{"id":8531,"date":"2017-02-21T02:22:04","date_gmt":"2017-02-21T05:22:04","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=8531"},"modified":"2017-03-06T09:25:03","modified_gmt":"2017-03-06T12:25:03","slug":"acreditar-nas-proprias-palavras-capitulo-1-prova","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/acreditar-nas-proprias-palavras-capitulo-1-prova\/","title":{"rendered":"Acreditar nas pr\u00f3prias palavras &#8211; Cap\u00edtulo 1: A prova"},"content":{"rendered":"<p>DESDE 1960 \u00bb<\/p>\n<p>jornalista_aricunha@outlook.com<br \/>\ncom Circe Cunha e MAMFIL<\/p>\n<p> Institu\u00eddo nos 1960 pelos governos de Portugal e do Brasil, o Pr\u00eamio Cam\u00f5es \u00e9 a mais importante l\u00e1urea da literatura portuguesa, equivalente ao Man Brooker, ingl\u00eas, ou Goncourt, franc\u00eas. Entre os contemplados por esse seleto pr\u00eamio est\u00e3o escritores do quilate de um Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto, Miguel Torga, Rachel de Queiroz, Jorge Amado, Jos\u00e9 Saramago e uma pl\u00eaiade dos mais refinados literatas de nosso idioma.<\/p>\n<p>Na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o, ocorrida no Museu Lasar Segall, em S\u00e3o Paulo, na qual seria agraciado o escritor Raduan Nassar, autor de obras como Lavoura arcaica, Um copo de c\u00f3lera e outras, o que deveria ser uma grande festa da literatura transformu-se num lament\u00e1vel acontecimento em que o oportunismo e a falta de sensibilidade e de educa\u00e7\u00e3o tomaram lugar da confraterniza\u00e7\u00e3o e das boas maneiras.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as ao tom agressivo do discurso do agraciado, o evento, de festivo, descambou para o com\u00edcio palanqueiro de baixo n\u00edvel, com Raduan aspergindo seu copo de c\u00f3lera sobre o atual governo, acusando-o de golpista, fascista, ditatorial, repressor, entre outros improp\u00e9rios. A plateia, previamente formada pelos ac\u00f3litos do lulopetismo, aplaudia e incentivava o escritor a prosseguir no seu libelo raivoso, como se aquele fosse o momento especial da vingan\u00e7a final e quando, finalmente, a narrativa criada pelo chefe maior seria adornada com as letras da literatura.<\/p>\n<p>Custa a crer que um escritor respeitado e agora condecorado por um governo que acusa de fascista se deixe embarcar na fic\u00e7\u00e3o criada pelo Partido dos Trabalhadores para se desvencilhar da Justi\u00e7a. O triste epis\u00f3dio s\u00f3 serve para refor\u00e7ar a tese de que \u00e9 preciso, sempre, separar a obra do autor. Uma coisa \u00e9 uma coisa, e outra coisa \u00e9 outra coisa. Fica evidente, tamb\u00e9m, que \u00e9tica e est\u00e9tica pertencem a mundos  distintos, bem como aqueles que separam os fatos das vers\u00f5es.<\/p>\n<p>Por meio desse discurso fora de contexto, Raduan apenas demonstrou sua covardia equivalente \u00e0 daqueles que atiram pelas costas ou matam as v\u00edtimas que dormem. \u201cN\u00e3o se deixem enganar pelos cabelos brancos, pois os canalhas tamb\u00e9m envelhecem\u201d, disse certa feita Rui Barbosa.<\/p>\n<p>O que Raduan deixou escapar agora, do alto dos seus 81 anos, \u00e9 que a velhice, em alguns, expressa tamb\u00e9m um certo car\u00e1ter de velhaco, no sentido de que o indiv\u00edduo se deixa mascarar por suas rugas para destilar tranquilamente seu rancor e amargura, como se fossem verdadeiras li\u00e7\u00f5es de vida, mas que nada mais s\u00e3o do que veneno. No seu mais puro e condensado teor. Resta saber se o escritor devolver\u00e1 o pr\u00eamio de 100 mil euros em dinheiro recebido na ocasi\u00e3o. Se acreditar no que diz, certamente devolver\u00e1.<\/p>\n<p>A frase que n\u00e3o foi pronunciada<\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea conhece seus amigos quando voc\u00ea se envolve em um esc\u00e2ndalo.\u201d<\/p>\n<p>Liz Taylor, atriz<\/p>\n<p>Enfim<\/p>\n<p>\u00bb O Idecan finalmente realizou a \u00faltima prova do concurso do Corpo de Bombeiros, no domingo, sem problemas.<\/p>\n<p>Controverso<\/p>\n<p>\u00bb Observa\u00e7\u00e3o de um carioca resume o carnaval de Bras\u00edlia. Em todos os estados, de maneira geral, as pessoas que saem de casa para o carnaval de rua, o fazem fantasiadas. Saem com o carnageist (esp\u00edrito carnavalesco). A fantasia mais usada em Bras\u00edlia \u00e9 um copo de bebida alco\u00f3lica em punho.<\/p>\n<p>Mobiliza\u00e7\u00e3o 1<\/p>\n<p>\u00bb No in\u00edcio do Lago Norte, um terreno p\u00fablico pode ser transformado em parque para c\u00e3es. Os moradores do local come\u00e7am a protestar.<\/p>\n<p>Mobiliza\u00e7\u00e3o 2<\/p>\n<p>\u00bb Chega em nossas m\u00e3os um pedido de assinatura para um abaixo-assinado que ser\u00e1 entregue ao DER contra a paralisa\u00e7\u00e3o das obras do Trevo Vi\u00e1rio Norte. Assina o documento Fernando Varanda, prefeito comunit\u00e1rio<\/p>\n<p>Release<\/p>\n<p>\u00bb Uma exposi\u00e7\u00e3o de fotomontagens de Athos Bulc\u00e3o, de uma s\u00e9rie de obras produzida entre 1949 e 1954, em um momento bem espec\u00edfico da vida do artista. Era in\u00edcio da d\u00e9cada de 1950, e o Brasil experimentava uma efervesc\u00eancia no campo da fotografia. A Funda\u00e7\u00e3o Athos Bulc\u00e3o fica na CLS 404 Bloco D loja 01, aberta de segunda a sexta-feira, das 9h \u00e0s 18h, e s\u00e1bado, das 10h \u00e0s 17h, at\u00e9 8 de abril. Entrada franca.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/p>\n<p>Esa\u00fa de Carvalho, A Noite: Eu daria outra oportunidade a esse brasileiro. Sua atitude s\u00f3 pode ter sido uma dessas duas: covardia ou ambi\u00e7\u00e3o. Mas de ambas, ele se poder\u00e1 livrar, e se um dia vier a dirigir o pa\u00eds, saber\u00e1 aproveita a li\u00e7\u00e3o de hoje. (Publicado em 22\/9\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DESDE 1960 \u00bb jornalista_aricunha@outlook.com com Circe Cunha e MAMFIL Institu\u00eddo nos 1960 pelos governos de Portugal e do Brasil, o Pr\u00eamio Cam\u00f5es \u00e9 a mais importante l\u00e1urea da literatura portuguesa, equivalente ao Man Brooker, ingl\u00eas, ou Goncourt, franc\u00eas. 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