{"id":27390,"date":"2026-06-07T01:00:40","date_gmt":"2026-06-07T04:00:40","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=27390"},"modified":"2026-06-11T19:56:00","modified_gmt":"2026-06-11T22:56:00","slug":"o-pix-nosso-de-cada-dia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/o-pix-nosso-de-cada-dia\/","title":{"rendered":"O PIX nosso de cada dia"},"content":{"rendered":"<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p><a href=\"mailto:jornalistacircecunha@gmail.com\">jornalistacircecunha@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vistolidoeouvido?mibextid=ZbWKwL\">facebook.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/instagram.com\/vistolidoeouvido?igshid=YTQwZjQ0NmI0OA==\">instagram.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_27407\" aria-describedby=\"caption-attachment-27407\" style=\"width: 661px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-27407\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/06\/pix.jpg\" alt=\"\" width=\"661\" height=\"495\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/06\/pix.jpg 802w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/06\/pix-300x225.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/06\/pix-768x576.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/06\/pix-800x600.jpg 800w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/06\/pix-550x412.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/06\/pix-230x172.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 661px) 100vw, 661px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-27407\" class=\"wp-caption-text\">Foto: reprodu\u00e7\u00e3o da internet<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Poucas inova\u00e7\u00f5es produzidas pelo Estado brasileiro alcan\u00e7aram, em t\u00e3o pouco tempo, o grau de aceita\u00e7\u00e3o popular obtido pelo PIX. Criado pelo Banco Central e lan\u00e7ado oficialmente em novembro de 2020, o sistema de pagamentos instant\u00e2neos alterou h\u00e1bitos de consumo, transformou rela\u00e7\u00f5es comerciais e modificou profundamente a circula\u00e7\u00e3o de recursos dentro da economia nacional. Em menos de cinco anos, tornou-se um dos instrumentos financeiros mais utilizados do planeta, superando modalidades tradicionais de transfer\u00eancia banc\u00e1ria e reduzindo significativamente a depend\u00eancia do dinheiro em esp\u00e9cie. Muito al\u00e9m de uma ferramenta tecnol\u00f3gica, o PIX representa uma mudan\u00e7a estrutural na forma como pessoas, empresas e governos movimentam recursos. A rapidez das opera\u00e7\u00f5es, a disponibilidade durante vinte e quatro horas por dia e a elimina\u00e7\u00e3o de diversas tarifas banc\u00e1rias fizeram com que a modalidade se popularizasse entre todas as camadas sociais.<\/p>\n<p>Dados do Banco Central mostram que mais de 170 milh\u00f5es de pessoas e empresas j\u00e1 possuem chaves cadastradas no sistema. O n\u00famero de transa\u00e7\u00f5es supera dezenas de bilh\u00f5es de opera\u00e7\u00f5es anuais, movimentando trilh\u00f5es de reais. Em determinados per\u00edodos, o PIX j\u00e1 ultrapassou cart\u00f5es de d\u00e9bito, boletos banc\u00e1rios, TEDs e DOCs somados em quantidade de opera\u00e7\u00f5es. O sucesso do sistema n\u00e3o ocorreu por acaso. Durante d\u00e9cadas, transferir dinheiro no Brasil significava enfrentar tarifas elevadas, hor\u00e1rios restritos e burocracias diversas. Opera\u00e7\u00f5es simples muitas vezes exigiam deslocamentos f\u00edsicos at\u00e9 ag\u00eancias banc\u00e1rias ou dependiam de sistemas lentos e caros. A chegada do PIX eliminou grande parte dessas barreiras. Pequenos comerciantes talvez tenham sido os maiores benefici\u00e1rios dessa transforma\u00e7\u00e3o. Antes obrigados a suportar custos relacionados a maquininhas de cart\u00e3o, taxas de antecipa\u00e7\u00e3o de receb\u00edveis e prazos para recebimento de valores, passaram a contar com uma ferramenta de liquida\u00e7\u00e3o imediata e custo praticamente inexistente.<\/p>\n<p>Em feiras livres, pequenos mercados, sal\u00f5es de beleza, oficinas mec\u00e2nicas, vendedores ambulantes e milhares de outros neg\u00f3cios espalhados pelo pa\u00eds, o PIX tornou-se a principal forma de pagamento. Dinheiro que antes demorava dias para chegar ao caixa passou a circular instantaneamente. Essa velocidade possui reflexos importantes sobre a economia. Quanto mais r\u00e1pido o dinheiro circula, maior tende a ser a atividade econ\u00f4mica. Recursos que permaneciam retidos em processos banc\u00e1rios passaram a ser reinvestidos, consumidos ou utilizados quase imediatamente. Trata-se de um ganho de efici\u00eancia raramente observado em sistemas financeiros tradicionais. Outro aspecto relevante foi a inclus\u00e3o financeira. Milh\u00f5es de brasileiros que possu\u00edam acesso limitado aos servi\u00e7os banc\u00e1rios passaram a participar mais intensamente do ambiente digital de pagamentos. O telefone celular transformou-se numa verdadeira carteira eletr\u00f4nica capaz de realizar opera\u00e7\u00f5es a qualquer hora e em qualquer lugar.