{"id":28965,"date":"2026-10-15T00:07:00","date_gmt":"2026-10-15T03:07:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=28965"},"modified":"2026-10-24T17:44:50","modified_gmt":"2026-10-24T20:44:50","slug":"franca-e-o-brasil-de-amanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/franca-e-o-brasil-de-amanha\/","title":{"rendered":"Fran\u00e7a \u00e9 o Brasil de amanh\u00e3 na alerta sobre a expans\u00e3o do Estado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A expans\u00e3o do Estado, o peso dos impostos e a concentra\u00e7\u00e3o de poder econ\u00f4mico nas m\u00e3os da burocracia s\u00e3o problemas globais. Diante desse cen\u00e1rio, surge o alerta de que a <strong>Fran\u00e7a \u00e9 o Brasil de amanh\u00e3<\/strong> caso escolhas econ\u00f4micas equivocadas persistam. Afinal, uma das maiores economias do planeta oferece ao nosso pa\u00eds uma advert\u00eancia urgente. Com efeito, at\u00e9 na\u00e7\u00f5es ricas enfrentam ciclos de endividamento, crescimento med\u00edocre e conflitos sociais quando o poder p\u00fablico gasta mais do que arrecada de forma sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Plaintext<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-code\"><code>VISTO, LIDO E OUVIDO\nColuna criada em 1960 por Ari Cunha\n(In memoriam) no Correio Braziliense\n\nHoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade\njornalistacircecunha@gmail.com\ninstagram.com\/vistolidoeouvido\nfacebook.com\/vistolidoeouvido\n<\/code><\/pre>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Paralelos econ\u00f4micos entre o modelo franc\u00eas e o cen\u00e1rio brasileiro<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Certamente, ningu\u00e9m afirma que os dois pa\u00edses sejam id\u00eanticos ou caminhem para o mesmo resultado exato. Pelo contr\u00e1rio, trata-se de reconhecer que determinadas escolhas econ\u00f4micas produzem consequ\u00eancias semelhantes, independentemente da hist\u00f3ria ou geografia. Portanto, quando governos prometem mais do que podem entregar e aumentam despesas sem prioridades, a conta recai diretamente sobre o contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Analisando os indicadores recentes, a dimens\u00e3o do problema franc\u00eas fica evidente. Com efeito, proje\u00e7\u00f5es da Comiss\u00e3o Europeia indicam que a d\u00edvida p\u00fablica francesa pode alcan\u00e7ar 118,1% em 2026 e 120,2% em 2027. Al\u00e9m disso, o d\u00e9ficit p\u00fablico deve permanecer em 5,1% do PIB em 2026, podendo atingir 5,7% no ano seguinte. Paralelamente, proje\u00e7\u00f5es de crescimento econ\u00f4mico de apenas 0,8% no mesmo per\u00edodo revelam a enorme dificuldade de conciliar um Estado gigante com uma economia estagnada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Peso das despesas p\u00fablicas na sustentabilidade financeira<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Relat\u00f3rios da Comiss\u00e3o Europeia mostram que os gastos governamentais franceses atingiram 57,2% do PIB em 2025. Esse patamar supera consideravelmente a m\u00e9dia dos pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia. Desse modo, manter uma estrutura desse porte exige arrecada\u00e7\u00e3o pesada, endividamento cont\u00ednuo ou uma combina\u00e7\u00e3o perigosa de ambos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Servi\u00e7os p\u00fablicos s\u00e3o indispens\u00e1veis para qualquer sociedade desenvolvida. Todavia, a grande quest\u00e3o reside na capacidade de financi\u00e1-los sem comprometer o futuro econ\u00f4mico. Por conseguinte, o ac\u00famulo de d\u00edvidas reduz a margem de manobra dos governantes e transfere o custo das decis\u00f5es atuais para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Alertas internacionais sobre o avan\u00e7o do endividamento p\u00fablico<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Observando o cen\u00e1rio brasileiro, fica claro que n\u00e3o podemos nos iludir com nossa dimens\u00e3o continental. Estruturas tribut\u00e1rias