{"id":17461,"date":"2020-09-02T01:00:36","date_gmt":"2020-09-02T04:00:36","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=17461"},"modified":"2020-09-02T19:36:41","modified_gmt":"2020-09-02T22:36:41","slug":"rio-de-janeiro-capturado-por-um-estado-paralelo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/rio-de-janeiro-capturado-por-um-estado-paralelo\/","title":{"rendered":"Rio de Janeiro capturado por um estado paralelo"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p>jornalistacircecunha@gmail.com<\/p>\n<p>Facebook.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>Instagram.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<figure id=\"attachment_17467\" aria-describedby=\"caption-attachment-17467\" style=\"width: 517px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-17467\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/rio.jpg\" alt=\"\" width=\"517\" height=\"521\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/rio.jpg 476w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/rio-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/rio-298x300.jpg 298w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/rio-230x232.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 517px) 100vw, 517px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-17467\" class=\"wp-caption-text\">Charge do Duke<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Algum fen\u00f4meno bastante at\u00edpico, o qual as autoridades ainda n\u00e3o se deram ao trabalho de investigar a fundo, vem ocorrendo h\u00e1 anos no processo eleitoral da antiga capital federal do pa\u00eds. Estranha e invariavelmente, uma sequ\u00eancia cont\u00ednua de pretensas lideran\u00e7as pol\u00edticas tem sido, pelo escrut\u00ednio eleitoral, al\u00e7ada ao poder, sendo que a grande maioria dessas lideran\u00e7as, cedo ou tarde, acabam acusadas e mesmo diretamente envolvidas em graves crimes de corrup\u00e7\u00e3o e outros delitos ainda mais graves.<\/p>\n<p>Quem assiste essas cenas de longe chega a imaginar que a antiga cidade maravilhosa chegou \u00e0s raias da ingovernabilidade, tantos s\u00e3o os casos de crimes que acontecem n\u00e3o apenas no Executivo local, mas que permeiam tamb\u00e9m o Legislativo e, n\u00e3o raro, respingam na pr\u00f3pria Justi\u00e7a fluminense.<\/p>\n<p>De fato, o Rio de Janeiro vive, o que seria no mundo m\u00edstico, seu pior inferno astral. A sequ\u00eancia de governadores, de vice-governadores, de prefeitos, de deputados estaduais, de ju\u00edzes e outras altas autoridades que foram ou processadas, ou condenadas e presas, \u00e9 extensa e exp\u00f5e uma realidade, que em outras sociedades, mais democraticamente evolu\u00eddas, e onde a justi\u00e7a pudesse dar a palavra final, seria o caso de uma interven\u00e7\u00e3o federal em todos os n\u00edveis da administra\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n<p>H\u00e1 muito se sabe da guerra aberta que vem travando entre os traficantes e os milicianos pelo dom\u00ednio de amplas \u00e1reas territoriais, ora com o predom\u00ednio de um, ora com a vantagem de outro. A popula\u00e7\u00e3o, ref\u00e9m dessa verdadeira guerra civil que se instalou na cidade do Rio de Janeiro, s\u00f3 tem como alternativa, nesse fogo cruzado, com armamento de guerra, atirar-se ao ch\u00e3o para fugir de uma bala perdida.<\/p>\n<p>A pol\u00edcia local, parte dela amedrontada ou mesmo abduzida pelas for\u00e7as do mal, faz o que pode. As mortes de policiais viraram rotina e n\u00e3o sensibilizam nem ao menos quem deveria, por of\u00edcio, fazer algum esfor\u00e7o para deter esse estado de calamidade p\u00fablica. Somadas as penas impostas a esses malfeitores do colarinho branco, presos ou ainda em liberdade, tanto no Pal\u00e1cio das Laranjeiras, quanto no Legislativo local, incluindo a\u00ed o pr\u00f3prio Tribunal de Contas do Estado, a conta chega a milhares de anos de reclus\u00e3o.<\/p>\n<p>Trata-se de um esc\u00e2ndalo sem precedentes que, mais do que assustar todo o pa\u00eds, nos faz pensar que este estado de coisas fora do comum pode tamb\u00e9m, com toda a naturalidade, vir a ser frequente em outras partes do Brasil. Para isso, basta que n\u00e3o se observe o Rio de Janeiro como um laborat\u00f3rio onde o processo eleitoral, bem como a escolha de outros dirigentes para os poderes locais, seja tomado como exemplo a se evitar, sob pena de virmos adentrar num processo sem volta.