{"id":16751,"date":"2020-06-06T01:00:13","date_gmt":"2020-06-06T04:00:13","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=16751"},"modified":"2020-06-06T01:00:13","modified_gmt":"2020-06-06T04:00:13","slug":"clique-aqui-o-caldeirao-do-mundo-ferve","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/clique-aqui-o-caldeirao-do-mundo-ferve\/","title":{"rendered":"Clique aqui &#8211; O caldeir\u00e3o do mundo ferve"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil<\/p>\n<p>jornalistacircecunha@gmail.com<\/p>\n<p>Facebook.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>Instagram.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_16757\" aria-describedby=\"caption-attachment-16757\" style=\"width: 693px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-16757\" src=\"http:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/06\/RJC5LMFNCFBYLOIML7UCVEMOAE.jpg\" alt=\"\" width=\"693\" height=\"462\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/06\/RJC5LMFNCFBYLOIML7UCVEMOAE.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/06\/RJC5LMFNCFBYLOIML7UCVEMOAE-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/06\/RJC5LMFNCFBYLOIML7UCVEMOAE-550x367.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/06\/RJC5LMFNCFBYLOIML7UCVEMOAE-230x153.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 693px) 100vw, 693px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-16757\" class=\"wp-caption-text\">Foto: REUTERS|REUTERS-QUALITY<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dois mil e vinte ser\u00e1, definitivamente, um ano para n\u00e3o ser esquecido. As raz\u00f5es, se \u00e9 que se pode falar em raz\u00e3o nesses tempos conturbados e il\u00f3gicos, est\u00e3o tanto l\u00e1 fora, no exterior, quanto aqui dentro, no Brasil. Como uma ola, programada e un\u00edssona, o planeta vem sendo varrido por uma onda que mistura revolta contra o establishment e contra o status quo, \u00a0voltando-se contra, tamb\u00e9m, a um modelo de capitalismo, que para de produzir gera\u00e7\u00f5es cada vez mais empobrecidas e postas \u00e0 margem da sociedade.<\/p>\n<p>\u201cO que est\u00e1 acontecendo com o Ocidente democr\u00e1tico?\u201d, perguntam as autoridades de muitos pa\u00edses, inclusive daquelas na\u00e7\u00f5es que, at\u00e9 h\u00e1 pouco tempo, serviam de modelo a ser seguido para o resto do mundo. Multid\u00f5es formadas, na sua maioria, por jovens desempregados ou com pouca perspectiva de se estabelecerem num mundo, que vai se transformando radicalmente e numa velocidade imposs\u00edvel de ser seguida, est\u00e3o ocupando as ruas, aqui e em toda a parte. De fato, em cada canto do planeta, essas multid\u00f5es possuem suas motiva\u00e7\u00f5es para marcharem pelas ruas e elas n\u00e3o diferem muito de pa\u00eds para pa\u00eds.<\/p>\n<p>Pelo o que se tem visto at\u00e9 aqui, os governos, tanto no Brasil quanto na Am\u00e9rica do Norte e na Europa, n\u00e3o demonstraram, at\u00e9 o momento, possu\u00edrem respostas satisfat\u00f3rias capazes de conter as massas agitadas. O que parece \u00e9 que ingredientes mal\u00e9ficos e bem conhecidos de todos n\u00f3s, de outros tempos e lugares, como o desemprego, o racismo, a crise econ\u00f4mica, o fanatismo pol\u00edtico e religioso, a xenofobia, o terrorismo e outras pragas foram se juntar, todos de uma s\u00f3 vez, no caldeir\u00e3o fervente de nossas sociedades atuais.<\/p>\n<p>O que est\u00e1 por emergir, dessa mistura explosiva, ainda n\u00e3o se sabe o que ser\u00e1. Por certo, n\u00e3o resultar\u00e1 em coisa boa. O pior nessa mistura de ingredientes venenosos \u00e9 que essas ondas de protesto n\u00e3o parecem obedecer ou temer a autoridades, pandemia, quarentena, ordens para que todos fiquem recolhidos em casa, nem mesmo o perigo de um v\u00edrus, para o qual ainda n\u00e3o h\u00e1 rem\u00e9dio eficaz, parece forte o suficiente para deter as massas enfurecidas. Assim como um fato isolado e de import\u00e2ncia relativa pelas dimens\u00f5es que alcan\u00e7ou, no caso do assassinato do arquiduque Francisco Fernando do Imp\u00e9rio Austro-H\u00fangaro, em junho de 1914, e que mergulharia o mundo no mortic\u00ednio da primeira Guerra Mundial (1914-1918), a morte de George Floyd, um afrodescendente, por um policial americano branco, vem, como um rastilho de p\u00f3lvora, amea\u00e7ando explodir o mundo e os valores do Ocidente.<\/p>\n<p>Ironicamente, os motivos que detonam esses conflitos de grandes propor\u00e7\u00f5es, s\u00e3o invariavelmente de dimens\u00f5es microsc\u00f3picas, localizadas em algum ponto perdido do planeta, mas que, dependendo do momento exato e prop\u00edcio, atingem propor\u00e7\u00f5es globais. Quantos homens, negros e brancos, principalmente negros, s\u00e3o mortos por policiais brancos a cada instante em todo o mundo e, principalmente, no Brasil e nada de maior relev\u00e2ncia acontece com esses milhares de casos, que se transformam, rotineiramente, em n\u00fameros estat\u00edsticos para o Mapa da Viol\u00eancia.