{"id":8563,"date":"2017-03-08T02:47:02","date_gmt":"2017-03-08T05:47:02","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=8563"},"modified":"2017-03-10T11:19:33","modified_gmt":"2017-03-10T14:19:33","slug":"gestao-em-dieta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/gestao-em-dieta\/","title":{"rendered":"Gest\u00e3o em dieta"},"content":{"rendered":"<p>jornalista_aricunha@outlook.com<\/p>\n<p>com Circe Cunha e MAMFIL<\/p>\n<p>Quando se verifica que mais da metade do or\u00e7amento do Distrito Federal \u00e9 apoderado por menos de 7% da popula\u00e7\u00e3o, alguma coisa, com certeza, est\u00e1 fora da ordem Numa situa\u00e7\u00e3o t\u00e3o disparatada como essa, \u00e9 \u00f3bvio que as finan\u00e7as p\u00fablicas, pelo lado das receitas, jamais se acertar\u00e3o com as despesas, acumulando passivos sucessivos.<\/p>\n<p>Para um or\u00e7amento, aprovado pela C\u00e2mara Legislativa para 2017, da ordem de R$ 28,7 bilh\u00f5es, R$ 14,6 bilh\u00f5es, ou 50,8% do total, ser\u00e3o destinados apenas para o pagamento com a folha de pessoal. Esse porcentual est\u00e1 muito acima do que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal quanto ao chamado limite prudencial, que \u00e9 de 46,55%. Fosse o GDF uma empresa privada, a primeira medida e mais urgente para sanear as contas, devolvendo alguma racionalidade ao sistema, seria o corte ou enxugamento de despesas da folha salarial, a come\u00e7ar pelo pessoal que recebe os maiores proventos. Ou \u00e9 isso, ou a empresa vai \u00e0 bancarrota.<\/p>\n<p>N\u00e3o fosse o aporte de R$ 13,2 bilh\u00f5es do Fundo Constitucional para custear seguran\u00e7a p\u00fablica (R$ 7,8 bi); sa\u00fade (R$3,4 bi) e educa\u00e7\u00e3o (R$ 2 bi), o GDF h\u00e1 muito teria fechado as portas por inadimpl\u00eancia. Em \u00e9poca de recess\u00e3o profunda da economia, com a maioria dos estados da Federa\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de insolv\u00eancia flagrante, inclusive o pr\u00f3prio Distrito Federal, a decis\u00e3o tomada agora pelo governador Rollemberg de propor um limite aos supersal\u00e1rios de servidores p\u00fablicos soa razo\u00e1vel, embora insuficiente para sanar as finan\u00e7as da capital.<\/p>\n<p>Antes \u00e9 necess\u00e1rio enxugar a m\u00e1quina, cortando gastos. Ainda \u00e9 necess\u00e1rio reconhecer que esta medida, embora acertada, surgiu t\u00e3o somente em decorr\u00eancia da forte press\u00e3o exercida pelas m\u00eddias sociais quando vieram \u00e0 tona os alt\u00edssimos valores dos sal\u00e1rios recebidos por funcion\u00e1rios das empresas p\u00fablicas e dos \u00f3rg\u00e3os do governo, muito acima do que manda o teto constitucional.<\/p>\n<p>A bem da verdade, trata-se de esc\u00e2ndalo de grandes propor\u00e7\u00f5es que n\u00e3o deveria se esgotar com a simples corre\u00e7\u00e3o dos supersal\u00e1rios via emenda da Lei Org\u00e2nica do DF. O correto seria a devolu\u00e7\u00e3o desses valores recebidos a mais, retroativo \u00e0 \u00e9poca em que entrou em vigor a lei que estabeleceu o teto salarial para o funcionalismo p\u00fablico. Numa situa\u00e7\u00e3o t\u00e3o anormal como essa, n\u00e3o surpreende que o GDF chegue a gastar quatro vezes mais com seguran\u00e7a p\u00fablica do que com educa\u00e7\u00e3o. Quando a educa\u00e7\u00e3o c\u00edvica falha, e a \u00e9tica vira coisa do passado, s\u00f3 mesmo recorrendo a pol\u00edcia para dar um corretivo.<\/p>\n<p>A frase que n\u00e3o foi pronunciada<\/p>\n<p>\u201cEu sou aquela mulher a quem o tempo muito ensinou. Ensinou a amar a vida e a n\u00e3o desistir da luta, recome\u00e7ar na derrota, renunciar a palavras e pensamentos negativos. Acreditar nos valores humanos e ser otimista.\u201d<\/p>\n<p>Cora Coralina<\/p>\n<p>Manifesta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>\u00bb Por falar em mulher, um visitante do Congresso que tomava cafezinho na C\u00e2mara confessou que adoraria estar hoje na Pra\u00e7a dos Tr\u00eas Poderes para atender ao chamado da senadora Gleisi Hofmann. Mas n\u00e3o tinha a quem pedir que arrumasse a casa, fizesse o almo\u00e7o ou levasse a filhinha para a creche.<\/p>\n<p>Descaso<\/p>\n<p>\u00bb Desde 1960 em Bras\u00edlia, o leitor Trajano de Faria Neto, que agora mora no Noroeste, reclama do descaso e do abandono em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 invas\u00e3o na \u00e1rea do Parque Burle Max. O metro quadrado mais caro da cidade est\u00e1 sendo favelizada por invas\u00f5es que misteriosamente n\u00e3o s\u00e3o combatidas pelo governo Rollemberg. At\u00e9 assaltos est\u00e3o se tornando comuns na \u00e1rea que foi vendida como nobre.<\/p>\n<p>Tesouro Nacional<\/p>\n<p>\u00bb Vera Siqueira divulga os museus da cidade e convida o leitor para navegar no portal www.museucapital.com.br<\/p>\n<p>Sem explica\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>\u00bb Quando um criminoso liga da cadeia, com um celular que deveria ser proibido, e pede resgate, passa o n\u00famero de uma conta banc\u00e1ria para o dep\u00f3sito. O que os bancos, que anunciam lucros estratosf\u00e9ricos, fizeram para impedir essa pr\u00e1tica? A pergunta foi feita por um estrangeiro querendo entender a responsabilidade civil no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/p>\n<p>O que eu combato \u00e9 isto. \u00c9 fazerem rela\u00e7\u00e3o de cargos para \u201cdistribui\u00e7\u00e3o gratuita\u201d entre os amigos, afilhados e necessitados pol\u00edticos. (Publicado em 23\/9\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>jornalista_aricunha@outlook.com com Circe Cunha e MAMFIL Quando se verifica que mais da metade do or\u00e7amento do Distrito Federal \u00e9 apoderado por menos de 7% da popula\u00e7\u00e3o, alguma coisa, com certeza, est\u00e1 fora da ordem Numa situa\u00e7\u00e3o t\u00e3o disparatada como essa, \u00e9 \u00f3bvio que as finan\u00e7as p\u00fablicas, pelo lado das receitas, jamais se acertar\u00e3o com as despesas, acumulando passivos sucessivos. 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