{"id":9189,"date":"2017-11-02T02:20:20","date_gmt":"2017-11-02T04:20:20","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=9189"},"modified":"2017-11-14T07:55:50","modified_gmt":"2017-11-14T09:55:50","slug":"por-uma-bienal-brasilia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/por-uma-bienal-brasilia\/","title":{"rendered":"Por uma Bienal Bras\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p>Desde 1960<br \/>\ncolunadoaricunha@gmail.com;<br \/>\ncom Circe Cunha  e Mamfil<\/p>\n<p>Com o t\u00edtulo, concedido agora pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Ci\u00eancia e Cultura (Unesco) ,de Cidade Criativa do Design, aumentam, ainda mais, as responsabilidades de Bras\u00edlia, em manter o status de Patrim\u00f4nio Cultural da Humanidade, atribu\u00edda a capital dos brasileiros por essa mesma entidade h\u00e1 exatos trinta anos. Com a concess\u00e3o desse t\u00edtulo pela Unesco, torna-se quase uma obriga\u00e7\u00e3o moral e uma necessidade pr\u00e1tica a cria\u00e7\u00e3o, pelo GDF, de uma escola p\u00fablica de design, desde a base at\u00e9 os n\u00edveis mais avan\u00e7ados.<\/p>\n<p>Infelizmente a sociedade ainda n\u00e3o despertou para a necessidade de se criar por aqui uma Bienal de Design, e que a exemplo do festival de Bras\u00edlia do Cinema Brasileiro, que j\u00e1 anda na sua 50\u00aa edi\u00e7\u00e3o, ajudaria , sobremaneira , a divulgar, para o pa\u00eds e para o mundo a sofistica\u00e7\u00e3o e o alto profissionalismo de nossa produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica.<\/p>\n<p>Reconhecimento importa principalmente em responsabilidade de dirigentes e da popula\u00e7\u00e3o. Com o m\u00e9rito de mais esse t\u00edtulo, \u00e9 oportuno que se retomem algumas discuss\u00f5es sobre o estado da arte na capital, incluindo a\u00ed desde a preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio material, at\u00e9 a prepara\u00e7\u00e3o adequada das novas gera\u00e7\u00f5es para dar prosseguimento o estudo, prepara\u00e7\u00e3o e pr\u00e1tica cotidiana do fazer arte. Para tanto \u00e9 fundamental que sejam reintroduzidas em todas as escolas p\u00fablicas o ensino das artes. Todas elas. N\u00e3o apenas para preencher lacunas e atender as exig\u00eancias m\u00ednimas da grade curricular imposta pelos burocratas da educa\u00e7\u00e3o, mas como condi\u00e7\u00e3o essencial para a forma\u00e7\u00e3o do cidad\u00e3o, naquilo que ele tem de mais precioso que \u00e9 a capacidade de interpretar o mundo ao seu redor, extraindo dele o que ele tem de mais valioso e educativo.<\/p>\n<p>A capital das artes precisa, antes de tudo aceitar a responsabilidade de ser tamb\u00e9m a capital do ensino das artes. Bras\u00edlia, onde o ensino e pr\u00e1tica das artes seja reconhecida como um referencial para o restante do pa\u00eds e qui\u00e7\u00e1 para o mundo. Houvesse prosseguido seu trabalho, dentro do que foi preconizado na sua formula\u00e7\u00e3o original desde Paulo Freire at\u00e9 An\u00edsio Teixeira e outros educadores, o modelo da Escola Parque ,seria facilmente reconhecido hoje como o maior celeiro de artistas do pa\u00eds, n\u00e3o devendo nada aos grandes centros de artes espalhados pelo mundo afora. \u00c9 preciso reconhecer qeu o t\u00edtulo concedido vem muito do trabalho realizado pelos artistas que colaboraram l\u00e1 atr\u00e1s na constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia. Gente como Athos Bulc\u00e3o, Burle Marx, Ceschiatti, Bruno Giorgi, Marienne Peretti, S\u00e9rgio Camargo, Alfredo Volpi, , Joaquim Tenreiro, S\u00e9rgio Rodrigues, L\u00facio Costa, Oscar Niemeyer e muitos outros. O maior problema no caso da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica persiste ainda na sua atrela\u00e7\u00e3o antiga aos ditames do governo.