{"id":13944,"date":"2019-04-28T01:00:12","date_gmt":"2019-04-28T04:00:12","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=13944"},"modified":"2019-04-26T19:02:50","modified_gmt":"2019-04-26T22:02:50","slug":"desmatamento-brasileiro-e-importado-por-outros-paises","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/desmatamento-brasileiro-e-importado-por-outros-paises\/","title":{"rendered":"Desmatamento brasileiro \u00e9 importado por outros pa\u00edses"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO Criada por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Desde 1960 Com Circe Cunha e Mamfil<\/p>\n<p>jornalistacircecunha@gmail.com<\/p>\n<p>Facebook.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>Instagram.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_13946\" aria-describedby=\"caption-attachment-13946\" style=\"width: 789px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-13946\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/04\/flona-1.jpg\" alt=\"\" width=\"789\" height=\"433\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/04\/flona-1.jpg 1000w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/04\/flona-1-300x165.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/04\/flona-1-768x422.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/04\/flona-1-350x192.jpg 350w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/04\/flona-1-550x302.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/04\/flona-1-230x126.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 789px) 100vw, 789px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-13946\" class=\"wp-caption-text\">Floresta Nacional de Itaituba I \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o \/ ICMBio<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>J\u00e1 est\u00e1 por demais evidenciado, pela ci\u00eancia, que as intensas rela\u00e7\u00f5es comerciais, num mundo globalizado e cada vez mais sedento por alimentos, t\u00eam causado enormes e irrepar\u00e1veis estragos ao meio ambiente, esgotando recursos naturais e depauperando os solos f\u00e9rteis, aumentando sensivelmente o processo de desertifica\u00e7\u00e3o de grandes extens\u00f5es de terras. Fen\u00f4menos como esses s\u00e3o particularmente observados aqui no Brasil, sobretudo com o avan\u00e7o de um agroneg\u00f3cio do tipo predador, que n\u00e3o respeita nem acata qualquer pondera\u00e7\u00e3o que coloque em xeque esse tipo de explora\u00e7\u00e3o intensa e sem \u00e9tica. Importa, a esses novos milion\u00e1rios do campo, lucros sobre lucros. Para tanto, n\u00e3o se intimidam em utilizar todo e qualquer produto, por mais t\u00f3xico e cancer\u00edgeno que seja, para aumenta seus ganhos.<\/p>\n<p>Somos, por isso, reconhecidamente, o pa\u00eds que mais utiliza os chamados defensivos agr\u00edcolas, muitos dos quais proibidos e banidos em diversas parte do planeta. O avan\u00e7o sistem\u00e1tico sobre matas nativas, c\u00f3rregos, nascentes de \u00e1gua, v\u00e3o acontecendo de forma r\u00e1pida e sem controle, o que tem colocado o Brasil, perante o mundo, como o pa\u00eds que mais tem devastado o meio ambiente em busca de lucros imediatos. Essa situa\u00e7\u00e3o interna, de total descontrole e destrui\u00e7\u00e3o dos recursos naturais, j\u00e1 chegou ao conhecimento de v\u00e1rios pa\u00edses desenvolvidos, muitos dos quais parceiros comerciais do Brasil.<\/p>\n<p>Ocorre que, nesses pa\u00edses, que j\u00e1 experimentaram no passado esse processo de degrada\u00e7\u00e3o de seu meio ambiente em busca de lucros f\u00e1ceis, a consci\u00eancia de que esse modelo predat\u00f3rio traz s\u00e9rias consequ\u00eancias futuras \u00e9 uma realidade j\u00e1 aceita e pacificada. Por outro lado, esses pa\u00edses, principalmente aqueles que integram a Uni\u00e3o Europeia, o segundo maior mercado para os produtos brasileiros, v\u00eam sofrendo enorme press\u00e3o interna, por parte de movimentos de preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente, para que cessem o com\u00e9rcio com pa\u00edses que sistematicamente agridem e destroem a natureza.<\/p>\n<p>Essas press\u00f5es, que j\u00e1 ganharam o apoio massivo da sociedade, v\u00eam recebendo tamb\u00e9m um refor\u00e7o de peso por parte dos cientistas que estudam esses fen\u00f4menos clim\u00e1ticos, o que tem obrigado muitos governos a reverem seus posicionamentos sobre as rela\u00e7\u00f5es comerciais com aqueles pa\u00edses que n\u00e3o cumprem os compromissos ambientais e colocam o lucro acima de tudo e quaisquer outros valores.<\/p>\n<p>Por esse novo \u00e2ngulo, nas tratativas comerciais com nossos parceiros da Europa, j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel notar que j\u00e1 existem imposi\u00e7\u00f5es \u00e9ticas s\u00e9rias \u00e0s tratativas negociais que est\u00e3o postas sobre as mesas, principalmente com rela\u00e7\u00e3o ao respeito ambiental. Essa nova reformula\u00e7\u00e3o de acordos \u00e9 alimentada por informa\u00e7\u00f5es precisas fornecidas por um conjunto de cientistas que tem provado em suas pesquisas que os efeitos da n\u00e3o observ\u00e2ncia do respeito \u00e0 natureza t\u00eam reflexos n\u00e3o s\u00f3 para esses pa\u00edses que produzem sem \u00e9tica, mas para todo o planeta igualmente, como provam os recentes acontecimentos clim\u00e1ticos verificados mundo afora.