{"id":28128,"date":"2026-09-02T10:49:07","date_gmt":"2026-09-02T13:49:07","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=28128"},"modified":"2026-09-02T10:49:08","modified_gmt":"2026-09-02T13:49:08","slug":"enquanto-o-mercurio-mata-os-yanomami-o-silencio-oficial-ameaca-a-soberania-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/enquanto-o-mercurio-mata-os-yanomami-o-silencio-oficial-ameaca-a-soberania-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Enquanto o merc\u00fario mata os Yanomami, o sil\u00eancio oficial amea\u00e7a a soberania na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">VISTO, LIDO E OUVIDO<br>Coluna criada em 1960 por Ari Cunha (In memoriam) <br>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade <br><br>jornalistacircecunha@gmail.com <br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/vistolidoeouvid\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.instagram.com\/vistolidoeouvid\">instagram.com\/vistolidoeouvido<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vistolidoeouvido\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.facebook.com\/vistolidoeouvido\"><em>facebook.com\/vistolidoeouvido<\/em><\/a><\/pre>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"559\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/09\/yanomami-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-28133\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/09\/yanomami-2.jpg 1024w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/09\/yanomami-2-300x164.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/09\/yanomami-2-768x419.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/09\/yanomami-2-800x437.jpg 800w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/09\/yanomami-2-550x300.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/09\/yanomami-2-230x126.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">A viol\u00eancia armada e a contamina\u00e7\u00e3o ambiental caminham juntas, alimentando-se do mesmo v\u00e1cuo de autoridade.<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A posse de um novo governo na Col\u00f4mbia, decidido a retomar a linha dura contra os remanescentes das antigas Farc e a ordenar bombardeios contra suas bases, reacendeu um problema que o Brasil insiste em tratar como secund\u00e1rio: a fronteira amaz\u00f4nica n\u00e3o \u00e9 uma linha abstrata no mapa, \u00e9 uma regi\u00e3o viva, habitada por povos ind\u00edgenas e popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas que pagam o pre\u00e7o mais alto por decis\u00f5es tomadas em Bogot\u00e1, em Bras\u00edlia e nos escrit\u00f3rios de organiza\u00e7\u00f5es criminosas transnacionais. Pressionados do lado colombiano, grupos armados dissidentes buscam nas matas brasileiras rotas de fuga, esconderijos e novas fontes de renda. O resultado \u00e9 previs\u00edvel e tr\u00e1gico: mais viol\u00eancia, mais explora\u00e7\u00e3o ilegal de recursos e mais sofrimento para quem menos tem meios de se defender.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/sem-soberania\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/sem-soberania\/\"><strong>SEM SOBERANIA<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Soberania<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 verdade que o Ex\u00e9rcito Brasileiro n\u00e3o est\u00e1, como se poderia supor \u00e0 primeira vista, simplesmente de bra\u00e7os cruzados. Segundo declara\u00e7\u00f5es p\u00fablicas do chefe do Estado-Maior do Ex\u00e9rcito, general Francisco Humberto Montenegro J\u00fanior, tropas da 2\u00aa e da 16\u00aa Brigadas de Infantaria de Selva enfrentam confrontos semanais contra integrantes dos chamados Grupos Armados Organizados Residuais as dissid\u00eancias das Farc que usam a extensa malha hidrogr\u00e1fica amaz\u00f4nica para o narcotr\u00e1fico e outras atividades il\u00edcitas. H\u00e1, inclusive, um movimento de moderniza\u00e7\u00e3o em curso, com a incorpora\u00e7\u00e3o de drones, embarca\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas e sensores para ampliar a vigil\u00e2ncia de uma fronteira que, por sua extens\u00e3o e densidade florestal, sempre foi dif\u00edcil de controlar por completo. Reconhecer esse esfor\u00e7o \u00e9 uma quest\u00e3o de justi\u00e7a com quem est\u00e1 na linha de frente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um santu\u00e1rio armado<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas reconhecer o esfor\u00e7o das tropas n\u00e3o equivale a dizer que o problema est\u00e1 sob controle. A pergunta que a sociedade brasileira precisa fazer \u00e0s suas autoridades civis n\u00e3o \u00e9 se existem confrontos pontuais, mas se existe uma estrat\u00e9gia de Estado &nbsp;coordenada entre For\u00e7as Armadas, Pol\u00edcia Federal, Ibama, Funai e o governo colombiano &nbsp;capaz de impedir que a fronteira amaz\u00f4nica se torne um santu\u00e1rio permanente para grupos armados. A aus\u00eancia de uma resposta clara a essa pergunta alimenta, com raz\u00e3o ou sem ela, a desconfian\u00e7a de parte da opini\u00e3o p\u00fablica de que a regi\u00e3o segue sendo tratada como perif\u00e9rica nas prioridades de Bras\u00edlia, e que a presteza do discurso oficial em defender a soberania nacional nem sempre se traduz em presen\u00e7a efetiva do Estado no dia a dia de quem vive \u00e0s margens dos rios amaz\u00f4nicos. