{"id":8770,"date":"2017-05-21T03:39:05","date_gmt":"2017-05-21T06:39:05","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=8770"},"modified":"2017-05-24T05:46:05","modified_gmt":"2017-05-24T08:46:05","slug":"desculpas-insinceras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/desculpas-insinceras\/","title":{"rendered":"Desculpas insinceras"},"content":{"rendered":"<p>Desde 1960 \u00bb<br \/>\naricunha@dabr.com.br<br \/>\nCom Mamfil e Circe Cunha<br \/>\nWhatsapp 61 9922CIRCE<\/p>\n<p>Na selva in\u00f3spita em que se encontram embrenhados empres\u00e1rios e pol\u00edticos, o verdadeiro valor \u00e9tico de uma desculpa vai depender diretamente do tamanho da puni\u00e7\u00e3o que se anuncia \u00e0 frente. Neste caso, os pedidos de desculpas divulgados em nota pela imprensa, tanto da Odebrecht como da JBS , possuem um valor, digamos, de cunho empresarial, j\u00e1 que, por uma quest\u00e3o de garantia e preserva\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os no mercado, \u00e9 preciso se render a certos ritos formais de praxe.<\/p>\n<p>\u00c9, mais ou menos, como os cart\u00f5es de Natal enviados por pol\u00edticos, em que at\u00e9 a assinatura do missivista \u00e9 reproduzida mecanicamente por carimbo. Por tr\u00e1s das formalidades e dos textos recheados de frases at\u00e9 tocantes como: \u201cAssumimos aqui um compromisso p\u00fablico de sermos intolerantes e intransigentes com a corrup\u00e7\u00e3o\u201d ou, \u201co que mais importa \u00e9 que reconhecemos nosso envolvimento, fomos coniventes com tais pr\u00e1ticas e n\u00e3o as combatemos como dever\u00edamos\u201d. Assim, anunciam apenas um vasto e desolado deserto de boas inten\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Nesse caso, as desculpas soam como propaganda das empresas, em que o reconhecimento da culpa \u00e9 usado como pedestal para proclamar falsos sentimentos de pesar pelos erros. Desculpas insinceras funcionam assim como verniz que mant\u00e9m polida, entre o p\u00fablico, a imagem de bom mocismo dessas empresas. Ao fim e ao cabo, empres\u00e1rios desse calibre e pol\u00edticos desse matiz se merecem e nasceram um para o outro.<\/p>\n<p>O propalado presidencialismo de coaliz\u00e3o que, \u00e0 primeira vista, parecia ser formado por uma composi\u00e7\u00e3o natural e ocasional de for\u00e7as pol\u00edticas para o bem do pa\u00eds n\u00e3o passa de uma esp\u00e9cie de supermercado do Estado, onde os representantes do povo e os donos das empresas discutem o valor de cada mercadoria disposta nas estantes.<\/p>\n<p>Para os eleitores tra\u00eddos, fica a m\u00e1goa de que os pol\u00edticos nem ao menos tiveram a considera\u00e7\u00e3o de pedir desculpas. Fica absolutamente patente que, com os atuais Legislativo, Executivo e Judici\u00e1rio que o Brasil vai adentrar o s\u00e9culo 21, trajando as vestes e os trejeitos do s\u00e9culo retrasado. No capitalismo do tipo cartorial, em que a riqueza das empresas \u00e9 constru\u00edda \u00e0 sombra do Estado, o que mais chama a aten\u00e7\u00e3o s\u00e3o os vetores em sentidos opostos: ao crescimento exponencial da riqueza e do patrim\u00f4nio de empres\u00e1rios e pol\u00edticos, corresponde o empobrecimento progressivo de largas parcelas da sociedade, prejudicadas com a subtra\u00e7\u00e3o de oportunidades e de recursos. \u00c9 gra\u00e7as \u00e0 mis\u00e9ria de muitos que essa dupla de embusteiros vem, h\u00e1 d\u00e9cadas, fazendo seu p\u00e9-de-meia. Desculpem-me as exce\u00e7\u00f5es, mas os n\u00fameros que provam essa realidade est\u00e3o a\u00ed para confirmar essa hist\u00f3ria da inf\u00e2mia.