{"id":7648,"date":"2016-03-30T02:29:44","date_gmt":"2016-03-30T05:29:44","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=7648"},"modified":"2016-04-15T07:35:10","modified_gmt":"2016-04-15T10:35:10","slug":"quinta-coluna-governista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/quinta-coluna-governista\/","title":{"rendered":"A quinta-coluna governista"},"content":{"rendered":"<p>DESDE 1960<\/p>\n<p>aricunha@dabr.com.br<\/p>\n<p>com Circe Cunha \/\/ circecunha.df@dabr.com.br<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A crise, por seus desdobramentos di\u00e1rios, se tornou assunto inesgot\u00e1vel e, portanto, obrigat\u00f3rio. Esse fen\u00f4meno ocorre n\u00e3o \u00e9 por conveni\u00eancia da imprensa, sempre aberta a manchetes de esc\u00e2ndalos. A m\u00eddia reage, na maioria das vezes, apenas aos acontecimentos, dando prosseguimento correto \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o para o grande p\u00fablico. Essa \u00e9 a sua raz\u00e3o de existir. Os observadores s\u00e3o un\u00e2nimes em afirmar que o momento pol\u00edtico vivido hoje no pa\u00eds \u00e9 o mais grave dos \u00faltimos cinco s\u00e9culos de nossa hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>A avalanche ininterrupta de fatos, vindos da Pra\u00e7a dos Tr\u00eas Poderes e de Curitiba, ocorre em tal volume que, praticamente, n\u00e3o d\u00e1 tempo para se pensar em rea\u00e7\u00e3o nem em respostas nem em estrat\u00e9gias de defesa. DesTa vez, os car\u00edssimos escrit\u00f3rios de advocacias que, anteriormente, faziam a diferen\u00e7a entre os \u201ciguais perante a lei\u201d se veem diante de processos de defesa cada vez mais intrincados.<\/p>\n<p>O encurtamento das possibilidades recursais \u00e0 segunda inst\u00e2ncia provocou uma revolu\u00e7\u00e3o no rito jur\u00eddico, que ainda n\u00e3o foi devidamente aquilatado. O risco de uma profunda cis\u00e3o na sociedade \u00e9 presente e, mesmo assim, continua sendo alimentada pelo que restou da turma de apoio ao governo. A t\u00e1tica de dividir para enfraquecer e confundir continua sendo empregada, talvez como recurso de desespero final.<\/p>\n<p>A for\u00e7a do tempo mostra, mais uma vez, que nada no mundo \u00e9 para sempre. Pessoas e partidos tamb\u00e9m n\u00e3o escapam \u00e0 a\u00e7\u00e3o corrosiva do passar dos dias. Mais duradouros e qui\u00e7\u00e1 necess\u00e1rios s\u00e3o os valores morais humanos. Mas esses tamb\u00e9m sofrem com o efeito ralador do tempo. A moral, e n\u00e3o o moralismo, se tornou mercadoria escassa. Muito mais do que o fim que se anuncia inexor\u00e1vel, o que mais deve torturar aqueles que ainda est\u00e3o embarcados na nau governista \u00e9 o fato de saber que eles podiam absolutamente tudo.<\/p>\n<p>A partir de 2002, um pa\u00eds inteiro foi disposto numa grande mesa ao partido para que operassem as mudan\u00e7as necess\u00e1rias e que por s\u00e9culos foram sendo adiadas. Era a verdadeira travessia do Mar Vermelho que se abria para a passagem de milh\u00f5es de desassistidos. O que, \u00e0 primeira vista, parecia uma jornada tranquila, se revelou \u2014 por car\u00eancia na qualidade dos quadros convocados para a alavancagem hist\u00f3rica do Brasil \u2014 um trabalho imposs\u00edvel de ser realizado.<\/p>\n<p>Essa miss\u00e3o veio a se confirmar num fracasso imensur\u00e1vel, quando revelou que a falta de qualidades pessoais era agravada ainda pelo v\u00edcio da corrup\u00e7\u00e3o. \u201cDeus p\u00f5e e o diabo disp\u00f5e\u201d, diz o fil\u00f3sofo de Mondubim, resumindo o que aconteceu na sequ\u00eancia. O governo agiu, o tempo todo, como quinta-coluna, minando o pr\u00f3prio caminho, sabotando a si pr\u00f3prio e, por tabela, a todos, indistintamente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A frase que n\u00e3o foi pronunciada<\/p>\n<p>\u201cO que o futuro fez por voc\u00ea?