{"id":8511,"date":"2017-02-14T02:32:35","date_gmt":"2017-02-14T04:32:35","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=8511"},"modified":"2017-12-14T16:17:38","modified_gmt":"2017-12-14T18:17:38","slug":"cidade-e-extensao-da-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/cidade-e-extensao-da-casa\/","title":{"rendered":"A cidade \u00e9 a extens\u00e3o da casa"},"content":{"rendered":"<p>DESDE 1960 \u00bb<\/p>\n<p>aricunha@dabr.com.br<\/p>\n<p>com Circe Cunha e MAMFIL<\/p>\n<p>Oriundas da chamada cultura de massas p\u00f3s-moderna, copiada e importada por n\u00f3s das \u00e1reas degradas e violentas dos sub\u00farbios americanos, as picha\u00e7\u00f5es, assim como o grafite, s\u00e3o entendidas pelos urbanistas e por estudiosos dos problemas das cidades como os principais elementos que concorrem hoje para a deteriora\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n<p>O que, para alguns, pode ser aceito como leg\u00edtima manifesta\u00e7\u00e3o da arte pop urbana, glamourizada por \u00edcones desse movimento como Andy Worral, Basquiat, Banksy, Os G\u00eameos e outros, se transformou, na vers\u00e3o brasileira, gra\u00e7as \u00e0 falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o e interesse efetivo das autoridades, num problema de propor\u00e7\u00f5es cicl\u00f3picas.<\/p>\n<p>Tanto \u00e9 assim que \u00e9 cada vez mais dif\u00edcil delimitar, com precis\u00e3o, as fronteiras que separam a picha\u00e7\u00e3o do grafismo, propriamente dito. At\u00e9 porque ao grafite v\u00e3o se acrescentando picha\u00e7\u00f5es e a eles, novos grafismos, numa sucess\u00e3o cont\u00ednua de informa\u00e7\u00e3o visual e sobreposi\u00e7\u00f5es de tintas que acabam por fundir ambas num \u201csarapatel\u201d disforme, lan\u00e7ando uma e outra no mesmo balaio que re\u00fane as diversas formas de polui\u00e7\u00e3o visual que v\u00eam destruindo a qualidade de vida de nossas cidades atualmente.<\/p>\n<p>Ao lado do excesso de propagandas comerciais, fixadas em letreiros, outdoors, postes, banners, \u00f4nibus, as picha\u00e7\u00f5es e os grafites, assim como os fios entrela\u00e7ados, o lixo, a falta de conserva\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os, concorrem para a desvaloriza\u00e7\u00e3o do valor hist\u00f3rico dos pr\u00e9dios e monumentos, afetando a microeconomia local e, sobretudo ,a sa\u00fade f\u00edsica e mental da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se fossem submetidas \u00e0 consulta livre dos cidad\u00e3os, tanto as picha\u00e7\u00f5es, quanto os grafismos, a despeito dos modismos oportunistas e da falsa press\u00e3o desses poluidores urbanos, seriam completamente banidos dos espa\u00e7os p\u00fablicos. \u00c9 justamente o que vem ocorrendo agora em S\u00e3o Paulo, com a popula\u00e7\u00e3o, em sua grande maioria, aprovando a iniciativa do projeto Cidade Limpa, levado a cabo pela nova administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso impedir que os espa\u00e7os urbanos, que s\u00e3o de todos igualmente, sejam ocupados e depredados por uma minoria de artistas, que a despeito colorir o que chamam de cinza das cidades, cometem, sem a autoriza\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico, o que acreditam ser obras-primas.<\/p>\n<p>Para alguns psic\u00f3logos que cuidam desse assunto, esse fen\u00f4meno atual sob o disfarce de arte das ruas se insere inconscientemente dentro do mesmo movimento narc\u00edsico insuflado pela cultura de consumo e de entretenimento de massas, que v\u00ea nos indiv\u00edduos seres inertes e sem vontade pr\u00f3pria, prontos a aceitar pacificamente o que lhes \u00e9 imposto pela propaganda enganadora.