{"id":8801,"date":"2017-06-10T00:31:33","date_gmt":"2017-06-10T03:31:33","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=8801"},"modified":"2017-06-09T12:43:52","modified_gmt":"2017-06-09T15:43:52","slug":"adeus-ao-espelho-dagua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/adeus-ao-espelho-dagua\/","title":{"rendered":"Adeus ao espelho d&#8217;\u00e1gua"},"content":{"rendered":"<p>Desde 1960<\/p>\n<p><a href=\"mailto:aricunha@dabr.com.br\">aricunha@dabr.com.br<\/a><\/p>\n<p>com Circe Cunha e MAMFIL<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Seria imposs\u00edvel hoje repetir a epopeia da constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, principalmente nos moldes como foi feita no final dos anos cinquenta do s\u00e9culo passado. As raz\u00f5es s\u00e3o in\u00fameras, a come\u00e7ar pela dimens\u00e3o da obra, pelo s\u00edtio escolhido, pela fabulosa movimenta\u00e7\u00e3o de terras que se seguiu para o nivelamento das grandes \u00e1reas centrais da capital, pelo assoreamento de diversos curso d&#8217;\u00e1gua, pela derrubada de extensas \u00e1reas nativas de cerrado e por diversas outras transgress\u00f5es e crimes contra o meio ambiente.<\/p>\n<p>Bras\u00edlia existe hoje, porque na \u00e9poca n\u00e3o existiam c\u00f3digos de preserva\u00e7\u00e3o da natureza e muito menos informa\u00e7\u00e3o sobre o delicado equil\u00edbrio dos biomas e de quest\u00f5es sobre o aquecimento global. Do ponto de vista da atual legisla\u00e7\u00e3o e do entendimento que temos hoje sobre fen\u00f4menos como o efeito estufa, do conhecimento da import\u00e2ncia do cerrado para a forma\u00e7\u00e3o das principais bacias hidrogr\u00e1ficas do pa\u00eds e sobretudo sobre os alertas acerca da crescente escassez de \u00e1gua pot\u00e1vel, a implanta\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia cometeu uma s\u00e9rie cont\u00ednua dos mais graves crimes ambientais que se tem not\u00edcia.<\/p>\n<p>Obviamente que n\u00e3o se pode julgar o passado, mas \u00e9 poss\u00edvel aprender com os erros cometidos e corrigir futuros rumos. No entanto, entre n\u00f3s, n\u00e3o parece que tenhamos aprendido coisa alguma com os erros passados. Prosseguimos na mesma rota de destrui\u00e7\u00e3o da natureza ao nosso redor, apesar saber que isto ir\u00e1 comprometer gravemente as gera\u00e7\u00f5es futuras.<\/p>\n<p>Cada pequeno gesto e a\u00e7\u00e3o que perpetramos contra o meio ambiente ir\u00e1 se somar aos grandes e irrevers\u00edveis estragos que tornar\u00e3o nosso planeta um lugar cada vez mais in\u00f3spito para o pr\u00f3prio ser humano. Neste sentido n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel compreender que o Lago Parano\u00e1 continue a sofrer cotidianamente agress\u00f5es de todo o tipo.<\/p>\n<p>Quem atravessa a ponte do Braguetto, no sentido Norte\/Sul, j\u00e1 pode observar, do lado direito, que o pl\u00e1cido e belo espelho d\u00b4\u00e1gua, formado pela contribui\u00e7\u00e3o das \u00e1guas do Rio Bananal, a cada dia que passa vai desaparecendo, dando lugar ao mato. Assoreado pelas constru\u00e7\u00f5es do Setor M\u00e9dico Norte, pela constru\u00e7\u00e3o do bairro Noroeste e agora pelas obras do Trecho de Triagem Norte (TTN), essa pequena bacia natural est\u00e1 desaparecendo e todas as nascentes ao redor est\u00e3o tamb\u00e9m com os dias contados.<\/p>\n<p>O avan\u00e7o do progresso, feito de forma apressada e sem maiores estudos pr\u00e9vios e preocupa\u00e7\u00f5es ambientais, est\u00e1 destruindo, diante de todos, esta parte buc\u00f3lica do Lago Parano\u00e1 e que comp\u00f5e o que os ambientalistas chamam de corredor ecol\u00f3gico.