{"id":8503,"date":"2017-02-09T02:01:48","date_gmt":"2017-02-09T04:01:48","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=8503"},"modified":"2017-02-13T07:02:45","modified_gmt":"2017-02-13T09:02:45","slug":"espirito-santo-e-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/espirito-santo-e-o-brasil\/","title":{"rendered":"Esp\u00edrito Santo \u00e9 o Brasil"},"content":{"rendered":"<p>DESDE 1960 \u00bb<\/p>\n<p>aricunha@dabr.com.br<\/p>\n<p>Circe Cunha  e MAMFIL<\/p>\n<p>Para os saudosistas, no tempo em que as organiza\u00e7\u00f5es paramilitares, como a Scuderie Detetive Le Cocq, formadas basicamente por policiais civis altamente treinados atuavam abertamente no combate ao crime, os bandidos n\u00e3o encontravam espa\u00e7o e muito menos coragem para atuar livremente como vem ocorrendo hoje no Esp\u00edrito Santo. Eram outros tempos, dizem.<\/p>\n<p>Hoje, sob o chamado imp\u00e9rio da lei, das garantias e direitos civis e, sobretudo,sob o manto protetor dos direitos humanos, prender e julgar criminosos com o rigor das leis \u00e9 t\u00e3o ou mais dif\u00edcil do que manter a pr\u00f3pria ordem p\u00fablica. Para os cidad\u00e3os acuados dessa grande metr\u00f3pole do Sudeste, a quest\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 nos extremos de ontem e de hoje, mas na justa medida que obriga o Estado a manter e a garantir adequadamente a seguran\u00e7a p\u00fablica conforme manda a Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 entre os extremos do passado e a permissividade do presente que o cidad\u00e3o quer ter o direito de sair de casa e retornar com vida. O que ocorre agora em Vit\u00f3ria e j\u00e1 ocorreu recentemente em Florian\u00f3polis, S\u00e3o Paulo, Natal, Manaus, Rio de Janeiro e em outras importantes cidades do pa\u00eds \u00e9, sem exagero, uma guerra civil que op\u00f5e, de um lado, o crime organizado, altamente armado, e, de outro as for\u00e7as policiais desprestigiadas e com equipamentos obsoletos.<\/p>\n<p>No meio da contenda desigual, fica a popula\u00e7\u00e3o, acuada e prisioneira, \u00e0 merc\u00ea da sorte, \u00e0 espera de uma tr\u00e9gua para sair de casa e ir aos mercados em busca de v\u00edveres para se manter enquanto a guerra se desenrola. Fossem outros os tempos, os militares j\u00e1 teriam assumido o controle do pa\u00eds, tal qual fizeram no passado, quando o ambiente de desordem, potencializado pelo clima da guerra fria, tomou conta do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Quando se repete, a hist\u00f3ria vem na forma de farsa. Seguir as pegadas desse flagelo, buscando a origem para o que ocorre hoje em nossas ruas, poder\u00e1 nos levar direto aos anos 60, para um passado que acredit\u00e1vamos morto, mas que ainda respira e se move.<\/p>\n<p>Na origem do nosso faroeste caboclo, mais vivo do que nunca, est\u00e1 nosso arcaico sistema pol\u00edtico, carcomido pela mais desenfreada corrup\u00e7\u00e3o de todos os tempos. \u00c9 a\u00ed, no alto dessa serra, que est\u00e1 a fonte que alaga nossas cidades com os rios da tormenta. Duas d\u00e9cadas de ocupa\u00e7\u00e3o militar n\u00e3o foram suficientes para essa gente aprender. O passado n\u00e3o foi suficiente como li\u00e7\u00e3o. N\u00e3o aprenderam nada e n\u00e3o esqueceram nada.<\/p>\n<p>A frase que n\u00e3o foi pronunciada<\/p>\n<p>\u201cA liberdade \u00e9 o direito de fazer o pr\u00f3prio dever.\u201d<\/p>\n<p>Auguste Comte<\/p>\n<p>Estado<\/p>\n<p>\u00bb Quase R$ 80 foram tirados de cada cidad\u00e3o carioca para que a Assembleia Legislativa e o Tribunal de Contas do estado pudessem se sustentar. J\u00e1 o Tribunal de Justi\u00e7a custou pouco menos de R$ 240 de cada contribuinte. Hoje, professores recebem cesta b\u00e1sica como sal\u00e1rio. H\u00e1 algo de podre na Rep\u00fablica do Brasil.<\/p>\n<p>Economia brasileira<\/p>\n<p>\u00bb Por falar em Tribunal de Contas, uma apura\u00e7\u00e3o sobre o BNDES chegou ao seguinte resultado: R$ 50 bilh\u00f5es do Banco Nacional de Desenvolvimento Social foram aplicados em 140 obras no exterior. S\u00f3 a t\u00edtulo de curiosidade, a miss\u00e3o do BNDES \u00e9 \u201cpromover o desenvolvimento sustent\u00e1vel e competitivo da economia brasileira, com gera\u00e7\u00e3o de emprego e redu\u00e7\u00e3o das desigualdades sociais e regionais\u201d.<\/p>\n<p>Ru\u00eddos repetitivos<\/p>\n<p>\u00bb Pessoas que se incomodam com pequenos barulhos como o clique de caneta, pacote de biscoito, ou copo descart\u00e1vel amassado s\u00e3o tidas como portadoras de transtorno compulsivo obsessivo. Na verdade, sofrem de um mal chamado hiperacusia ou misofonia.<\/p>\n<p>Reforma<\/p>\n<p>\u00bb Assunto consistente para o governo Temer pensar e resolver com a base sustent\u00e1vel no Congresso: reforma pol\u00edtica que extermine as legendas de aluguel, com o fundo partid\u00e1rio bilion\u00e1rio, com a prerrogativa de foro, com o aparelhamento da m\u00e1quina p\u00fablica. O senador Fernando Collor tem uma publica\u00e7\u00e3o bastante interessante sobre o assunto dispon\u00edvel no gabinete.<\/p>\n<p>Lazer<\/p>\n<p>\u00bb Hoje, Bras\u00edlia conta com aproximadamente 12 mil estabelecimentos que empregam mais de 100 mil pessoas. Para uma popula\u00e7\u00e3o de pouco menos de 3 milh\u00f5es de habitantes, bares s\u00e3o a op\u00e7\u00e3o mais f\u00e1cil para socializar.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/p>\n<p>Geraldo Seabra, \u00daltima Hora: \u00c9 poss\u00edvel que ele reingresse na vida pol\u00edtica brasileira como um l\u00edder popular de grande for\u00e7a, podendo reencarnar aqui as figuras de Tito, Nasser ou Fidel Castro, conforme as determinantes do momento. (Publicado em 22\/9\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DESDE 1960 \u00bb aricunha@dabr.com.br Circe Cunha e MAMFIL Para os saudosistas, no tempo em que as organiza\u00e7\u00f5es paramilitares, como a Scuderie Detetive Le Cocq, formadas basicamente por policiais civis altamente treinados atuavam abertamente no combate ao crime, os bandidos n\u00e3o encontravam espa\u00e7o e muito menos coragem para atuar livremente como vem ocorrendo hoje no Esp\u00edrito Santo. Eram outros tempos, dizem. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[],"class_list":["post-8503","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-integra"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8503","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8503"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8503\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8504,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8503\/revisions\/8504"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8503"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8503"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8503"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}