{"id":8757,"date":"2017-05-14T03:27:59","date_gmt":"2017-05-14T06:27:59","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=8757"},"modified":"2017-05-24T05:30:01","modified_gmt":"2017-05-24T08:30:01","slug":"somos-refugiados-no-proprio-pais-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/somos-refugiados-no-proprio-pais-2\/","title":{"rendered":"Somos refugiados no pr\u00f3prio pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>Desde 1960 \u00bb<br \/>\naricunha@dabr.com.br<br \/>\nCom Mamfil e Circe Cunha<br \/>\nWhatsapp 61 9922CIRCE<\/p>\n<p>Por maiores que sejam as boas inten\u00e7\u00f5es dos autores da proposta da Lei de Imigra\u00e7\u00e3o, aprovada no Senado, \u00e9 preciso observar com aten\u00e7\u00e3o o desenrolar desse processo pelo mundo e suas consequ\u00eancias, para sintonizar as normas trazidas pela nova lei \u00e0quelas experimentadas em outros pa\u00edses. Ao conceder plena cidadania, com direito \u00e0 participa\u00e7\u00e3o de estrangeiros em manifesta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, em sindicatos e outros direitos \u00e0 toque de caixa, o que os legisladores e o governo podem estar provendo \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o de embri\u00f5es silenciosos de outros pa\u00edses, dentro do territ\u00f3rio nacional, cujas consequ\u00eancias fogem a qualquer progn\u00f3stico. A quest\u00e3o \u00e9 s\u00e9ria e n\u00e3o se pode resumir ao embate entre nacionalistas xen\u00f3fobos e humanitaristas irrespons\u00e1veis. \u00c9 preciso considerar que o pa\u00eds est\u00e1 sofrendo o mal da corrup\u00e7\u00e3o, que se instala nas institui\u00e7\u00f5es, tirando da popula\u00e7\u00e3o todas as garantias da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O que parece ser um grande avan\u00e7o que coloca o Brasil na contram\u00e3o do que vem ocorrendo em algumas partes do mundo, pode, amanh\u00e3, por conting\u00eancia nossa, se transformar num grande equ\u00edvoco, capaz de comprometer, de forma irrevers\u00edvel, toda a na\u00e7\u00e3o. Trata-se, pois, de uma legisla\u00e7\u00e3o que requer cautela, muita reflex\u00e3o e consulta ampla a todos os brasileiros, explicando tudo, nos m\u00ednimos detalhes, poisb se trata do futuro das pessoas que aqui vivem e, como tal, n\u00e3o deve ser confiado apenas \u00e0 an\u00e1lise de pol\u00edticos, cujo o horizonte de futuro se estende apenas at\u00e9 as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Quem se dispuser a ler as diversas opini\u00f5es sobre a nova Lei de Imigra\u00e7\u00e3o pode comprovar que o assunto \u00e9 pol\u00eamico e envolve quest\u00f5es que, nem de longe, passaram pelo crivo do legislador. Um apanhado geral aponta que boa parte dos brasileiros, ressabiada com a baixa qualidade de nossos pol\u00edticos, olha com desconfian\u00e7a a proposta inusitada.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o central nesses coment\u00e1rios se at\u00e9m a um fato que aflige a todos os brasileiros indistintamente: como podem nossos pol\u00edticos se arvorarem em resolver a quest\u00e3o da imigra\u00e7\u00e3o no mundo, se as s\u00e9rias quest\u00f5es internas ainda est\u00e3o pendentes de solu\u00e7\u00e3o h\u00e1 s\u00e9culos?<\/p>\n<p>Os brasileiros vivem hoje como refugiados dentro do pr\u00f3prio pa\u00eds. Para muitos, a nova legisla\u00e7\u00e3o esconde uma pretens\u00e3o antiga do Brasil de vir a compor o Conselho Permanente de Seguran\u00e7a da ONU. Para outros, trata-se de legisla\u00e7\u00e3o que, aliada \u00e0 venda indiscriminada de imensas por\u00e7\u00f5es de terras brasileiras para estrangeiros, busca uma globaliza\u00e7\u00e3o tardia, de olho apenas nos pretensos benef\u00edcios econ\u00f4micos que a nova norma poder\u00e1 trazer para os cofres do Estado.