{"id":16673,"date":"2020-05-29T01:00:10","date_gmt":"2020-05-29T04:00:10","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=16673"},"modified":"2020-05-29T01:00:10","modified_gmt":"2020-05-29T04:00:10","slug":"a-democracia-atada-num-pau-de-arara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/a-democracia-atada-num-pau-de-arara\/","title":{"rendered":"Clique aqui &#8211; A democracia atada num pau-de-arara"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil<\/p>\n<p>jornalistacircecunha@gmail.com<\/p>\n<p>Facebook.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>Instagram.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_16676\" aria-describedby=\"caption-attachment-16676\" style=\"width: 685px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-16676\" src=\"http:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/05\/185b8c14441635b0f635af63814f4a5c.jpg\" alt=\"\" width=\"685\" height=\"297\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-16676\" class=\"wp-caption-text\">Foto: reprodu\u00e7\u00e3o do site Yahoo<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No longo roteiro seguido pelos governos venezuelanos de Hugo Chaves e de Nicol\u00e1s Maduro at\u00e9 a implanta\u00e7\u00e3o total da ditadura farsesca e sanguin\u00e1ria naquele pa\u00eds, eram frequentes os epis\u00f3dios de persegui\u00e7\u00e3o e amea\u00e7a a uma parcela da imprensa que se mostrava cr\u00edtica e temerosa sobre o desenrolar dos acontecimentos. Vieram \u00a0num crescendo que prenunciava, seguramente, que o ovo da serpente, que vinha sendo chocado por etapas, j\u00e1 se encontrava prestes a romper. Vale lembrar que os epis\u00f3dios divulgados eram de chocar o mundo.<\/p>\n<p>Enquanto a popula\u00e7\u00e3o passava fome, Maduro, nababescamente, fartava-se em restaurantes que cobravam o que grande parte do seu povo n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es de ter nem por anos de trabalho. Hugo Chaves,\u00a0em duas d\u00e9cadas de lideran\u00e7a, pautadas na revolu\u00e7\u00e3o bolivariana, deixou pegadas da corrup\u00e7\u00e3o de seu governo com cifras divulgadas pela m\u00eddia, que beiravam 450 bilh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n<p>No in\u00edcio, as amea\u00e7as vindas desses dois d\u00e9spotas eram feitas de modo velado, procurando criar o medo entre os jornalistas e o temor de que, a qualquer momento, algo de ruim iria acontecer com eles ou com seus familiares. Depois, essas intimida\u00e7\u00f5es passaram a ser executadas, colocando os mecanismos de controle do Estado para esmiu\u00e7ar e perseguir a vida pregressa de jornalistas e de empres\u00e1rios da comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O fisco daquele pa\u00eds e os \u00f3rg\u00e3os de intelig\u00eancia eram direcionados para espionar cada movimento desses profissionais, enquanto os ratos ro\u00edam as roupas da popula\u00e7\u00e3o desesperada. Empreendiam escutas telef\u00f4nicas, seguiam os profissionais da comunica\u00e7\u00e3o pela cidade e, n\u00e3o raramente, se deixavam mostrar que estavam realizando todo esse trabalho sujo e que nada adiantaria procurar prote\u00e7\u00e3o contra essas invas\u00f5es de intimidade.<\/p>\n<p>Acuados, restavam aos jornalistas mais corajosos recorrerem \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es internacionais de imprensa e \u00e0s cortes estrangeiras para cessar essas amea\u00e7as \u00e0 integridade de cada um. Tudo em v\u00e3o. N\u00e3o havia nada a fazer, a n\u00e3o ser protestar e ouvir do governo que essas amea\u00e7as simplesmente n\u00e3o existiam, sendo fruto da imagina\u00e7\u00e3o f\u00e9rtil daqueles que escreviam.<\/p>\n<p>Passou-se a uma fase posterior mais aberta e descarada, em que as amea\u00e7as se convertiam em agress\u00f5es f\u00edsicas e ao patrim\u00f4nio dos jornalistas. Na sequ\u00eancia, os poucos que ainda resistiam em nome da liberdade de imprensa perdida, mas n\u00e3o olvidada, as agress\u00f5es se consumaram em pris\u00f5es, desaparecimentos e mortes. Para dar um verniz natural para aquilo que nunca ser\u00e1 natural e aceito, o governo fac\u00ednora plantava, no meio da popula\u00e7\u00e3o, a narrativa de que aqueles que haviam sido presos, desaparecidos ou mesmo mortos em acidentes foram por escolha pr\u00f3pria, porque ousaram difamar a p\u00e1tria e seus mais altos valores.<\/p>\n<p>A fim de criar um ambiente favor\u00e1vel \u00e0s medidas dur\u00edssimas que impunha ao que restou de imprensa cr\u00edtica, o governo venezuelano insuflava a popula\u00e7\u00e3o contra esses profissionais, mentindo e propagandeando que eles faziam parte de uma elite que planejava destruir o pa\u00eds e o governo popular. Ali\u00e1s, a mentira \u00e9 a palavra-chave, enxertos em textos alheios tamb\u00e9m funcionavam como cerceamento \u00e0 liberdade de imprensa. Essas eram as estrat\u00e9gias mais vi\u00e1veis, enquanto a corrup\u00e7\u00e3o continuava a passos gigantescos.