{"id":9033,"date":"2017-09-16T04:39:26","date_gmt":"2017-09-16T07:39:26","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=9033"},"modified":"2017-09-19T06:42:19","modified_gmt":"2017-09-19T09:42:19","slug":"que-planeta-deixaremos-as-futuras-geracoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/que-planeta-deixaremos-as-futuras-geracoes\/","title":{"rendered":"Que planeta deixaremos \u00e0s futuras gera\u00e7\u00f5es?"},"content":{"rendered":"<p><em>Desde 1960<\/em><\/p>\n<p><em>colunadoaricunha@gmail.com<\/em><\/p>\n<p><em>com Circe Cunha \u00a0e Mamfil<\/em><\/p>\n<p>Caber\u00e3o \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es buscar solu\u00e7\u00f5es para os graves problemas criados por n\u00f3s, nos \u00faltimos 50 anos, e que acabou por nos conduzir, talvez, ao maior de todos dilemas da humanidade. Tem sido assim, desde que o mundo \u00e9 mundo. A diferen\u00e7a agora \u00e9 que os problemas que estamos deixando como heran\u00e7a para os futuros habitantes do planeta s\u00e3o de tal magnitude que, seguramente, v\u00e3o se prolongar ao longo de todo esse s\u00e9culo.<\/p>\n<p>A primeira dessas grandes quest\u00f5es que se imp\u00f5em \u00e9 como compatibilizar o vertiginoso crescimento da popula\u00e7\u00e3o, num planeta em franco processo de aquecimento global, com riscos consider\u00e1veis para a deteriora\u00e7\u00e3o irrevers\u00edvel das terras agricult\u00e1veis, sabendo-se, de antem\u00e3o que, mesmo ap\u00f3s detido diagn\u00f3stico, elaborado pelos mais renomados cientistas do mundo, ainda assim, n\u00e3o foi iniciada nenhuma das medidas propostas pelos estudiosos do clima, para, ao menos, buscar amenizar as consequ\u00eancias do nefasto efeito estufa que se anuncia com f\u00faria nunca vista.<\/p>\n<p>Em outras palavras, estamos destruindo o mundo sob nossos p\u00e9s, devastando impiedosamente a natureza em nossa volta e entregando \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es uma terra arrasada pela gan\u00e2ncia desmedida e pela ignor\u00e2ncia vaidosa. Se adicionarmos aos fatores dessa equa\u00e7\u00e3o intrincada as grandes movimenta\u00e7\u00f5es de popula\u00e7\u00f5es em busca desesperada por sobreviv\u00eancia em outros pa\u00edses, formando, o que \u00e9 visto hoje,\u00a0 a maior leva de migrantes de toda a hist\u00f3ria da humanidade, o problema cresce em complexidade e desafio.<\/p>\n<p>Envoltos em nossos pr\u00f3prios problemas, que s\u00e3o demasiados e complexos, ainda n\u00e3o nos demos conta de que tamb\u00e9m somos parte do grande dilema global. De sa\u00edda, \u00e9 bom destacar que temos parcela de responsabilidade com o assunto, uma vez que, como grandes produtores de gr\u00e3os e de prote\u00edna animal, prosseguimos, insistentemente, devastando nossos recursos naturais para tornar cada vez mais rent\u00e1vel o agroneg\u00f3cio, altamente mecanizado, com sementes transg\u00eanicas e que enriquecem poucos.<\/p>\n<p>Num futuro, que se anuncia para muito breve, as mesmas raz\u00f5es que levam alguns hoje a acreditar que, em nome do agroneg\u00f3cio, tudo \u00e9 permitido e justific\u00e1vel, ser\u00e3o vistas como crimes de grande gravidade. Quem acompanha a sequ\u00eancia de fen\u00f4menos clim\u00e1ticos que v\u00e3o se sucedendo em nosso pa\u00eds, pode perceber que alguma coisa estranha e fora dos eixos est\u00e1 acontecendo. Rios importantes est\u00e3o secando, esp\u00e9cies de animais,desaparecendo a um ritmo nunca antes visto. Extensas coberturas de matas naturais s\u00e3o varridas.<\/p>\n<p>Ao lado desse deserto que vamos semeando dia a dia, prossegue, como de costume, o desmatamento da Amaz\u00f4nia, pela extra\u00e7\u00e3o criminosa de madeiras nobres. Outras extensas \u00e1reas naturais est\u00e3o sendo entregues, at\u00e9 ilegalmente, a mineradoras nacionais e internacionais.