{"id":16300,"date":"2020-04-12T01:00:10","date_gmt":"2020-04-12T04:00:10","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=16300"},"modified":"2020-04-13T00:49:49","modified_gmt":"2020-04-13T03:49:49","slug":"travessia-do-umbigo-ao-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/travessia-do-umbigo-ao-mundo\/","title":{"rendered":"Travessia do umbigo ao mundo"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil<\/p>\n<p>jornalistacircecunha@gmail.com<\/p>\n<p>Facebook.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>Instagram.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_16316\" aria-describedby=\"caption-attachment-16316\" style=\"width: 680px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-16316\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/04\/image-1-e1585592361272.jpg\" alt=\"\" width=\"680\" height=\"453\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/04\/image-1-e1585592361272.jpg 680w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/04\/image-1-e1585592361272-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/04\/image-1-e1585592361272-350x233.jpg 350w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/04\/image-1-e1585592361272-550x366.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/04\/image-1-e1585592361272-230x153.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-16316\" class=\"wp-caption-text\">Isolamento deixa ar mais limpo na Europa, mostram imagens de sat\u00e9lite (exame.abril.com).\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Imagem: ESA \/ EPHA \/ James Poetzscher\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Particularmente, nesse domingo de P\u00e1scoa, experimentamos, mais do que em outro momento qualquer de nossa exist\u00eancia, o sentimento de uma travessia ou passagem (Pessach), talvez semelhante ao que vivenciaram os hebreus em sua peregrina\u00e7\u00e3o pelo deserto, durante o que parece ter sido uma quarentena por longas quatro d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>\u00c0 semelhan\u00e7a daquele povo que fugia do cativeiro do Egito em busca da terra prometida de Cana\u00e3, estamos numa caminhada dentro de casa, em torno de n\u00f3s mesmos, depois de aparentemente termos perdido, ou deixado para tr\u00e1s, um mundo que acredit\u00e1vamos conhecer muito bem, mas que agora sabemos estranho, cheio de segredos e mentiras e mesmo hostil, por um lado, e solid\u00e1rio, patriota e cheio de esperan\u00e7as e planos, do outro.<\/p>\n<p>Embora tudo pare\u00e7a estar em seus lugares costumeiros, h\u00e1 nesse instante, com os olhos que passamos a enxergar o mundo exterior, uma d\u00favida de que essa n\u00e3o \u00e9 mais a paisagem e o lugar que pens\u00e1vamos ser real. Como diria o velho Machado, em sua indaga\u00e7\u00e3o mais profunda sobre o Natal, mas que poderia ser agora adaptada \u00e0 P\u00e1scoa: mudaria a P\u00e1scoa ou mudei eu? Infelizmente o mundo segue indiferente \u00e0s nossas agruras, estranhamente ignorando nossa afli\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Not\u00edcias que chegam de toda a parte mostram que nossa casa, que \u00e9 esse pequeno planeta, perdido no universo imenso, est\u00e1 at\u00e9 melhor com nossa aus\u00eancia. O ar est\u00e1 mais puro, os animais est\u00e3o mais livres. Mas sabemos tamb\u00e9m que aqueles, que sempre agiram nas sombras, n\u00e3o perderam tempo e est\u00e3o tirando o m\u00e1ximo proveito da distra\u00e7\u00e3o do mundo com o v\u00edrus e prosseguindo, como nunca, no desmatamento da Amaz\u00f4nia, atendendo ao grande volume de pedido externos de madeira. O lado ruim do mundo n\u00e3o dorme nem descansa.<\/p>\n<p>Em resposta \u00e0queles que buscaram saber como puderam os Hebreus vagarem por quarenta anos pelas areias escaldantes do Norte da \u00c1frica quase sem esmorecer, encontramos uma justifica\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, mas poderosa: eles eram guiados nessa passagem de um mundo para outro, do cativeiro para a liberdade por um l\u00edder escolhido pelo pr\u00f3prio Deus e que era sentido por todos por meio da f\u00e9. A f\u00e9 que para muitos \u00e9 algo irreal e m\u00edstico, distante da fatualidade cient\u00edfica, \u00e9 combust\u00edvel que move o motor do esp\u00edrito. De posse da f\u00e9 de que havia \u00e0 frente um mundo novo, onde a liberdade era um verdadeiro man\u00e1 de Deus, nenhum obst\u00e1culo terreno seria intranspon\u00edvel.<\/p>\n<p>Essa mesma f\u00e9, nem tanto espiritual, dos navegantes da Idade Moderna, conduziu-os ao Novo Mundo. Da mesma maneira os primeiros peregrinos deixaram a Europa em busca de uma nova vida na Am\u00e9rica rec\u00e9m-descoberta, longe das persegui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e religiosas, necessitamos, desesperadamente agora, desse \u00e2nimo ou alma para descobrir, talvez um novo mundo, j\u00e1 que o antigo teremos que for\u00e7osamente deixar para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>O fato de o planeta voltar a respirar melhor com nossa aus\u00eancia demonstra que temos sido, n\u00f3s mesmos, o v\u00edrus que vem assolando o planeta desde que nos organizamos em sociedade. Podemos entender agora que at\u00e9 a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, que pens\u00e1vamos ser a libertadora do homem e da escravid\u00e3o, apartou-nos do mundo, transformando-nos em danosos predadores e consumistas vorazes. Temos, por for\u00e7a das circunst\u00e2ncias mortais, que nos transformar em agentes por um novo planeta. N\u00e3o \u00e9 tarefa pequena, mas esse trabalho herc\u00faleo que nos espera pode agora, mais do que em outras oportunidades, ser distribu\u00eddo igualmente pela humanidade enclausurada.<\/p>\n<p>\u00c0 certeza de que o planeta n\u00e3o necessita de n\u00f3s para continuar girando no espa\u00e7o, podemos apenas nos contentar com a resposta de nosso ego que diz: de que valeria todo esse mundo, sem a nossa presen\u00e7a e a capacidade que temos de refletir sobre essa import\u00e2ncia?