{"id":7927,"date":"2016-06-14T03:13:06","date_gmt":"2016-06-14T06:13:06","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=7927"},"modified":"2016-06-20T06:13:39","modified_gmt":"2016-06-20T09:13:39","slug":"pelo-fim-do-modelo-podre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/pelo-fim-do-modelo-podre\/","title":{"rendered":"Pelo fim do modelo podre"},"content":{"rendered":"<p>Desde 1960<\/p>\n<p>aricunha@dabr.com.br<\/p>\n<p>com Circe Cunha \/\/ circecunha.df@dabr.com.br e MAMFIL<\/p>\n<p>Com a instala\u00e7\u00e3o formal, no Senado, do colegiado que analisa o processo de impeachment da presidente Dilma, o Brasil assiste, pela segunda vez, ao rito pol\u00edtico e desestabilizador da defenestra\u00e7\u00e3o de um chefe do Executivo, com todas as poss\u00edveis consequ\u00eancias que esse movimento traz para a estabilidade democr\u00e1tica. Mais uma vez, a Rep\u00fablica \u00e9 tocada por mecanismos extraordin\u00e1rios de emerg\u00eancia, que, em \u00faltima an\u00e1lise, paralisam o pa\u00eds, provocando s\u00e9rios abalos na estrutura econ\u00f4mica e social.<br \/>\nAqueles que cuidam do ordenamento jur\u00eddico e institucional do pa\u00eds precisam abordar a quest\u00e3o de forma honesta. Como \u00e9 poss\u00edvel que, em pouco mais de duas d\u00e9cadas, os brasileiros se veem em voltas com o mesmo dilema do impeachment? Eis aqui uma quest\u00e3o de resposta simples, mas de dific\u00edlima solu\u00e7\u00e3o. A repeti\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria, como trag\u00e9dia ou \u00f3pera bufa, exp\u00f5e certa teimosia burra \u2014 caracter\u00edstica talvez de nossa forma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e cultural \u2014 de insistir no erro, na esperan\u00e7a de que dessa vez d\u00ea certo. Por que ainda n\u00e3o nos livramos de crises como esta, j\u00e1 que conhecemos, por experi\u00eancia, o que nos levou at\u00e9 ela?<br \/>\nCom a promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, restou aos legisladores a importante tarefa de cuidar da regulamenta\u00e7\u00e3o e aperfei\u00e7oamento das muitas leis infraconstitucionais restantes. Entre esses institutos, ficou pendente conjunto de reformas vitais para o pa\u00eds, que nunca foi objeto de aten\u00e7\u00e3o do Congresso. A mais importante dessas revis\u00f5es era justamente a reforma pol\u00edtica. Considerada a m\u00e3e de todas as reformas, por sua import\u00e2ncia no alicerce do Estado, ela foi adiada sine die, embora seja rem\u00e9dio eficaz para crises desse tipo.<br \/>\nNo que diz respeito aos partidos, a inclus\u00e3o das cl\u00e1usulas de barreiras, que impossibilitaria o surgimento de tantas legendas de aluguel, seria o primeiro passo. Outras medidas, como o voto distrital, aproximariam o eleito do eleitor e o instituto do recall, e propiciariam a retirada do pol\u00edtico que contrariasse os interesses do votante. Isso seria tamb\u00e9m de grande significado para nosso ordenamento partid\u00e1rio. O sistema eleitoral tamb\u00e9m deve ser modificado, acabando com as car\u00edssimas campanhas, movidas a milh\u00f5es de reais, e permitindo, inclusive, o lan\u00e7amento de candidatos sem partidos. S\u00f3 essa medida daria fim ao antigo sistema pol\u00edtico plutocr\u00e1tico, que favorece o candidato endinheirado.