{"id":12893,"date":"2018-12-07T01:01:28","date_gmt":"2018-12-07T03:01:28","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=12893"},"modified":"2018-12-06T21:07:22","modified_gmt":"2018-12-06T23:07:22","slug":"desigualdade-e-pobreza-os-grandes-desafios-dos-proximos-governos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/desigualdade-e-pobreza-os-grandes-desafios-dos-proximos-governos\/","title":{"rendered":"Desigualdade e pobreza, os grandes desafios dos pr\u00f3ximos governos"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO<br \/>\nCriada por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Desde 1960<\/p>\n<p>Com Circe Cunha\u00a0 e Mamfil<\/p>\n<p>jornalistacircecunha@gmail.com<\/p>\n<p>Facebook.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>Instagram.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<figure id=\"attachment_12896\" aria-describedby=\"caption-attachment-12896\" style=\"width: 680px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-12896\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/12\/miseria-eduardo-familia-bsb-2017-8711-e1529601286337.jpg\" alt=\"\" width=\"680\" height=\"453\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/12\/miseria-eduardo-familia-bsb-2017-8711-e1529601286337.jpg 680w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/12\/miseria-eduardo-familia-bsb-2017-8711-e1529601286337-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/12\/miseria-eduardo-familia-bsb-2017-8711-e1529601286337-350x233.jpg 350w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/12\/miseria-eduardo-familia-bsb-2017-8711-e1529601286337-550x366.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/12\/miseria-eduardo-familia-bsb-2017-8711-e1529601286337-230x153.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-12896\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Cristiano Mariz\/VEJA<\/figcaption><\/figure>\n<p>Dois indicadores sociais divulgados agora, um pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) e outro pelo Minist\u00e9rio da Fazenda, mostram que a quest\u00e3o da desigualdade no Brasil, um tema secular, vem piorando sensivelmente nos \u00faltimos anos. Com isso, vai ficando cada vez mais patente que esse \u00e9 um problema estrutural que pode definir o sucesso ou o fracasso de qualquer governo, seja ele no \u00e2mbito federal ou local.<\/p>\n<p>Sem atacar de frente essa quest\u00e3o, qualquer outra a\u00e7\u00e3o governamental perde o sentido e a efic\u00e1cia. Tomando como exemplo a quest\u00e3o da reforma da Previd\u00eancia, numa popula\u00e7\u00e3o que cresce e envelhece, seguindo, de perto, o padr\u00e3o mundial, estimativas feitas pelo Minist\u00e9rio da Fazenda indicam que os 20% da camada mais rica do Brasil, chega a abocanhar 40% dos gastos feitos pela Previd\u00eancia, ou seja, de cada R$ 100 em benef\u00edcios, R$ 40 ficam no andar de cima. Essa situa\u00e7\u00e3o piora ainda mais quando se verifica que os 20% mais pobres ficam com apenas R$ 3 repassados por esse Instituto.<\/p>\n<p>Diante de uma situa\u00e7\u00e3o como essa, de flagrante desigualdade de tratamento, \u00e9 que fica mais claro a urg\u00eancia de uma reforma da Previd\u00eancia que promova um verdadeiro equil\u00edbrio fiscal de longa dura\u00e7\u00e3o. Segundo o relat\u00f3rio apresentado pelos t\u00e9cnicos do Minist\u00e9rio da Fazenda, as reformas, ao poupar os mais pobres, poder\u00e3o gerar melhores indicadores na distribui\u00e7\u00e3o de renda. Trata-se aqui de uma quest\u00e3o urgente, quando se sabe que os gastos com o regime geral da Previd\u00eancia poder\u00e3o alcan\u00e7ar esse ano a cifra de R$ 591 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Ao lado desse problema de propor\u00e7\u00f5es gigantescas, tem tamb\u00e9m a quest\u00e3o do aumento da pobreza, verificado em todo o pa\u00eds. De acordo com estudos do IBGE, houve um sens\u00edvel aumento da pobreza entre os anos 2016 e 2017. Por esses indicadores, a propor\u00e7\u00e3o de pessoas pobres no Brasil (com rendimentos at\u00e9 R$ 406 por m\u00eas) que era de 25,7% em 2016, subiu para 26,5% em 2017. Em n\u00fameros absolutos, essa popula\u00e7\u00e3o variou de 52,8 milh\u00f5es para 54,8 milh\u00f5es de pessoas nesse per\u00edodo ou mais de um quarto da popula\u00e7\u00e3o. Nesse universo, as crian\u00e7as e adolescentes s\u00e3o as mais afetadas, o que acaba por comprometer o futuro de toda uma gera\u00e7\u00e3o, com s\u00e9rios preju\u00edzos para o pa\u00eds.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o situada na faixa da extrema pobreza (renda inferior a R$ 1,90 ao dia) tamb\u00e9m aumentou, passando de 6,6% em 2016, para 7,4% em 2017, ou seja, esse contingente aumentou de 13,5 milh\u00f5es para 15,2 no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Em algumas regi\u00f5es do pa\u00eds essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais dram\u00e1tica. No Nordeste 44,8 da popula\u00e7\u00e3o estava em situa\u00e7\u00e3o de pobreza ou 25,5 milh\u00f5es de pessoas. Mesmo no Distrito Federal essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 grave e com um adendo: por aqui, segundo o Mapa das Desigualdades, elaborado pelo Movimento Nossa Bras\u00edlia, pelo Instituto de Estudos Socioecon\u00f4micos (Inesc) e a Oxfam Brasil, existe um verdadeiro abismo social entre as diversas regi\u00f5es da capital.