{"id":8665,"date":"2017-04-08T02:19:57","date_gmt":"2017-04-08T05:19:57","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=8665"},"modified":"2017-04-11T07:21:16","modified_gmt":"2017-04-11T10:21:16","slug":"producao-e-destruicao-os-dois-lados-da-mesma-moeda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/producao-e-destruicao-os-dois-lados-da-mesma-moeda\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o: os dois lados da mesma moeda"},"content":{"rendered":"<p>Desde 1960 \u00bb<br \/>\nJornalista_aricunha@outlook.com<br \/>\ncircecunha@outlook.com e MAMFIL<\/p>\n<p>Em meio \u00e0 maior crise econ\u00f4mica de todos os tempos, o setor agropecu\u00e1rio nacional permanece sendo um o\u00e1sis de sucesso e segue, ano a ano, batendo recordes na produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os e carnes. Por sua import\u00e2ncia na gera\u00e7\u00e3o de riqueza e emprego, o setor conta, nos poderes Executivo e Legislativo, com ampla e ferrenha base de defesa. Por isso mesmo o agroneg\u00f3cio se tornou no Brasil uma esp\u00e9cie de pot\u00eancia econ\u00f4mica paralela que ningu\u00e9m ousa criticar, nem de forma positiva, apontando caminhos vi\u00e1veis de conviv\u00eancia entre a produ\u00e7\u00e3o e a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente.<br \/>\nO problema \u00e9 que o desenvolvimento e a produ\u00e7\u00e3o de riquezas e empregos feitos a qualquer pre\u00e7o poder\u00e3o gerar, a m\u00e9dio e longo prazo, muito mais preju\u00edzos do que lucros r\u00e1pidos. Observem, \u00e0 guisa de exemplo, o que vem ocorrendo com a ind\u00fastria extrativa de min\u00e9rios praticada em larga escala pa\u00eds afora, deixando para tr\u00e1s, como subproduto, a destrui\u00e7\u00e3o e a contamina\u00e7\u00e3o irrevers\u00edvel de extensas \u00e1reas naturais feridas com crateras profundas e sem mais serventia.<br \/>\nA trag\u00e9dia produzida pela Samarco em Minas Gerais ilustra bem a busca alucinada pelo lucro f\u00e1cil e imediato. A contamina\u00e7\u00e3o da vast\u00edssima Bacia do Rio Doce foi o pre\u00e7o cobrado pela febre de riquezas que parecem brotar do ch\u00e3o em toda parte, desde que por aqui andou Cabral, em 1500. Por sinal, a puni\u00e7\u00e3o ao crime cometido foi infinitamente menor que o preju\u00edzo causado.<br \/>\nO progresso n\u00e3o pode continuar sendo, como dizia o fil\u00f3sofo austr\u00edaco Karl Kraus (1874-1936), \u201co avan\u00e7o inevit\u00e1vel da poeira\u201d. \u00c9 preciso um olhar sensato para o futuro. Mas a\u00ed j\u00e1 se est\u00e1 no terreno do bom senso, onde poucas s\u00e3o as \u00e1rvores que d\u00e3o frutos.<\/p>\n<p>A frase que foi pronunciada<br \/>\n\u201cQuando voc\u00ea nasceu, voc\u00ea chorou e o mundo se regozijou. Viva sua vida de tal maneira que, quando voc\u00ea morrer, o mundo chore e voc\u00ea se regozije.\u201d<br \/>\n\u00cdndios Cherokee<\/p>\n<p>Receita Federal<br \/>\n\u00bb Se, para honrar uma negocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvida h\u00e1 5 anos na conta do contribuinte n\u00e3o tiver tido saldo suficiente para pagar a parcela em d\u00e9bito autom\u00e1tico, a Receita Federal n\u00e3o emite nenhuma comunica\u00e7\u00e3o sobre o assunto, e o consumidor pode ser surpreendido meia d\u00e9cada depois com a surpresa da d\u00edvida triplicada.<\/p>\n<p>Receita Federal 2<br \/>\n\u00bb Ao contr\u00e1rio do detalhamento exigido pela Fazenda na declara\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda, sem a preocupa\u00e7\u00e3o com o princ\u00edpio da publicidade e reciprocidade, as notifica\u00e7\u00f5es da Receita Federal omitem em boletos e comunica\u00e7\u00f5es ao consumidor o assunto espec\u00edfico, m\u00eas e outros dados que clarifiquem a cobran\u00e7a. H\u00e1 apenas um c\u00f3digo que diferencia a negocia\u00e7\u00e3o do pagamento corriqueiro.<\/p>\n<p>Caesb<br \/>\n\u00bb Pautada em uma lei esdr\u00faxula, a Caesb vem cobrando uma taxa m\u00ednima pelo consumo de \u00e1gua em salas comerciais. Mesmo que o consumidor n\u00e3o consuma 10 mil metros c\u00fabicos de \u00e1gua, ele paga por isso. Lei \u00e9 lei. S\u00f3 que, nesse caso, a Caesb teria que entregar o produto pago, o que n\u00e3o \u00e9 o caso. As peti\u00e7\u00f5es est\u00e3o a todo vapor.<\/p>\n<p>Banco do Brasil<br \/>\n\u00bb H\u00e1 limite para pagar contas pela internet. Mesmo que o cliente tenha saldo, \u00e9 o banco que estipula o valor a ser utilizado. Interessante que o argumento do banco \u00e9 a seguran\u00e7a do cliente. Dif\u00edcil, enquanto voc\u00ea estiver fazendo a transa\u00e7\u00e3o no computador de casa, acontecer de uma arma ir parar na sua cabe\u00e7a com um marginal exigindo que pague a conta de \u00e1gua e de luz da casa dele. Ser\u00e1 que \u00e9 isso?<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<br \/>\nO sr. Maur\u00edcio Jopert da Silva \u00e9 aquele homem que sabe tudo e disse, um dia, que o lago de Bras\u00edlia nunca atingiria a Cota Mil. Ontem, pelo Jornal do Brasil, atirou-se contra Oscar Niemeyer e Israel Pinheiro para falar mal do edif\u00edcio do Congresso. (Publicado em 23\/9\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 1960 \u00bb Jornalista_aricunha@outlook.com circecunha@outlook.com e MAMFIL Em meio \u00e0 maior crise econ\u00f4mica de todos os tempos, o setor agropecu\u00e1rio nacional permanece sendo um o\u00e1sis de sucesso e segue, ano a ano, batendo recordes na produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os e carnes. 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