<\/p>\n<p>Alguns especialistas nesse fen\u00f4meno perturbador que assola o Rio de Janeiro falam na influ\u00eancia do dinheiro e no poderio de for\u00e7as do crime agindo livremente dentro do processo eleitoral local, financiando seus candidatos favoritos e amea\u00e7ando outros contr\u00e1rios a esse estado de coisas. De fato, o Rio de Janeiro\u00a0se tornou o laborat\u00f3rio vivo de como o processo pol\u00edtico pode, por inoper\u00e2ncia dos poderes, ser capturado por for\u00e7as marginais que v\u00e3o, aos poucos, instalando um estado paralelo, longe de tudo que lembre justi\u00e7a e ordem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cUm homem que nunca foi \u00e0 escola pode roubar um vag\u00e3o de carga; mas se ele tem educa\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria, pode roubar toda a ferrovia.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Theodore Roosevelt, 26\u00ba Presidente dos Estados Unidos de 1901 a 1909.<\/p>\n<figure id=\"attachment_17464\" aria-describedby=\"caption-attachment-17464\" style=\"width: 363px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-17464\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/Rossevelt.jpg\" alt=\"\" width=\"363\" height=\"495\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/Rossevelt.jpg 363w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/Rossevelt-220x300.jpg 220w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/Rossevelt-230x314.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 363px) 100vw, 363px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-17464\" class=\"wp-caption-text\">Theodore Roosevelt. Foto: wikipedia.org<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Absurdo total<\/strong><\/p>\n<p>Impressiona a falta de protestos da sociedade diante das duas desculpas mais esfarrapadas tiradas da cartola para justificar a falta da biometria nas elei\u00e7\u00f5es: o leitor de impress\u00f5es digitais n\u00e3o pode ser higienizado com frequ\u00eancia. Por que n\u00e3o? \u00c1lcool gel serve para limpar as m\u00e3os dos eleitores. Com as m\u00e3os limpas, uma flanelinha \u00e9 suficiente para limpar o leitor. E a segunda desculpa \u00e9 que a identifica\u00e7\u00e3o biom\u00e9trica tende a causar filas, favorecendo aglomera\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que o processo \u00e9 mais demorado do que a coleta de assinatura. Mais vale uma fila de 3 horas do que 4 anos suportando a d\u00favida da vit\u00f3ria do candidato.\u00a0Depois de o eleitor bancar R$ 2 bilh\u00f5es para o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, essa not\u00edcia foi demais.<\/p>\n<figure id=\"attachment_17466\" aria-describedby=\"caption-attachment-17466\" style=\"width: 550px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-17466\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/biometria.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"304\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/biometria.jpg 774w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/biometria-300x166.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/biometria-768x425.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/biometria-550x304.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/biometria-230x127.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-17466\" class=\"wp-caption-text\">Foto: WILSON DIAS-ABR<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>F\u00e9rias<\/strong><\/p>\n<p>Reginaldo Marinho nos envia o texto que publicou sobre a cidade de Len\u00e7\u00f3is, na Bahia, que vai receber turistas com controle dos visitantes. Leia no link <a href=\"https:\/\/portalturismototal.com.br\/index.php\/2020\/08\/31\/55302\/\">Len\u00e7\u00f3is (BA) controla a pandemia e vai reabrir para receber turistas como montar uma loja virtual<\/a>! Outro texto, disposto logo abaixo, \u00e9 assinado pelo professor e jornalista Ayl\u00ea-Salassi\u00e9 F. Quint\u00e3o; toca na autoestima do brasileiro que, sem calend\u00e1rios festivos, perde a conex\u00e3o com a pr\u00f3pria cultura.<\/p>\n<p>&#8211;&gt;\u00a0<em><b>Sem calend\u00e1rio de eventos populares fragiliza-se a autoestima<\/b><\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_16735\" aria-describedby=\"caption-attachment-16735\" style=\"width: 230px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-16735\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/06\/ayle.jpg\" alt=\"\" width=\"230\" height=\"347\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/06\/ayle.jpg 230w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/06\/ayle-199x300.jpg 199w\" sizes=\"auto, (max-width: 230px) 100vw, 230px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-16735\" class=\"wp-caption-text\">Foto: camara.leg<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Ayl\u00ea-Salassi\u00e9 F. Quint\u00e3o*<\/em><\/p>\n<p><em>A suspens\u00e3o da celebra\u00e7\u00e3o de datas refer\u00eancias da cultura brasileira inscritas no modelo de Calend\u00e1rio do papa Greg\u00f3rio XIII, e adotado em 1582, fragiliza-se a autoestima nacional. Chega a inspirar o gracejo de que\u00a0\u00a0 se ainda chamaremos Brasil passada a pandemia ?