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Vergonha nacional<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto isso, a crise sanit\u00e1ria que atinge o povo Yanomami segue se agravando, e os n\u00fameros s\u00e3o de dar vergonha a qualquer na\u00e7\u00e3o que se pretenda civilizada. Um estudo da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz, em parceria com o Instituto Socioambiental, constatou que a totalidade dos ind\u00edgenas analisados em nove aldeias de Roraima est\u00e1 contaminada por merc\u00fario, com quase 11% das amostras em n\u00edveis considerados altos, sem margem de seguran\u00e7a segundo os crit\u00e9rios da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade. Levantamento da Pol\u00edcia Federal apontou rios da Terra Ind\u00edgena Yanomami com concentra\u00e7\u00f5es de merc\u00fario at\u00e9 8.600% acima do recomendado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Explora\u00e7\u00e3o dos mais vulner\u00e1veis<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As consequ\u00eancias n\u00e3o s\u00e3o estat\u00edsticas frias: s\u00e3o neuropatia perif\u00e9rica, comprometimento cognitivo em crian\u00e7as, desnutri\u00e7\u00e3o, mal\u00e1ria e mortes que se acumulam ano ap\u00f3s ano, enquanto postos de sa\u00fade fecham por falta de infraestrutura ou por medo de garimpeiros armados. O elo entre esse desastre sanit\u00e1rio e o v\u00e1cuo de seguran\u00e7a na fronteira n\u00e3o \u00e9 uma hip\u00f3tese isolada. J\u00e1 h\u00e1 registros de garimpeiros e organiza\u00e7\u00f5es criminosas atravessando a fronteira entre Brasil e Col\u00f4mbia para explorar ouro ilegalmente em territ\u00f3rio amaz\u00f4nico, aproveitando exatamente a mesma malha fluvial que abriga as dissid\u00eancias armadas. N\u00e3o \u00e9 preciso provar que todo garimpo ilegal \u00e9 operado por remanescentes de guerrilha para reconhecer o \u00f3bvio: onde o Estado n\u00e3o chega com for\u00e7a de lei, o crime organizado &nbsp;seja ele guerrilheiro, garimpeiro ou miliciano &nbsp;instala sua pr\u00f3pria ordem, e essa ordem \u00e9 sempre constru\u00edda sobre a explora\u00e7\u00e3o dos mais vulner\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No nosso arquivo<strong>: <a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/sobreviventes\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/sobreviventes\/\">SOBREVIVENTES<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Seguran\u00e7a e Sa\u00fade <\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tratar a quest\u00e3o da seguran\u00e7a de fronteira e a quest\u00e3o da sa\u00fade ind\u00edgena como problemas separados \u00e9 um erro de diagn\u00f3stico que o pa\u00eds n\u00e3o pode mais se permitir. \u00c9 justo, e \u00e9 papel de um editorial, cobrar posicionamento claro do governo brasileiro. N\u00e3o se trata de supor motiva\u00e7\u00f5es ocultas ou de atribuir simpatias ideol\u00f3gicas sem prova a quem quer que seja &nbsp;esse tipo de acusa\u00e7\u00e3o, sem lastro factual, mais confunde do que esclarece o debate p\u00fablico. Trata-se de exigir resultados: mais recursos para as brigadas de fronteira, integra\u00e7\u00e3o real de intelig\u00eancia com a Col\u00f4mbia e a Venezuela, retomada e sustenta\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es de desintrus\u00e3o de garimpeiros na Terra Yanomami, e um plano de sa\u00fade ind\u00edgena que n\u00e3o dependa de esc\u00e2ndalos internacionais para receber aten\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conhecimento p\u00fablico<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A opini\u00e3o p\u00fablica tem o direito de saber, com transpar\u00eancia e n\u00fameros verific\u00e1veis, qual \u00e9 a real capacidade do Estado brasileiro de proteger essa fronteira e essas popula\u00e7\u00f5es &nbsp;e n\u00e3o apenas de ouvir que o problema est\u00e1 sendo tratado. H\u00e1 tamb\u00e9m uma dimens\u00e3o humana que os relat\u00f3rios t\u00e9cnicos, por mais rigorosos que sejam, dificilmente traduzem por completo: a dos povos ribeirinhos e das comunidades ind\u00edgenas que convivem, dia ap\u00f3s dia, com a chegada de estranhos armados a seus territ\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/ao-povo-brasileiro\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/ao-povo-brasileiro\/\"><strong>AO POVO BRASILEIRO<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Estado \u00e0 dist\u00e2ncia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o \u00e9 incomum que lideran\u00e7as locais relatem intimida\u00e7\u00e3o, restri\u00e7\u00e3o de movimento e medo de denunciar \u00e0s autoridades a presen\u00e7a de grupos ligados ao garimpo ou ao tr\u00e1fico, justamente pela sensa\u00e7\u00e3o de que o Estado est\u00e1 longe demais para oferecer prote\u00e7\u00e3o quando ela \u00e9 necess\u00e1ria. Esse sil\u00eancio imposto pelo medo \u00e9, por si s\u00f3, um indicador da fragilidade da presen\u00e7a estatal em \u00e1reas remotas da Amaz\u00f4nia &nbsp;e um alerta de que a viol\u00eancia armada e a contamina\u00e7\u00e3o ambiental caminham juntas, alimentando-se do mesmo v\u00e1cuo de autoridade. