{"id":15233,"date":"2019-11-05T01:00:18","date_gmt":"2019-11-05T04:00:18","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=15233"},"modified":"2019-11-04T17:31:02","modified_gmt":"2019-11-04T20:31:02","slug":"brasil-informal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/brasil-informal\/","title":{"rendered":"Brasil informal"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil<\/p>\n<p>jornalistacircecunha@gmail.com<\/p>\n<p>Facebook.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>Instagram.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_15236\" aria-describedby=\"caption-attachment-15236\" style=\"width: 664px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-15236\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/amb.jpg\" alt=\"\" width=\"664\" height=\"438\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/amb.jpg 558w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/amb-300x198.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/amb-350x231.jpg 350w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/amb-550x363.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/amb-230x152.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 664px) 100vw, 664px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-15236\" class=\"wp-caption-text\">Foto: jornalismo.iesb<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quem caminha costumeiramente pelo centro das capitais do pa\u00eds j\u00e1 pode verificar que, a cada dia que passa, aumenta o n\u00famero de vendedores ambulantes comercializando todo o tipo de produto. Em cada canto da cidade, essa impress\u00e3o \u00e9 real e traduz um quadro de empobrecimento geral da popula\u00e7\u00e3o. Esse fen\u00f4meno demonstra que esse n\u00e3o \u00e9 um problema local, mas resulta do encolhimento de renda geral de mais de 50% das fam\u00edlias brasileiras. S\u00e3o, segundo demonstra estudo divulgado no final de outubro pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua), mais de 104 milh\u00f5es de pessoas vivendo com uma m\u00e9dia de apenas R$ 413,00 mensal, ou menos da metade de um sal\u00e1rio m\u00ednimo atual. O problema aumenta de propor\u00e7\u00e3o quando a mesma pesquisa informa que 5% da popula\u00e7\u00e3o brasileira, ou 10,4 milh\u00f5es de pessoas, sobrevivem com R$ 51,00 ao m\u00eas. Por esses n\u00fameros, \u00e9 poss\u00edvel saber que a renda desses mais pobres encolheu 3,8% desde 2017. Na contram\u00e3o desse empobrecimento sistem\u00e1tico, o estudo mostra que a renda da popula\u00e7\u00e3o mais rica, estimada em 1% dos brasileiros, cresceu 8,2%, aumentando ainda mais o fosso entre ricos e pobres.<\/p>\n<p>Esse desequil\u00edbrio de renda, ou mais precisamente essa concentra\u00e7\u00e3o de renda, \u00e9 um dos indicadores que coloca o Brasil como um dos campe\u00f5es mundiais em desigualdade e um dos fatores que inibe o crescimento horizontal e harm\u00f4nico da economia. Num pa\u00eds em que os pobres v\u00e3o ficando cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos, a desigualdade assustadora acaba se transformando num entrave para um crescimento dur\u00e1vel n\u00e3o s\u00f3 dos n\u00fameros da economia, mas adentram por outros fatores de ordem social e pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Induzem instabilidades de toda a ordem, marginalizando parte significativa da popula\u00e7\u00e3o, retardando o progresso equ\u00e2nime, gerando o processo de faveliza\u00e7\u00e3o, da criminalidade e da viol\u00eancia, obrigando aqueles de maior renda a viverem enclausurados em condom\u00ednios superfortificados. Colocado entre os dez primeiros no ranking da desigualdade econ\u00f4mica em todo o mundo, o Brasil reflete exatamente esse cen\u00e1rio com suas cidades principais cercadas de favelas miser\u00e1veis por todos os lados, com alto \u00edndice de viol\u00eancia e agora invadidas por centenas de milhares de vendedores ambulantes e de pedintes, o que naturalmente contribui para tornar nossas metr\u00f3poles verdadeiras feiras ao ar livre, perigosas, sujas, malcuidadas e urbanamente incontrol\u00e1veis.<\/p>\n<p>A deteriora\u00e7\u00e3o da qualidade de vida dos habitantes das grandes cidades brasileiras possui suas ra\u00edzes justamente nesse desequil\u00edbrio brutal de renda. Depois de longos per\u00edodos de recess\u00e3o e estagna\u00e7\u00e3o da economia, esse cen\u00e1rio que j\u00e1 era ca\u00f3tico piorou. O aumento do desemprego, jogando no olho da rua mais quase 13 milh\u00f5es de pessoas, vem contribuindo para o aumento da informalidade, destruindo assim a capacidade de o Estado recolher impostos que, em tese, serviriam para minorar essa situa\u00e7\u00e3o, obrigando a economia a entrar num ciclo fechado onde a mis\u00e9ria acabando criando mais mis\u00e9ria.<\/p>\n<p>Para se ter uma ideia das dimens\u00f5es desse problema, os n\u00fameros indicam que 41,5% dos trabalhadores brasileiros vivem na informalidade, ou seja, seis em cada dez pessoas, vivem \u00e0 margem, se virando por conta pr\u00f3pria, num processo de descolamento total entre o cidad\u00e3o e o Estado. Em qualquer outro pa\u00eds do planeta, esse mecanismo \u00e9 a receita certa para um fracasso definitivo e incontorn\u00e1vel a longo prazo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cEnquanto algumas pessoas inspiram, outras conspiram!