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A poesia que foi declarada:<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cEst\u00e1 escuro porque voc\u00ea est\u00e1 se esfor\u00e7ando demais. Crian\u00e7a levemente, levemente. Aprenda a fazer tudo de \u00e2nimo leve. Sim, sinta-se levemente, mesmo sentindo profundamente. Apenas deixe as coisas acontecerem levemente e lide com elas. Ent\u00e3o jogue fora sua bagagem e v\u00e1 em frente. Existem areias movedi\u00e7as ao seu redor, sugando seus p\u00e9s, tentando sug\u00e1-lo ao medo, \u00e0 autopiedade e ao desespero. \u00c9 por isso que voc\u00ea deve andar t\u00e3o levemente. Levemente minha querida &#8230; \u201d<\/em><\/p>\n<p>Aldous Huxley, escritor ing\u00eans em Ilha<\/p>\n<figure id=\"attachment_16314\" aria-describedby=\"caption-attachment-16314\" style=\"width: 440px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-16314\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/04\/aldous-huxley-9348198-1-402.jpg\" alt=\"\" width=\"440\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/04\/aldous-huxley-9348198-1-402.jpg 1200w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/04\/aldous-huxley-9348198-1-402-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/04\/aldous-huxley-9348198-1-402-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/04\/aldous-huxley-9348198-1-402-768x768.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/04\/aldous-huxley-9348198-1-402-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/04\/aldous-huxley-9348198-1-402-350x350.jpg 350w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/04\/aldous-huxley-9348198-1-402-550x550.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/04\/aldous-huxley-9348198-1-402-230x230.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 440px) 100vw, 440px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-16314\" class=\"wp-caption-text\">Foto: biography.com<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Reta final<\/strong><\/p>\n<p>Nos dias 13 e 17 de mar\u00e7o, esta coluna abriu a discuss\u00e3o sobre o pol\u00eamico concurso da SEDES-DF. No dia 01 de abril, sa\u00edram as \u00faltimas decis\u00f5es. Todos os conselheiros do TCDF votaram pelo sistema proporcional de pontua\u00e7\u00e3o, conforme traz o edital do certame. No entanto, nos \u00faltimos dois par\u00e1grafos do seu voto, o relator Paulo Tadeu acrescentou uma observa\u00e7\u00e3o que est\u00e1 agitando os concurseiros. Veja a seguir.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Sugest\u00e3o do TCDF pode mudar rumo dos concursos\" width=\"1440\" height=\"810\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/B6IuF1Dqxq8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Burocracia virtual<\/strong><\/p>\n<p>Para gerar a segunda via da conta da Caesb, o portal interativo e amig\u00e1vel agiliza o comando. J\u00e1 na CEB, \u00e9 preciso usar a barra de rolagem, o que nem sempre \u00e9 l\u00f3gico para os usu\u00e1rios. O que aparece primeiro \u00e9 um login e senha para se cadastrar no portal, absolutamente desnecess\u00e1rio, visto que o clique para a segunda via da conta foi jogado para o final da p\u00e1gina.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-16315 aligncenter\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/04\/CEB.jpg\" alt=\"\" width=\"749\" height=\"355\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/04\/CEB.jpg 1288w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/04\/CEB-300x142.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/04\/CEB-768x364.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/04\/CEB-1024x485.jpg 1024w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/04\/CEB-350x166.jpg 350w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/04\/CEB-550x260.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/04\/CEB-230x109.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 749px) 100vw, 749px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>HIST\u00d3RIA DE BRAS\u00cdLIA<\/strong><\/p>\n<p>Os moradores da superquadra 409\/410 pedem a constru\u00e7\u00e3o de uma escola e alegam que uma superquadra dupla merece uma escola, perfeitamente. <strong>(Publicado em 05\/01\/1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam) Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil jornalistacircecunha@gmail.com Facebook.com\/vistolidoeouvido Instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; Particularmente, nesse domingo de P\u00e1scoa, experimentamos, mais do que em outro momento qualquer de nossa exist\u00eancia, o sentimento de uma travessia ou passagem (Pessach), talvez semelhante ao que vivenciaram os hebreus em sua peregrina\u00e7\u00e3o pelo deserto, durante o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":16316,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[2148,2154,114,2169,410,2159,68,2,69,16],"class_list":["post-16300","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra","tag-coronavirus","tag-covid-19","tag-historiadebrasilia","tag-isolamento","tag-meioambiente","tag-quarentena","tag-aricunha","tag-brasilia","tag-circecunha","tag-mamfil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16300","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16300"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16300\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16320,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16300\/revisions\/16320"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16316"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16300"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16300"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16300"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}