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por onde andam os artistas?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A coopera\u00e7\u00e3o internacional tamb\u00e9m precisa sair do papel. Se dissid\u00eancias das Farc utilizam o territ\u00f3rio brasileiro como retaguarda, isso exige di\u00e1logo permanente e operacional com a Col\u00f4mbia &nbsp;e, dada a rota hist\u00f3rica de v\u00e1rios desses grupos pela Venezuela, tamb\u00e9m com Caracas, por mais delicadas que sejam as rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas na regi\u00e3o. Combater um problema transnacional com respostas estritamente nacionais \u00e9 como tentar estancar um rio represando apenas um de seus afluentes: a \u00e1gua encontra outro caminho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sem estrat\u00e9gias<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O compartilhamento de intelig\u00eancia, o monitoramento conjunto de rotas fluviais e a padroniza\u00e7\u00e3o de protocolos de resposta entre os pa\u00edses amaz\u00f4nicos s\u00e3o medidas discutidas h\u00e1 anos, mas que raramente avan\u00e7am na velocidade que a gravidade do problema exige. Por fim, cabe um alerta que vale para qualquer governo, independentemente de sua orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica: a Amaz\u00f4nia n\u00e3o pode ser tratada como assunto de segunda ordem, relegado a notas de rodap\u00e9 em relat\u00f3rios anuais ou a respostas reativas quando a imprensa internacional exp\u00f5e a crise Yanomami. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Discursos &amp; Vidas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A soberania nacional n\u00e3o se afirma apenas em discursos sobre a floresta como patrim\u00f4nio brasileiro; ela se constr\u00f3i com presen\u00e7a f\u00edsica do Estado, com postos de sa\u00fade funcionando, com agentes de fiscaliza\u00e7\u00e3o protegidos e equipados, e com uma diplomacia regional que trate o crime transnacional armado com a mesma prioridade estrat\u00e9gica dada a outras pautas de pol\u00edtica externa. Enquanto isso n\u00e3o acontece, cada aldeia contaminada e cada fam\u00edlia deslocada pela viol\u00eancia s\u00e3o um lembrete de que a dist\u00e2ncia entre o discurso oficial e a realidade da fronteira segue sendo medida em vidas humanas. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Hora de agir definitivamente<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hist\u00f3ria recente j\u00e1 mostrou o custo de deixar a Amaz\u00f4nia \u00e0 merc\u00ea da omiss\u00e3o: povos inteiros contaminados, rios envenenados, crian\u00e7as com sequelas que as acompanhar\u00e3o pela vida inteira. Se a nova conjuntura colombiana empurra mais combatentes para o lado brasileiro da fronteira, a resposta n\u00e3o pode ser improviso nem discurso. Tem que ser presen\u00e7a efetiva do Estado militar, sanit\u00e1ria e ambiental antes que o pre\u00e7o, j\u00e1 alto demais, se torne irrevers\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A frase que foi pronunciada:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;Crian\u00e7as, jovens e as gera\u00e7\u00f5es futuras merecem viver vidas saud\u00e1veis \u200b\u200bem seu lar na floresta. Seus futuros n\u00e3o devem ser destru\u00eddos pelas a\u00e7\u00f5es de uma administra\u00e7\u00e3o genocida.&#8221;<\/em> <\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Relat\u00f3rio compilado pelos Yanomami e Ye&#8217;kwana<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 que o assunto \u00e9 Minist\u00e9rio da Fazenda, h\u00e1 outro. A segunda Pagadoria do Tesouro Nacional paga, em m\u00e9dia, 100 milh\u00f5es por dia. Os processos s\u00e3o aprovados pelo Tribunal de Contas em Bras\u00edlia e v\u00e3o para o Rio, onde s\u00e3o pagos. Tudo porque o Minist\u00e9rio n\u00e3o quer vir para Bras\u00edlia. (Publicada em 25.05.1961)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDOColuna criada em 1960 por Ari Cunha (In memoriam) Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com instagram.com\/vistolidoeouvidofacebook.com\/vistolidoeouvido A viol\u00eancia armada e a contamina\u00e7\u00e3o ambiental caminham juntas, alimentando-se do mesmo v\u00e1cuo de autoridade. 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