{"id":8509,"date":"2017-02-13T02:04:52","date_gmt":"2017-02-13T04:04:52","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=8509"},"modified":"2017-02-13T07:06:13","modified_gmt":"2017-02-13T09:06:13","slug":"proibido-proibir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/proibido-proibir\/","title":{"rendered":"Proibido proibir"},"content":{"rendered":"<p>DESDE 1960 \u00bb<\/p>\n<p>aricunha@dabr.com.br<\/p>\n<p>com Circe Cunha e MAMFIL<\/p>\n<p>Ferreira Gullar, um dos maiores poetas da l\u00edngua portuguesa, costumava dizer que a arte existe justamente porque a vida, em si, n\u00e3o basta. Talvez seja por essa raz\u00e3o, e n\u00e3o outra, que, desde sempre, o homem buscou algo a mais, para al\u00e9m da realidade cotidiana e alienante, que trouxesse significado mais profundo e ameno para sua exist\u00eancia terrena.<\/p>\n<p>Como indiv\u00edduo inquieto por natureza, o artista vem a ser o ve\u00edculo da arte. \u00c9 por meio de sua alma que a arte \u00e9 repartida entre todos. O desejo incontido de externar o dom misterioso do talento se assemelha \u00e0 barragem prestes a romper. Dessa \u00e1gua, todos beber\u00e3o. O simples fato de se constituir em tra\u00e7o comum a todas as civiliza\u00e7\u00f5es, em todo tempo e lugar, a arte, nas suas infinitas manifesta\u00e7\u00f5es, tem tamanha import\u00e2ncia que n\u00e3o seria exagero afirmar que ela se confunde com a pr\u00f3pria vida humana.<\/p>\n<p>Mesmo na face do lado mais horrendo da humanidade, a arte encontra espa\u00e7o para se expressar. De outra forma, como explicar A arte da guerra de Sun Tzu? Escrita no s\u00e9culo 4 a.C, esse tratado militar ensina as melhores estrat\u00e9gias para eliminar o advers\u00e1rio, elevando a destrui\u00e7\u00e3o do opositor a status de arte.<\/p>\n<p>Por sua ess\u00eancia reveladora, a arte e, principalmente, os artistas, sempre estiveram na al\u00e7a de mira de todos os tiranos. Por isso mesmo, muitos artistas, ao longo de toda a hist\u00f3ria da humanidade, pagaram alto pre\u00e7o por externar seu talento. \u201cQuando ou\u00e7o falar em arte e cultura, penso logo em sacar minha luger\u201d, teria dito o ent\u00e3o chefe da propaganda nazista Joseph Goebbels.<\/p>\n<p>Na China atual, que anseia ser o esteio econ\u00f4mico do mundo, o artista e ativista Ai Weiwei segue sendo perseguido e censurado constantemente pelas autoridades daquele pa\u00eds. Ex\u00edlio, morte, desterro, humilha\u00e7\u00f5es s\u00e3o o que ainda vem acontecendo a muitos artistas espalhados pelo mundo em plena era contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p>Fosse feita uma rela\u00e7\u00e3o com os nomes de artistas que perderam a vida, apenas ao longo do s\u00e9culo 20, n\u00e3o haveria espa\u00e7o suficiente para inscrev\u00ea-los, mesmo num gigantesco e quilom\u00e9trico muro. Sem d\u00favida, n\u00e3o \u00e9 um of\u00edcio f\u00e1cil. Talvez seja por esse motivo que o primeiro conselho que um jovem artista receba dos mais velhos nesse mister seja justamente em forma de advert\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cSe almejas a arte como meio de vida \u2014 alertam \u2014, prepara-te para experimentar longos dias de pen\u00faria, solid\u00e3o e priva\u00e7\u00f5es. Ser\u00e1s considerado um p\u00e1ria. Outros se referir\u00e3o a ti como vagabundo. Ainda, que ao cabo de anos, tenha atingido um lugar ao sol, guarda-te para n\u00e3o seres calcinado pela exposi\u00e7\u00e3o excessiva e pelos olhares da inveja e do preconceito.