complexas, necessidades sociais imensas e baixa produtividade marcam a realidade nacional. Consequentemente, reproduzir os erros de economias maduras significa desperdi\u00e7ar a oportunidade de aprender com a experi\u00eancia alheia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diferen\u00e7as institucionais e de renda por habitante entre Brasil e Fran\u00e7a existem e s\u00e3o expressivas. Apesar disso, a expans\u00e3o permanente das despesas sem estrat\u00e9gia clara de crescimento gera travamentos inevit\u00e1veis. Assim, mais cedo ou mais tarde, a realidade for\u00e7a os governos a escolher entre cortar gastos, elevar impostos ou emitir mais d\u00edvida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tenta\u00e7\u00e3o do aumento de impostos no debate fiscal<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Historicamente, o debate fiscal no Brasil trata a arrecada\u00e7\u00e3o como se pudesse crescer indefinidamente. Diante de cada crise, surgem propostas para criar contribui\u00e7\u00f5es, aumentar al\u00edquotas e expandir bases de incid\u00eancia. Por outro lado, raramente a classe pol\u00edtica demonstra a mesma coragem para cortar privil\u00e9gios, avaliar programas ou eliminar despesas ineficientes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Efeitos concretos desse desequil\u00edbrio afetam o setor produtivo diariamente. Por exemplo, empresas adiam investimentos necess\u00e1rios, empreendedores lutam para sobreviver e fam\u00edlias perdem poder de compra. Ademais, a tributa\u00e7\u00e3o excessiva destr\u00f3i a capacidade de poupan\u00e7a e limita a gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea de riquezas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">C\u00edrculo vicioso do baixo crescimento econ\u00f4mico<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Travamentos na produtividade mant\u00eam a renda limitada e expandem as demandas sociais por socorro estatal. Como resposta, o governo eleva a press\u00e3o por mais impostos, alimentando um c\u00edrculo vicioso. Portanto, superar essa armadilha exige a retirada parcial do Estado de atividades pr\u00f3prias da iniciativa privada e a melhoria do gasto p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com efeito, promessas irrealistas feitas por pol\u00edticas de esquerda frequentemente comprometem a sa\u00fade das finan\u00e7as p\u00fablicas mundialmente. Desse modo, esse modelo gera depend\u00eancia e enfraquece as bases da prosperidade sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uni\u00e3o da Poupan\u00e7a e direcionamento do capital privado<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Debates recentes na Europa examinam tamb\u00e9m a rela\u00e7\u00e3o entre poupan\u00e7a privada e financiamento estatal. Em mar\u00e7o de 2025, a Comiss\u00e3o Europeia apresentou a iniciativa Uni\u00e3o da Poupan\u00e7a e dos Investimentos. O objetivo oficial busca aproximar os cerca de 10 trilh\u00f5es de euros parados em dep\u00f3sitos banc\u00e1rios dos mercados de capitais e das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Oferecer instrumentos para o cidad\u00e3o investir voluntariamente difere radicalmente de impor direcionamentos compuls\u00f3rios. A primeira op\u00e7\u00e3o estimula a concorr\u00eancia e fortalece a forma\u00e7\u00e3o de patrim\u00f4nio. Em contrapartida, qualquer grau de coer\u00e7\u00e3o estatal compromete a liberdade econ\u00f4mica e transfere riscos indevidos ao poupador.