\u00a0 Vem a\u00ed o sete de setembro: n\u00e3o haver\u00e1 desfile militar nos estados, nas ruas ,\u00a0 nos col\u00e9gios e nas escolas. Talvez uma mirrada solenidade de hasteamento da bandeira\u00a0 nos\u00a0 Pal\u00e1cios do Planalto ou da Alvorada,\u00a0 com a participa\u00e7\u00e3o do presidente da Rep\u00fablica.<\/em><\/p>\n<p><em>O sete de setembro \u00e9 considerado a data a mais representativa da autoestima nacional . Milhares de brasileiros saem \u00e0s ruas, vestidos com as cores da bandeira, para celebrar\u00a0 os duzentos anos da liberta\u00e7\u00e3o do Brasil do jugo colonial portugu\u00eas e da funda\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds como na\u00e7\u00e3o soberana e aut\u00f4noma. Fosse s\u00f3 isso estava tudo bem. Observa-se, entretanto, que vagarosamente aumenta o n\u00famero de brasileiros\u00a0 que desdenham das celebra\u00e7\u00f5es c\u00edvicas. A quarentena , j\u00e1 a caminho da quarta etapa e com mais de 100 mil mortos no portf\u00f3lio, est\u00e1 contribuindo este ano para desmontar esse elo popular\u00a0 sacralizado: o calend\u00e1rio que ritualiza e refor\u00e7a, sistematicamente, o esp\u00edrito a coes\u00e3o c\u00edvica e d\u00e1 corpo \u00e0 identidade nacional.\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Lembro-me de um momento de dessacraliza\u00e7\u00e3o do sete setembro quando, no governo Dilma, mandou-se separar os brasileiros na Esplanada, colocando um tapume, com guardas, que isolava o p\u00fablico do lado esquerdo do p\u00fablico do lado direito. O grosseiro cercamento estendia-se da rodovi\u00e1ria ao Congresso Nacional. Abalou profundamente o instituto da brasilidade.<\/em><\/p>\n<p><em>A\u00a0 consequ\u00eancia expl\u00edcita da n\u00e3o celebra\u00e7\u00e3o das datas nacionais \u00e9 a fragiliza\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre cidad\u00e3os e, sobretudo, da identidade que os mant\u00e9m coesos, da religiosidade intr\u00ednseca, da\u00a0 liberdade de ir e vir e outros valores institucionalizados no calend\u00e1rio como nativos e legitimados pela ades\u00e3o popular. Est\u00e3o no mesmo caso o dia do Descobrimento do Brasil, o dia\u00a0 da Bandeira, a Semana da P\u00e1tria, a Semana Santa, o dia de Corpus Christi, o dia\u00a0 do Trabalho, o dia do Negro, o dia do Evang\u00e9lico, o dia do \u00cdndio, o dia da Revolu\u00e7\u00e3o Pernambucana, o dia do Meio Ambiente, o dia da Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, o dia da morte de Get\u00falio Vargas, o dia da promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, o dia\u00a0 do rein\u00edcio das aulas, o\u00a0 dia da reabertura do Congresso Nacional e das atividades no Judici\u00e1rio. Com a suspens\u00e3o das celebra\u00e7\u00f5es, as datas legitimadoras da brasilidade v\u00e3o perdendo for\u00e7a e o calend\u00e1rio deixando de ser um fonte de sua institucionaliza\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>Os museus que d\u00e3o perenidade e legitimidade a esse calend\u00e1rio da Hist\u00f3ria do Brasil estar\u00e3o fechados, assim como o Pa\u00e7o, do dia do Fico,\u00a0 e talvez esteja isolado o Parque da Independ\u00eancia, na Colina do Ipiranga,\u00a0 onde dom Pedro puxou a espada e anunciou que o Brasil n\u00e3o seria um Pa\u00eds colonial e\u00a0 submisso. Tudo isso tem \u00a0sido desqualificado por grupos pontuais e absorvidos, simploriamente,\u00a0 como express\u00e3o da democracia.<\/em><\/p>\n<p><em>Ao \u00f3leo espalhado sobre a costa brasileira, antecedendo o ver\u00e3o de 2019, \u00a0inviabilizando as f\u00e9rias dos brasileiros e prejudicando milhares de pescadores, seguiu-se a pandemia. Com ela, a\u00a0\u00a0 suspens\u00e3o do campeonato de futebol nacional, das festas juninas provocando um estrago nas tradi\u00e7\u00f5es da sociabilidade nordestina. Milh\u00f5es de empregos est\u00e3o sendo perdidos e h\u00e1 um enorme impacto negativo nas compras e vendas calendarizadas como o\u00a0 dia das m\u00e3es, dos pais, dos av\u00f3s. Os investidores fugiram.<\/em><\/p>\n<p><em>O abono pand\u00eamico n\u00e3o vai durar a vida toda: talvez at\u00e9 o Estado dar sinais de danos irrepar\u00e1veis nas contas p\u00fablicas, promovendo um retorno ao est\u00e1gio dos anos que precederam o governo JK.. Indutor do desenvolvimento regional, o Mercosul desapareceu, e o l\u00edder do com\u00e9rcio na regi\u00e3o j\u00e1 \u00e9 a China. Vem a\u00ed\u00a0 as elei\u00e7\u00f5es fora de \u00e9poca, o Natal e o Ano Novo. E o carnaval, como \u00e9 que vai ficar ? Foi ele que espalhou o coronav\u00edrus por a\u00ed .