\u201d<\/p>\n<p>Li\u00e7\u00e3o do ontem<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Da fonte<\/p>\n<p>Amanh\u00e3, \u00e0s 10h, na sede do Ipea, no Edif\u00edcio BNDES, ocorrer\u00e1 uma solenidade para o lan\u00e7amento da colet\u00e2nea de artigos Catadores de materiais recicl\u00e1veis: um encontro nacional. Sob a perspectiva dos pr\u00f3prios catadores, o material fundamenta novas pol\u00edticas p\u00fablicas de reciclagem. O evento contar\u00e1 com a presen\u00e7a do presidente do Ipea, Jess\u00e9 Souza, e do presidente do Conselho Nacional do Servi\u00e7o Social da Ind\u00fastria, Gilberto Carvalho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Rio Doce<\/p>\n<p>Perguntas do leitor Danilo Emerich. 1) H\u00e1 algum posicionamento do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente sobre o estudo que aponta contamina\u00e7\u00e3o nos peixes 140 vezes acima do limite? 2) Al\u00e9m de pesquisas, o que pode ser feito para reverter o quadro da contamina\u00e7\u00e3o da vida aqu\u00e1tica? 3) H\u00e1 risco para a sa\u00fade humana ingerir esses peixes? 4) O que est\u00e1 sendo feito para impedir a comercializa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>For\u00e7a-tarefa<\/p>\n<p>Bruna Pinheiro, diretora-presidente da Agefis, mostrou que se trata de uma guerra a a\u00e7\u00e3o dos grileiros no DF. Em semin\u00e1rio, ela revelou a perda em arrecada\u00e7\u00e3o. Verba que poderia ter sido usada na sa\u00fade e na educa\u00e7\u00e3o. \u201cUma \u00fanica ch\u00e1cara vendida por grileiros, no ano passado, por R$ 20,8 milh\u00f5es. Um hospital para atender 40 mil pessoas custa R$ 15 milh\u00f5es. O maior roubo que a gente tem dentro da cidade, o maior desvio financeiro, \u00e9 o da terra\u201d, disse Bruna.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Release<\/p>\n<p>O mundo continua de bra\u00e7os cruzados assistindo \u00e0 dram\u00e1tica situa\u00e7\u00e3o dos refugiados da S\u00edria. A Acnur promove hoje confer\u00eancia de alto n\u00edvel em Genebra. A avalia\u00e7\u00e3o da Acnur \u00e9 que dos 4,8 milh\u00f5es de refugiados s\u00edrios registrados nos pa\u00edses vizinhos da S\u00edria e no norte da \u00c1frica, mais de 10% dessa popula\u00e7\u00e3o necessitam ser reassentados em outras regi\u00f5es do mundo. Com a continuidade do conflito na S\u00edria, mais de 450 mil vagas de reassentamento ser\u00e3o necess\u00e1rias at\u00e9 o fim de 2018.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/p>\n<p>Posse, pura e simples, \u00e9 o que determina a Constitui\u00e7\u00e3o. Os arremedos encontrados pelo Congresso s\u00e3o a prova da fraqueza do povo na escolha dos seus representantes. E a atitude de 21 deputados do PTB determinou a aprova\u00e7\u00e3o da emenda parlamentarista que, h\u00e1 16 anos, \u00e9 recusada pelo mesmo Congresso.(Publicado em 3\/9\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DESDE 1960 aricunha@dabr.com.br com Circe Cunha \/\/ circecunha.df@dabr.com.br &nbsp; A crise, por seus desdobramentos di\u00e1rios, se tornou assunto inesgot\u00e1vel e, portanto, obrigat\u00f3rio. Esse fen\u00f4meno ocorre n\u00e3o \u00e9 por conveni\u00eancia da imprensa, sempre aberta a manchetes de esc\u00e2ndalos. 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