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a entre esses casos corriqueiros e o que aconteceu nos Estados Unidos, onde a cena foi filmada e correu o planeta, \u00e9 que, nesse caso espec\u00edfico, a morte de Floyd representou a gota d\u2019\u00e1gua num mundo prestes a transbordar e entornar o caldo deste s\u00e9culo XXI, que tamb\u00e9m teve sua inaugura\u00e7\u00e3o pelo gesto suicida dos ataques \u00e0s Torres G\u00eameas em Nova Iorque, em setembro de 2001. O mais preocupante nessas revoltas em escala global \u00e9 que elas parecem n\u00e3o mais obedecer o que mandam ou orientam as autoridades locais, mesmo que elas recorram \u00e0 repress\u00e3o.<\/p>\n<p>Esse fator pode representar um ponto de virada significativo nesses movimentos e conduzir esses protestos para os caminhos perigosos da insubordina\u00e7\u00e3o civil generalizada, est\u00e1gio de insurrei\u00e7\u00e3o social no qual as leis parecem pouco eficazes e onde a viol\u00eancia do Estado \u00e9 sempre o tratamento radical a ser empregado, o que resulta em um grande n\u00famero de mortes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada<\/strong>:<\/p>\n<p><em>\u201cEm pol\u00edtica h\u00e1 servi\u00e7os que s\u00f3 podem ser solicitados aos advers\u00e1rios.\u201d<\/em><\/p>\n<p>A. Capus foi um jornalista e dramaturgo franc\u00eas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Protestos contra o racismo chegam na Casa Branca\" width=\"1440\" height=\"810\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Y9rsP_eOU_k?start=37&amp;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Compliance<\/strong><\/p>\n<p>Foram bastante inteligentes e pr\u00e1ticas, as v\u00e1rias iniciativas de drive-thru para resolver o problema de vacina\u00e7\u00e3o, cart\u00f3rios, mercados, lanchonetes. Faltou a mesma iniciativa para que os candidatos do concurso dos Bombeiros entregassem a documenta\u00e7\u00e3o. \u00c9 simples. Adiar n\u00e3o faz sentido.<\/p>\n<figure id=\"attachment_16755\" aria-describedby=\"caption-attachment-16755\" style=\"width: 705px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-16755\" src=\"http:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/06\/CBM-e1591392224552.jpg\" alt=\"\" width=\"705\" height=\"633\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/06\/CBM-e1591392224552.jpg 705w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/06\/CBM-e1591392224552-300x269.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/06\/CBM-e1591392224552-550x494.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/06\/CBM-e1591392224552-230x207.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 705px) 100vw, 705px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-16755\" class=\"wp-caption-text\">Print: idecan.org<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Esperan\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Sem as v\u00e1rias terapias necess\u00e1rias, crian\u00e7as com autismo perdem oportunidades de desenvolvimento. Essa foi uma das justificativas para que a 5\u00aa Vara C\u00edvel da Comarca de Santos julgasse procedente o pedido da m\u00e3e e determinasse que o plano de sa\u00fade cobrisse o tratamento multidisciplinar com Terapia Psicol\u00f3gica, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional e Psicopedagogia, pelo m\u00e9todo ABA (sigla em ingl\u00eas para An\u00e1lise do Comportamento Aplicada), indicado pelo m\u00e9dico que assiste o paciente.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Plano de Sa\u00fade cobre M\u00e9todo ABA para Autistas?\" width=\"1440\" height=\"810\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6NSW_hEdVHQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Incremente<\/strong><\/p>\n<p>Uma amostra do desemprego pode ser atestada no <a href=\"http:\/\/www.agenciavirtual.df.gov.br\/setrab\/web\/setrab\/index\">portal da Secretaria do Trabalho<\/a>. H\u00e1 cadastro a ser preenchido. Mas apenas uma vaga dispon\u00edvel.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-16754 aligncenter\" src=\"http:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/06\/SEC.jpg\" alt=\"\" width=\"548\" height=\"261\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/06\/SEC.jpg 950w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/06\/SEC-300x143.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/06\/SEC-768x366.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/06\/SEC-550x262.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/06\/SEC-230x110.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 548px) 100vw, 548px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>HIST\u00d3RIA DE BRAS\u00cdLIA<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 h\u00e1 alguns invasores produzindo em Sobradinho e estes deviam ter sua situa\u00e7\u00e3o regularizada. Quanto a exigir documentos de que \u00e9 agricultor, vou contar uma hist\u00f3ria: um amigo meu trouxe cinco atestados de Goi\u00e2nia, em branco para distribuir a amigos seus que desejassem adquirir granjas do DGA. <strong>(Publicado em 09\/01\/1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam) Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil jornalistacircecunha@gmail.com Facebook.com\/vistolidoeouvido Instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; Dois mil e vinte ser\u00e1, definitivamente, um ano para n\u00e3o ser esquecido. As raz\u00f5es, se \u00e9 que se pode falar em raz\u00e3o nesses tempos conturbados e il\u00f3gicos, est\u00e3o tanto l\u00e1 fora, no exterior, quanto aqui dentro, no Brasil. 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