{"id":27632,"date":"2026-08-02T14:40:24","date_gmt":"2026-08-02T17:40:24","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=27632"},"modified":"2026-08-04T14:43:10","modified_gmt":"2026-08-04T17:43:10","slug":"eleicoes-e-a-borracha-do-esquecimento-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/eleicoes-e-a-borracha-do-esquecimento-2\/","title":{"rendered":"A vaidade na ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO<br \/>\n*Criada por Ari Cunha DESDE 1960<br \/>\nCirce Cunha<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cVaidade das vaidades, tudo \u00e9 vaidade\u201d, inscrito no Livro Eclesiastes, mostra que apesar de todo o esfor\u00e7o humano, tudo \u00e9 passageiro e caba resultando em frustra\u00e7\u00e3o. \u00c9 o que estamos assistindo agora, ao vivo e a cores, acontecer nos Estados Unidos, contra a maior autoridade daquele pa\u00eds nas a\u00e7\u00f5es de combate ao Covid-19, o m\u00e9dico Anthony Fauci. A maior autoridade sobre essa quest\u00e3o n\u00e3o nos Estados Unidos, como no restante do mundo caiu literalmente em desgra\u00e7a pelo excesso daquilo que a B\u00edblia j\u00e1 condenava h\u00e1 mil\u00eanios. Aos poucos, ao que parece, v\u00e3o se desmoronando, pe\u00e7a por pe\u00e7a, os mitos e o tabus que envolviam a pandemia mundial e que levou muita gente inocente para a cadeia, arruinou a economia mundial, prejudicando centenas de milh\u00f5es de vida e a pr\u00f3pria economia em escala global.<br \/>\nImpressionante, no nosso caso \u00e9 o sil\u00eancio no Brasil nessa que foi uma esp\u00e9cie de inquisi\u00e7\u00e3o moderna, com fogueira e tudo contra aqueles que criticavam todo aquele protocolo esquizofr\u00eanico em torno da vacina\u00e7\u00e3o e do lockdown. Cinco anos depois do auge da pandemia de Covid-19, o mundo come\u00e7a a revisitar decis\u00f5es que, durante muito tempo, pareciam imunes a qualquer questionamento. O debate em torno da atua\u00e7\u00e3o de Anthony Fauci, ex-principal assessor m\u00e9dico do governo americano durante a emerg\u00eancia sanit\u00e1ria, tornou-se parte desse processo. Embora Fauci continue sendo reconhecido por muitos como figura central no enfrentamento da pandemia, passou agora a enfrentar cr\u00edticas pol\u00edticas e cient\u00edficas sobre aspectos da condu\u00e7\u00e3o da crise, da comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica e da supervis\u00e3o de pesquisas financiadas pelo governo dos Estados Unidos.<br \/>\nEm democracias maduras, esse tipo de revis\u00e3o n\u00e3o deveria ser encarado como amea\u00e7a \u00e0 ci\u00eancia, mas como parte natural do escrut\u00ednio p\u00fablico. O problema nunca foi discutir evid\u00eancias mas transformar determinadas interpreta\u00e7\u00f5es em dogmas. Tentem lembrar dos momentos mais dram\u00e1ticos da pandemia, quando opini\u00f5es divergentes frequentemente deixaram de ser tratadas como hip\u00f3teses cient\u00edficas pass\u00edveis de debate e passaram a ser vistas, em muitos ambientes, como posi\u00e7\u00f5es moralmente inaceit\u00e1veis. Essa postura produziu forte polariza\u00e7\u00e3o, alimentou desconfian\u00e7a e dificultou uma avalia\u00e7\u00e3o mais equilibrada das pol\u00edticas p\u00fablicas adotadas. Tamb\u00e9m se tornou inevit\u00e1vel revisitar os efeitos econ\u00f4micos das medidas de conten\u00e7\u00e3o.<br \/>\nSegundo estimativas do Fundo Monet\u00e1rio Internacional, a economia mundial sofreu sua maior retra\u00e7\u00e3o desde a Segunda Guerra Mundial em 2020. Milh\u00f5es de empresas encerraram atividades, cadeias produtivas foram interrompidas e governos recorreram a programas extraordin\u00e1rios de endividamento para sustentar renda e emprego. O Banco Mundial estimou que a pandemia empurrou dezenas de milh\u00f5es de pessoas de volta \u00e0 pobreza extrema, revertendo parte dos avan\u00e7os sociais acumulados nas d\u00e9cadas anteriores.