{"id":8782,"date":"2017-05-27T03:57:52","date_gmt":"2017-05-27T06:57:52","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=8782"},"modified":"2017-05-29T09:59:13","modified_gmt":"2017-05-29T12:59:13","slug":"patrimonialismo-estatal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/patrimonialismo-estatal\/","title":{"rendered":"Patrimonialismo estatal"},"content":{"rendered":"<p>Desde 1960 \u00bb<br \/>\naricunha@dabr.com.br<br \/>\nCom Mamfil e Circe Cunha<br \/>\nWhatsapp 61 9922CIRCE<\/p>\n<p>Os casos recentes de corrup\u00e7\u00e3o end\u00eamica que v\u00eam \u00e0 tona tem como \u00fanico pano de fundo a megaestrutura de um Estado, capturado, ao longo de toda nossa hist\u00f3ria pelas elites rurais e empresariais. Assim,\u00a0 qualquer reforma, por mais criteriosa e t\u00e9cnica que se apresente, que n\u00e3o cuidar primeiro do gigantismo do Estado, est\u00e1 marcada com a sina do fracasso. \u00c9 do tamanho do Estado que devemos cuidar.<\/p>\n<p>O gigante deitado eternamente em ber\u00e7o espl\u00eandido n\u00e3o \u00e9 outro sen\u00e3o o Estado que erigimos e que amea\u00e7a tombar sobre n\u00f3s. O caso das estatais explica bem a contradi\u00e7\u00e3o: um Estado extremamente rico e uma popula\u00e7\u00e3o com os mais ris\u00edveis n\u00edveis de \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH).<\/p>\n<p>\u00c9 o mesmo paradoxo que permite a exist\u00eancia de suntuosos pal\u00e1cios de m\u00e1rmores, como a sede dos Tr\u00eas Poderes, enquanto popula\u00e7\u00f5es inteiras permanecem sem as m\u00ednimas condi\u00e7\u00f5es de infraestrutura sanit\u00e1ria, sobrevivendo com as mesmas car\u00eancias b\u00e1sicas de s\u00e9culos passados.<\/p>\n<p>Somente o gigantismo de um Estado injusto explica o fato de um presidente da Rep\u00fablica viajar a bordo de uma aeronave de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, um verdadeiro hotel seis estrelas, enquanto milh\u00f5es de brasileiros s\u00e3o obrigados a se submeter a cada dia aos piores meios de transporte do planeta. A redu\u00e7\u00e3o do Estado ao m\u00ednimo necess\u00e1rio \u00e0s exig\u00eancias da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 a primeira condi\u00e7\u00e3o para se livrar do subdesenvolvimento e libertar a na\u00e7\u00e3o do labirinto em que se encontra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cN\u00e3o h\u00e1 despertar de consci\u00eancias sem dor. As pessoas far\u00e3o de tudo, chegando ao limite do absurdo para evitar enfrentar a sua pr\u00f3pria alma. Ningu\u00e9m se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas, sim, por tornar consciente a escurid\u00e3o.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Carl Jung<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Simples assim<\/strong><\/p>\n<p>\u00bb \u00c9 bom que o Pal\u00e1cio do Planalto cobre dos prefeitos a contrapartida do que t\u00eam sido feito com as cifras extras que recebem. O primeiro passo para controlar os cofres \u00e9 acompanhar o retorno do que foi investido. Vereadores e prefeitos, antes de marcar as passagens para Bras\u00edlia, preparem o relat\u00f3rio das obras efetivamente feitas com o que foi recebido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C\u00e2mara dos Deputados<\/strong><\/p>\n<p>\u00bb Por falar nisso, em 12 de junho prefeitos e vereadores em defesa dos munic\u00edpios de Mato Grosso vir\u00e3o \u00e0 capital para participar da comiss\u00e3o especial que analisa mudan\u00e7as na Lei Kandir. Pela declara\u00e7\u00e3o do presidente da Associa\u00e7\u00e3o Mato-grossense dos Munic\u00edpios, Neurilan Fraga, a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 dif\u00edcil: a arrecada\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios encolheu mais de R$ 190 bilh\u00f5es em 10 anos<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Conveni\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>\u00bb Tem gente se perguntando como \u00e9 que o mesmo TSE, que fez vista grossa para a entrega de panfletos pelos Correios, vai condenar a chapa Dilma-Temer tr\u00eas anos depois. Os Correios n\u00e3o fizeram o registro obrigat\u00f3rio para a distribui\u00e7\u00e3o do material eleitoral do PT e, apesar da ilegalidade registrada pelo TCU, nada foi feito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>De gra\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>\u00bb Casa cheia em todas as apresenta\u00e7\u00f5es da orquestra Sinf\u00f4nica do Teatro Nacional Claudio Santoro \u00e0s ter\u00e7as-feiras. Com entrada franca \u00e9 um programa e tanto para quem gosta da boa m\u00fasica. Uma pena que a orquestra n\u00e3o possa tocar em casa. At\u00e9 hoje, o teatro est\u00e1 fechado. Certamente, deteriorando.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Leitor<\/strong><\/p>\n<p>\u00bb Registramos o cumprimento recebido pelo pioneiro Carlos Romeiro. Acompanhando sempre os acontecimentos na capital, tamb\u00e9m defende a cidade com o \u00edmpeto de quem a viu nascer. Nossos agradecimentos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>S\u00f3 suspeitos<\/strong><\/p>\n<p>\u00bb Quem estuda na biblioteca da UnB j\u00e1 viu um rapaz que escolhe sempre sentar perto das meninas bonitas. Mesmo com mesas dispon\u00edveis, ele sempre est\u00e1 perto delas. Agora, fotos dele est\u00e3o espalhadas pela universidade alertando garotos e garotas para terem cuidado. Um senhor estranho tamb\u00e9m fica na biblioteca fotografando as meninas. Uma pena vislumbrar a UnB cercada, mas sem efici\u00eancia no policiamento. O descaso com a seguran\u00e7a dos alunos continuar\u00e1.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>A presteza do Corpo de Bombeiros foi absoluta, mas o equipamento mostrou que \u00e9 ineficiente para inc\u00eandios de tal monta. Os pertences dos passageiros e partes do avi\u00e3o bem que poderiam ter sido salvos, mas o equipamento deficiente fez com que o fogo se alastrasse por todo o aparelho, provocando perda total do \u201cCaravelle\u201d. (Publicado em 28\/9\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 1960 \u00bb aricunha@dabr.com.br Com Mamfil e Circe Cunha Whatsapp 61 9922CIRCE Os casos recentes de corrup\u00e7\u00e3o end\u00eamica que v\u00eam \u00e0 tona tem como \u00fanico pano de fundo a megaestrutura de um Estado, capturado, ao longo de toda nossa hist\u00f3ria pelas elites rurais e empresariais. 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