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda aqueles que entendem como necess\u00e1ria uma posi\u00e7\u00e3o clara dos militares sobre o assunto, sobretudo no que tange aos problemas da seguran\u00e7a nacional interna e de soberania de nossas fronteiras. Curiosamente, as vozes que defendem a nova lei partem, na grande maioria, de pessoas ligadas a organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais, daqui e principalmente de fora, que cuidam da defesa dos direitos humanos e que, portanto, est\u00e3o longe do senso comum do cidad\u00e3o das ruas e do campo.<\/p>\n<p>\u00c9 justamente na \u00e1rea rural, onde os modismos da cidade grande chega com atraso, que a vinda a\u00e7odada de estrangeiros provocar\u00e1 grandes debates. Muitos pequenos agricultores simplesmente v\u00e3o se rebelar ao ter que trabalhar para grandes latifundi\u00e1rios que, nem ao menos, fala a l\u00edngua nacional e conhece os costumes locais.<\/p>\n<p>Em qualquer dire\u00e7\u00e3o que se observe os coment\u00e1rios, \u00e9 poss\u00edvel identificar um misto de confus\u00e3o e de nega\u00e7\u00e3o da nova lei, o que demonstra que um assunto dessa import\u00e2ncia est\u00e1 longe de ser pacificado, o que pode gerar rea\u00e7\u00f5es inesperadas.<\/p>\n<p>Num panorama mais abrangente \u00e9 preciso entender que leis que abordam quest\u00f5es pol\u00eamicas, simplesmente n\u00e3o podem ser impostas de cima para baixo, sob pena de se criar um ambiente hostil aos que chegam. De forma geral, num mundo ideal o correto seria a aboli\u00e7\u00e3o das fronteiras dos pa\u00edses para todos, mas isso \u00e9 apenas num mundo ideal. Num mundo dominado por interesses econ\u00f4micos, todo o cuidado \u00e9 pouco.<\/p>\n<p>A frase que n\u00e3o foi pronunciada<\/p>\n<p>\u201cQuem deveria ca\u00e7ar as bruxas est\u00e1 ca\u00e7ando as brechas da lei!\u201d<\/p>\n<p>S\u00e9rgio Moro, com os seus bot\u00f5es.<\/p>\n<p>Discurso<\/p>\n<p>Augusto Coutinho lembra que os jumentos, no Nordeste, continuam perambulando pelas ruas e beiras de rios por absoluta inutilidade. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 preocupante, porque, sem trato, o animal pode contrair doen\u00e7as e colocar as comunidades em risco.<\/p>\n<p>D\u00e9cada<\/p>\n<p>Por falar em Coutinho, o Luciano do BNDES, durante quase uma d\u00e9cada \u00e0 frente do banco, levou a institui\u00e7\u00e3o a desembolsar, em oferta de cr\u00e9ditos variados, cerca de R$ 1,2 trilh\u00e3o. Trata-se de um valor superior ao PIB de muitos pa\u00edses.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/p>\n<p>A recep\u00e7\u00e3o dada pelo povo carioca ao presidente Jo\u00e3o Goulart, foi uma resposta violenta do povo \u00e0 nota dos ministros Denys, Heck e Moss, de que a vinda do sr. Jo\u00e3o Goulart ao Brasil n\u00e3o convinha \u00e0 seguran\u00e7a nacional. (Publicado em 27\/9\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 1960 \u00bb aricunha@dabr.com.br Com Mamfil e Circe Cunha Whatsapp 61 9922CIRCE Por maiores que sejam as boas inten\u00e7\u00f5es dos autores da proposta da Lei de Imigra\u00e7\u00e3o, aprovada no Senado, \u00e9 preciso observar com aten\u00e7\u00e3o o desenrolar desse processo pelo mundo e suas consequ\u00eancias, para sintonizar as normas trazidas pela nova lei \u00e0quelas experimentadas em outros pa\u00edses. 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