{"id":8493,"date":"2017-02-05T11:05:44","date_gmt":"2017-02-05T13:05:44","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=8493"},"modified":"2017-02-06T11:07:41","modified_gmt":"2017-02-06T13:07:41","slug":"vence-o-mais-cheiroso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/vence-o-mais-cheiroso\/","title":{"rendered":"Vence o mais cheiroso"},"content":{"rendered":"<p>DESDE 1960 \u00bb<\/p>\n<p>jornalista_aricunha@outlook.com<\/p>\n<p>Circe Cunha e MAMFIL <\/p>\n<p> Nos \u00faltimos anos, diversas express\u00f5es da nossa l\u00edngua pouco conhecidas e faladas pelos brasileiros comuns passaram a aparecer em grande n\u00famero em manchetes de jornais e na m\u00eddia em geral e, em pouco tempo, come\u00e7aram a ganhar a boca do povo, como se fossem palavras oriundas de uma nova l\u00edngua estranha e misteriosa.<\/p>\n<p>Express\u00f5es como \u201cdela\u00e7\u00f5es premiadas\u201d, \u201cembargos infringentes\u201d e outras pertencentes ao mundo herm\u00e9tico do direito foram incorporadas \u00e0s discuss\u00f5es corriqueiras, quando o assunto \u00e9 corrup\u00e7\u00e3o da classe pol\u00edtica, de empres\u00e1rios ou de funcion\u00e1rios p\u00fablicos. \u00c0 medida que a popula\u00e7\u00e3o vai se inteirando dos fatos, tanto do mensal\u00e3o quanto dos decorrentes da Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato, come\u00e7aram a surgir tamb\u00e9m personagens e profiss\u00f5es inteiramente desconhecidas do grande p\u00fablico, que agiam com tanta desenvoltura nos bastidores das campanhas pol\u00edticas que mais pareciam ser o ator principal.<\/p>\n<p>A vaidade e a soberba dos profissionais da propaganda de perfumarias e, principalmente, o repentino e inexplic\u00e1vel enriquecimento material, mesmo antes de despertar a inveja dos que por anos sempre atuaram no mesmo meio e n\u00e3o tiveram sorte igual, chamaram a aten\u00e7\u00e3o das autoridades que seguiam a rota dos bilh\u00f5es de reais surrupiados que escorriam por todos os lados. Nesta chamada democracia de audi\u00eancia, em que os candidatos s\u00e3o vendidos como sabonete, vence quem for mais cheiroso.<\/p>\n<p>O primeiro representante dessa categoria a surgir diante dos holofotes da m\u00eddia e das comiss\u00f5es parlamentares de inqu\u00e9rito foi um tal Duda Mendon\u00e7a, que, na pretens\u00e3o de querer parecer mais realista do que o rei, confessou ter recebido a paga pelos pr\u00e9stimos \u00e0 campanha de Lula em contas devidamente camufladas no exterior. Aquele epis\u00f3dio, que quase custa um impeachment ao chef\u00e3o geral do esquema, de nada serviu para abaixar a crista das aves de rapina. Pelo contr\u00e1rio. O pr\u00f3ximo e mais devastador esc\u00e2ndalo de corrup\u00e7\u00e3o, o petrol\u00e3o, trouxe n\u00e3o um, mas uma dupla de marqueteiros do mesmo naipe, engasgados na Opera\u00e7\u00e3o Acaraj\u00e9, de 2016. O casal Jo\u00e3o Santana e M\u00f4nica Moura j\u00e1 foi apresentado \u00e0 popula\u00e7\u00e3o devidamente acompanhado dos agentes da Pol\u00edcia Federal.<\/p>\n<p>T\u00e3o egoc\u00eantrico como o primeiro de 2005, esse casal de propagandistas de ilus\u00f5es, gra\u00e7as \u00e0s rela\u00e7\u00f5es estreitas que mantinham com os mesmos figur\u00f5es da Rep\u00fablica e certos do manto protetor da impunidade que os milh\u00f5es de d\u00f3lares ilusoriamente conferem, entraram tranquilamente na sede da pol\u00edcia em Curitiba, de onde esperavam sair dali a poucas horas.<\/p>\n<p>Condenado agora por crime de lavagem de dinheiro a oito anos de cadeia, mais um bloqueio de US$ 4,5 milh\u00f5es, acrescidos ainda de mais US$ 30 milh\u00f5es a t\u00edtulo de repara\u00e7\u00e3o de danos, o casal segue em liberdade e promete recorrer. No despacho, o juiz S\u00e9rgio Moro mandou um recado aos marqueteiros lembrando que \u201ca lavagem encobriu a utiliza\u00e7\u00e3o de produto de corrup\u00e7\u00e3o para remunera\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os eleitorais, com afeta\u00e7\u00e3o da integridade do processo pol\u00edtico-democr\u00e1tico\u201d sendo, em sua avalia\u00e7\u00e3o, \u201co elemento mais reprov\u00e1vel do esquema criminoso da Petrobras, a contamina\u00e7\u00e3o da esfera pol\u00edtica pela influ\u00eancia do crime\u201d.