<\/p>\n<p>A frase que n\u00e3o foi pronunciada<\/p>\n<p>\u201cSim! Prevarico e fa\u00e7o parte de uma organiza\u00e7\u00e3o que corr\u00f3i o pa\u00eds. Mas n\u00f3s n\u00e3o invadimos o Congresso Nacional. Chegamos aqui com o seu voto. Continuamos a contar com sua mem\u00f3ria curta. Muito obrigado.\u201d<\/p>\n<p>Algu\u00e9m anotou para pregar no espelho do banheiro at\u00e9 o dia das elei\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Homenagem<\/p>\n<p>\u00bb Dib Francis foi laureado pela Academia Brasileira de Ci\u00eancias, Artes, Hist\u00f3ria e Literatura, em parceria com o Instituto Biogr\u00e1fico do Brasil. Audit\u00f3rio Honestino Guimar\u00e3es do Museu Nacional, Bras\u00edlia-DF.\u201cDedico essa honraria a todos os meus colegas, m\u00fasicos, sobretudo os m\u00fasicos eruditos, uma categoria nem sempre reverenciada na real medida de sua augusta dedica\u00e7\u00e3o\u201d, disse o professor e pianista homenageando a classe.<\/p>\n<p>Copabacana<\/p>\n<p>\u00bb Por falar em piano, a Editora Multifoco lan\u00e7a o livro Falando de piano com Linda Bustani e Luiz E\u00e7a. Assinado pela nossa Moema Craveiro Campos. Dia 24, \u00e0s 18h. Pena que dessa vez ser\u00e1 na Av. Atl\u00e2ntica 3744, no Bar Garota de Copacabana.<\/p>\n<p>Lembran\u00e7as<\/p>\n<p>\u00bb Clarisse Rocha Ribeiro deu uma declara\u00e7\u00e3o pelo Facebook sobre o col\u00e9gio Indi que converge com a opini\u00e3o de pais que tiveram filhos estudando por l\u00e1 v\u00e1rias d\u00e9cadas atr\u00e1s. A diferen\u00e7a do Indi para as outras escolas \u00e9 que a crian\u00e7ada se sente em casa enquanto estuda. Quando os pais buscam, sempre tem o que fazer para aproveitar mais um pouquinho dos amigos e dos professores.<\/p>\n<p>Pela Para\u00edba<\/p>\n<p>\u00bb Pelas linhas de Josu\u00e9 Sylvestre, no livro Meio s\u00e9culo de vida p\u00fablica sem mandato ou com?, o tempo passa sem que se perceba. As hist\u00f3rias de Campina Grande e da Para\u00edba, entre 1950-1985, o volume 1, conta o escriba que Alou\u00edzio Afonso Campos, era advogado, economista, administrador, pol\u00edtico e milion\u00e1rio. No in\u00edcio da jornada pela disputa de voto, Alu\u00edzio delineou um discurso certeiro que agradava toda a gente. Repetia de cidade em cidade. Os aplausos eram sempre efusivos. Jo\u00e3o Agripino, tamb\u00e9m na lida, quando chegou com Josu\u00e9 em Guarabira, pediu para falar primeiro. Depois do discurso reaproveitado pelo amigo Alu\u00edzio, saiu-se com essa: Mas mago do Catol\u00e9, voc\u00ea n\u00e3o quer gastar nem ideias?<\/p>\n<p>HIST\u00d3RIA DE BRAS\u00cdLIA<\/p>\n<p>O avi\u00e3o apenas tocara no solo (18:27 horas) e uma enorme explos\u00e3o se ouviu. A seguir, uma labareda vermelha dominou a cauda do aparelho, por onde deveriam descer os passageiros. (Publicado <span class=\"il\">em<\/span> 28\/09\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 1960 \u00bb aricunha@dabr.com.br Com Mamfil e Circe Cunha Whatsapp 61 9922CIRCE Na selva in\u00f3spita em que se encontram embrenhados empres\u00e1rios e pol\u00edticos, o verdadeiro valor \u00e9tico de uma desculpa vai depender diretamente do tamanho da puni\u00e7\u00e3o que se anuncia \u00e0 frente. 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