<\/p>\n<p>O desd\u00e9m com que tratam o nosso territ\u00f3rio e a soberania nacional \u00e9 de tal monta que aparece quase que, diuturnamente, nas principais manchetes dos jornais do mundo. O aumento significativo nas temperaturas tem assustado as popula\u00e7\u00f5es das metr\u00f3poles, num pren\u00fancio de que, a cada ano, v\u00e3o num crescendo preocupante. O racionamento de \u00e1gua \u00e9 hoje realidade na maioria de nossas cidades.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria capital, que teve no passado, como um dos motivos estrat\u00e9gicos para ser assentada neste s\u00edtio, a quest\u00e3o de que aqui nascem as \u00e1guas que formam nossas principais bacias hidrogr\u00e1ficas, enfrenta a escassez e a falta de \u00e1gua generalizada. Em nossas cidades, o lixo e a polui\u00e7\u00e3o s\u00e3o realidade a c\u00e9u aberto. Sujas e fedorentas, nossas capitais, mesmo aquelas consideradas tur\u00edsticas, refletem a pouca preocupa\u00e7\u00e3o com o meio ambiente e com o futuro em comum. \u00c9 nesse quadro, em que o caos \u00e9 uma realidade anunciada, que prosseguimos indiferentes, fazendo cara de paisagem para a paisagem acinzentada, esquecendo do fato de que estamos no mesmo e desgovernado barco.<\/p>\n<p>Leis existem em quantidade suficiente para coibir esses e outros abusos contra o patrim\u00f4nio natural de todos. No entanto, parece ainda haver lugar para uma lei simples, mas que tem sido deixada de lado todo esse tempo. Uma lei que obrigasse cada indiv\u00edduo a se responsabilizar diretamente com as futuras gera\u00e7\u00f5es. Ou \u00e9 assim, ou corremos o risco de n\u00e3o termos futuras gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que n\u00e3o foi pronunciada<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cNunca imites ningu\u00e9m. Que a tua produ\u00e7\u00e3o seja como um novo fen\u00f4meno da natureza.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Leonardo da Vinci<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Dia da Liberdade<\/strong><\/p>\n<p>\u00bb Quem foi \u00e0 Embaixada da Indon\u00e9sia nesta semana ficou encantado com a delicadeza da decora\u00e7\u00e3o e da recep\u00e7\u00e3o. O embaixador Toto Riyanto e fam\u00edlia s\u00e3o excelentes anfitri\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Escriba<\/strong><\/p>\n<p>\u00bb Sucesso o lan\u00e7amento do livro de Pedro Fortes, Maresias e Marulhas, no Dom Romano. Um homem do mar n\u00e3o poderia escolher um t\u00edtulo melhor. Noite agrad\u00e1vel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Nem leite nem mel<\/strong><\/p>\n<p>\u00bb Sem ser repetitiva, mas procurando ser a voz da popula\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso denunciar quando necess\u00e1rio. In\u00fameras vezes, quando a \u00e1gua da Caesb volta, ao Lago Norte, traz a desconfian\u00e7a nos moradores. Era leite, depois barro. Agora uma novidade: vem espumando. Sem alternativa, o brasiliense \u00e9 for\u00e7ado a se submeter a isso. Pre\u00e7o alto pela \u00e1gua de m\u00e1 qualidade e sem op\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>As reclama\u00e7\u00f5es contra o supermercado da Asa Norte s\u00e3o constantes. Falta de acomoda\u00e7\u00f5es, falta de v\u00edveres, localiza\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria acanhada e estoque pequeno demais. (Publicada em 5\/10\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 1960 colunadoaricunha@gmail.com com Circe Cunha \u00a0e Mamfil Caber\u00e3o \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es buscar solu\u00e7\u00f5es para os graves problemas criados por n\u00f3s, nos \u00faltimos 50 anos, e que acabou por nos conduzir, talvez, ao maior de todos dilemas da humanidade. Tem sido assim, desde que o mundo \u00e9 mundo. 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