<\/p>\n<p>Na edi\u00e7\u00e3o dessa sexta-feira da revista Science, 602 cientistas de importantes institui\u00e7\u00f5es de pesquisa da Europa veicularam uma carta em que pedem aos seus governos que condicionem a compra de insumos produzidos no Brasil ao cumprimento dos compromissos ambientais. Nessa carta, os cientistas e outros pesquisadores de 28 pa\u00edses recomendam que os europeus consumam produtos produzidos no Brasil que respeitem os princ\u00edpios de sustentabilidade, que levem em conta ainda os direitos humanos. Recomendam ainda aos governos que rastreiem a origem dos produtos comprados para saber se essa produ\u00e7\u00e3o leva em conta, al\u00e9m da preocupa\u00e7\u00e3o com a natureza, o respeito \u00e0s comunidades locais e aos povos ind\u00edgenas. Trata-se, segundo esses cientistas, de uma quest\u00e3o priorit\u00e1ria e extremamente relevante.<\/p>\n<p>\u201cExortamos a Uni\u00e3o Europeia a fazer negocia\u00e7\u00f5es comerciais com o Brasil sob as condi\u00e7\u00f5es: a defesa da Declara\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre os direitos dos povos ind\u00edgenas; a melhora dos procedimentos para rastrear commodities no que concerne ao desmatamento e aos conflitos ind\u00edgenas; e a consulta e obten\u00e7\u00e3o do consentimento de povos ind\u00edgenas e comunidades locais para definir estrita, social e ambientalmente os crit\u00e9rios para as commodities negociadas\u201d,\u00a0 diz um trecho da carta, alertando que, apenas em 2011, a Uni\u00e3o europeia importou do Brasil toneladas de carne bovina produzidas gra\u00e7as ao desmatamento de uma \u00e1rea equivalente a mais de 300 campos de futebol por dia.<\/p>\n<p>Outra preocupa\u00e7\u00e3o dos cientistas \u00e9 com a intensa atividade mineradora no Brasil, a maioria feita por empresas multinacionais que n\u00e3o respeitam quest\u00f5es ambientais, como bem provaram os recentes desastres em Mariana e em Brumadinho, ambos em Minas Gerais. Exterminaram rios ricos em vida e nenhuma puni\u00e7\u00e3o \u00e0 altura foi dada.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos doze meses, o mundo tem assistido a um processo de desmatamento sem precedentes na j\u00e1 sofrida regi\u00e3o amaz\u00f4nica. Foram 13,7% de destrui\u00e7\u00e3o da floresta nesse per\u00edodo, o maior n\u00famero dos \u00faltimos dez anos, o que equivale a 7.900 quil\u00f4metros quadrados, ou cinco vezes a \u00e1rea de S\u00e3o Paulo. Nessa regi\u00e3o, a principal respons\u00e1vel pelo desmatamento continua sendo a pecu\u00e1ria, pela transforma\u00e7\u00e3o de florestas nativas em pasto para o gado, criado solto.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso salientar ainda que esse desmatamento tem tido, nos \u00faltimos anos, como parceiro, justamente a Uni\u00e3o Europeia que tem comprado esses produtos. Para alguns cientistas, \u00e9 preciso, portanto, que a Europa pare, de uma vez por todas, de importar o desmatamento. O com\u00e9rcio sustent\u00e1vel \u00e9, cada vez mais, uma pauta sobre as mesas de negocia\u00e7\u00e3o, gra\u00e7as \u00e0s press\u00f5es da sociedade mais informada e que agora conta tamb\u00e9m com o respaldo em peso da comunidade cient\u00edfica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>HIST\u00d3RIA DE BRAS\u00cdLIA<\/strong><\/p>\n<p>O governo est\u00e1 para terminar, e a Novacap n\u00e3o decide a quest\u00e3o das granjas de pessoas que nada produziram. A vergonha continuar\u00e1 para a pr\u00f3xima administra\u00e7\u00e3o, quando a atual devia dar o exemplo. <strong>(Publicado em 18.11.1961)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO Criada por Ari Cunha (In memoriam) Desde 1960 Com Circe Cunha e Mamfil jornalistacircecunha@gmail.com Facebook.com\/vistolidoeouvido Instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; J\u00e1 est\u00e1 por demais evidenciado, pela ci\u00eancia, que as intensas rela\u00e7\u00f5es comerciais, num mundo globalizado e cada vez mais sedento por alimentos, t\u00eam causado enormes e irrepar\u00e1veis estragos ao meio ambiente, esgotando recursos naturais e depauperando os solos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":13946,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[114,1524,1288,1526,1525,1527,68,2,69,16],"class_list":["post-13944","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra","tag-historiadebrasilia","tag-ministeriodaagricultura","tag-ministeriodomeioambiente","tag-protecaoaomeioambiente","tag-revistascience","tag-sustentabilidade","tag-aricunha","tag-brasilia","tag-circecunha","tag-mamfil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13944","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13944"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13944\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13947,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13944\/revisions\/13947"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13946"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13944"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13944"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13944"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}