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda entre n\u00f3s um compadrio entre arte e governo. O que se mostra necess\u00e1rio, numa terra de escassos mecenas e de funda\u00e7\u00f5es com esse s\u00e9rio prop\u00f3sito, \u00e9 tamb\u00e9m o calcanhar de Aquiles de nossa produ\u00e7\u00e3o. Como bem ressaltaram os t\u00e9cnicos da Unesco, a concess\u00e3o desse t\u00edtulo \u00e9 um fator estrat\u00e9gico n\u00e3o s\u00f3 para o desenvolvimento urbano sustent\u00e1vel e a inclus\u00e3o social, mas sobretudo para salientar a import\u00e2ncia das artes na constru\u00e7\u00e3o de uma cidade mais humana e fraterna. Bras\u00edlia surgiu exatamente dessa jun\u00e7\u00e3o entre arte e arquitetura, portanto seu destino natural parece ser prosseguir nesse mesmo modelo, aliando ao bom urbanismo o que de melhor nossos artistas produzem.<\/p>\n<p>\u3000<\/p>\n<p>A frase que foi pronunciada:<\/p>\n<p>\u201c Qualquer coisa que encoraje o crescimento de la\u00e7os emocionais tem que servir contra as guerras.\u201d<\/p>\n<p>Sigmund Freud<\/p>\n<p>Muito boa<\/p>\n<p>Essa vale compartilhar. Foi revivida por Gaud\u00eancio Torquato. Ele conta que Ronaldo Cunha Lima n\u00e3o quis o nome Raquel para a filha. Avisou que seria Glauce. E explicou a raz\u00e3o foneticamente:<br \/>\n&#8211; &#8220;Quando ela pedir alguma coisa e n\u00e3o souberem bem o que \u00e9, v\u00e3o dizer : Qu\u00e9 qui Raqu\u00e9 qu\u00e9?&#8221;<\/p>\n<p>Sem ofensa<\/p>\n<p>Fernando Henrique Cardoso e Luciano Huck vistos almo\u00e7ando juntos em S\u00e3o Paulo parece ser um sinal de acreditar que os brasileiros ainda n\u00e3o t\u00eam discernimento para votar. Um candidato que nunca administrou um povoado, uma cidade ou um estado precisa ser proibido de se candidatar a gerir um pa\u00eds.<\/p>\n<p>PEC 1886\/12<\/p>\n<p>Dif\u00edcil acreditar que passaria na C\u00e2mara a Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o dando aos militares o direito a greve e livre associa\u00e7\u00e3o sindical. Um grupo que mais parecia estrangeiro comentava na porta do plen\u00e1rio que o que seria justo era dar aos homens da defesa de todo o mundo o direito de optar pela pr\u00f3pria vida negando servir em guerras, onde os interesses em jogo n\u00e3o s\u00e3o propriamente dos soldados nem da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mais assoreamento<\/p>\n<p>Chegam as chuvas e as obras do Trevo de Triagem Norte andam em passo de tartaruga. Parece que s\u00f3 h\u00e1 trabalhadores em hor\u00e1rio comercial.<\/p>\n<p>Plantar \u00e1gua<\/p>\n<p>Por falar na TTN vejam que incoer\u00eancia. De um lado o racionamento d&#8217;\u00e1gua e de outro mais uma nascente sufocada. Dessa vez a do Parque Vivencial visto logo ap\u00f3s a Bragheto. Natural seria o GDF cercar todas as nascentes do DF,  e em parceria com a UnB ,Parques e Jardins e administra\u00e7\u00f5es replantar a mata ciliar dos locais.<\/p>\n<p>HIST\u00d3RIA DE BRAS\u00cdLIA 02\/11\/2017<\/p>\n<p>Mora em Bras\u00edlia o homem que a construiu. Cercado de toda a sua equipe, conhecendo todas as particularidades da grande obra que assombrou o mundo, \u00e9 um soldado que bem poderia ser convocado. (Publicado em 06.10.1961<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 1960 colunadoaricunha@gmail.com; com Circe Cunha e Mamfil Com o t\u00edtulo, concedido agora pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Ci\u00eancia e Cultura (Unesco) ,de Cidade Criativa do Design, aumentam, ainda mais, as responsabilidades de Bras\u00edlia, em manter o status de Patrim\u00f4nio Cultural da Humanidade, atribu\u00edda a capital dos brasileiros por essa mesma entidade h\u00e1 exatos trinta anos. 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