<br \/>\nO fechamento da m\u00e1quina p\u00fablica \u00e0 sanha dos pol\u00edticos, com a entrega de todos os cargos de import\u00e2ncia a pessoas egressas das universidades, exclusivamente por meio de concurso, seria outra medida necess\u00e1ria para aperfei\u00e7oar nossa democracia. Muitos outros novos mecanismos deveriam ser introduzidos, mas, para isso, seria preciso come\u00e7ar, o mais rapidamente poss\u00edvel o processo de reforma pol\u00edtica, antes que um terceiro processo de impeachment venha a acontecer em breve.<\/p>\n<p>A frase que n\u00e3o foi pronunciada<\/p>\n<p>\u201cForo privilegiado transformou Supremo em Corte criminal\u201d<br \/>\nRoberto Veloso, o novo presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Ju\u00edzes Federais do Brasil (Ajufe)<\/p>\n<p>Posse<br \/>\n\u00bb Amanh\u00e3, Roberto Veloso toma posse no Clube Naval de Bras\u00edlia. Ele comandar\u00e1 a associa\u00e7\u00e3o por dois anos. Dados oficiais da PGR d\u00e3o conta que, no \u00e2mbito da Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato, o Supremo mant\u00e9m sob sua responsabilidade 134 pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Sem brincadeira<br \/>\n\u00bb Perdem as donas de casa que n\u00e3o aproveitam as redes sociais para voltar ao velho boicote. No lugar disso, o brasileiro usa a internet para trazer bem-humoradas piadas sobre o assunto. Desde a sugest\u00e3o de um pacote de feij\u00e3o para o Dia dos Namorados, joias com pedrinhas de feij\u00e3o, ou at\u00e9 ostentar feij\u00e3o nos dentes, para mostrar que se est\u00e1 comendo bem. Enquanto isso, a justificativa para o aumento exorbitante no pre\u00e7o do feij\u00e3o \u00e9 a instabilidade do clima. Se existe um clima culpado por esse aumento, entenda-se o pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Brasilianista<br \/>\n\u00bb Thomas Skidmore morreu nos Estados Unidos, aos 83 anos, no s\u00e1bado. Seu nome remete aos anos 60 no Brasil. Era ele um dos primeiros a saber sobre as transforma\u00e7\u00f5es pol\u00edticas no pa\u00eds. Brasil de Get\u00falio a Castello foi o seu livro mais vendido. Em 2009, o intelectual deu entrada em um pensionato para idosos.<\/p>\n<p>Estranho<br \/>\n\u00bb O Hospital do Gama com v\u00e1rios registros no fim de semana de pacientes com v\u00f4mito e diarreia. Sem febre e sem dor no corpo. Uma fam\u00edlia inteira foi atingida pelo estranho fen\u00f4meno. Sem morar na mesma casa, sem comer a mesma coisa e sem beber a mesma \u00e1gua. Apenas tr\u00eas escaparam. Sem muita preocupa\u00e7\u00e3o em pesquisar a raz\u00e3o, os m\u00e9dicos diagnosticaram como virose.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<br \/>\nEntre as pessoas que mais empurraram os outros para abra\u00e7ar o sr. Jo\u00e3o Goulart, estava o sr. Bonaparte Maia, deputado que n\u00e3o comparece sen\u00e3o ao guich\u00ea, e que n\u00e3o se sabe porque, estava com as autoridades, no meio da pista, para receber o presidente da Rep\u00fablica. (Publicado em 7\/9\/1961)<br \/>\nxxxxxxxxxxxxxxxxxxx<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 1960 aricunha@dabr.com.br com Circe Cunha \/\/ circecunha.df@dabr.com.br e MAMFIL Com a instala\u00e7\u00e3o formal, no Senado, do colegiado que analisa o processo de impeachment da presidente Dilma, o Brasil assiste, pela segunda vez, ao rito pol\u00edtico e desestabilizador da defenestra\u00e7\u00e3o de um chefe do Executivo, com todas as poss\u00edveis consequ\u00eancias que esse movimento traz para a estabilidade democr\u00e1tica. 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