{"id":27485,"date":"2026-08-16T01:00:02","date_gmt":"2026-08-16T04:00:02","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=27485"},"modified":"2026-08-14T20:55:00","modified_gmt":"2026-08-14T23:55:00","slug":"razao-para-viver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/razao-para-viver\/","title":{"rendered":"Raz\u00e3o para viver"},"content":{"rendered":"<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p><a href=\"mailto:jornalistacircecunha@gmail.com\">jornalistacircecunha@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vistolidoeouvido?mibextid=ZbWKwL\">facebook.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/instagram.com\/vistolidoeouvido?igshid=YTQwZjQ0NmI0OA==\">instagram.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p>O uso precoce e crescente no consumo de \u00e1lcool por parte dos jovens brasileiros \u00e9 mais do que um problema relegado apenas \u00e0s estat\u00edsticas das entidades de sa\u00fade p\u00fablica. O que est\u00e1 em quest\u00e3o nesse problema \u00e9 a destrui\u00e7\u00e3o de toda uma gera\u00e7\u00e3o que poderia contribuir para o futuro do pa\u00eds. Esse \u00e9 um problema que tem crescido e que parece n\u00e3o preocupar devidamente as autoridades, as escolas e mesmo as fam\u00edlias. Os danos causados pelo consumo de \u00e1lcool, numa fase da vida em que o pr\u00f3prio corpo e o c\u00e9rebro ainda est\u00e3o em desenvolvimento, trazem complica\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e transtornos mentais que poder\u00e3o se estender para o resto da vida, aumentando ainda mais um flagelo que j\u00e1 atinge muitos adultos em todos os pa\u00edses. Como pano de fundo dessa trag\u00e9dia lenta, temos que o n\u00famero de estabelecimentos que vendem \u00e1lcool no Brasil, s\u00e3o, de longe, os que mais s\u00e3o vistos em todas as partes das cidades, sejam elas capitais ou cidades do interior.<br \/>\nEm Bras\u00edlia n\u00e3o \u00e9 diferente, Em cada quadra residencial o n\u00famero de bares indicam que na capital esse problema tamb\u00e9m \u00e9 vis\u00edvel e parece crescer a cada dia. Dados recentes levantados ano passado O Globo indicam que quase 6% dos adolescentes do pa\u00eds apresentavam transtornos pelo uso de \u00e1lcool. O pior \u00e9 que 56% da popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 consumiu bebida alco\u00f3lica antes da maioridade, sendo que 25,5% dos adolescentes come\u00e7aram a beber regularmente antes dos 18 anos. N\u00e3o se v\u00ea em parte alguma, campanhas institucionais alertando para o v\u00edcio em bebidas alco\u00f3licas, nem mesmo nas escolas. O que parece \u00e9 que o governo n\u00e3o leva a s\u00e9rio esse tipo de campanha.<br \/>\nSegundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade OMS o consumo de \u00e1lcool \u00e9 diretamente influenciado pela facilidade de acesso, aos bares, aos restaurantes, aos mercados, lojas de conveni\u00eancia e dep\u00f3sitos que bebidas espalhadas nos quatro cantos da cidade. Nesses lugares, raramente s\u00e3o pedidos comprovantes e documentos de maioridade. A fiscaliza\u00e7\u00e3o, quando existe, tamb\u00e9m n\u00e3o tem sido suficiente. A realidade diante desse descaso \u00e9 que um em cada quatro adolescentes brasileiros j\u00e1 consumiram bebidas alco\u00f3licas. De acordo com o Levantamento Nacional de \u00c1lcool e Drogas (LENAD) o \u00e1lcool \u00e9 hoje uma realidade presente na vida dos jovens entre 14 e 17 anos. O que temos aqui \u00e9 um problema ser\u00edssimo de sa\u00fade p\u00fablica. M\u00e9dicos e especialistas s\u00e3o un\u00e2nimes em reconhecer que o consumo de bebidas nessa fase da vida \u00e9 a mais arriscada de todas para o c\u00e9rebro, provocando danos na cogni\u00e7\u00e3o, no racioc\u00ednio, na mem\u00f3ria, no f\u00edgado, nos rins, afetando negativamente e minando a sa\u00fade cada \u00f3rg\u00e3o do corpo, levando o indiv\u00edduo \u00e0 morte ou a loucura.