<\/p>\n<p>Quando o marketing \u00e9 usado para vender corruptos como se fossem salvadores da p\u00e1tria, torna-se, ele pr\u00f3prio, parte desse mesmo esquema de fraude, convertendo os profissionais da propaganda em verdadeiros marqueteiros do crime.<\/p>\n<p>A frase que foi pronunciada<\/p>\n<p>\u201cO \u00f3rg\u00e3o que, de 1892 a 1937, mais falhou \u00e0 Rep\u00fablica n\u00e3o foi o Congresso, foi o Supremo Tribunal.\u201d<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Mangabeira na obra Rey \u2013 o estadista da Rep\u00fablica<\/p>\n<p>Social<br \/>\nBela campanha da C\u00e2mara dos Deputados. Com linguagem simples, um assunto que pede coragem e honestidade. Como ser natural com um deficiente f\u00edsico. Se for idoso, n\u00e3o h\u00e1 necessidade de gritar, basta falar mais devagar. Com um cadeirante, o melhor \u00e9 ficar na mesma altura ao conversar. Antes de ajudar, pergunte se a pessoa quer ajuda.<\/p>\n<p>Mais cal\u00e7adas<br \/>\nComo diz Uir\u00e1 Louren\u00e7o, as cidades precisam ser pensadas para as pessoas, n\u00e3o s\u00f3 para os carros. Basta ver a quadra 213 Norte. N\u00e3o h\u00e1 cal\u00e7adas internas na quadra. As cadeiras de rodas e pedestres se deslocam arriscando a vida no asfalto.<\/p>\n<p>Nada ainda<br \/>\nNo Setor de R\u00e1dio e TV Sul, havia h\u00e1 tr\u00eas anos a multa cidad\u00e3 aplicada por agentes-mirins. Carros estacionados em cal\u00e7adas eram as infra\u00e7\u00f5es em maior quantidade. Uir\u00e1 lembra do Jane\u2019s walk, passeio guiado por alunos de arquitetura e urbanismo que elaboraram projetos de revitaliza\u00e7\u00e3o da \u00e1rea.<\/p>\n<p>Declara\u00e7\u00e3o<br \/>\nAmigos(as)\/Fui ao Piau\u00ed\/ E voltei para Bras\u00edlia\/ Feliz por ter ido\/ E feliz por voltar\/ \u00c9 muito bom ser de l\u00e1\/ E \u00e9 muito bom morar aqui. (professor Clim\u00e9rio Ferreira)<\/p>\n<p>Pauta cultural<br \/>\nCelina Kaufman, da Art&amp;Art Galeria, convida os apreciadores de arte da cidade para a exposi\u00e7\u00e3o de pinturas Quatress\u00eancia, com Luiz Costa, Sonnia Guerra, Pomp\u00e9ia e Tony Lima. A vernissage ocorrer\u00e1 no dia 15 de fevereiro \u00e0s 18h30. A mostra estar\u00e1 aberta ao p\u00fablico at\u00e9 15 de mar\u00e7o, das 9h \u00e0s 19h, de segunda a sexta. SAFS \u2013 Quadra 6, Lote 1, Trecho III Edif\u00edcio dos Plen\u00e1rios.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<br \/>\nJos\u00e9 Vieira Madeira, O Globo: o futuro de J\u00e2nio talvez seja o de ficar vagando sempre (para nossa alegria) por este mundo a fora, vendo os desfiles de biqu\u00ednis na Europa, os cigarros de \u00f3pio no Oriente e as corridas de cavalo em quase todas as partes do mundo. (Publicado em 22\/9\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DESDE 1960 \u00bb jornalista_aricunha@outlook.com Circe Cunha e MAMFIL Nos \u00faltimos anos, diversas express\u00f5es da nossa l\u00edngua pouco conhecidas e faladas pelos brasileiros comuns passaram a aparecer em grande n\u00famero em manchetes de jornais e na m\u00eddia em geral e, em pouco tempo, come\u00e7aram a ganhar a boca do povo, como se fossem palavras oriundas de uma nova l\u00edngua estranha e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[],"class_list":["post-8493","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-integra"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8493","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8493"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8493\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8494,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8493\/revisions\/8494"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8493"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8493"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8493"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}