{"id":8589,"date":"2017-03-14T03:58:23","date_gmt":"2017-03-14T06:58:23","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=8589"},"modified":"2017-03-17T06:59:20","modified_gmt":"2017-03-17T09:59:20","slug":"odebrecht-para-que","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/odebrecht-para-que\/","title":{"rendered":"Odebrecht para qu\u00ea?"},"content":{"rendered":"<p>Desde 1960<\/p>\n<p>jornalista_aricunha@outlook.com<br \/>\nMAMFIL<br \/>\ncircecunha@outlook.com <\/p>\n<p>Jogador, joga. Cantor, canta. Jornalista, escreve, e juiz, julga. No mundo ideal deve ser assim. Mas em se tratando do Brasil, a coisa segue misturada, como goiabada com farinha. Em nosso caso, dada a realidade acachapante dos fatos, fica dif\u00edcil para alguns articulistas se omitirem em proferir pareceres e senten\u00e7as jur\u00eddicas para situa\u00e7\u00f5es t\u00e3o, flagrantemente, injustas, que beiram a ilegalidade.<\/p>\n<p>Um desses casos que obrigam os jornalistas a se posicionar de forma clara, deixando a isen\u00e7\u00e3o alienada de lado, diz respeito aos epis\u00f3dios envolvendo a, ainda, toda poderosa construtora Odebrecht. Um levantamento, mesmo superficial, do que j\u00e1 foi protagonizado por essa empresa, na \u00faltima d\u00e9cada, no Brasil, na Am\u00e9rica do Sul e no distante continente africano, oferece mostras para l\u00e1 de substanciais, que caracterizam as pr\u00e1ticas e o comportamento, como muito pr\u00f3ximos das mais perigosas organiza\u00e7\u00f5es criminosas descobertas.<\/p>\n<p>Quando, no futuro, os historiadores se detiverem no estudo desse per\u00edodo que se estende do raiar do s\u00e9culo 21 at\u00e9 os dias atuais, um tratado inteiro, intitulado Odebrecht, dever\u00e1 merecer destaque, pelo enorme potencial de desnudamento de nossa Rep\u00fablica. A intromiss\u00e3o parasit\u00e1ria da empresa no maquin\u00e1rio do Estado merece aten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 pela forma\u00e7\u00e3o de um genu\u00edno Estado-Odebrecht, mas, sobretudo, pela transforma\u00e7\u00e3o radical do governo numa cleptocracia, cujo o eufemismo pode ser representado pelos chamados campe\u00f5es nacionais.<\/p>\n<p>Ao colocar as empresas e bancos estatais a servi\u00e7o exclusivo dessas construtoras, em troca de acesso ilimitado a recursos p\u00fablicos, via propinoduto, o que o lulopetismo e sua base de apoio fizeram foi empenhar todo um pa\u00eds, levando-o \u00e0 depress\u00e3o econ\u00f4mica jamais vista em tempo algum.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o, pela Odebrecht, do Departamento de Opera\u00e7\u00f5es Estruturadas, no qual foram movimentados, at\u00e9 onde se sabe, US$ 3,39 bilh\u00f5es em propinas, equivale, guardadas as devidas propor\u00e7\u00f5es, \u00e0 institui\u00e7\u00e3o de um Minist\u00e9rio da Fazenda paralelo e ilegal e onde o futuro da na\u00e7\u00e3o ficava a reboque dos interesses da empresa. Dada a magnitude dos crimes praticados por essa e outras empresas do g\u00eanero e pelos partidos pol\u00edticos, nem mesmo ao Supremo Tribunal Federal, do alto do seu Olimpo jur\u00eddico, deveria caber a tarefa de julgar essa gente.