{"id":7676,"date":"2016-04-10T01:06:31","date_gmt":"2016-04-10T04:06:31","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=7676"},"modified":"2016-04-15T08:08:36","modified_gmt":"2016-04-15T11:08:36","slug":"repactuacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/repactuacao\/","title":{"rendered":"Repactua\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Desde 1960<\/p>\n<p>aricunha@dabr.com.br<\/p>\n<p>com Circe Cunha \/\/ circecunha@gmail.com<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esta semana, durante encontro com representantes de v\u00e1rios movimentos de mulheres no Pal\u00e1cio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff afirmou em discurso que aceita discutir o que chama de repactua\u00e7\u00e3o, como forma de buscar uma sa\u00edda para a crise. Em condi\u00e7\u00f5es normais de temperatura e press\u00e3o, essa seria medida acertada, oportuna e at\u00e9 inerente ao pr\u00f3prio cargo de chefe do Executivo. Mas, por tr\u00e1s da proposta, aparentemente bem-intencionada, esconde, isso sim, estrat\u00e9gias que passam longe de qualquer medida que lembre pacto ou concilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Antes mesmo de apresentar que pontos seriam colocados pelo governo sobre uma poss\u00edvel mesa de negocia\u00e7\u00f5es, a presidente interp\u00f4s, preliminarmente, as pr\u00f3prias condi\u00e7\u00f5es e exig\u00eancias. Tradicionalmente, nos acordos desse n\u00edvel, envolvendo ajustes entre o Estado e a na\u00e7\u00e3o, em nome da governabilidade, as propostas nascem ap\u00f3s intensas discuss\u00f5es, nas quais a capacidade de ouvir com aten\u00e7\u00e3o o que dizem os interlocutores \u00e9 condi\u00e7\u00e3o sine qua non para o \u00eaxito dos acordos.<\/p>\n<p>Em 1977, a Espanha viveu momentos de grave instabilidade decorrente do longo per\u00edodo ditatorial a que foi submetida pelo governo do general Franco. Naquele momento, foi instalado o Pacto de Moncloa, envolvendo partidos pol\u00edticos, sindicatos e empres\u00e1rios com tr\u00eas objetivos claros: econ\u00f4mico, social e pol\u00edtico. A disposi\u00e7\u00e3o em ouvir as partes envolvidas e a urg\u00eancia do problema levaram ao \u00eaxito das negocia\u00e7\u00f5es que estenderam seus efeitos muito al\u00e9m do combinado, durando at\u00e9 1985, quando foi substitu\u00eddo pelo Acordo Econ\u00f4mico e Social (AES). No Brasil, o ex-presidente Tancredo Neves buscou inspira\u00e7\u00e3o no Pacto de Moncloa para pavimentar passagem tranquila da ditadura militar para a democracia em 1985.<\/p>\n<p>Aqueles eram outros tempos e os personagens, estadistas de outro quilate, que n\u00e3o colocavam seus interesses \u00e0 frente das necessidades da na\u00e7\u00e3o. \u201cNenhum pacto pode ser discutido se n\u00e3o respeitar os 54 milh\u00f5es de brasileiros e brasileiras que votaram em mim. Devem ser respeitados os que n\u00e3o votaram em mim, mas participaram das elei\u00e7\u00f5es e acreditam nas regras da democracia. Nenhum pacto sobreviver\u00e1 se n\u00e3o tiver respeito pela democracia\u201d, afirmou a presidente, adiantando n\u00e3o ver motivo para impeachment.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o cometi crime de responsabilidade\u201d, lembrou Dilma Rousseff, voltando a chamar de golpe o movimento que pede sua deposi\u00e7\u00e3o. Na verdade, o termo repactua\u00e7\u00e3o foi lan\u00e7ado pelo ministro da Casa Civil, Jaques Wagner.<\/p>\n<p>Depois do desembarque do PMDB da longa alian\u00e7a com o governo, o ministro anunciou, naquela ocasi\u00e3o, que o Pal\u00e1cio do Planalto havia deslanchado processo pelo qual firmaria processo de repactua\u00e7\u00e3o com os partidos nanicos, como forma de garantir maioria para o governo, dentro do modelo de coaliz\u00e3o, at\u00e9 ent\u00e3o vigente.<\/p>\n<p>O que se viu na sequ\u00eancia foi intensa negocia\u00e7\u00e3o de cargos por apoio, sob o comando do ex-presidente Lula, chamado de varej\u00e3o do Lula, pela oposi\u00e7\u00e3o, dado o descaramento com que foi feito. O tom pouco amistoso do discurso e a desconfian\u00e7a m\u00fatua entre os interlocutores d\u00e3o com p\u00edfias as chances de um acordo nacional. Para os analistas, a proposta de Dilma busca apenas uma sa\u00edda para si e para seu criador, diante de uma crise que, sabem, n\u00e3o poder\u00e1 mais resolver intramuros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A frase que foi pronunciada<\/p>\n<p>\u201cAgora n\u00e3o quero saber de nada. S\u00f3 quero aperfei\u00e7oar o que n\u00e3o sei.\u201d<\/p>\n<p>Manoel de Barros<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Imagem e a\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Helival Rios comenta o grau de popularidade conseguido pelo prefeito ACM Neto. Ele vem realizando uma s\u00e9rie de projetos pontuais na periferia e construiu enorme cal\u00e7ad\u00e3o em toda a Barra. A orla est\u00e1 bel\u00edssima \u2014 Itapo\u00e3, Piat\u00e3, Pituba e Rio Vermelho. A cidade est\u00e1 limpa e muit\u00edssimo bem policiada. E isso sem o apoio dos governos do estado e federal (do PT).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ambiental<\/p>\n<p>Um dia, lembrava aquele senhor que foi preso porque raspou a casca de uma \u00e1rvore, aqui em Bras\u00edlia. Era o in\u00edcio da lei ambiental. A pergunta \u00e9: O que aconteceu com os respons\u00e1veis pelo fim de um rio no Brasil?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria<\/p>\n<p>Vale a pena buscar no Facebook o registro da hist\u00f3ria do Madrigal de Bras\u00edlia.Um programa com dura\u00e7\u00e3o\u00a0 de 15 minutos com muitas entrevistas de ex-maestros, os primeiros cantores, e o maestro Levino, o criador do grupo.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/p>\n<p>Abra os olhos, doutor, e n\u00e3o aceite nenhuma \u201cpacifica\u00e7\u00e3o\u201d, porque isto pode ser a vingan\u00e7a da UDN. O fil\u00f3sofo de Mondubim bem que podia lhe recomendar: \u201cem terra de sapos, de c\u00f3coras com eles\u201d (Publicado em 3\/9\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 1960 aricunha@dabr.com.br com Circe Cunha \/\/ circecunha@gmail.com &nbsp; Esta semana, durante encontro com representantes de v\u00e1rios movimentos de mulheres no Pal\u00e1cio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff afirmou em discurso que aceita discutir o que chama de repactua\u00e7\u00e3o, como forma de buscar uma sa\u00edda para a crise. 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