{"id":16559,"date":"2020-05-15T01:00:43","date_gmt":"2020-05-15T04:00:43","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=16559"},"modified":"2020-05-15T01:00:43","modified_gmt":"2020-05-15T04:00:43","slug":"quem-tem-olhos-que-veja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/quem-tem-olhos-que-veja\/","title":{"rendered":"Clique aqui &#8211; &#8220;Quem tem olhos que veja&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil<\/p>\n<p>jornalistacircecunha@gmail.com<\/p>\n<p>Facebook.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>Instagram.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_16562\" aria-describedby=\"caption-attachment-16562\" style=\"width: 691px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-16562\" src=\"http:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/05\/ihb.jpg\" alt=\"\" width=\"691\" height=\"458\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-16562\" class=\"wp-caption-text\">Soldados do Ex\u00e9rcito Brasileiro desinfectam um hospital p\u00fablico de Bras\u00edlia. Foto: Jo\u00e9dson Alves \/ EFE (brasil.elpais.com)<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quem j\u00e1 caminhou pelas ruas desertas em qualquer cidade interiorana pode perceber que, na aparente quietude desses lugares, uma infinidade de olhos e ouvidos est\u00e1 atentamente postada por detr\u00e1s de portas e janelas, espreitando qualquer movimento e identificando cada um deles apenas pela impress\u00e3o digital produzida pelo som caracter\u00edstico de cada passo.<\/p>\n<p>O mesmo ocorre hoje com o mundo em quarentena. O tempo de sobra e a monotonia fizeram dos humanos seres mais antenados com o que se passa ao lado. A pandemia fez, de todos n\u00f3s, espectadores interessados nos movimentos em volta, em outras ruas, em outros pa\u00edses. Buscamos com isso mais do que satisfazer nossa curiosidade. Estamos atr\u00e1s de exemplos e de solu\u00e7\u00f5es mais harm\u00f4nicas para nossos problemas comuns.<\/p>\n<p>Nessa preocupa\u00e7\u00e3o com o que ocorre para al\u00e9m de nossas janelas, o mundo passou a observar mais atentamente outras na\u00e7\u00f5es, avaliando, com lupa de cristal, como cada um dos pa\u00edses vem enfrentando a virose, que medidas cada governo vem adotando, que atitudes cada sociedade vem tendo frente \u00e0 quarentena. Somos observados com mais acuracidade em tempos de enfrentamento da virose pand\u00eamica. Erros e acertos vistos por lupas mundiais.<\/p>\n<p>Enquanto isso, buscamos uma receita que talvez nos sirva, um exemplo que nos estimule. Nesse olhar espichado para o que se passa ao lado, vamos observando tamb\u00e9m os exemplos edificantes que engrandecem o ser humano como uma ra\u00e7a dotada de grande poder de adaptabilidade e resili\u00eancia, capaz de mitigar at\u00e9 as mais duras adversidades. O mundo est\u00e1 vendo e aprendendo com os exemplos em volta.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel afirmar, com seguran\u00e7a, que, apesar das ruas desertas do mundo atual, a humanidade est\u00e1 postada por detr\u00e1s das janelas da internet, de olhos e ouvidos postos nas ruas vazias do planeta, observando como raposas como cada um se move. Vistos dessa posi\u00e7\u00e3o, uma pergunta se faz necess\u00e1ria: com qual figura estaria sendo apresentado, o Brasil, perante o mundo nesse momento de agonia? Se formos responder essa quest\u00e3o pelo o que a maioria dos jornais do mundo v\u00eam estampando em suas manchetes, \u00e9\u00a0poss\u00edvel afirmar que o Brasil e, principalmente, o atual governo v\u00eam enfrentando a corrup\u00e7\u00e3o, os laborat\u00f3rios, os cleptocratas de governos anteriores e toda a forma de pensamento que nunca lutou pelo pa\u00eds.<\/p>\n<p>Est\u00e1 claro que, quando algu\u00e9m entra em um &#8220;esquem\u00e3o&#8221; at\u00e9 agora impenetr\u00e1vel, sofre o que o governo enfrenta. Devolveu dinheiro para o partido, usou uma ninharia durante a campanha, dispensou os gigantes da comunica\u00e7\u00e3o. Tem sido traumatizante para quem est\u00e1 acostumado a se encostar no foro privilegiado para dilapidar o pa\u00eds. N\u00e3o se trata de modelo a ser seguido ou n\u00e3o. Trata-se de algu\u00e9m, bem-intencionado, que conseguiu convencer a popula\u00e7\u00e3o brasileira de que \u00e9 poss\u00edvel governar sem roubar. A popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 mais ing\u00eanua. Para desespero de muitos, a comunica\u00e7\u00e3o mundial foi popularizada. Uma r\u00e1dio vira TV, um cidad\u00e3o tem milh\u00f5es de seguidores em blogs e vlogs. Uma menina de 15 anos que faz maquiagem no banheiro arrebanha milh\u00f5es de visualiza\u00e7\u00f5es. O mesmo n\u00famero que um Ibope registraria em um jornal produzido com centenas de milhares de d\u00f3lares por tr\u00e1s da estrutura. Acabou e poucos se deram conta disso. Ou \u00e9 mais confort\u00e1vel n\u00e3o ver. Poucos reagiram com intelig\u00eancia a essa mudan\u00e7a. A maioria insiste em mentir, denegrir, roubar, matar e destruir, fazendo as honras do que h\u00e1 de pior na humanidade.