{"id":8204,"date":"2016-09-27T02:23:01","date_gmt":"2016-09-27T05:23:01","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=8204"},"modified":"2016-10-04T07:24:07","modified_gmt":"2016-10-04T10:24:07","slug":"siria-guerra-por-acoes-e-omissoes-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/siria-guerra-por-acoes-e-omissoes-do-mundo\/","title":{"rendered":"S\u00edria, guerra por a\u00e7\u00f5es e omiss\u00f5es  do mundo"},"content":{"rendered":"<p>DESDE 1960 \u00bb<\/p>\n<p>aricunha@dabr.com.br<\/p>\n<p>com Circe Cunha com MAMFIL<\/p>\n<p>Nas guerras, a primeira v\u00edtima \u00e9 sempre a verdade. A frase atribu\u00edda ao dramaturgo grego \u00c9squilo (s\u00e9culo 6 a.C) permanece atual e pode ser facilmente empregada para descrever tamb\u00e9m o que vem ocorrendo com a S\u00edria nos \u00faltimos anos. Os n\u00fameros relativos ao conflito s\u00e3o desencontrados, mas d\u00e3o conta que, em 5 anos, meio milh\u00e3o de pessoas, a maioria civis, foram brutalmente mortas. Com cinco milh\u00f5es de refugiados desesperados e dispersos pelos quatro cantos do planeta e um pa\u00eds praticamente arrasado, a S\u00edria \u00e9 hoje um pa\u00eds literalmente em escombros. Destro\u00e7os espalhados por toda a parte simbolizam muito mais do que a fal\u00eancia dos organismos internacionais para resolver quest\u00f5es humanit\u00e1rias urgentes.<\/p>\n<p>Os escombros s\u00e3o verdadeiros monumentos \u00e0 insanidade humana a revelar, em pleno s\u00e9culo 21, que os homens ainda n\u00e3o abandonaram totalmente a fase da selvageria. Enquanto crian\u00e7as, mulheres e idosos v\u00e3o sendo triturados impiedosamente pelo poderio letal dos armamentos ultramodernos, nos sal\u00f5es atapetados de organismos, como as Na\u00e7\u00f5es Unidas, entre tapinhas nas costas, cafezinhos e outras amenidades da civiliza\u00e7\u00e3o moderna, discute-se a oportunidade de se aplicar san\u00e7\u00f5es ou reprimendas ao ditador s\u00edrio Bashar al-Assad.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o d\u00e1 uma mostra clara da inoper\u00e2ncia da ONU, dominada pelas grandes pot\u00eancias, para resolver quest\u00f5es de conflitos armados pelo mundo. Enquanto a quest\u00e3o n\u00e3o chega a bom termo no \u00e2mbito diplom\u00e1tico, o que se tem \u00e9 a poderos\u00edssima ind\u00fastria de armamentos \u2014 justamente dos pa\u00edses que comp\u00f5em o Conselho Permanente de Seguran\u00e7a da ONU, a saber Estados Unidos, R\u00fassia e China \u2014 faturando de acordo com o tamanho do conflito, o tempo de dura\u00e7\u00e3o e o n\u00famero de mortos.<\/p>\n<p>Em paralelo, correm quest\u00f5es intrincadas, discutidas no conforto alienador das altas esferas, o grupo terrorista Estado Isl\u00e2mico, que tem dado mostras do horror ao mundo civilizado, continua se aproveitando dos impasses e vai estendendo seu poderio e preparo militar, para (quem sabe?) partir para novas estrat\u00e9gias.<\/p>\n<p>Para uma guerra que j\u00e1 entrou para a hist\u00f3ria dos grandes genoc\u00eddios humanos, o conflito na S\u00edria poder\u00e1 ensejar, em breve, a instala\u00e7\u00e3o de um tribunal internacional de crimes de guerra, onde todos os envolvidos, direta e indiretamente, v\u00e3o se sentar no banco de r\u00e9us, na condi\u00e7\u00e3o de acusados de genoc\u00eddio. Absolutamente nenhuma an\u00e1lise sobre o conflito na S\u00edria teria mais for\u00e7a de traduzir o que se passa naquela triste na\u00e7\u00e3o do que a foto estampada na edi\u00e7\u00e3o de domingo (25\/09) do CB, mostrando s\u00edrios num hospital da cidade de Aleppo, dizimada pela bestialidade dos seres humanos modernos e seu interesses.<\/p>\n<p>A frase que foi pronunciada<\/p>\n<p>\u201cA pol\u00edtica \u00e9 uma guerra sem derramamento de sangue, e a guerra, uma pol\u00edtica com derramamento de sangue.\u201d<\/p>\n<p>Mao Tse-Tung<\/p>\n<p>Reguffe<\/p>\n<p>\u00bb \u201cEssa proposta de anistiar o caixa 2 de campanha \u00e9 um verdadeiro tapa na cara do cidad\u00e3o honesto do pa\u00eds.\u201d A declara\u00e7\u00e3o do senador que representa o DF traduziu o pensamento da na\u00e7\u00e3o. Os senadores n\u00e3o disfar\u00e7am o inc\u00f4modo que Reguffe causa por uma raz\u00e3o muito simples. Se os colegas abrissem m\u00e3o de tudo o que ele abriu<br \/>\ncomo senadores economizariam R$1,2 bilh\u00e3o ao er\u00e1rio.<\/p>\n<p>Onze estrelas<\/p>\n<p>\u00bb Est\u00e1 pronto o segundo livro da artista pl\u00e1stica C\u00e9lia Estrela \u201cMesas de Natal\u201d. En 5 de outubro, \u00e0s 19h, na pra\u00e7a central do Casa Park. C\u00e9lia Estrela projeta a sua luz para o trabalho. Consegue o que pouqu\u00edssimos conseguem: uma eleg\u00e2ncia natural.<\/p>\n<p>Amigo<\/p>\n<p>\u00bb Rangel Cavalcante n\u00e3o est\u00e1 mais entre n\u00f3s. Jornalista de primeira linha, linguagem cativante, foi um defensor do Nordeste, como poucos. S\u00e3o coisas do destino que fogem \u00e0 compreens\u00e3o. Nossos sentimentos e abra\u00e7o \u00e0 fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Aventura<\/p>\n<p>\u00bb Aconteceu anos atr\u00e1s em uma ag\u00eancia banc\u00e1ria do Lago Norte. Todos os clientes em sil\u00eancio na fila, estampando t\u00e9dio no rosto. De repente, uma ratazana enorme bate v\u00e1rias vezes no vidro, de certo tentando entrar. Bastou um grito para a atmosfera mudar. Quando o rato desistiu do intento, todos come\u00e7aram a conversar animadamente. At\u00e9 o ponteiro do rel\u00f3gio pareceu andar mais r\u00e1pido.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m nega ao sr. Mauro Borges uma excelente folha de servi\u00e7os prestada \u00e0 na\u00e7\u00e3o em muitas horas, de dificuldade ou de calma. E \u00e9 acreditando nesse esp\u00edrito de ren\u00fancia, e de homem p\u00fablico, que fazemos um apelo em nome de Bras\u00edlia. (Publicado em 15\/9\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DESDE 1960 \u00bb aricunha@dabr.com.br com Circe Cunha com MAMFIL Nas guerras, a primeira v\u00edtima \u00e9 sempre a verdade. 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