<\/p>\n<p>O governo, por meio da Secretaria do Meio Ambiente, faz cara de paisagem e n\u00e3o toma provid\u00eancias. A obra do TTN, que para muitos ir\u00e1 livrar aquela sa\u00edda dos constantes engarrafamentos \u00e9, na vis\u00e3o dos urbanistas experientes neste assunto, apenas um remendo provis\u00f3rio que, em pouco tempo apresentar\u00e1 os mesmos problemas de represamento do tr\u00e2nsito nas horas de pico.<\/p>\n<p>Estudiosos dessa mat\u00e9ria sabem que quanto mais se alargam e duplicam as pistas, mais carros aparecem para congestion\u00e1-las, num ciclo sem fim. A solu\u00e7\u00e3o, que seria a implanta\u00e7\u00e3o de transporte p\u00fablico de massa, n\u00e3o \u00e9, sequer, pensada. Enquanto as obras paliativas e a poeira avan\u00e7am, a natureza vai recuando silenciosamente. At\u00e9 quando?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A frase que n\u00e3o foi pronunciada:<\/p>\n<p>&#8220;A personalidade do homem determina antecipadamente o grau da sua fortuna.&#8221;\u00a0 Schopnhauer<\/p>\n<p>Humano<\/p>\n<p>H\u00e1 que se registrar a hombridade do ministro Barroso em reconhecer e se desculpar sobre uma frase infeliz que disse. Foi um fecho de luz em um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o para o Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Arte<\/p>\n<p>Recebemos um convite de Heloise Velloso presidente da ACEHU para conhecer o trabalho realizado em S\u00e3o Sebasti\u00e3o para meninas de 10 a 14 anos em situa\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel. <strong><em>Mais Arte! <\/em><\/strong>\u00e9 o nome do projeto que abriga as crian\u00e7as em ambiente de paz, m\u00fasica, fotografia e teatro. Totalmente gratuito \u00e0 comunidade, o <strong><em>Mais Arte<\/em><\/strong>! \u00e9 mantido pela Associa\u00e7\u00e3o de Assist\u00eancia Cultura e Educa\u00e7\u00e3o Humana, ACEHU, entidade sem fins lucrativos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ci\u00eancia<\/p>\n<p>Um rapaz cumpria pena alternativa em uma institui\u00e7\u00e3o filantr\u00f3pica de Bras\u00edlia. Ele havia dado um murro no homem que o chamou de macaco. Ao ser questionado se havia se arrependido do feito ele disse com convic\u00e7\u00e3o. Passaria minha vida toda dando murros em preconceituosos e trabalhando aqui. Com o maior prazer. Dados: 1,2 mil pessoas cumprem pena em postos de trabalho no GDF, \u00f3rg\u00e3os federais, empresas privadas e do terceiro setor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Inoper\u00e2ncia<\/p>\n<p>Por falar em cumprimento de pena, a ONG mexicana Conselho Cidad\u00e3o pela Seguridade Social P\u00fablica e Justi\u00e7a Penal apresentou um ranking das cidades mais violentas do mundo. Um dado interessante \u00e9 o n\u00edvel de impunidade. Para os homic\u00eddios a impunidade no Brasil \u00e9 estarrecedora. Em 92% dos casos de morte n\u00e3o h\u00e1 puni\u00e7\u00e3o para o criminoso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>HIST\u00d3RIA DE BRAS\u00cdLIA<\/p>\n<p>Resultado geral do acidente com o Caravelle: n\u00e3o houve perdas de vida, havendo, entretanto, perda total do aparelho. (Publicado em 28.09.1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 1960 aricunha@dabr.com.br com Circe Cunha e MAMFIL &nbsp; Seria imposs\u00edvel hoje repetir a epopeia da constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, principalmente nos moldes como foi feita no final dos anos cinquenta do s\u00e9culo passado. 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