{"id":17126,"date":"2020-07-19T01:00:06","date_gmt":"2020-07-19T04:00:06","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=17126"},"modified":"2020-07-21T12:37:14","modified_gmt":"2020-07-21T15:37:14","slug":"soberania-nacional-hora-de-exerce-la","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/soberania-nacional-hora-de-exerce-la\/","title":{"rendered":"Soberania nacional: hora de exerc\u00ea-la"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil<\/p>\n<p>jornalistacircecunha@gmail.com<\/p>\n<p>Facebook.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>Instagram.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_17131\" aria-describedby=\"caption-attachment-17131\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-17131\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/07\/defesa.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/07\/defesa.jpg 750w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/07\/defesa-300x160.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/07\/defesa-550x293.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/07\/defesa-230x123.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-17131\" class=\"wp-caption-text\">Foto: defesanet.com<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, aconselhado pelos assessores cubanos, russos e chineses, o governo de Nicolas Maduro investiu o que podia na aquisi\u00e7\u00e3o de armamentos e todo o tipo de materiais b\u00e9licos, inclusive modernos avi\u00f5es e outras belonaves de ponta, objetivando manter, pela for\u00e7a, o terr\u00edvel status quo interno. A atra\u00e7\u00e3o de russos e chineses para dentro do continente, gerou uma significativa mudan\u00e7a no tabuleiro geopol\u00edtico, aumentando a instabilidade numa regi\u00e3o, at\u00e9 pouco tempo, considerada tranquila.<\/p>\n<p>\u00c9 sobre esse \u201centorno estrat\u00e9gico\u201d, situado em plena regi\u00e3o amaz\u00f4nica, que os militares passaram a centrar suas aten\u00e7\u00f5es em defesa dos interesses nacionais. Alguns observadores internacionais t\u00eam se referido tamb\u00e9m \u00e0 possibilidade de a Argentina vir, num futuro pr\u00f3ximo, constituir-se tamb\u00e9m numa \u00e1rea de preocupa\u00e7\u00e3o, por conta de problemas pol\u00edticos internos. N\u00e3o se sabe ao certo se essa proximidade entre o atual governo brasileiro e as For\u00e7as Armadas poder\u00e3o facilitar um maior protagonismo dos militares em toda a regi\u00e3o. O certo \u00e9 que, independente de governos, a atua\u00e7\u00e3o dos militares dentro desse novo quadro, que vai se desenhando no mundo e no continente, tende a se intensificar daqui para frente.<\/p>\n<p>\u00c9 corrente tamb\u00e9m a no\u00e7\u00e3o de que, para os pr\u00f3ximos anos e talvez d\u00e9cadas, haver\u00e1 necessidade de aumento de gastos na \u00e1rea militar, mesmo que ocorra um enxugamento no n\u00famero de efetivos das For\u00e7as Armadas. Para alguns historiadores, estar\u00edamos revivendo um per\u00edodo semelhante ao ocorrido com a guerra do Paraguai (1864-1870), \u00e9poca em que os militares, at\u00e9 ent\u00e3o desprestigiados, passaram a angariar maiores simpatias e a desfrutarem de maior poder junto ao Estado.<\/p>\n<p>Com um efetivo de aproximadamente 360 mil homens, preparados para a a\u00e7\u00e3o, e com um contingente que oscila pr\u00f3ximo de 1.6 milh\u00e3o de soldados, segundo dados de 2017, as For\u00e7as Armadas t\u00eam pela frente um grande desafio, semelhante a esfor\u00e7os realizados em tempos de guerra. O Brasil possui mais de 23 mil quil\u00f4metros de fronteiras, sendo 15.700 em fronteiras secas ou terrestres e outras 7.300 de fronteiras mar\u00edtimas.<\/p>\n<p>Para garantir a soberania de mais de 8.5 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados, numa \u00e9poca de grande instabilidade mundial, quer queiram os pacifistas ou n\u00e3o, haver\u00e1 necessidade de repensar o poderio militar de defesa e de dissuas\u00e3o do Brasil. Soma-se a esses n\u00fameros o territ\u00f3rio mar\u00edtimo brasileiro, determinado por acordo internacional, que inclui, sob nossa soberania, uma \u00e1rea de 22 quil\u00f4metros contados da costa em dire\u00e7\u00e3o ao oceano (12 milhas n\u00e1uticas). Incluem ainda, sob a tutela brasileira, uma \u00e1rea de 200 milhas n\u00e1uticas (370 Km), contadas da costa, a denominada zona econ\u00f4mica exclusiva (ZEE), estabelecida pela Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas em 1982. Temos aqui um caso cl\u00e1ssico em que tamanho \u00e9 responsabilidade e destino. Nessa \u00e1rea mar\u00edtima, os estrategistas preveem tamb\u00e9m problemas, sobretudo, pela exist\u00eancia de grande quantidade de petr\u00f3leo e g\u00e1s, armazenados nas reservas do pr\u00e9-sal.