{"id":18141,"date":"2020-12-10T01:00:43","date_gmt":"2020-12-10T04:00:43","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=18141"},"modified":"2020-12-12T20:55:27","modified_gmt":"2020-12-12T23:55:27","slug":"tempos-de-guerrilha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/tempos-de-guerrilha\/","title":{"rendered":"Tempos de guerrilha"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p>jornalistacircecunha@gmail.com<\/p>\n<p>Facebook.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>Instagram.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_18143\" aria-describedby=\"caption-attachment-18143\" style=\"width: 601px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-18143\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/12\/Onda.jpg\" alt=\"\" width=\"601\" height=\"416\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/12\/Onda.jpg 902w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/12\/Onda-300x208.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/12\/Onda-768x531.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/12\/Onda-800x553.jpg 800w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/12\/Onda-550x380.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/12\/Onda-230x159.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 601px) 100vw, 601px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-18143\" class=\"wp-caption-text\">Charge do Z\u00e9 Dassilva<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em meio a mata e em terrenos de dif\u00edcil visibilidade, \u00e9 comum que as tropas e pelot\u00f5es, envolvidos em batalhas, fiquem atentos \u00e0s recomenda\u00e7\u00f5es das cartilhas de guerrilhas que ensinam: \u201cQuando o inimigo avan\u00e7a, n\u00f3s recuamos. Quando o inimigo recua, n\u00f3s avan\u00e7amos. Quando o inimigo para, n\u00f3s aquietamos.\u201d Uma li\u00e7\u00e3o dessa natureza pode ser empregada tamb\u00e9m em tempos de pandemia, quando o inimigo invis\u00edvel, representado pelo v\u00edrus da Covid-19, parece sitiar as popula\u00e7\u00f5es em todo mundo.<\/p>\n<p>Em tempos de guerra pela preserva\u00e7\u00e3o de vidas e quando j\u00e1 se prev\u00ea que, na virada do ano, cerca de 180 mil brasileiros poder\u00e3o perder a batalha contra a doen\u00e7a sufocante, a recomenda\u00e7\u00e3o mais sensata a ser seguida por aqueles que det\u00eam o poder de governar uma cidade seria, exatamente, a observ\u00e2ncia dos sinais emitidos pela pandemia. Nesse caso, e dadas as ondas de avan\u00e7o e recuo da doen\u00e7a, a prud\u00eancia, aceita pelos homens de bom senso, manda que qualquer a\u00e7\u00e3o mais ousada por parte do governo deveria aguardar o momento prop\u00edcio para ser deflagrada.\u00a0Incluem-se nesses casos, al\u00e9m de todo o processo de privatiza\u00e7\u00e3o, feito, ao ver de muitos, como uma a\u00e7\u00e3o um tanto a\u00e7odada e sem medir as exatas repercuss\u00f5es que tais medidas trar\u00e3o para a popula\u00e7\u00e3o, a m\u00e9dio e longo prazos, toda e qualquer realiza\u00e7\u00e3o de obras de grande vulto, que venham a demandar recursos p\u00fablicos, numa hora t\u00e3o delicada.<\/p>\n<p>Na verdade, os recursos e poupan\u00e7as p\u00fablicas deveriam, neste momento t\u00e3o especial, ficar retidos para eventualidades, sendo sua utiliza\u00e7\u00e3o reservada apenas para casos de emerg\u00eancia p\u00fablica. O momento requer serenidade e parcim\u00f4nia com o dinheiro do contribuinte. A privatiza\u00e7\u00e3o de estatais, merecidas ou n\u00e3o, deveriam esperar outro momento. Assim como a constru\u00e7\u00e3o de pontes, viadutos, estradas e outras obras de interesse do governo.<\/p>\n<p>Os preciosos recursos recolhidos da popula\u00e7\u00e3o, numa hora de incerteza como esta, deveriam, por parte de governantes \u00a0prudentes, ficar, prioritariamente, \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para serem gastos em necessidades de emerg\u00eancia, como na compra de medicamentos e insumos, aparelhamento de centros de sa\u00fade, hospitais, contrata\u00e7\u00e3o de pessoal de sa\u00fade, compra de vacinas, geladeiras para acondicionar esses materiais, o restabelecimento de hospitais de campanha, compra de ambul\u00e2ncias e uma infinidade de outros gastos necess\u00e1rios em tempos de guerra, como estamos presenciando.<\/p>\n<p>Por certo, haver\u00e1 oportunidade para que o Governo do Distrito Federal demonstre sua capacidade administrativa e de empreendedorismo centrada na realiza\u00e7\u00e3o de obras vistosas nos quatro cantos da cidade. Por enquanto, o inimigo, vindo do Leste, de terras distantes, est\u00e1 \u00e0 espreita, comprando terras, portos, ind\u00fastrias e atacando a cada movimento desastroso feito por n\u00f3s, ceifando a vida de nossos cidad\u00e3os, sem piedade.<\/p>\n<p>\u00c9 tempo de preservar a vida de nossos soldados, reunindo a tropa, mantendo-os seguros e protegidos do fogo inimigo. \u00c9 tempo de nos aquietarmos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cA pol\u00edtica brasileira est\u00e1 dividida entre paranoicos e messi\u00e2nicos.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Jaime Lerner, urbanista.