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Fronteiras entre incentivo volunt\u00e1rio e coer\u00e7\u00e3o estatal<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Propostas europeias em sua forma oficial n\u00e3o preveem o confisco da poupan\u00e7a dos cidad\u00e3os. \u00c9 fundamental fazer essa distin\u00e7\u00e3o para manter a precis\u00e3o das cr\u00edticas com base em documentos p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Contudo, monitorar tentativas futuras de transformar a poupan\u00e7a privada em instrumento obrigat\u00f3rio de financiamento pol\u00edtico permanece essencial. Portanto, a linha entre incentivo econ\u00f4mico e imposi\u00e7\u00e3o governamental precisa continuar claramente definida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Avan\u00e7o das moedas digitais e o projeto Drex no Brasil<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acompanhar esse cen\u00e1rio exige aten\u00e7\u00e3o redobrada do Brasil quanto ao desenvolvimento de infraestruturas financeiras digitais. O Banco Central vem testando gradualmente a ado\u00e7\u00e3o do Drex, moeda digital associada a plataformas de ativos financeiros. A autoridade monet\u00e1ria destaca a busca por efici\u00eancia, seguran\u00e7a e integra\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tecnologias de digitaliza\u00e7\u00e3o podem reduzir custos operacionais e acelerar transa\u00e7\u00f5es complexas. No entanto, os riscos principais n\u00e3o residem no software, mas nas regras jur\u00eddicas que disciplinar\u00e3o seu uso.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Garantias fundamentais e limites ao poder de vigil\u00e2ncia<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sistemas digitais avan\u00e7ados exigem prote\u00e7\u00e3o rigorosa da privacidade, transpar\u00eancia e limites legally claros \u00e0 atua\u00e7\u00e3o do Estado. Sem essas salvaguardas, ferramentas criadas para gerar efici\u00eancia podem se transformar em mecanismos de vigil\u00e2ncia ou restri\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, n\u00e3o existem provas de que as regras do Drex autorizem confiscos autom\u00e1ticos ou controle arbitr\u00e1rio de despesas. Todavia, debater os limites da tecnologia antes de sua implementa\u00e7\u00e3o em larga escala representa uma medida de prud\u00eancia institucional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Corre\u00e7\u00e3o de rumos e prote\u00e7\u00e3o da liberdade econ\u00f4mica<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O leitor n\u00e3o deve interpretar os alertas do exemplo franc\u00eas como profecias de desastre inevit\u00e1vel, mas como um convite \u00e0 responsabilidade fiscal. D\u00edvidas fora de controle n\u00e3o surgem da noite para o dia; resultam de sucessivas decis\u00f5es que os governantes justificam como exce\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Defender a liberdade econ\u00f4mica exige mais do que discursos gen\u00e9ricos contra a burocracia. Requer contas p\u00fablicas transparentes, avalia\u00e7\u00e3o rigorosa de programas, seguran\u00e7a jur\u00eddica e respeito \u00e0 propriedade privada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Li\u00e7\u00f5es urgentes para a sustentabilidade da economia brasileira<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Recursos s\u00e3o escassos em qualquer regime pol\u00edtico, e a prosperidade depende de produzir mais do que se consome ao longo do tempo. Consequentemente, ignorar essa realidade limita as condi\u00e7\u00f5es materiais que sustentam at\u00e9 as pol\u00edticas sociais mais bem intencionadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O momento adequado para corrigir incentivos, estabelecer limites e proteger o patrim\u00f4nio dos cidad\u00e3os \u00e9 agora, antes que a escassez de op\u00e7\u00f5es imponha escolhas dolorosas. Caso o governo nada fa\u00e7a para melhorar a qualidade do gasto e estimular a produtividade, o Brasil enfrentar\u00e1 custos cada vez mais altos pela in\u00e9rcia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A expans\u00e3o do Estado, o peso dos impostos e a concentra\u00e7\u00e3o de poder econ\u00f4mico nas m\u00e3os da burocracia s\u00e3o problemas globais. Diante desse cen\u00e1rio, surge o alerta de que a Fran\u00e7a \u00e9 o Brasil de amanh\u00e3 caso escolhas econ\u00f4micas equivocadas persistam. Afinal, uma das maiores economias do planeta oferece ao nosso pa\u00eds uma advert\u00eancia urgente. 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