<\/p>\n<p>A partir desse estudo foi criado o chamado \u201cdesigualt\u00f4metro\u201d que mostra as gritantes diferen\u00e7as entre, por exemplo, o Plano Piloto (PP) e a Estrutural. Entre essas regi\u00f5es, at\u00e9 pr\u00f3ximas, o n\u00edvel de desigualdade entre o PP e a Estrutural chega a ser 15 vezes superior. Enquanto no PP 84,4% da popula\u00e7\u00e3o possui plano de sa\u00fade, por exemplo, na Estrutural apenas 5,5% tem esse benef\u00edcio.<\/p>\n<p>Nesse sentido, o que os estudiosos do problema apontam como urgente \u00e9 um combate, sem tr\u00e9guas, contra a desigualdade social at\u00e9 para tornar a cidade mais humana e govern\u00e1vel do ponto de vista pol\u00edtico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cA pior forma de desigualdade \u00e9 tentar fazer duas coisas diferentes iguais.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Arist\u00f3teles<\/p>\n<figure id=\"attachment_12897\" aria-describedby=\"caption-attachment-12897\" style=\"width: 541px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-12897\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/12\/desigualdade2.jpg\" alt=\"\" width=\"541\" height=\"298\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/12\/desigualdade2.jpg 359w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/12\/desigualdade2-300x165.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/12\/desigualdade2-350x193.jpg 350w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/12\/desigualdade2-230x127.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 541px) 100vw, 541px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-12897\" class=\"wp-caption-text\">Charge do Duke<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Come\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p>Ricardo Quadros Laughton se despediu da esposa \u00c2ngela Ramos, no hotel, e foi direto \u00e0 Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA). A reuni\u00e3o acabaria no final da tarde. O tempo passou e a esposa n\u00e3o conseguia o contato com o marido. Atenderam o telefone. \u201cO senhor Ricardo esqueceu o telefone, vamos lev\u00e1-lo onde a senhora estiver. \u201d<\/p>\n<figure id=\"attachment_12895\" aria-describedby=\"caption-attachment-12895\" style=\"width: 541px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-12895\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/12\/Capturar.jpg\" alt=\"\" width=\"541\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/12\/Capturar.jpg 649w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/12\/Capturar-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/12\/Capturar-350x233.jpg 350w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/12\/Capturar-550x366.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/12\/Capturar-230x153.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 541px) 100vw, 541px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-12895\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Sindicato Rural de Montes Claros<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Meio<\/strong><\/p>\n<p>Como isso nunca havia acontecido, \u00c2ngela estranhou. Estranhou mais ainda quando viu a equipe que estava chegando com o celular. M\u00e9rcia, um m\u00e9dico e uma psic\u00f3loga. Durante o encontro na CNA, Ricardo, presidente do Sindicato Rural de Montes Claros e vice-presidente da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Estado de Minas Gerais, teve um mal s\u00fabito e, apesar de todo o pronto atendimento, n\u00e3o resistiu e faleceu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fim<\/strong><\/p>\n<p>M\u00e9rcia de Andrade Silva, assessora executiva da Presid\u00eancia da CNA-DF, Gilson Maia, superintendente da CNA DF e o diretor geral do sistema SENAR, Dr. Daniel Kluppel Carrara, foram incans\u00e1veis para resolver todos os problemas burocr\u00e1ticos dessa fatalidade. M\u00e9rcia, a Dra. Rosane Curi Zaratini, diretora do SENAR, a psic\u00f3loga Maria Concei\u00e7\u00e3o Gutti e dona Maria Gomes Otsuki, gerente do hotel Aracoara, n\u00e3o mediram esfor\u00e7os para dar suporte \u00e0 vi\u00fava.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>HIST\u00d3RIA DE BRAS\u00cdLIA<\/strong><\/p>\n<p>As superquadras ainda n\u00e3o foram iluminadas internamente. Fizeram uma experi\u00eancia no IAPC, que redundou em nada. Ningu\u00e9m sabe os pareceres dos t\u00e9cnicos. <strong>(Publicado em 07.11.1961)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO Criada por Ari Cunha (In memoriam) Desde 1960 Com Circe Cunha\u00a0 e Mamfil jornalistacircecunha@gmail.com Facebook.com\/vistolidoeouvido Instagram.com\/vistolidoeouvido Dois indicadores sociais divulgados agora, um pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) e outro pelo Minist\u00e9rio da Fazenda, mostram que a quest\u00e3o da desigualdade no Brasil, um tema secular, vem piorando sensivelmente nos \u00faltimos anos. 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