\u201d<\/em><\/p>\n<p>Ernest Agyemang Yeboah, professor e escritor ganaense<\/p>\n<figure id=\"attachment_15237\" aria-describedby=\"caption-attachment-15237\" style=\"width: 351px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-15237\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/A1tUNZPn-TL._US230_.jpg\" alt=\"\" width=\"351\" height=\"351\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/A1tUNZPn-TL._US230_.jpg 230w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/A1tUNZPn-TL._US230_-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 351px) 100vw, 351px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-15237\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Amazon<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Crueldade<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto a humaniza\u00e7\u00e3o se espalha pelos hospitais, escolas e empresas, o aeroporto de Bras\u00edlia vislumbra o lucro mais do que qualquer coisa. \u00c9 assim que as pessoas veem. Com a obra no estacionamento, os carros ficam longe do desembarque. Card\u00edacos, idosos, hipertensos n\u00e3o t\u00eam mais condi\u00e7\u00f5es de aguardar um ente querido chegar de viagem. Al\u00e9m da dist\u00e2ncia, n\u00e3o h\u00e1 mais nenhuma cadeira no sagu\u00e3o do desembarque.<\/p>\n<figure id=\"attachment_12984\" aria-describedby=\"caption-attachment-12984\" style=\"width: 547px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-12984\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/12\/Capturar-3-1.jpg\" alt=\"\" width=\"547\" height=\"324\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/12\/Capturar-3-1.jpg 929w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/12\/Capturar-3-1-300x178.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/12\/Capturar-3-1-768x456.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/12\/Capturar-3-1-350x208.jpg 350w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/12\/Capturar-3-1-550x326.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/12\/Capturar-3-1-230x136.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 547px) 100vw, 547px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-12984\" class=\"wp-caption-text\">Foto: bsb.aero<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C\u00e3es<\/strong><\/p>\n<p>Em sintonia com a iniciativa de diversos hospitais, cl\u00ednicas, casas de idosos pelo mundo, que adotaram o contato com animais como parte da recupera\u00e7\u00e3o de seus internos, em Bras\u00edlia, amanh\u00e3, na UDF, a psic\u00f3loga Maria Lima e a veterin\u00e1ria Vanessa Spagnolo proferir\u00e3o palestra sobre os benef\u00edcios psicol\u00f3gicos e fisiol\u00f3gicos na intera\u00e7\u00e3o com os c\u00e3es.\u00a0 Veja o cartaz do evento a seguir.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-15238 aligncenter\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/WhatsApp-Image-2019-11-03-at-21.04.59-1.jpeg\" alt=\"\" width=\"547\" height=\"766\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/WhatsApp-Image-2019-11-03-at-21.04.59-1.jpeg 480w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/WhatsApp-Image-2019-11-03-at-21.04.59-1-214x300.jpeg 214w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/WhatsApp-Image-2019-11-03-at-21.04.59-1-250x350.jpeg 250w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/WhatsApp-Image-2019-11-03-at-21.04.59-1-230x322.jpeg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 547px) 100vw, 547px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>HIST\u00d3RIA DE BRAS\u00cdLIA<\/strong><\/p>\n<p>O comodismo das rodas amigas, das viagens internacionais, das conversas ao p\u00e9 da orelha, do endeusamento dos que querem explorar, \u00e9 que provoca o desgaste popular que todos os homens pol\u00edticos temem. <strong>(Publicado em 03\/12\/1961)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam) Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil jornalistacircecunha@gmail.com Facebook.com\/vistolidoeouvido Instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; Quem caminha costumeiramente pelo centro das capitais do pa\u00eds j\u00e1 pode verificar que, a cada dia que passa, aumenta o n\u00famero de vendedores ambulantes comercializando todo o tipo de produto. Em cada canto da cidade, essa impress\u00e3o \u00e9 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":15236,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[1901,1900,114,1897,1899,1898,68,2,69,62,16],"class_list":["post-15233","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra","tag-autonomos","tag-empobrecimentodapopulacao","tag-historiadebrasilia","tag-mercadoinformalnobrasil","tag-pedintesnobrasil","tag-vendedorambulante","tag-aricunha","tag-brasilia","tag-circecunha","tag-desemprego","tag-mamfil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15233","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15233"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15233\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15239,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15233\/revisions\/15239"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15236"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15233"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15233"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15233"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}