<\/em><\/p>\n<p><em>A aus\u00eancia de um calend\u00e1rio de eventos ritualizando a auto estima est\u00e1 potencializando a fragiliza\u00e7\u00e3o de um modelo Na\u00e7\u00e3o e dos valores c\u00edvicos, religiosos e trabalhistas que lhes d\u00e3o sustenta\u00e7\u00e3o.\u00a0 H\u00e1 uma mudan\u00e7a nos rumos civilizat\u00f3rios, inclusive intra familiar, um vis\u00edvel\u00a0 enfraquecimento da cidadania e da cren\u00e7a nas institui\u00e7\u00f5es que conduziram a sociedade at\u00e9 aqui. As lutas sistem\u00e1ticas entre Situa\u00e7\u00e3o e Oposi\u00e7\u00e3o, atribu\u00edda ao regime democr\u00e1tico, ao inv\u00e9s de estarem fortalecendo a autonomia nacional, est\u00e3o solapando as suas bases.<\/em><\/p>\n<p><em>No Brasil, v\u00e1rias datas celebrativas tendem a perder o sentido. Est\u00e3o entre elas o sete de Setembro, o Hino Nacional, o dia do soldado, as comemora\u00e7\u00f5es que lembrem 1964. Enfim, nossa hist\u00f3ria est\u00e1 cheia de v\u00e1cuos e de vacilos\u00a0 de interpreta\u00e7\u00f5es disruptivas, e nossos her\u00f3is, em sua maioria falsos ou falsificados . Paira sobre a inoc\u00eancia tropicana\u00a0 a maldi\u00e7\u00e3o de que tudo que se constr\u00f3i tem de ser destru\u00eddo. Essa \u00e9 a verdadeira heran\u00e7a maldita. Quem deu independ\u00eancia ao Brasil foi d. Maria Leopoldina, arquiduquesa da \u00c1ustria, e esposa d. Pedro I. Nesse ritmo tropicalista caminhamos para s\u00f3 conhecer do calend\u00e1rio nacional no futuro pr\u00f3ximo o dia da Vacina\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00b7\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Jornalista e professor<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por que n\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Seria interessante se o Sistema Integrado de Administra\u00e7\u00e3o Financeira do Governo Federal (SIAFI) come\u00e7asse a trabalhar alguma forma de comunica\u00e7\u00e3o estruturada sobre os empenhos previstos na lei or\u00e7ament\u00e1ria para manter uma interface tamb\u00e9m com os contribuintes. Assim, a popula\u00e7\u00e3o acompanharia o prazo da execu\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o das emendas impositivas na sua cidade. Seria a volta dos \u201cfiscais do presidente.\u201d<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-17465 aligncenter\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/SIAFI.jpg\" alt=\"\" width=\"548\" height=\"284\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/SIAFI.jpg 1121w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/SIAFI-300x155.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/SIAFI-768x397.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/SIAFI-1024x530.jpg 1024w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/SIAFI-550x285.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/SIAFI-230x119.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 548px) 100vw, 548px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>HIST\u00d3RIA DE BRAS\u00cdLIA<\/strong><\/p>\n<p>Prossegue a onda de terror, atingindo, agora, o Nordeste. V\u00e1rios milhares de toneladas de cana de a\u00e7\u00facar foram destru\u00eddos num bombardeio realizado por um avi\u00e3o n\u00e3o identificado em Pernambuco. <strong>(Publicado em 16\/01\/1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam) Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com Facebook.com\/vistolidoeouvido Instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; Algum fen\u00f4meno bastante at\u00edpico, o qual as autoridades ainda n\u00e3o se deram ao trabalho de investigar a fundo, vem ocorrendo h\u00e1 anos no processo eleitoral da antiga capital federal do pa\u00eds. Estranha e invariavelmente, uma [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":17467,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[2407,2337,2405,2338,2339,287,2406,114,2340,261,2403,2404],"class_list":["post-17461","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra","tag-alerj","tag-aricunha-2","tag-balaperdida","tag-brasilia-2","tag-circecunha-2","tag-corrupcao","tag-crisenoestadodoriodejaneiro","tag-historiadebrasilia","tag-mamfil-2","tag-politicanobrasil","tag-riodejaneiro","tag-violencia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17461","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17461"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17461\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17468,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17461\/revisions\/17468"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17467"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17461"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17461"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17461"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}