{"id":15382,"date":"2019-11-23T00:00:06","date_gmt":"2019-11-23T03:00:06","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=15382"},"modified":"2019-11-23T00:12:53","modified_gmt":"2019-11-23T03:12:53","slug":"falhas-no-ensino-publico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/falhas-no-ensino-publico\/","title":{"rendered":"Falhas no ensino p\u00fablico"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil<\/p>\n<p>jornalistacircecunha@gmail.com<\/p>\n<p>Facebook.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>Instagram.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_15384\" aria-describedby=\"caption-attachment-15384\" style=\"width: 691px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-15384\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/educa25c325a725c325a3o.jpg\" alt=\"\" width=\"691\" height=\"367\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/educa25c325a725c325a3o.jpg 800w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/educa25c325a725c325a3o-300x159.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/educa25c325a725c325a3o-768x408.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/educa25c325a725c325a3o-350x186.jpg 350w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/educa25c325a725c325a3o-550x292.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/educa25c325a725c325a3o-230x122.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 691px) 100vw, 691px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-15384\" class=\"wp-caption-text\">Charge do Benett<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 preciso reconhecer que o modelo de escola p\u00fablica no Brasil vem, ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas, num ciclo de mudan\u00e7a cont\u00ednua, n\u00e3o em busca de um aperfei\u00e7oamento para melhor se adequar \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o natural da sociedade, mas, sobretudo, para atender \u00e0s obriga\u00e7\u00f5es m\u00ednimas do Estado impostas compulsoriamente pela legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nesse ponto n\u00e3o admira que a cada governo haja sempre movimentos tendendo a modificar as leis que versam sobre os deveres do Estado com a manuten\u00e7\u00e3o de escolas p\u00fablicas. Al\u00e9m dessa descontinuidade, nociva para o processo ensino\/aprendizagem que se sabe ser de longo prazo, o que se observa \u00e9 o aumento no desinteresse dos governantes sobre um tema que parece n\u00e3o render resultados do tipo utilitarista e imediato, seja em popularidade, seja em produ\u00e7\u00e3o de votos.<\/p>\n<p>De fato, o Estado vem tirando o corpo fora dessa quest\u00e3o ao longo dos anos. Educadores, na sua grande maioria, reconhecem que a fal\u00eancia progressiva do ensino estatal, ou mais precisamente das escolas p\u00fablicas, ao empurrar o grosso das classes de maior renda para as escolas particulares, justamente aquela de maior express\u00e3o pol\u00edtica e que maior press\u00e3o sempre fez pela qualidade do ensino, retirou do governo o que parecia ser um \u00f4nus e obriga\u00e7\u00e3o aborrecida.<\/p>\n<p>A migra\u00e7\u00e3o maci\u00e7a da classe m\u00e9dia para longe das escolas do Estado abriu uma esp\u00e9cie de oportunidade para que as autoridades lavassem, literalmente, as m\u00e3os sobre esse assunto. Hoje n\u00e3o h\u00e1 como negar que o ensino p\u00fablico vive seu pior momento. Na verdade, \u00e9 poss\u00edvel falar de um sucateamento das escolas e, sobretudo, do ensino p\u00fablico. A quest\u00e3o vem num crescendo paulatino. A cada novo governo, anunciam-se reformas que se sabe limitadas a um horizonte de n\u00e3o mais de quatro anos.<\/p>\n<p>Governo federal, estadual e municipal n\u00e3o d\u00e3o continuidade aos programas estabelecidos, preferindo criar seus pr\u00f3prios planos para o setor. Com isso, de ruptura em ruptura, o que se obt\u00e9m \u00e9 um modelo de ensino que frequentemente se mostra d\u00e9bil a cada exame de avalia\u00e7\u00e3o, seja nacional ou internacional, como \u00e9 o caso do Pisa, elaborado pela OCDE a cada tr\u00eas anos. Como resultado dessa desigualdade que se observa na qualidade entre o ensino particular e o ensino p\u00fablico, \u00e9 que as vagas nas universidades do Estado s\u00e3o majoritariamente ocupadas pelos alunos que tiveram sua forma\u00e7\u00e3o em estabelecimentos privados. O mesmo acontece nos concursos p\u00fablicos, onde esses mesmos alunos se saem melhor. Dessa forma tem-se que as escolas p\u00fablicas, por sua baixa qualidade, acabam por alimentar e induzir, de forma brutal, a desigualdade social no pa\u00eds, o que pode ser entendido tamb\u00e9m como um apartheid educacional.