidad\u00e3os, a cada ano, transformando as legendas em empresas de grande porte, capazes de fazer inveja aos pa\u00edses do primeiro mundo. N\u00e3o \u00e9 por outro motivo que existem atualmente tantos partidos, com a expectativa de cria\u00e7\u00e3o de muitos outros. Ainda assim, com tanta fartura material, os partidos e os pol\u00edticos nunca estiveram t\u00e3o em baixa na confian\u00e7a do cidad\u00e3o.<\/p>\n<p>Seguidas pesquisas mostram que entre as institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, aquelas que menos gozam da simpatia e da confian\u00e7a dos brasileiros s\u00e3o justamente os partidos e os respectivos pol\u00edticos. Por a\u00ed se pode ver que n\u00e3o \u00e9 o dinheiro que torna pessoas, empresas e institui\u00e7\u00f5es em algo respeit\u00e1vel e aceito pela popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A frase que foi pronunciada<\/p>\n<p>\u201cTemos de nos tornar na mudan\u00e7a que queremos ver.\u201d<\/p>\n<p>Mahatma Gandhi<\/p>\n<p>Legisla\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>\u00bb A altera\u00e7\u00e3o mais falada da reforma trabalhista, entre as centenas de mudan\u00e7as na lei \u00e9, a desmoraliza\u00e7\u00e3o legislativa. Acordo coletivo entre trabalhadores e empresas vale mais que a velha Consolida\u00e7\u00e3o da Lei do Trabalho (CLT). Agora \u00e9 acompanhar de perto para ver se essa reforma ser\u00e1 sustentada por 74 anos, como foi a CLT.<\/p>\n<p>Sem cura<\/p>\n<p>\u00bb Ins\u00f4nia Familia Fatal, conhecida tamb\u00e9m como Agrypnia Excitata, \u00e9 uma doen\u00e7a heredit\u00e1ria em que o t\u00e1lamo sofre um comprometimento, fazendo com que o paciente perca o controle sono-vig\u00edlia. A Fiocruz tem um banco de teses sobre o assunto, que pode ser acessado no portal thesis.icict.fiocruz.br<\/p>\n<p>Erramos<\/p>\n<p>\u00bb O relat\u00f3rio sobre a crise h\u00eddrica citado nesta coluna foi produzido por Andr\u00e9s Gianni e n\u00e3o pelo Sindicato dos Engenheiros no Distrito Federal, como informamos. O material era uma entrevista publicada como reportagem especial jornal\u00edstica publicada por Gianni na Revista Voz do Engenheiro, que \u00e9 do Sindicato.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/p>\n<p>Chega hoje a Bras\u00edlia um homem de bem. Muitos amigos o abandonaram, alguns voltar\u00e3o, certamente, mas para um administrador a fidelidade de amigos \u00e9 uma conting\u00eancia. Quando pensa assim, n\u00e3o se decepciona. (Publicado em 76.10.1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 1960 colunadoaricunha@gmail.com; com Circe Cunha e Mamfil N\u00e3o fossem os recursos p\u00fablicos, canalizados sob as mais diversas rubricas, sob as mais inventivas nomenclaturas, e de forma absolutamente compuls\u00f3ria, nenhuma legenda pol\u00edtica, das mais de 30 que orbitam os legislativos do pa\u00eds, sobreviveria por mais de quatro anos ou por mais de uma elei\u00e7\u00e3o. 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