{"id":15180,"date":"2019-10-27T01:00:56","date_gmt":"2019-10-27T04:00:56","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=15180"},"modified":"2019-10-27T13:15:51","modified_gmt":"2019-10-27T16:15:51","slug":"como-ser-patriota-no-brasil-assim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/como-ser-patriota-no-brasil-assim\/","title":{"rendered":"Como ser patriota no Brasil?"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil<\/p>\n<p>jornalistacircecunha@gmail.com<\/p>\n<p>Facebook.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>Instagram.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_15181\" aria-describedby=\"caption-attachment-15181\" style=\"width: 583px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-15181\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/10\/genildo-1.jpg\" alt=\"\" width=\"583\" height=\"471\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/10\/genildo-1.jpg 510w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/10\/genildo-1-300x242.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/10\/genildo-1-350x283.jpg 350w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/10\/genildo-1-230x186.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 583px) 100vw, 583px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-15181\" class=\"wp-caption-text\">Charge do Genildo<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Das muitas e preciosas li\u00e7\u00f5es que ficar\u00e3o para sempre como um Norte a seguir, advindas da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato e de outras do g\u00eanero, uma, em particular, serve como uma luva tanto para os defensores como para os opositores das privatiza\u00e7\u00f5es: o uso pol\u00edtico das empresas do Estado e o corporativismo exacerbado, est\u00e3o por tr\u00e1s tanto da sequ\u00eancia de crimes como dos preju\u00edzos bilion\u00e1rios gerados para os contribuintes.<\/p>\n<p>A conta dessa inc\u00faria, praticada por todos os governos desde o fim do regime militar, tem sido subtra\u00edda da poupan\u00e7a p\u00fablica, ficando o passivo com os pagadores de impostos e os ativos com essas empresas, cumprindo-se assim a sina que reza que uma estatal, por sua cobertura majestosa, jamais entra em processo de fal\u00eancia. Dessa forma, os efeitos nefastos gerados pela gest\u00e3o delituosa nas empresas do Estado e que precisam de socorro p\u00fablico urgente, s\u00e3o repassadas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o na forma do sucateamento dos sistemas de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a e de infraestrutura.<\/p>\n<p>De nada adiantaram os seguidos alertas, feitos por brasileiros conscientes de que o estatismo, na forma como foi concebido, acabaria arruinando o povo e elevando pol\u00edticos e empres\u00e1rios astutos aos p\u00edncaros da riqueza. Foi gra\u00e7as as diversas opera\u00e7\u00f5es levadas \u00e0 cabo pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico e pela Pol\u00edcia Federal que foi posto a nu esse esquema perverso. Colocados numa balan\u00e7a onde seria aferida as vantagens e desvantagens do modelo estatal, duas conclus\u00f5es opostas indicariam que esse modelo foi vantajoso no in\u00edcio, com o processo industrializa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Passado esse per\u00edodo e principalmente com o retorno da chamada normalidade pol\u00edtica nos anos oitenta, o modelo foi totalmente abduzido pela classe pol\u00edtica que fez dele uma esp\u00e9cie de tesouro particular, tanto para a instala\u00e7\u00e3o de correligion\u00e1rios c\u00famplices em postos chaves e altamente lucrativos nessas empresas, como para barganhar vantagens, agindo como verdadeiros donos ocultos dessas companhias.