<br \/>\nPara a economia do pa\u00eds essa libera\u00e7\u00e3o geral traz ainda mais danos, com jovens lotando os hospitais, por doen\u00e7as ligadas ao \u00e1lcool ou acidentes incapacitantes decorrentes do consumo dessas bebidas. Mais de meio milh\u00e3o de adolescentes, hoje fazem parte dessa estat\u00edstica e os n\u00fameros crescem a cada ano. Em nosso caso o que se observa \u00e9 que quanto maior a oferta de bebidas e menor o controle por parte das autoridades, maior o consumo entre a popula\u00e7\u00e3o jovem. Insere-se nesse quadro desolador o aumento progressivo da viol\u00eancia ligado ao \u00e1lcool, tanto nos acidentes de tr\u00e2nsito como, nas brigas entre gangues, nos assaltos, roubos e mesmo assassinatos. O mais curioso \u00e9 que medidas do tipo lei seca, n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o funcionam como estimulam e aumentam o consumo, numa aritm\u00e9tica indiretamente proporcional e perversa .<br \/>\n\u00c9 consenso ainda entre os especialistas que somente uma educa\u00e7\u00e3o de base, voltada para o entendimento do problema \u00e9 capaz de minorar, n\u00e3o acabar com esse problema. Pa\u00edses que tamb\u00e9m enfrentaram esse problema, como \u00e9 o caso da Isl\u00e2ndia onde em 1989, 42% dos seus jovens bebiam grandes quantidades de \u00e1lcool e consumo de tabaco e drogas, exibe hoje um dado surpreendente, com esse percentual caindo para cerca de 5%, no espa\u00e7o de poucos anos. As autoridades compreenderam que proibi\u00e7\u00e3o n\u00e3o funcionava e partiram para transformar o ambiente onde os jovens cresciam. Havia uma falta de conex\u00e3o e de atividades significativas, somadas ainda \u00e0 falta de tempo com a fam\u00edlia, menos sentimento de pertencimento e longos per\u00edodos sem supervis\u00e3o. Era preciso voltar atr\u00e1s e investir numa inf\u00e2ncia mais rica e cheia de experi\u00eancias positivas. O governo passou ent\u00e3o a poiar atividades como esportes, m\u00fasica, artes, dan\u00e7a, nata\u00e7\u00e3o e outras atividades. Os pais tamb\u00e9m foram convocados para esse esfor\u00e7o, fazendo refei\u00e7\u00f5es juntos, se informando sobre a rotina dos filhos, onde estavam, fazendo o qu\u00ea e com quem, participando do dia a dia dos filhos. Esse programa exitoso come\u00e7ou onde deveria ter come\u00e7ado desde o in\u00edcio: dentro da fam\u00edlia. Sem esse tipo de suporte, n\u00e3o h\u00e1 esperan\u00e7a.<br \/>\nParece que a fam\u00edlia n\u00e3o \u00e9 uma realidade atrasada. \u00c9 o gancho para a ordem e o progresso onde haja alegria de viver. Se \u00e9 disso o que precisamos.<\/p>\n<p>A frase que foi pronunciada:<br \/>\n\u201cLar n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 de onde voc\u00ea vem, \u00e9 onde voc\u00ea encontra luz quando tudo escurece.\u201d<br \/>\nPierce Brown<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<br \/>\nAli\u00e1s, que \u00eales, volunt\u00e1riamente, passaram a preferir a nacionalidade italiana, nos d\u00e1 bem conta esta not\u00edcia publicada no &#8220;O Estado de S\u00e3o Paulo&#8221; de 23 do corrente (telegramas da AFP, UPI e AP): &#8220;Os elementos &#8220;oriundos&#8221; da sele\u00e7\u00e3o italiana \u2014 Mazzola e Sormani, brasileiros e Sivori e Maschio, argentinos, s\u00e3o un\u00e2nimes em afirmar que n\u00e3o existem distin\u00e7\u00f5es na delega\u00e7\u00e3o italiana e todos somos italianos, de ac\u00f4rdo com a lei de nosso pa\u00eds, e viemos \u00e0 Am\u00e9rica do Sul com o fim de dar nosso melhor esf\u00f4r\u00e7o \u00e0 It\u00e1lia&#8221;.(Publicada em 25.05.1962)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido instagram.com\/vistolidoeouvido O uso precoce e crescente no consumo de \u00e1lcool por parte dos jovens brasileiros \u00e9 mais do que um problema relegado apenas \u00e0s estat\u00edsticas das entidades de sa\u00fade p\u00fablica. 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