{"id":10948,"date":"2018-05-20T05:00:49","date_gmt":"2018-05-20T08:00:49","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=10948"},"modified":"2018-05-18T19:07:08","modified_gmt":"2018-05-18T22:07:08","slug":"o-nao-lugar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/o-nao-lugar\/","title":{"rendered":"O n\u00e3o lugar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">ARI CUNHA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Visto, lido e ouvido<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Desde 1960<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">com Circe Cunha e Mamfil<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">colunadoaricunha@gmail.com;<\/p>\n<figure id=\"attachment_10953\" aria-describedby=\"caption-attachment-10953\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-10953\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/05\/ponto-11.jpg\" alt=\"Foto: institutofecomerciodf.com.br\" width=\"600\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/05\/ponto-11.jpg 600w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/05\/ponto-11-300x175.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/05\/ponto-11-350x204.jpg 350w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/05\/ponto-11-550x321.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/05\/ponto-11-230x134.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-10953\" class=\"wp-caption-text\">Foto: institutofecomerciodf.com.br<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 N\u00e3o h\u00e1 ainda um levantamento, nem minimamente preciso, sobre o n\u00famero de im\u00f3veis desocupados ou simplesmente abandonados em todo o Distrito Federal, em raz\u00e3o da crise que os brasileiros s\u00f3 come\u00e7aram a descobrir no in\u00edcio de 2014. Naquela ocasi\u00e3o, com a quantidade de lixo varrido para debaixo do enorme tapete da rep\u00fablica, j\u00e1 n\u00e3o podia mais esconder tamanho volume de sujeira acumulada ao longo de mais de uma d\u00e9cada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Ocorre que ao lado das malfeitorias e da p\u00e9ssima administra\u00e7\u00e3o do Estado, legada pelos \u00faltimos governos eleitos democraticamente, a crise econ\u00f4mica, classificada como a maior e mais duradoura recess\u00e3o j\u00e1 experimentada pelo pa\u00eds ao longo de toda a sua hist\u00f3ria, veio a bater de frente com o advento das novas tecnologias digitais, o que provocou r\u00e1pidas e inesperadas mudan\u00e7as nas rela\u00e7\u00f5es comerciais, principalmente quanto \u00e0 aloca\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis para setor de servi\u00e7os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Ao lado dos mais de 18 mil im\u00f3veis que a Uni\u00e3o possui desocupados, por diversos motivos em todo o territ\u00f3rio nacional, que geram preju\u00edzos anuais da ordem de quase R$ 2 bilh\u00f5es ao ano, o DF vive sua crise particular com uma queda acentuada na procura por loca\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os comerciais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 As perspectivas de que a crise econ\u00f4mica n\u00e3o vai ser sanada nem a curto e m\u00e9dio prazos afastam os interessados e isso ocasiona reflexos diretos na constru\u00e7\u00e3o e oferta e novos espa\u00e7os para a venda e aluguel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0 Pesa, al\u00e9m dos encargos e custos necess\u00e1rios a loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis comerciais, o fato de que a internet, aliada \u00e0 rede mundial de computadores, abriu possibilidades infinitas para que profissionais, liberais, como arquitetos, advogados, contadores e muitos outros pudessem exercer seus of\u00edcios em qualquer ponto do globo, conectado, em tempo real com seus clientes, com todas as facilidades facultadas pelas novas tecnologias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0 Dessa forma, quem no passado necessitava de uma sala exclusiva para receber seus clientes e fechar neg\u00f3cios hoje v\u00ea essas mesmas possibilidades ofertadas por um simples laptop, que pode ser aberto e acessado a partir de uma mesa de um caf\u00e9 ou em casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Com isso, o chamado home office vem ganhando espa\u00e7o, n\u00e3o s\u00f3 nas atividades comerciais privadas, mas tamb\u00e9m, e sobretudo, no desempenho de muitas fun\u00e7\u00f5es dentro do servi\u00e7o p\u00fablico. Os congestionamentos no tr\u00e2nsito, o transporte coletivo sem qualidade e o longo tempo gasto no caminho de casa para o trabalho e vice-versa s\u00e3o fatores que refor\u00e7am o novo tempo. Isso, al\u00e9m da economia em luz, papel, cafezinho, elevadores, \u00e1gua e outros, tem, cada