{"id":9122,"date":"2017-10-06T09:15:17","date_gmt":"2017-10-06T12:15:17","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=9122"},"modified":"2017-11-14T07:56:28","modified_gmt":"2017-11-14T09:56:28","slug":"crise-do-estado-prejudica-instituicoes-publicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/crise-do-estado-prejudica-instituicoes-publicas\/","title":{"rendered":"Crise do Estado prejudica institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas"},"content":{"rendered":"<p>Desde 1960<\/p>\n<p>colunadoaricunha@gmail.com<\/p>\n<p>com Circe Cunha \u00a0e Mamfil<\/p>\n<p>Sob o argumento de que n\u00e3o h\u00e1 uma crise gen\u00e9rica da educa\u00e7\u00e3o no Brasil, a avalia\u00e7\u00e3o de Fernando Sch\u00fcler, cientista pol\u00edtico e professor do Insper, \u00e9 a seguinte: \u201cExiste no Brasil uma brutal fal\u00eancia do modelo de gest\u00e3o estatal do ensino\u201d. Essa mesma crise do Estado se repete em outras esferas p\u00fablicas do pa\u00eds e tem origem, segundo o catedr\u00e1tico, pela forma como foi estruturada a gest\u00e3o p\u00fablica a partir da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988.<\/p>\n<p>Entende o professor que, ao transformarmos nossas escolas em meras reparti\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, nas quais os professores passam a possuir estabilidade no emprego e a ser submetidos ao imp\u00e9rio da burocracia, com diretores sendo eleitos sob intensas press\u00f5es corporativas, geramos, ao longo do tempo, uma brutal desigualdade educacional entre as redes privada e p\u00fablica.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o parece piorar ainda mais quando se verifica que, a cada quatro anos, com as mudan\u00e7as habituais de governo, tudo parece voltar \u00e0 estaca zero, afetando qualquer tentativa de planejamento a longo prazo. Para Fernando Sch\u00fcler, \u00e9 preciso que o Estado garanta o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, sem, necessariamente, gerir todas as escolas. \u201cO Brasil, nesse ponto, \u00e9 um pa\u00eds curioso: reconhece-se que o governo n\u00e3o \u00e9 competente para gerir estradas, portos ou aeroportos; mas para gerir escolas imagina-se que sim\u201d. Para o cientista, a pr\u00f3pria elite que, insistentemente, faz promessas de melhorar a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, recorre \u00e0 rede privada para educar seus filhos.<\/p>\n<p>O mesmo ocorre com a classe pol\u00edtica que, em vez de provocar grandes mudan\u00e7as nesse modelo, prefere, por quest\u00f5es \u00f3bvias, manter seus filhos matriculados na rede privada. O comportamento se repete em rela\u00e7\u00e3o ao atendimento nas redes hospitalares p\u00fablicas. Aqueles que poderiam catalisar o processo de melhora do sistema, buscam os hospitais de ponta particulares para a solu\u00e7\u00e3o dos seus problemas de sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u00c9 esse desn\u00edvel na qualidade entre os servi\u00e7os do Estado e as redes particulares de ensino, que o professor chama, com propriedade, de nosso apartheid educacional. Curiosamente se tem , por outro lado, entre os sindicatos, que poderiam encabe\u00e7ar um movimento de reforma, aqueles que mais representam o status quo, agindo como uma grande for\u00e7a conservadora da educa\u00e7\u00e3o brasileira. \u201cO Brasil precisa, hoje, de gestores obstinados e muito bem formados capazes de estabelecer coaliz\u00f5es p\u00fablicas em defesa dos interesses dos estudantes mais pobres\u201d, avalia Fernando Sch\u00fcler, que considera que, se continuarmos a manter um sistema de educa\u00e7\u00e3o segregado, como temos hoje no Brasil, estaremos apenas contribuindo para aumentar ainda mais a desigualdade social.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cA educa\u00e7\u00e3o \u00e9 o \u00fanico caminho para emancipar o homem. Desenvolvimento sem educa\u00e7\u00e3o \u00e9 cria\u00e7\u00e3o de riquezas apenas para alguns privilegiados.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Leonel Brizola<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Cena rara<\/strong><\/p>\n<p>\u00bb Imagine um com\u00e9rcio onde um cliente come\u00e7a a elogiar o atendimento e todos os outros concordam, falando em alto e bom som para que os atendentes ouvissem. Sorrisos, coment\u00e1rios carinhosos, agradecimentos e registro de que aquele momento \u00e9 uma raridade na capital do pa\u00eds. Esse lugar \u00e9 a sorveteria gourmet Bacio de latte, do Conjunto Nacional, e as atendentes elogiadas que estavam presentes no momento foram Gleide Silva, Sandy Rocha e Fernanda Ara\u00fajo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Hor\u00e1rio de arrecadar<\/strong><\/p>\n<p>\u00bb Penso que o hor\u00e1rio de ver\u00e3o obriga milh\u00f5es de lares brasileiros a ligar as luzes durante as manh\u00e3s, j\u00e1 que est\u00e1 escuro. Ou seja, h\u00e1 aumento do consumo. Na minha opini\u00e3o, ent\u00e3o, o que as el\u00e9tricas querem \u00e9 um faturamento maior. Como a energia el\u00e9trica vem de hidrel\u00e9tricas, isso significa maior consumo de \u00e1gua tamb\u00e9m, o que \u00e9 preocupante nessa \u00e9poca de crise h\u00eddrica. Jos\u00e9 Rabello<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Novidade<\/strong><\/p>\n<p>\u00bb A Voe Psicologia serve a quem tem pavor de voar. As estat\u00edsticas apontam que 30% da popula\u00e7\u00e3o mundial est\u00e1 dentro desse corte. Essa empresa faz o tratamento para diminuir o medo de voar em 10 sess\u00f5es individuais. Por enquanto, cursos s\u00f3 em S\u00e3o Paulo:\u00a0<a href=\"tel:(11)%2096975-0308\">(11) 96975- 0308<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>Vencidas as 48 horas dadas para surgir o nome do prefeito. Na nossa posi\u00e7\u00e3o de defesa da cidade, nada mais nos cabe, sen\u00e3o esperar. Todos os esclarecimentos foram feitos. O governo que compreenda. (Publicado em 6\/10\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 1960 colunadoaricunha@gmail.com com Circe Cunha \u00a0e Mamfil Sob o argumento de que n\u00e3o h\u00e1 uma crise gen\u00e9rica da educa\u00e7\u00e3o no Brasil, a avalia\u00e7\u00e3o de Fernando Sch\u00fcler, cientista pol\u00edtico e professor do Insper, \u00e9 a seguinte: \u201cExiste no Brasil uma brutal fal\u00eancia do modelo de gest\u00e3o estatal do ensino\u201d. 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