<\/p>\n<p>Existe ainda a preocupa\u00e7\u00e3o ambiental com essas \u00e1reas, chamada de Amaz\u00f4nia Azul, cobi\u00e7ada por muitos pa\u00edses. Desde sempre, sabe-se que, onde h\u00e1 riqueza a ser explorada, h\u00e1 potencial para conflitos. Hoje, essa realidade n\u00e3o s\u00f3 permanece como era no passado, como tem sido agravada pela escassez progressiva de recursos.<\/p>\n<p>Na nova pol\u00edtica de defesa, nenhum ponto deve ser deixado de lado. Quest\u00f5es como as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e mesmo a pandemia s\u00e3o hoje assuntos de interesse da defesa nacional e, como tal, n\u00e3o podem ser desprezados ou minimizadas. Mesmo com uma pol\u00edtica ainda err\u00e1tica com a rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Amaz\u00f4nia, o governo vem sendo convencido de que essa imensa regi\u00e3o \u00e9 de vital interesse estrat\u00e9gico para o Brasil, tanto pela biodiversidade, quanto pela exist\u00eancia de abundantes recursos minerais e h\u00eddricos, como pelo grande potencial energ\u00e9tico para nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>Por outro lado, sabe-se tamb\u00e9m do enorme interesse dos estrangeiros por essa regi\u00e3o, ainda desconhecida por n\u00f3s em sua totalidade. H\u00e1 ainda a quest\u00e3o dos recursos h\u00eddricos, cada vez mais escassos em todo o mundo, e que, no futuro, ser\u00e1 um dos motivos centrais para disputas de toda a ordem, inclusive pela for\u00e7a. Nesse quesito, o Brasil, como detentor de 12% das reservas de \u00e1gua doce do planeta, tem enormes desafios pela frente para garantir que essa riqueza fique sob a soberania dos brasileiros.<\/p>\n<p>N\u00e3o bastasse toda a responsabilidade sobre essa imensa \u00e1rea, que guarda riquezas para garantir nosso futuro, h\u00e1 ainda, sob a responsabilidade que recai sobre os miliares brasileiros, a atua\u00e7\u00e3o na seguran\u00e7a interna, por meio da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), muitas vezes utilizada em todo o territ\u00f3rio nacional para o estabelecimento da paz social.<\/p>\n<p>Diante de tantos e t\u00e3o herc\u00faleos desafios que t\u00eam que assumir nesse s\u00e9culo, seria at\u00e9 compreens\u00edvel que os militares, de uma hora para outra, deixassem as pastas que ocupam no governo para se concentrar apenas na gest\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o da nova pol\u00edtica de defesa nacional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cA hist\u00f3ria \u00e9 um processo no qual as testemunhas se contradizem.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Charles-Victor Pr\u00e9vost d&#8217;Arlincourt, romancista, poeta e autor dram\u00e1tico franc\u00eas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_17130\" aria-describedby=\"caption-attachment-17130\" style=\"width: 375px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-17130\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/07\/charles.jpg\" alt=\"\" width=\"375\" height=\"568\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/07\/charles.jpg 375w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/07\/charles-198x300.jpg 198w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/07\/charles-230x348.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 375px) 100vw, 375px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-17130\" class=\"wp-caption-text\">Charles-Victor Pr\u00e9vost d&#8217;Arlincourt.\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Desenho de Robert Lef\u00e8vre (1822).\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Imagem: wikipedia.org<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>HIST\u00d3RIA DE BRAS\u00cdLIA<\/strong><\/p>\n<p>O asfalto da Asa Norte, na pista leste do Eixo Rodovi\u00e1rio sofreu uma depress\u00e3o muito grande, e est\u00e1 constituindo um s\u00e9rio perigo. \u00c9 \u00e0 altura da primeira tesourinha. <strong>(Publicado em 12\/01\/1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam) Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil jornalistacircecunha@gmail.com Facebook.com\/vistolidoeouvido Instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; 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