vez mais, induzido as autoridades a adotar o modelo do home office para se adequar ao teletrabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Mesmo que a crise econ\u00f4mica venha a ser totalmente debelada nos pr\u00f3ximos anos, a tend\u00eancia da descentraliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, com as mesmas fun\u00e7\u00f5es sendo desempenhadas diretamente da casa do servidor, parece ser uma tend\u00eancia que veio para ficar e para se expandir ainda mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Se no setor p\u00fablico esse novo modelo pode ser rearranjado a curto prazo, com benef\u00edcios para todo mundo, principalmente para o pagador de impostos, o mesmo n\u00e3o pode ser facilmente obtido pelo setor privado, onde as novas tecnologias parecem ter criado uma esp\u00e9cie de n\u00e3o lugar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0A transforma\u00e7\u00e3o de um simples laptop num escrit\u00f3rio, com mais possibilidades, inclusive, de mobilidade e de agilidade nos servi\u00e7os, parece ser um modelo que veio para revolucionar esse tipo de mercado. \u00c9 claro que o setor de loca\u00e7\u00e3o e mesmo as empreendedoras ir\u00e3o buscar meios de contornar esses imprevistos, dando vida nova ao setor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0A chegada do chamado \u201ccoworking\u201d, em que profissionais passam a alocar ou mesmo comprar espa\u00e7os pr\u00f3prios para exercer suas atividades em conjunto, dividindo despesas e racionalizando o uso de espa\u00e7os, vem surgindo no rastro dessas novas tecnologias e parece, at\u00e9 o momento, uma solu\u00e7\u00e3o para os im\u00f3veis desocupados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Outra tend\u00eancia que vai aparecendo nesses novos tempos \u00e9 a transforma\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os comerciais em \u00e1reas residenciais do tipo apart hotel, com rotatividade de loca\u00e7\u00e3o e pre\u00e7os mais em conta do que nos hot\u00e9is tradicionais. O desaparecimento de antigos modelos n\u00e3o deve, contudo, ser motivo de preocupa\u00e7\u00e3o para o setor. Tratam-se de mudan\u00e7as inevit\u00e1veis que ir\u00e3o permitir que outras surjam no lugar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O importante \u00e9 agir e n\u00e3o permitir que setores imensos, como \u00e9 o caso dos setores comerciais Sul e Norte, venham a se transformar em \u00e1reas degradadas, com milhares de im\u00f3veis desocupados a convidar os muitos movimentos de invas\u00e3o que se espalham pelo pa\u00eds e venham transformar essa situa\u00e7\u00e3o em caso de pol\u00edcia, com preju\u00edzos para todos, principalmente para os moradores do DF.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cNos pr\u00f3ximos anos, o autom\u00f3vel ser\u00e1 t\u00e3o proibitivo quanto o cigarro.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Jaime Lerner<\/p>\n<figure id=\"attachment_10955\" aria-describedby=\"caption-attachment-10955\" style=\"width: 457px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-10955\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/05\/charge_carro_terra_poluicao.jpg\" alt=\"Charge: blogdaluauto.blogspot.com.br\" width=\"457\" height=\"455\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/05\/charge_carro_terra_poluicao.jpg 485w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/05\/charge_carro_terra_poluicao-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/05\/charge_carro_terra_poluicao-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/05\/charge_carro_terra_poluicao-230x229.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 457px) 100vw, 457px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-10955\" class=\"wp-caption-text\">Charge: blogdaluauto.blogspot.com.br<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>HIST\u00d3RIA DE BRAS\u00cdLIA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Sabe-se, tamb\u00e9m, agora, a raz\u00e3o pela qual o IAPFESP criou tantas dificuldades para que a NOVACAP n\u00e3o urbanizasse as duas quadras. \u00c9 que continuando como est\u00e1, em estado de bagun\u00e7a total, seria mais f\u00e1cil para os desmandos que est\u00e3o sendo praticados. <strong>(Publicado em 20.10.1961)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ARI CUNHA Visto, lido e ouvido Desde 1960 com Circe Cunha e Mamfil colunadoaricunha@gmail.com; \u00a0 \u00a0 \u00a0 N\u00e3o h\u00e1 ainda um levantamento, nem minimamente preciso, sobre o n\u00famero de im\u00f3veis desocupados ou simplesmente abandonados em todo o Distrito Federal, em raz\u00e3o da crise que os brasileiros s\u00f3 come\u00e7aram a descobrir no in\u00edcio de 2014. 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