<\/p>\n<p>Esses dois ditadores, suspeitos de serem alguns dos maiores corruptos que a Am\u00e9rica do Sul j\u00e1 abrigou, incitavam a popula\u00e7\u00e3o inculta e fervorosa a atacar os jornalistas e qualquer \u00f3rg\u00e3o de imprensa que ousasse tecer coment\u00e1rios sobre a real situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, escondida de todos por longos discursos di\u00e1rios, repletos de ilus\u00f5es e fantasias. A hist\u00f3ria conta que os d\u00e9spotas roubavam, matavam e destru\u00edam.<\/p>\n<p>Jornais, canais de televis\u00e3o e r\u00e1dios independentes foram depredados, seus propriet\u00e1rios, presos ou exilados. Propriedades foram confiscadas. A imprensa livre, simplesmente, desapareceu do horizonte. Obviamente que todo esse roteiro de horror seguiu o receitu\u00e1rio prescrito pelos milhares de consultores, importados de Cuba, que passaram a ensinar, aos novos tiranos do continente, os mecanismos para colocarem um fim na diversidade de opini\u00e3o, t\u00e3o nefasta \u00e0queles que almejam a tirania de um Estado absoluto. Nada diferente do que j\u00e1 foi perpetrado contra outros povos, em outros tempos, e que resultaram no banho de sangue que se seguiu.<\/p>\n<p>J\u00e1 no Brasil, pa\u00eds sui generis, o corte abrupto da corrup\u00e7\u00e3o tem catalisado\u00a0o \u00f3dio, a revanche e at\u00e9 facada. At\u00e9 agora nada disso deu certo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p><em>&#8220;Curar a doen\u00e7a brit\u00e2nica com socialismo era como tentar curar leucemia com sanguessugas&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>Margaret Thatcher, ex-primeira ministra brit\u00e2nica<\/p>\n<figure id=\"attachment_16675\" aria-describedby=\"caption-attachment-16675\" style=\"width: 359px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-16675\" src=\"http:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/05\/mag.jpg\" alt=\"\" width=\"359\" height=\"547\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-16675\" class=\"wp-caption-text\">Margaret Thatcher. Foto: britannica.com<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Lembran\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p>Maria do Barro foi secret\u00e1ria de A\u00e7\u00e3o Social na d\u00e9cada de 80. Uma mulher que marcou a vida de muita gente pela forma com que trabalhava. Quem precisava de tijolos ajudava a fazer as telhas. Se pedisse telhas a ela, era convidado a ajudar na horta comunit\u00e1ria. Todos se sentiam \u00fateis, necess\u00e1rios e capazes. Descobrimos um v\u00eddeo simples, feito pelos que conviveram com essa mulher extraordin\u00e1ria. Assista o v\u00eddeo a seguir.<\/p>\n<p>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=RUk8vBGWLH8<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Da capital<\/strong><\/p>\n<p>Campus Party em Bras\u00edlia ser\u00e1 o centro brasileiro da primeira edi\u00e7\u00e3o online. Dessa vez, o maior evento de tecnologia e conectividade ter\u00e1 mais de 30 pa\u00edses acompanhando virtualmente as atividades.<\/p>\n<p>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=TioT7-TwqjQ<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>HIST\u00d3RIA DE BRAS\u00cdLIA<\/strong><\/p>\n<p>Mesmo depois do esc\u00e2ndalo, mesmo depois do roubo, a Novacap ainda n\u00e3o instalou as c\u00e2maras frigorificas no Supermercado UV-2. <strong>(Publicado em 08\/01\/1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam) Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil jornalistacircecunha@gmail.com Facebook.com\/vistolidoeouvido Instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; No longo roteiro seguido pelos governos venezuelanos de Hugo Chaves e de Nicol\u00e1s Maduro at\u00e9 a implanta\u00e7\u00e3o total da ditadura farsesca e sanguin\u00e1ria naquele pa\u00eds, eram frequentes os epis\u00f3dios de persegui\u00e7\u00e3o e amea\u00e7a a uma parcela da imprensa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":16676,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[993,1696,1235,114,2258,449,2039,983,1187,1209,68,2,69,16],"class_list":["post-16673","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra","tag-comunismo","tag-direitaeesquerda","tag-governobolsonaro","tag-historiadebrasilia","tag-hugochavez","tag-imprensanobrasil","tag-jornalismonobrasil","tag-nicolasmaduro","tag-presidentebolsonaro","tag-socialismo","tag-aricunha","tag-brasilia","tag-circecunha","tag-mamfil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16673","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16673"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16673\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16676"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16673"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16673"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16673"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}