<\/p>\n<p>Outro aspecto a refor\u00e7ar esse descompromisso com algo t\u00e3o fundamental pode ser notado com a progressiva desvaloriza\u00e7\u00e3o do professor como profissional. Para se ter uma ideia desse descaso com uma categoria, que deveria ser essencial para o desenvolvimento do pa\u00eds, apenas o que muitos pol\u00edticos ganham extraordinariamente a t\u00edtulo de aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o, supera muito o que recebe a maioria dos professores pelo Brasil.<\/p>\n<p>N\u00e3o surpreende que essa seja hoje uma das profiss\u00f5es com as menores procuras no mercado de trabalho por parte dos jovens. Para esse problema espec\u00edfico, a resposta mais imediata, e tamb\u00e9m a que menos tem chance de ser aprovada pela classe pol\u00edtica, \u00e9 estabelecer os sal\u00e1rios dos professores como o teto para o funcionalismo p\u00fablico. Mas esse \u00e9 um sonho demasiado \u00f3bvio e distante enxergado por nossas autoridades, mas que, em pa\u00edses como o Jap\u00e3o, \u00e9, em parte, j\u00e1 uma realidade.<\/p>\n<p>Talvez isso explique em parte o sucesso desse pequeno pa\u00eds. Infelizmente j\u00e1 se sabe que n\u00e3o adianta incluir a prioridade absoluta da educa\u00e7\u00e3o em nossa Carta Magna. A instabilidade jur\u00eddica que vivemos por conta de uma corte suprema movida a raz\u00f5es pol\u00edticas\/partid\u00e1rias pode facilmente mudar tamb\u00e9m esse entendimento. Por outro lado, \u00e9 conhecida a m\u00e1 vontade dos pol\u00edticos sobre temas dessa natureza. Com isso, parece caber, exclusivamente \u00e0 sociedade, o trabalho de cobrar e pressionar para que os futuros eleitos tenham essa quest\u00e3o como prioridade.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda outros aspectos fundamentais que precisam ser postos em pr\u00e1tica, como \u00e9 caso da forma\u00e7\u00e3o adequada de professores e outros trabalhadores da educa\u00e7\u00e3o para que impe\u00e7am que nossas escolas funcionem como reparti\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, burocr\u00e1ticas e pouco eficientes e que esses estabelecimentos p\u00fablicos n\u00e3o se transformem em redutos corporativos e guiados por fac\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-partid\u00e1rias, como vem acontecendo<\/p>\n<p>Ensinar aos alunos os fundamentos da ci\u00eancia humana pol\u00edtica \u00e9 uma boa pr\u00e1tica. O que n\u00e3o se pode permitir, de forma alguma, \u00e9 que as escolas passem a ser usadas como palanques para prega\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas ou que se transformem em puxadinhos de partidos pol\u00edticos como querem os sindicatos da categoria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cQuando temos a oportunidade de nos reconhecermos e de nos valorizarmos, inclusive nas nossas diferen\u00e7as, oferecemos ao mundo uma palavra de esperan\u00e7a capaz de animar e apoiar aqueles que s\u00e3o sempre prejudicados pela divis\u00e3o.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Papa Francisco<\/p>\n<figure id=\"attachment_11749\" aria-describedby=\"caption-attachment-11749\" style=\"width: 553px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-11749\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/08\/papa-francisco-pena-de-morte.jpg\" alt=\"\" width=\"553\" height=\"367\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/08\/papa-francisco-pena-de-morte.jpg 800w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/08\/papa-francisco-pena-de-morte-300x199.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/08\/papa-francisco-pena-de-morte-768x510.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/08\/papa-francisco-pena-de-morte-350x232.jpg 350w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/08\/papa-francisco-pena-de-morte-550x365.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/08\/papa-francisco-pena-de-morte-230x153.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 553px) 100vw, 553px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-11749\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Paul Haring\/CNS.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>HIST\u00d3RIA DE BRAS\u00cdLIA<\/strong><\/p>\n<p>Os fiscais sanit\u00e1rios aprovados no concurso da prefeitura est\u00e3o fazendo um movimento para que sa\u00edam logo suas nomea\u00e7\u00f5es, e alegam, para isto, o estado de sanidade da maioria dos bares da Capital. <strong>(Publicado em 06\/12\/1961)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam) Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil jornalistacircecunha@gmail.com Facebook.com\/vistolidoeouvido Instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; 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