{"id":8434,"date":"2017-01-07T06:01:02","date_gmt":"2017-01-07T08:01:02","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=8434"},"modified":"2017-12-14T16:17:40","modified_gmt":"2017-12-14T18:17:40","slug":"ciranda-da-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/ciranda-da-crise\/","title":{"rendered":"A ciranda da crise"},"content":{"rendered":"<p>DESDE 1960<\/p>\n<p>jornalista_aricunha@outlook.com<br \/>\nMAMFIL e Circe Cunha<\/p>\n<p>Nos diversos ciclos de crise econ\u00f4mica e fiscal que o Brasil experimentou ao longo da hist\u00f3ria, alguns elementos caracter\u00edsticos e comuns a todos eles se repetem numa const\u00e2ncia quase mon\u00f3tona. Ao analisar cada novo ciclo negativo na economia do pa\u00eds, l\u00e1 reaparece sempre, como causas principais ou secund\u00e1rias, a quest\u00e3o da m\u00e1 gest\u00e3o administrativa do Estado e, sobretudo, a malversa\u00e7\u00e3o criminosa dos recursos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Desde sempre, tem sido poss\u00edvel apontar o dedo indicador em dire\u00e7\u00e3o aos gestores p\u00fablicos, sobretudo para a classe pol\u00edtica que, ao fim e ao cabo, \u00e9 quem manda e interfere nos neg\u00f3cios do Estado. \u00c9, portanto, pela baixa qualidade na aplica\u00e7\u00e3o do dinheiro dos pagadores de impostos que as m\u00faltiplas crises peri\u00f3dicas insistem em ressurgir em intervalos regulares.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da m\u00e1 qualidade dos investimentos, outro elemento tamb\u00e9m comum a todas as crises, independentemente de sua \u00e9poca, \u00e9 a corrup\u00e7\u00e3o. N\u00e3o uma corrup\u00e7\u00e3o simples, mas uma end\u00eamica, que, desde sempre, tem sido uma constante na esfera p\u00fablica, desde que Cabral por estas bandas aportou. Somadas a m\u00e1 gest\u00e3o cont\u00ednua e a corrup\u00e7\u00e3o frequente dos recursos dos brasileiros, n\u00e3o \u00e9 de se surpreender que mais uma vez nos vemos nadando nus na baixa da mar\u00e9.<\/p>\n<p>Desta vez, diante da maior de todas as crises j\u00e1 detectadas at\u00e9 agora, foi preciso a constitui\u00e7\u00e3o de uma for\u00e7a-tarefa numerosa e supra-administrativa, envolvendo os mais diferenciados \u00f3rg\u00e3os da Justi\u00e7a, para que fosse poss\u00edvel fazer uma radiografia, mesmo que t\u00eanue, do problema de desvios de recursos da popula\u00e7\u00e3o, praticados justamente por pessoas indicadas pela sociedade para proteg\u00ea-la.<\/p>\n<p>Pelo que se sabe at\u00e9 agora, em estudos preliminares, R$ 200 bilh\u00f5es t\u00eam sido escoados a cada ano pelos ralos da corrup\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m tem sido apresentado em cap\u00edtulo a toda a popula\u00e7\u00e3o que os principais respons\u00e1veis pelos desvios s\u00e3o as classes dirigentes, que, al\u00e9m desse crime comum, colaboram tamb\u00e9m para que a montanha de dinheiro restante seja aplicada de forma errada e totalmente irrespons\u00e1vel, gerando preju\u00edzos para toda uma gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A frase que foi pronunciada<br \/>\n\u201cSe o governo brasileiro n\u00e3o consegue conter nem quem est\u00e1 preso, imagine quem est\u00e1 solto!\u201d<\/p>\n<p>Disse um bloqueador de celular<\/p>\n<p>Pante\u00e3o da P\u00e1tria<br \/>\n\u00bb Em agosto de 1961, coment\u00e1vamos, nesta coluna, que na pra\u00e7a dos Tr\u00eas Poderes o pombal da d. Elo\u00e1, esposa de J\u00e2nio Quadros, poderia ser substitu\u00eddo por um monumento escultural em forma de pombo. Vinte cinco anos depois, Oscar Niemeyer acatou a sugest\u00e3o.<\/p>\n<p>Rog\u00e9rio vs. Rodrigo<br \/>\n\u00bb Por falar em Pra\u00e7a dos Tr\u00eas Poderes, a busca de apoio para a elei\u00e7\u00e3o da Presid\u00eancia da C\u00e2mara dos Deputados est\u00e1 acirrada. Rosso resolveu mostrar a que veio e Maia argumenta para convencer. Mais do que o Planalto apoiar, quem \u00e9 da Casa \u00e9 que tem nas m\u00e3os a escolha.<\/p>\n<p>Promessas<br \/>\n\u00bb Rosso promete que n\u00e3o haver\u00e1 mais sess\u00f5es at\u00e9 a madrugada. O plen\u00e1rio da C\u00e2mara ser\u00e1 fechado \u00e0s 21h30 no m\u00e1ximo. Maia ainda n\u00e3o fez promessas. Aguarda as formalidades para ter certeza se vai ou n\u00e3o se candidatar. Se for poss\u00edvel concorrer \u00e0 Presid\u00eancia da C\u00e2mara, anunciou que as promessas ser\u00e3o feitas pela sua conta nas redes sociais.<\/p>\n<p>Aqui entre n\u00f3s<br \/>\n\u00bb Rosso viaja para Fortaleza. Por coincid\u00eancia ou n\u00e3o, Eun\u00edcio Oliveira, do Cear\u00e1, \u00e9 o candidato preferido para a Presid\u00eancia do Senado. Sintonia?<\/p>\n<p>Americanas<br \/>\n\u00bb Um senhor sa\u00eda furioso das lojas Americanas da W3 Norte. Recebeu a fatura de um cart\u00e3o que nunca pediu nem nunca usou. Ao reclamar para o vendedor, ouviu o seguinte: \u201cMas s\u00e3o s\u00f3 R$ 10 por m\u00eas!\u201d Deu tr\u00eas passos e encontrou um advogado que se ofereceu para fazer a peti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<br \/>\nApresentando as despedidas que n\u00e3o p\u00f4de fazer no dia da ren\u00fancia, cordial, o general Pedro Geraldo estava no Pal\u00e1cio Planalto. Explicou para a imprensa por que tantas vezes n\u00e3o foi o mesmo amigo daquela hora. Homem bom.(Publicado em 29\/8\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DESDE 1960 jornalista_aricunha@outlook.com MAMFIL e Circe Cunha Nos diversos ciclos de crise econ\u00f4mica e fiscal que o Brasil experimentou ao longo da hist\u00f3ria, alguns elementos caracter\u00edsticos e comuns a todos eles se repetem numa const\u00e2ncia quase mon\u00f3tona. 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