<\/p>\n<figure id=\"attachment_15337\" aria-describedby=\"caption-attachment-15337\" style=\"width: 544px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-15337\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/jaime-lerner-80-anos-perfil-1.jpg\" alt=\"\" width=\"544\" height=\"362\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/jaime-lerner-80-anos-perfil-1.jpg 800w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/jaime-lerner-80-anos-perfil-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/jaime-lerner-80-anos-perfil-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/jaime-lerner-80-anos-perfil-1-350x233.jpg 350w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/jaime-lerner-80-anos-perfil-1-550x366.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/jaime-lerner-80-anos-perfil-1-230x153.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 544px) 100vw, 544px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-15337\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Albari Rosa\/Gazeta do Povo<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Recordando Neusa<\/strong><\/p>\n<p>Merecida homenagem \u00e0 autora do Hino de Bras\u00edlia, Neusa Fran\u00e7a. Debaixo do bloco J, onde morou desde os primeiros anos da capital, os alunos Soledad Arnaud, Wandrei Braga e Alexandre Romariz e Beatriz Pimentel (por v\u00eddeo) tocaram m\u00fasicas compostas pela mestra. Com a colabora\u00e7\u00e3o de Rog\u00e9rio Resende, que tratava o piano da Neusa como um cardiologista, o instrumento foi levado ao ar livre, onde a audi\u00eancia aplaudia animada. Alexandre Romariz, Dib Francis e Durval Cesetti trataram da divulga\u00e7\u00e3o, e quem organizou o evento, al\u00e9m dos alunos, foi Mauria Fran\u00e7a, a nora de Neusa. Denise Fran\u00e7a, filha, n\u00e3o escondeu a emo\u00e7\u00e3o com o carinho dos alunos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" frameborder=\"0\" width=\"1440\" height=\"809\" src=\"https:\/\/www.dailymotion.com\/embed\/video\/x7xy1ap\" allowfullscreen allow=\"autoplay\"><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Recordando Neusa\" width=\"1440\" height=\"810\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1LHxG9gieRY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Pela cidade<\/strong><\/p>\n<p>Leia, no Blog do Ari Cunha, a opini\u00e3o da professora de arquitetura Emilia Stenzel, em rela\u00e7\u00e3o ao Setor Comercial Sul. Em\u00edlia \u00e9 representante do International Council of Monuments and Sites (ICOMOS), ligado \u00e0 UNESCO.<\/p>\n<figure id=\"attachment_18068\" aria-describedby=\"caption-attachment-18068\" style=\"width: 426px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-18068\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/11\/sul-1.jpg\" alt=\"\" width=\"426\" height=\"282\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/11\/sul-1.jpg 725w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/11\/sul-1-300x199.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/11\/sul-1-550x364.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/11\/sul-1-230x152.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 426px) 100vw, 426px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-18068\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Renato Alves\/Ag\u00eancia Bras\u00edlia<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>&#8211;&gt;\u00a0A proposta de revitaliza\u00e7\u00e3o do SCS, ao colocar a \u00eanfase na introdu\u00e7\u00e3o do uso habitacional, sob a justificativa da democratiza\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os da cidade, parece n\u00e3o reconhecer que a aloca\u00e7\u00e3o de usos de car\u00e1ter p\u00fablico nos centros urbanos &#8211; como os usos definidos para a escala greg\u00e1ria: com\u00e9rcio, servi\u00e7os, cultura &#8211; assegura o acesso a camadas mais amplas da popula\u00e7\u00e3o, do que a sua destina\u00e7\u00e3o ao uso habitacional. <\/em><br \/>\n<em>A par de assegurar uma maior amplitude no acesso \u00e0queles espa\u00e7os, pelo car\u00e1ter p\u00fablico desses usos, a implanta\u00e7\u00e3o de polos de tecnologia e de ensino, bem como o apoio ao desenvolvimento do com\u00e9rcio e o suporte adequado \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es culturais s\u00e3o a\u00e7\u00f5es que t\u00eam em seu conjunto o potencial para a revitaliza\u00e7\u00e3o que o SCS demanda. <\/em><br \/>\n<em>A introdu\u00e7\u00e3o da habita\u00e7\u00e3o traz para aquele setor comercial demandas que n\u00e3o poder\u00e3o ser atendidas no \u00e2mbito do SCS, como mais escolas, mais sil\u00eancio, ou espa\u00e7os para playgrounds, para citar as imediatas. <\/em><br \/>\n<em>A \u201ccidade de 15 minutos\u201d que buscamos no S\u00e9culo XXI demanda a\u00e7\u00f5es mais amplas e pode se realizar sem que se alterem os usos definidos no quadro da preserva\u00e7\u00e3o. <\/em><br \/>\n<em>O SCS demanda a\u00e7\u00f5es de fortalecimento dos usos que lhe s\u00e3o inerentes e a resposta a essa situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o comporta o abandono de sua estrutura f\u00edsica, da mesma forma como n\u00e3o comporta o abandono de suas caracter\u00edsticas greg\u00e1rias.<\/em><\/p>\n<p><em>A introdu\u00e7\u00e3o de uso habitacional na escala greg\u00e1ria n\u00e3o responde \u00e0s pautas levantadas para justificar tal uso, n\u00e3o se mostra sustent\u00e1vel (seja do ponto de vista econ\u00f4mico, seja do ponto de vista social) e fere a preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio cultural.