<\/p>\n<p>O que para Get\u00falio Vargas e posteriormente os militares seria um modo de tornar o Brasil um pa\u00eds industrializado e independente dos pa\u00edses desenvolvidos, tornou-se nas m\u00e3os de pol\u00edticos, um ativo de outra ordem, tratado com todo o cuidado dentro das mais puras pr\u00e1ticas patrimonialistas. Com a instala\u00e7\u00e3o do petismo ou lulismo no comando do pa\u00eds, a pauta estatal ganhou um vi\u00e9s ou uma fantasia ideol\u00f3gica, adequando o estatismo dentro das pretens\u00f5es do partido de ampliar o poder da legenda e de seus ac\u00f3litos. O uso de estatais como a Petrobras e o BNDES, apenas para ficar nessas duas empresas s\u00f3 teve seus prop\u00f3sitos e fins devidamente esclarecidos ap\u00f3s as investiga\u00e7\u00f5es feitas pelos procuradores da Lava Jato. O que foi revelado, principalmente no caso da Petrobras, j\u00e1 que as investiga\u00e7\u00f5es no BNDES prosseguem, mostrou que por tr\u00e1s do af\u00e3 protecionista diversas vezes manifestado, estava em curso um estratagema criminoso para carrear o m\u00e1ximo de vantagens dessa empresa para o partido e seus membros e demais envolvidos.<\/p>\n<p>Numa conta superficial, fala-se e esse dado foi apresentado inclusive pelo ministro Roberto Barroso do Supremo Tribunal Federal, em R$ 88 bilh\u00f5es os preju\u00edzos provocados pela a\u00e7\u00e3o desse partido e de empresas \u00e0 eles ligados aos cofres dessa estatal. Trata-se, nada mais, nada menos do que o maior esc\u00e2ndalo de corrup\u00e7\u00e3o do planeta, segundo especialistas no assunto. Sabendo do poder que os corporativismos possuem dentro dessas empresas, o governo de esquerda, cuidou, logo num primeiro momento de captar essa for\u00e7a para junto do partido, colocando as centrais sindicais, sob seu controle, ao servi\u00e7o desses empregados, nomeando para cargos chaves sindicalistas que agiam como bra\u00e7os avan\u00e7ados dentro da empresa, com a aprova\u00e7\u00e3o t\u00e1cita desses trabalhadores que viam nas propostas da legenda, um atalho para controlar diretamente a estatal.<\/p>\n<p>Um epis\u00f3dio, burlesco desse ilusionismo que enganava empregados e a popula\u00e7\u00e3o foi feito pelo pr\u00f3prio Lula, quando, em pleno desenvolvimento das investiga\u00e7\u00f5es que mostravam o envolvimento de seu partido nessas bandalheiras, ele, vestido com o macac\u00e3o amarelo da empresa, foi fazer com\u00edcio em frente \u00e0 sede da companhia, sendo saudado pelos funcion\u00e1rios como uma esp\u00e9cie de salvador da Petrobras, que iria resgat\u00e1-la da sanha dos imperialistas. Essa mesma pantomima seria repetida outras vezes em diversas empresas e em muitos pronunciamentos de pol\u00edticos dessa legenda, apresentando-se como defensores do modelo estatal.<\/p>\n<p>Nem mesmo as f\u00e1bulas de La Fontaine ousaram ir t\u00e3o distante em termos de ironia e sarcasmo. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio ser economista para se chegar \u00e0 conclus\u00e3o de que o sistema capitalista, principalmente aquela praticada pelo Estado, ganharia uma nova vers\u00e3o, mais light ao adentrar o Brasil, amalgamando-se ao jeitinho nacional, onde adquiriu doses de patrimonialismo e de outros aspectos do chamado homem cordial. Isso obviamente tem se refletido na condu\u00e7\u00e3o das empresas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Num sistema desses, aos pol\u00edticos vencedores nas elei\u00e7\u00f5es, s\u00e3o repartidas esp\u00e9cies de a\u00e7\u00f5es que os tornam donos de parte dessas empresas. A forma\u00e7\u00e3o de blocos dentro do Congresso acelerou esse processo e aumentou sua inger\u00eancia nos destinos das estatais. Nem mesmo as Ag\u00eancias Reguladoras escaparam desse destino, sendo, logo ap\u00f3s sua cria\u00e7\u00e3o, aparelhadas por prepostos pol\u00edticos, mais interessados em obter vantagens do que fiscalizar e regular o funcionamento dessas companhias. O p\u00fablico, nessa altura dos acontecimentos, sabe muito bem que as Ag\u00eancias reguladoras funcionam na contram\u00e3o dos interesses da popula\u00e7\u00e3o. Entendidos sabem que fossem reunidas apenas no C\u00f3digo de Defesa do Consumidor todas as leis e fun\u00e7\u00f5es desses \u00f3rg\u00e3os reguladores, o sistema de prote\u00e7\u00e3o ao cidad\u00e3o seria muito mais eficaz e imediato. O problema tamb\u00e9m \u00e9 que nossa iniciativa privada, e veja aqui o caso da Odebrecht, n\u00e3o \u00e9 muito confi\u00e1vel, al\u00e9m de possuir um forte poder do lobby sobre pol\u00edticos e o pr\u00f3prio governo.