<\/p>\n<p>Como nos casos de guerra, deveria ser constitu\u00eddo uma corte marcial especial para julgar os crimes de lesa-p\u00e1tria que feriram muito mais do que a guerra. S\u00e3o declaradamente inimigos internos que devem ter seus bens sequestrados e registros partid\u00e1rios cancelados, para o bem do pa\u00eds. Leni\u00eancias e anistias n\u00e3o ter\u00e3o o perd\u00e3o da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>A frase que n\u00e3o foi pronunciada<\/p>\n<p>\u201cEm um mundo de corrup\u00e7\u00e3o e desigualdade, voc\u00ea ter\u00e1 que deixar de lado as emo\u00e7\u00f5es para sobreviver. \u00c9 assim que o mundo funciona, \u00e9 assim que os fortes sobrevivem&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Lucas Elias, no portal O pensador<\/p>\n<p>Clareza<\/p>\n<p>Por que,antes de captar \u00e1gua do lago para consumo, a Caesb n\u00e3o protege as nascentes que alimentam o Lago Parano\u00e1? Pergunta do garoto Jo\u00e3o Marcelo, quando comparou os mapas de nascentes que desaguavam no lago entre 1980 e de 2005.<\/p>\n<p>Uma beleza<\/p>\n<p>Um sucesso a Festa da Goiaba, em Brazl\u00e2ndia. Jos\u00e9 Luiz Yamagata ficou satisfeito com a venda. Iniciativas como essa s\u00e3o uma forma de a cidade ser mais frequentada pelos moradores do Plano Piloto. Depois da Festa do Morango, o sucesso da Festa da Goiaba. H\u00e1 espa\u00e7o para todos.<\/p>\n<p>Positivo<\/p>\n<p>Sem problemas nas cancelas de sa\u00edda do Shopping Iguatemi. Sempre h\u00e1 um respons\u00e1vel que resolve o problema na hora.<\/p>\n<p>Satisfa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Por falar em shopping, muito cuidado com a Semana do Consumidor. Teste os produtos, veja se o seguro vendido, sem maiores explica\u00e7\u00f5es, \u00e9 realmente necess\u00e1rio. Vale uma consulta ao portal do Ibedec.<\/p>\n<p>Desburocratizar<\/p>\n<p>Erros desse tipo tiram a credibilidade do GDF. Quem pagou o valor integral do IPVA, pagou a mais porque a parcela n\u00e3o veio com desconto. Agora, o valor excedido poder\u00e1 ser abatido no IPTU. Como isso, ser\u00e1 feito sem que o cidad\u00e3o saia de casa e perca tempo com o erro dos outros? Vale elogiar a Caesb nesse ponto. Automaticamente, n\u00e3o aceita pagamento duplo da mesma conta se tiver sido feito por engano e desconta qualquer valor pago a mais na conta seguinte sem a necessidade presencial do consumidor.<\/p>\n<p>Faz sentido<\/p>\n<p>Leitor reclama de fatura do cart\u00e3o Visa  com vencimento no dia 13 e valor bloqueado pelo Banco do Brasil no s\u00e1bado, 11  de mar\u00e7o. Argumenta que o mesmo protocolo n\u00e3o \u00e9 adotado quando o dinheiro sai do banco.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/p>\n<p>Mas quem n\u00e3o conhece bem o Brasil \u00e9 a pr\u00f3pria Ford, porque p\u00f5e Carnaubal no Maranh\u00e3o, e Baba\u00e7u no Piau\u00ed, quando todo o mundo sabe que \u00e9 ao contr\u00e1rio. De fato, Maranh\u00e3o produz carna\u00faba, e o Piau\u00ed, baba\u00e7u. Mas no inverso, os dois s\u00e3o os maiores produtores. Desculpem.<\/p>\n<p>(Publicado em 23\/9\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 1960 jornalista_aricunha@outlook.com MAMFIL circecunha@outlook.com Jogador, joga. Cantor, canta. Jornalista, escreve, e juiz, julga. No mundo ideal deve ser assim. Mas em se tratando do Brasil, a coisa segue misturada, como goiabada com farinha. 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