<\/p>\n<p>Acabou. A popula\u00e7\u00e3o brasileira quer outro pa\u00eds. Menos est\u00e1dios e mais hospitais, menos cadeias e mais escolas, menos privil\u00e9gios e mais trabalho. Aqui mesmo, na Am\u00e9rica Latina, as manchetes dos jornais informam que nossos hermanos, em destino hist\u00f3rico e afli\u00e7\u00f5es cotidianas, passaram a nos ver como amea\u00e7as e um risco muito grande n\u00e3o apenas pelo grande n\u00famero de casos de Covid-19, mas, sobretudo, pelo modo como a atual governo vem lidando com a pandemia. At\u00e9 agora, a pandemia ocupou o primeiro plano nas an\u00e1lises. Outras pandemias vir\u00e3o. As que vieram antes dessa receberam um mundo paciente, resiliente, inerte, deixando a possibilidade de crime contra a humanidade de lado.<\/p>\n<p>Nunca tivemos hospitais que pudessem arcar nem com os doentes di\u00e1rios espalhados por estados e munic\u00edpios, que at\u00e9 lanche da merenda escolar t\u00eam a coragem de roubar. Um pa\u00eds que obedeceu ao padr\u00e3o FIF,A para usar at\u00e9 bilh\u00f5es para a constru\u00e7\u00e3o de est\u00e1dios, n\u00e3o foi capaz de pensar na sa\u00fade e na educa\u00e7\u00e3o em primeiro lugar. At\u00e9 chute no traseiro ouviu que levaria sem reagir.<\/p>\n<p>Not\u00edcias correm na Am\u00e9rica do Sul de que nossos vizinhos v\u00eam se apressando em fechar suas fronteiras, com medo do gigante adoecido e descontrolado. Que assim seja. Ser\u00e1 bom para todos. Pelo menos por enquanto.<\/p>\n<p>Por outro lado, fala-se no exterior que o Brasil vem perdendo o status de democracia liberal e se enfeixando cada vez mais numa rota autorit\u00e1ria, cujo os desfechos s\u00e3o ainda incertos e sombrios. N\u00e3o h\u00e1 rota autorit\u00e1ria. H\u00e1 dentes de todos os lados, dos que perderam a boquinha. A precariedade de nosso sistema p\u00fablico de sa\u00fade est\u00e1 exposta ao mundo. Legado que parece apagado de algumas mem\u00f3rias. Heran\u00e7a maldita, nunca comentada pelos que criticam. Essa sim, vem de longa data e n\u00e3o \u00e9 vista por quem n\u00e3o a quer ver.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cA na\u00e7\u00e3o que pretende assegurar a estabilidade e provar o direito que lhe assiste de existir, deve assentar numa base religiosa.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Bismark, destacado estadista da Alemanha do s\u00e9culo XIX<\/p>\n<figure id=\"attachment_16561\" aria-describedby=\"caption-attachment-16561\" style=\"width: 384px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-16561\" src=\"http:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/05\/von.jpg\" alt=\"\" width=\"384\" height=\"560\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-16561\" class=\"wp-caption-text\">Otto von Bismarck. Foto: wikipedia.org<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>HIST\u00d3RIA DE BRAS\u00cdLIA<\/strong><\/p>\n<p>A estrada do aeroporto \u00e9 uma estrada parque. N\u00e3o h\u00e1, por conseguinte, raz\u00e3o para que eles pain\u00e9is que enfeiam e transformam a paisagem. Antes que novas placas surjam, uma limpeza geral \u00e9 necess\u00e1ria. <strong>(Publicado em 06\/01\/1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam) Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil jornalistacircecunha@gmail.com Facebook.com\/vistolidoeouvido Instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; Quem j\u00e1 caminhou pelas ruas desertas em qualquer cidade interiorana pode perceber que, na aparente quietude desses lugares, uma infinidade de olhos e ouvidos est\u00e1 atentamente postada por detr\u00e1s de portas e janelas, espreitando qualquer movimento e identificando [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":16562,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[2241,1307,2242,287,2182,1235,114,2181,2243,239,188,68,2,69,16],"class_list":["post-16559","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra","tag-242-4bilhoes","tag-congressonacional","tag-copadomundode2014","tag-corrupcao","tag-estadiosdefutebol","tag-governobolsonaro","tag-historiadebrasilia","tag-hospitaisdecampanha","tag-legadodopt","tag-padraofifa","tag-saudenobrasil","tag-aricunha","tag-brasilia","tag-circecunha","tag-mamfil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16559","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16559"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16559\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16562"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16559"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16559"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16559"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}