\u201d<\/p>\n<p>Essas r\u00e1pidas considera\u00e7\u00f5es v\u00eam a prop\u00f3sito e em homenagem \u00e0 jovem chilena Alexendra Andrea Briones, 24 anos, cujo sonho de cantar e conhecer o nosso imenso pa\u00eds foi violentado na esta\u00e7\u00e3o ParkShopping do Metr\u00f4, pela atua\u00e7\u00e3o truculenta e primitiva dos jagun\u00e7os que atuam na fiscaliza\u00e7\u00e3o daquele espa\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n<p>\u00bb A frase que foi pronunciada<\/p>\n<p>\u201cA arte de viver \u00e9 simplesmente a arte de conviver&#8230; simplesmente, disse eu? Mas como \u00e9 dif\u00edcil!\u201d<\/p>\n<p>M\u00e1rio Quintana, poeta ga\u00facho<\/p>\n<p>Mais essa<\/p>\n<p>\u00bb Onda de boato, espalhada pelas redes sociais, pedia para os brasilienses n\u00e3o sa\u00edrem \u00e0s ruas na sexta- feira. A PM correu para desmentir as not\u00edcias. Caso haja uma paralisa\u00e7\u00e3o dessa for\u00e7a policial em \u00e2mbito nacional, restar\u00e3o evidentes as fragilidades existentes na \u00e1rea de seguran\u00e7a, o que pode fazer com que a bandidagem se arme de coragem e saia \u00e0s ruas para barbarizar.\u201dTranquilizamos a popula\u00e7\u00e3o informando que as a\u00e7\u00f5es policiais seguem sendo realizadas sem nenhum tipo de interrup\u00e7\u00e3o em todo o DF\u201d, informou a nota apressada da PMDF.<\/p>\n<p>Carnaval<\/p>\n<p>\u00bb Ontem, chegou a informa\u00e7\u00e3o de que as m\u00e1scaras est\u00e3o acabando. Fica a impress\u00e3o de que a not\u00edcia \u00e9 da editoria de pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Abuso<\/p>\n<p>\u00bb Por falar em carnaval, um colar havaiano leva 45,96% de imposto, e uma caipirinha tem no \u00e1lcool o teor de 76,66% de imposto.<\/p>\n<p>Contas<\/p>\n<p>\u00bb H\u00e1 quem diga que o deficit da Previd\u00eancia come\u00e7ou com o desvio da rubrica. O que era para ser da Previd\u00eancia passou para outros fins, assim como o Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o. O que foi criado para ser do trabalhador foi desviado para outros fins. A solu\u00e7\u00e3o para salvar a d\u00edvida feita pela incompet\u00eancia \u00e9 definir mais uma dezena de anos para a aposentadoria.<\/p>\n<p>Caesb<\/p>\n<p>\u00bb Interessante a Caesb falar em racionamento em plena temporada de chuva. Quando um consumidor economiza \u00e1gua, usando a sobra da m\u00e1quina de lavar roupas para limpar ch\u00e3o e cal\u00e7ada, a Caesb ret\u00e9m imediatamente a conta. Nise Quintas \u00e9 testemunha.<\/p>\n<p>\u00bb Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/p>\n<p>Ren\u00e9 Nunes, TV Nacional: Pode ser que, daqui a alguns anos, surja novamente no cen\u00e1rio pol\u00edtico com m\u00e9todos novos, se houver oportunidade para tal, no que n\u00e3o acreditamos. J\u00e2nio, na vida brasileira, apenas cumpriu um axioma: \u201ca queda \u00e9 sempre muito mais r\u00e1pida do que a subida\u201d.<br \/>\n(Publicado em 22\/9\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DESDE 1960 \u00bb aricunha@dabr.com.br com Circe Cunha e MAMFIL Ferreira Gullar, um dos maiores poetas da l\u00edngua portuguesa, costumava dizer que a arte existe justamente porque a vida, em si, n\u00e3o basta. 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