<\/p>\n<p>O fen\u00f4meno chamou a aten\u00e7\u00e3o internacional. Diversos bancos centrais e institui\u00e7\u00f5es financeiras passaram a estudar o modelo brasileiro. Pa\u00edses como \u00cdndia, Singapura e outros mercados emergentes j\u00e1 possuem sistemas semelhantes, mas o grau de ades\u00e3o alcan\u00e7ado pelo PIX colocou o Brasil entre as principais refer\u00eancias globais em pagamentos instant\u00e2neos.<br \/>\nPor essa raz\u00e3o, parece improv\u00e1vel imaginar um retrocesso significativo nesse sistema. Quando uma tecnologia alcan\u00e7a tamanho grau de aceita\u00e7\u00e3o popular, sua perman\u00eancia passa a depender muito mais da vontade dos usu\u00e1rios do que das institui\u00e7\u00f5es que a cercam. O mercado tende a consolidar aquilo que funciona.<\/p>\n<p>Nesse contexto surgem debates envolvendo interesses econ\u00f4micos distintos. O PIX reduziu receitas obtidas anteriormente por meio de tarifas banc\u00e1rias, transfer\u00eancias eletr\u00f4nicas e determinados servi\u00e7os financeiros tradicionais. Naturalmente, mudan\u00e7as dessa magnitude alteram estruturas consolidadas h\u00e1 d\u00e9cadas. Institui\u00e7\u00f5es financeiras tiveram de adaptar seus modelos de neg\u00f3cios. Algumas passaram a investir em novos produtos digitais. Outras ampliaram servi\u00e7os complementares. O mercado respondeu com inova\u00e7\u00e3o. Afinal, tecnologias que aumentam efici\u00eancia costumam deslocar receitas de setores tradicionais para novas \u00e1reas da economia.<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, por exemplo, o sistema financeiro ainda opera fortemente apoiado em cart\u00f5es, transfer\u00eancias convencionais e estruturas privadas de pagamento. Embora existam iniciativas de pagamentos instant\u00e2neos, nenhuma alcan\u00e7ou, at\u00e9 o momento, o grau de universaliza\u00e7\u00e3o observado no Brasil. Especialistas do setor observam que modelos como o PIX pressionam estruturas tradicionais de cobran\u00e7a. Isso n\u00e3o significa necessariamente oposi\u00e7\u00e3o institucional ao sistema brasileiro, mas evidencia a exist\u00eancia de interesses econ\u00f4micos afetados pela mudan\u00e7a tecnol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Outro aspecto frequentemente debatido diz respeito \u00e0 eventual cobran\u00e7a de tarifas sobre opera\u00e7\u00f5es realizadas por pessoas f\u00edsicas. At\u00e9 o momento, a ampla aceita\u00e7\u00e3o do PIX est\u00e1 diretamente associada \u00e0 simplicidade e ao baixo custo para os usu\u00e1rios. Qualquer altera\u00e7\u00e3o significativa nesse equil\u00edbrio poderia encontrar resist\u00eancia social consider\u00e1vel. A experi\u00eancia internacional mostra que sistemas financeiros bem-sucedidos costumam crescer justamente quando reduzem atritos para os consumidores.<\/p>\n<p>Em poucos anos, o PIX tornou-se parte integrante da vida econ\u00f4mica nacional. N\u00e3o se trata apenas de uma ferramenta banc\u00e1ria. Tornou-se infraestrutura b\u00e1sica de funcionamento do com\u00e9rcio, dos servi\u00e7os e das rela\u00e7\u00f5es financeiras cotidianas. Quando isso acontece, dificilmente uma inova\u00e7\u00e3o desaparece. Ela tende, ao contr\u00e1rio, a se expandir e servir de modelo para outros sistemas ao redor do mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p><em>&#8220;O PIX uniu direita e esquerda.&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Dona Dita enquanto cria nova chave<\/p>\n<figure id=\"attachment_27406\" aria-describedby=\"caption-attachment-27406\" style=\"width: 639px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-27406\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/06\/pix-charme.jpg\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"478\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/06\/pix-charme.jpg 803w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/06\/pix-charme-300x225.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/06\/pix-charme-768x575.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/06\/pix-charme-800x599.jpg 800w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/06\/pix-charme-550x412.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/06\/pix-charme-230x172.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 639px) 100vw, 639px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-27406\" class=\"wp-caption-text\">Charge do Cazo<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><br \/>\nO minist\u00e9rio da Fazenda elaborou um esquema para o emprego de 400 milh\u00f5es pela Prefeitura do Distrito Federal. <strong>(Publicado em 20.05.1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; Poucas inova\u00e7\u00f5es produzidas pelo Estado brasileiro alcan\u00e7aram, em t\u00e3o pouco tempo, o grau de aceita\u00e7\u00e3o popular obtido pelo PIX. 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