<br \/>\nNo Brasil, os impactos tamb\u00e9m foram profundos. Pequenas e m\u00e9dias empresas figuraram entre as mais atingidas. Diversos setores, especialmente com\u00e9rcio, turismo, eventos, alimenta\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os presenciais, sofreram perdas severas. Muitas empresas n\u00e3o voltaram a abrir as portas. O desemprego aumentou significativamente durante o per\u00edodo mais cr\u00edtico, enquanto milhares de trabalhadores migraram para atividades informais como forma de sobreviv\u00eancia. Parte desses efeitos decorreu da pr\u00f3pria circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus e das medidas draconianas impostas a popula\u00e7\u00e3o diante de uma crise sanit\u00e1ria, supervalorizada. \u00c9 leg\u00edtimo discutir se todas as restri\u00e7\u00f5es impostas foram proporcionais, se algumas poderiam ter sido calibradas de maneira diferente e quais li\u00e7\u00f5es podem ser extra\u00eddas para futuras emerg\u00eancias. O tempo vai abrindo as cortinas da encena\u00e7\u00e3o paulatinamente. Outro aspecto que merece reflex\u00e3o diz respeito ao papel da imprensa. Em momentos de elevada incerteza, n\u00f3s jornalistas, nos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o enfrentamos enorme responsabilidade ao traduzir informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas para a popula\u00e7\u00e3o. Em diversas ocasi\u00f5es, por\u00e9m, cr\u00edticas sustentadas por especialistas qualificados e contr\u00e1rios receberam pouca ou nenhuma aten\u00e7\u00e3o, enquanto posi\u00e7\u00f5es oficiais ocuparam espa\u00e7o quase exclusivo. A persegui\u00e7\u00e3o aos opositores foi imensa. A imprensa tem o direito de fazer escolhas editoriais, mas tamb\u00e9m tem o dever de revisar criticamente sua atua\u00e7\u00e3o quando os fatos evoluem ou novas evid\u00eancias surgem. Autocr\u00edtica n\u00e3o representa desmoraliza\u00e7\u00e3o. Pelo contr\u00e1rio. Institui\u00e7\u00f5es que reconhecem erros tendem a fortalecer sua credibilidade. Isso vale para governos, universidades, organismos internacionais, sociedades cient\u00edficas e meios de comunica\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA pandemia produziu uma das maiores trag\u00e9dias humanas do s\u00e9culo XXI. Tamb\u00e9m exp\u00f4s as dificuldades inerentes \u00e0 tomada de decis\u00f5es sob incerteza. O desafio agora n\u00e3o \u00e9 substituir uma certeza absoluta por outra, mas construir mecanismos institucionais mais transparentes, capazes de preservar simultaneamente a sa\u00fade p\u00fablica, as liberdades individuais e a confian\u00e7a da sociedade. \u00c9 preciso reconhecer despojando de todas as certezas de que a politiza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia foi nesse caso um instrumento que ajudou a destruir vidas e economias. Talvez a maior li\u00e7\u00e3o daquele per\u00edodo seja justamente a advert\u00eancia contida no Eclesiastes. Nenhuma autoridade, por mais prestigiada que seja, est\u00e1 acima do exame cr\u00edtico. Nenhuma institui\u00e7\u00e3o fortalece sua legitimidade recusando perguntas. E nenhuma sociedade democr\u00e1tica se beneficia quando o debate p\u00fablico \u00e9 reduzido a uma \u00fanica narrativa.<\/p>\n<p>A frase que foi pronunciada:<br \/>\nAssim, enquanto se alardeava, inclusive na Casa Blanca, que a origem em laborat\u00f3rio estava descartada, os autores continuavam, em particular, a atribuir uma probabilidade significativa a essa hip\u00f3tese. Uma coisa em p\u00fablico, outra em privado.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<br \/>\nA nossa Constitui\u00e7\u00e3o (art. 130) estabelece que perde a nacionalidade brasileira o brasileiro (n. I) \u201cque, por naturaliza\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria, adquirir outra nacionalidade\u201d. (Publicada em 25.05.1962)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO *Criada por Ari Cunha DESDE 1960 Circe Cunha &nbsp; \u201cVaidade das vaidades, tudo \u00e9 vaidade\u201d, inscrito no Livro Eclesiastes, mostra que apesar de todo o esfor\u00e7o humano, tudo \u00e9 passageiro e caba resultando em frustra\u00e7\u00e3o. \u00c9 o que estamos assistindo agora, ao vivo e a cores, acontecer nos Estados Unidos, contra a maior autoridade daquele pa\u00eds [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-27632","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-integra-integra"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27632","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27632"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27632\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27666,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27632\/revisions\/27666"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27632"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27632"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27632"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}