<\/p>\n<p>No momento atual, com o crescente descr\u00e9dito da justi\u00e7a e com a instabilidade jur\u00eddica provocada pelo pr\u00f3prio Supremo Tribunal Federal, com a decis\u00e3o de acabar com pris\u00e3o em segunda inst\u00e2ncia, somada ainda Lei de Abuso de Autoridade, baixado pelo Legislativo, as puni\u00e7\u00f5es \u00e0 empres\u00e1rios e pol\u00edticos por crimes contra o er\u00e1rio ficam, mais uma vez, dificultadas. Perpetuam-se as a\u00e7\u00f5es de controle e gest\u00e3o temer\u00e1rias dessas institui\u00e7\u00f5es do Estado, empurrando para um distante futuro, verdadeiras a\u00e7\u00f5es de compliance dessas empresas.<\/p>\n<p>Para alguns especialistas em privatiza\u00e7\u00f5es, o caminho do meio seria o ideal, com a pulveriza\u00e7\u00e3o do controle dessas empresas p\u00fablicas para os brasileiros, abrindo o capital das estatais o m\u00e1ximo poss\u00edvel, entregando seu controle e fiscaliza\u00e7\u00e3o ao p\u00fablico interno. O importante \u00e9 retirar os recursos do BNDES dessas transa\u00e7\u00f5es, salvando o que resta da poupan\u00e7a nacional. \u00c9 preciso que todos entendam que a exist\u00eancia de uma empresa estatal, que possui monop\u00f3lio sobre uma determinada riqueza, n\u00e3o \u00e9, em si, um passaporte para a bonan\u00e7a do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Segundo a lenda da maldi\u00e7\u00e3o do ouro negro, muitos pa\u00edses que se utilizam desse recurso natural, tem sofrido mil e uma atribula\u00e7\u00f5es. O caso da Venezuela, com uma das maiores reservas do mundo em petr\u00f3leo \u00e9 um bom exemplo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>HIST\u00d3RIA DE BRAS\u00cdLIA<\/strong><\/p>\n<p>A\u00ed \u00e9 que entra a conclus\u00e3o: o pa\u00eds est\u00e1 tentando viver sem governo. Quando estiver na hora de se acostumar, cair\u00e1 o regime&#8230; <strong>(Publicado em 03\/12\/1961)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam) Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil jornalistacircecunha@gmail.com Facebook.com\/vistolidoeouvido Instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; Das muitas e preciosas li\u00e7\u00f5es que ficar\u00e3o para sempre como um Norte a seguir, advindas da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato e de outras do g\u00eanero, uma, em particular, serve como uma luva tanto para os defensores como para os [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":15181,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[287,1874,114,1502,68,2,69,16,65],"class_list":["post-15180","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra","tag-corrupcao","tag-estataisnobrasil","tag-historiadebrasilia","tag-odebrecht","tag-aricunha","tag-brasilia","tag-circecunha","tag-mamfil","tag-stf"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15180","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15180"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15180\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15187,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15180\/revisions\/15187"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15181"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15180"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15180"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15180"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}