{"id":7933,"date":"2016-06-17T04:18:14","date_gmt":"2016-06-17T07:18:14","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=7933"},"modified":"2016-06-20T06:32:56","modified_gmt":"2016-06-20T09:32:56","slug":"assedio-judicial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/assedio-judicial\/","title":{"rendered":"Ass\u00e9dio judicial"},"content":{"rendered":"<p>DESDE 1960<\/p>\n<p>aricunha@dabr.com.br<\/p>\n<p>com Circe Cunha \/\/ circecunha.df@dabr.com.br e MAMFIL<\/p>\n<p>Infelizmente, os ventos da liberdade e da democracia plena ainda n\u00e3o sopraram pelos luxuosos corredores de m\u00e1rmore da Justi\u00e7a brasileira. Dos Tr\u00eas Poderes da Rep\u00fablica, o Judici\u00e1rio \u00e9, de longe, a institui\u00e7\u00e3o ainda mais arraigada a antigos privil\u00e9gios, a mais blindada contra a bisbilhotice certeira dos cidad\u00e3os, sendo, por essa raz\u00e3o, o Poder mais distante do homem comum.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 por outro motivo que o Judici\u00e1rio, principalmente as Cortes Superiores, forma um mundo \u00e0 parte, ensimesmado e indiferente ao redemoinho que varre o Estado de cima a baixo. A antiga li\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o se deve comprar briga com homem de saia, aprendida ainda no Brasil colonial, continua valendo, sobretudo se o personagem em mira \u00e9 um desses membros impolutos da magistratura. Bastasse a esses magn\u00edficos se comportarem como simples servidores do p\u00fablico a quest\u00e3o n\u00e3o mereceria maiores delongas.<\/p>\n<p>O problema com epis\u00f3dios como esse, ocorrido com os jornalistas do jornal Gazeta do Povo, do Paran\u00e1, traz de volta o odioso expediente do ass\u00e9dio judicial, que \u00e9 o uso abusivo de um poder e de um conhecimento espec\u00edfico para transform\u00e1-lo numa arma capaz de obrigar \u00e0 submiss\u00e3o e ao sil\u00eancio qualquer um que se atreva a questionar a onipot\u00eancia desses divinos jurisconsultos.<\/p>\n<p>Quando magistrados, que t\u00eam como miss\u00e3o prec\u00edpua o igualamento de todos perante a agem de maneira intimidat\u00f3ria, processando de forma orquestrada e simult\u00e2nea profissionais da imprensa que ousaram divulgar a remunera\u00e7\u00e3o total de ju\u00edzes e promotores do Estado, o que eles conseguir\u00e3o com esse prop\u00f3sito corporativista e anacr\u00f4nico \u00e9 o aumento da descren\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00f3pria Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Ao trocar o simples direito de resposta no mesmo ve\u00edculo que divulgou a not\u00edcia, pela intimida\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es judiciais m\u00faltiplas em diversas comarcas, o que esta grei ter\u00e1 como paga ser\u00e1, em vez do medo, um revide que poder\u00e1 levar para o campo de batalha duas institui\u00e7\u00f5es car\u00edssimas ao Estado democr\u00e1tico de direito, com perdas desnecess\u00e1rias para ambas as partes e com preju\u00edzo maior ainda para pr\u00f3prio cidad\u00e3o. Ao rigor das leis se ajustam melhor os rigores na conduta moral. Vale aqui para os magistrados o mesmo sentido proverbial que coube a C\u00e9sar em 62 a.C., ou seja: \u201cAo juiz n\u00e3o basta ser honesto, deve parecer, perante a opini\u00e3o p\u00fablica, honesto\u201d.<\/p>\n<p>A frase que n\u00e3o foi pronunciada<\/p>\n<p>Release<\/p>\n<p>\u201cConsumo consciente de \u00e1gua e energia el\u00e9trica\u201d \u00e9 tema dos selos lan\u00e7ados pelos Correios nessa semana. Pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis nas atitudes di\u00e1rias s\u00e3o o objetivo da campanha. O projeto foi uma parceria entre os minist\u00e9rios do Meio Ambiente e das Minas e Energia.\u201d<\/p>\n<p>Educa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Enfrentando alguns problemas pr\u00e1ticos, o projeto Brasil sem fronteiras estava paralisado desde 2014. Uma das dificuldades era validar o tempo de estudo no exterior. Os ajustes ser\u00e3o feitos aos poucos, mas \u00e9 preciso firmar a contrapartida dos alunos, que com uma oportunidade dessas precisam devolver \u00e0 sociedade brasileira o que aprenderam.<\/p>\n<p>Fim de linha<\/p>\n<p>Est\u00e1 cada vez mais dif\u00edcil levar professores para sala de aula. O processo de deteriora\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia reflete diretamente a agonia dos jovens nas escolas. Sem limites e com pais que confundem amor com permissividade, as crian\u00e7as passam a mandar nos adultos, trazendo instabilidade social vis\u00edvel. Dizia o fil\u00f3sofo de Mondubim: \u201cSe filho n\u00e3o precisasse de pai e m\u00e3e, nasceria em uma \u00e1rvore e, quando estivesse maduro, cairia\u201d.<\/p>\n<p>Leitor<\/p>\n<p>Estabelecida a lei, come\u00e7am as adapta\u00e7\u00f5es. Renato Prestes protesta: \u201cEm \u00c1guas Claras, \u00e9 gritante a desproporcionalidade na disponibiliza\u00e7\u00e3o no n\u00famero de vagas para idosos, deficientes superam. Esdr\u00faxulo achar que tem mais deficientes do que idosos. Ambos merecem respeito\u201d. No mercado tamb\u00e9m h\u00e1 discuss\u00f5es. Se h\u00e1 fila especial para idosos e gestantes, as pessoas t\u00eam reagido quando usam as filas normais.<\/p>\n<p><b>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/b><\/p>\n<p>Voc\u00ea que \u00e9 de outro Estado, recomende a seus amigos para que n\u00e3o votem em &#8220;estranhos&#8221;, em pol\u00edticos forasteiros. Defenda a dignidade do seu Estado, os seus amigos , e a sua fam\u00edlia. Publicado em 07\/09\/1926<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DESDE 1960 aricunha@dabr.com.br com Circe Cunha \/\/ circecunha.df@dabr.com.br e MAMFIL Infelizmente, os ventos da liberdade e da democracia plena ainda n\u00e3o sopraram pelos luxuosos corredores de m\u00e1rmore da Justi\u00e7a brasileira. 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