<\/em><\/p>\n<p><em>Por um outro lado, a proposta de uma tal altera\u00e7\u00e3o de uso nos espa\u00e7os centrais do conjunto urban\u00edstico tombado \u00e9 colocada sem que tenham sido estabelecidos os mais elementares instrumentos de gest\u00e3o definidos pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas para os s\u00edtios inscritos na Lista do Patrim\u00f4nio Mundial, quais sejam: um plano de preserva\u00e7\u00e3o do conjunto urban\u00edstico e um comit\u00ea gestor do mesmo.<\/em><\/p>\n<p><em>Bras\u00edlia \u00e9 um feito da cultura brasileira no campo do urbanismo e da arquitetura, mundialmente reconhecida como um dos mais importantes legados do S\u00e9culo XX. A constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia tornou realidade um projeto de cidade que \u00e9 nosso privil\u00e9gio, mas tamb\u00e9m nosso compromisso: \u00e9 nosso compromisso transmitir essa riqueza \u00e0s futuras gera\u00e7\u00f5es, \u00e9 nosso compromisso inserir esse legado cultural em nossos projetos de futuro. <\/em><br \/>\n<em>Condizente com nossa autonomia como povo \u00e9 recusarmos a miopia e o casu\u00edsmo de interesses pol\u00edticos e econ\u00f4micos, que n\u00e3o hesitam em tornar letra morta os dados estruturantes de nossa mem\u00f3ria coletiva.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Magia<\/strong><\/p>\n<p>Reginaldo Marinho publicou, na coluna Bahia de Todos os Cantos, coment\u00e1rio sobre a magia das pedras encantadas da Serra do Sincor\u00e1. Tudo registrado no link <a href=\"https:\/\/diariodoturismo.com.br\/as-pedras-encantadas-da-serra-do-sincora-por-reginaldo-marinho\/\">Di\u00e1rio do Turismo<\/a>.<\/p>\n<figure id=\"attachment_18144\" aria-describedby=\"caption-attachment-18144\" style=\"width: 369px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-18144\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/12\/pedras.jpg\" alt=\"\" width=\"369\" height=\"552\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/12\/pedras.jpg 369w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/12\/pedras-201x300.jpg 201w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/12\/pedras-230x344.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 369px) 100vw, 369px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-18144\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Reginaldo Marinho<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Viva hoje<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o sei o nome dela. Passou a vida inteira planejando a volta para Laranjeiras, no Rio. Juntou cada centavo que podia. Ano a ano. Eliminou viagens, passeios, almo\u00e7os, s\u00f3 para economizar. Tudo conspirava a favor. At\u00e9 que o grande dia chegou. O caminh\u00e3o de mudan\u00e7a estacionava na rua Estelita Lins. Um choro escapou por alguns minutos de tanta emo\u00e7\u00e3o. Dali em diante sua vida virou um inferno. O vizinho era viciado em drogas pesadas e nunca mais ela conseguiu dormir em paz. Moral da hist\u00f3ria trazida pelo ditado l\u00eddiche: \u201cDeus ri de quem faz planos\u201d (Mann Tracht, Um Gott Lacht).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>HIST\u00d3RIA DE BRAS\u00cdLIA<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o faz muito, denunciamos desta coluna, que numa granja depois de Taguatinga, seu propriet\u00e1rio alimentava porcos com ab\u00f3bora e cenoura, porque n\u00e3o tinha comprador, e n\u00e3o tinha lugar para vender na cidade. <strong>(Publicado em 20\/01\/1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam) Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com Facebook.com\/vistolidoeouvido Instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; Em meio a mata e em terrenos de dif\u00edcil visibilidade, \u00e9 comum que as tropas e pelot\u00f5es, envolvidos em batalhas, fiquem atentos \u00e0s recomenda\u00e7\u00f5es das cartilhas de guerrilhas que ensinam: \u201cQuando o inimigo avan\u00e7a, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":18143,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[2570,2337,2338,2187,2339,1307,2175,2278,2305,277,1235,114,2340,2569,188],"class_list":["post-18141","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra","tag-2aondadecovid-19","tag-aricunha-2","tag-brasilia-2","tag-china","tag-circecunha-2","tag-congressonacional","tag-coronavirusnobrasil","tag-coronavirusnomundo","tag-crise","tag-gdf","tag-governobolsonaro","tag-historiadebrasilia","tag-mamfil-2","tag-pandemiadecovid-19","tag-saudenobrasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18141","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18141"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18141\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18174,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18141\/revisions\/18174"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18143"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18141"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18141"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18141"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}