<\/p>\n<p>Na realidade, mais do que o desejo de expressar sua arte publicamente num espa\u00e7o que n\u00e3o lhes pertence por direito, o que esses artistas, de fato, est\u00e3o manifestando \u00e9 apenas o desejo incontido de promo\u00e7\u00e3o pessoal de seus fetiches, transformando uma cidade que \u00e9 bela justamente por seus espa\u00e7os vazios e suas cores naturais num territ\u00f3rio demarcado por suas garatujas triviais e sem sentido.<\/p>\n<p>A frase que foi pronunciada<br \/>\n\u201cQuando vou a um pa\u00eds, n\u00e3o examino se h\u00e1 boas leis, mas se as leis que l\u00e1 existem s\u00e3o executadas\u201d.<\/p>\n<p>Montesquieu, pol\u00edtico e fil\u00f3sofo franc\u00eas<\/p>\n<p>Elesb\u00e3o<br \/>\n\u00bb Toma posse, amanh\u00e3, Petrus Elesb\u00e3o, do Sindicato dos Servidores do Legislativo Federal e TCU. Respeitado pelos colegas, Petrus enfrentar\u00e1, na gest\u00e3o dos pr\u00f3ximos anos, algumas ideias legislativas que atingem diretamente a popula\u00e7\u00e3o brasileira, como a reforma da Previd\u00eancia. Ser\u00e1 um embate interessante.<\/p>\n<p>Protesto<br \/>\n\u00bb Por falar em sindicato, hoje \u00e9 dia de manifesta\u00e7\u00e3o no Congresso Nacional. A partir das 14h, a For\u00e7a Sindical e demais centrais estar\u00e3o presentes na Comiss\u00e3o Especial da Reforma da Previd\u00eancia. Um dos protestos ser\u00e1 contra o estabelecimento da idade m\u00ednima de 65 anos para aposentadoria de homens e mulheres.<\/p>\n<p>On-line<br \/>\n\u00bb Chega a comunica\u00e7\u00e3o informando que ju\u00edzes do TJDFT j\u00e1 podem efetivar penhora on-line de im\u00f3veis em outras unidades da Federa\u00e7\u00e3o. A medida \u00e9 poss\u00edvel devido \u00e0 assinatura do Termo de Ades\u00e3o, em 2016, entre o TJDFT e a Associa\u00e7\u00e3o dos Registradores Imobili\u00e1rios de S\u00e3o Paulo (Arisp).<\/p>\n<p>Novidade<br \/>\n\u00bb Cabe ao servidor p\u00fablico verificar a idoneidade das declara\u00e7\u00f5es de empresas que pretendem ser contratadas pelo servi\u00e7o p\u00fablico, como as obriga\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias, por exemplo. A novidade foi trazida pela Justi\u00e7a quando houve a sonega\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es importantes para concorrer ao ditame.<\/p>\n<p>Desamparados<br \/>\n\u00bb Professores que trabalham nas periferias do DF e de Goi\u00e1s s\u00e3o mais do que professores. Suprem as necessidades de alunos e at\u00e9 de familiares cotizando para compra de t\u00eanis, rem\u00e9dios, cadernos. Uma tristeza.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<br \/>\nAlberto Homsi, O Globo: At\u00e9 onde o absurdo e o il\u00f3gico poder\u00e3o prevalecer sobre o equil\u00edbrio e a raz\u00e3o? Quem dir\u00e1 \u00e9 o povo, diante do qual ter\u00e1 que aparecer, um dia, o ex-presidente para prestar contas, para explicar aos seis milh\u00f5es de brasileiros que nele acreditaram, o inexplic\u00e1vel. (Publicado em 22\/9\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DESDE 1960 \u00bb aricunha@dabr.com.br com Circe Cunha e MAMFIL Oriundas da chamada cultura de massas p\u00f3s-moderna, copiada e importada por n\u00f3s das \u00e1reas degradas e violentas dos sub\u00farbios americanos, as picha\u00e7\u00f5es, assim como o grafite, s\u00e3o entendidas pelos urbanistas e por estudiosos dos problemas das cidades como os principais elementos que concorrem hoje para a deteriora\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os p\u00fablicos. 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