{"id":10045,"date":"2018-03-01T21:00:48","date_gmt":"2018-03-02T00:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=10045"},"modified":"2018-03-02T16:19:40","modified_gmt":"2018-03-02T19:19:40","slug":"saida-da-crise-ainda-e-pela-porta-da-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/saida-da-crise-ainda-e-pela-porta-da-educacao\/","title":{"rendered":"A sa\u00edda da crise ainda \u00e9 pela porta da educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>ARI CUNHA<\/p>\n<p>Visto, lido e ouvido<\/p>\n<p>Desde 1960<\/p>\n<p>colunadoaricunha@gmail.com;<\/p>\n<p>com Circe Cunha e Mamfil<\/p>\n<figure id=\"attachment_10050\" aria-describedby=\"caption-attachment-10050\" style=\"width: 675px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-10050\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/03\/untitled.png\" alt=\"Charge: amargosanoticias.com\" width=\"675\" height=\"495\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/03\/untitled.png 510w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/03\/untitled-300x220.png 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/03\/untitled-350x257.png 350w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/03\/untitled-230x169.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 675px) 100vw, 675px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-10050\" class=\"wp-caption-text\">Charge: amargosanoticias.com<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, dizia o poeta portugu\u00eas Lu\u00eds de Cam\u00f5es, no s\u00e9culo XVI. Mais do que as vontades, mudam-se at\u00e9 os referenciais de riqueza de uma Na\u00e7\u00e3o. Se no passado era o ac\u00famulo de metais preciosos, como o ouro, que indicava o n\u00edvel de riqueza de um pa\u00eds, com o passar do tempo esse crit\u00e9rio foi cedendo lugar aos outros indicativos mais ajustados \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o da economia. Com o aperfei\u00e7oamento e emprego, em larga escala, da m\u00e1quina \u00e0 vapor no s\u00e9culo XVIII, a acelera\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e o encurtamento no tempo de viagem acabaram por revolucionar a economia, transformando e tornando ricos aqueles pa\u00edses que introduziram as novas m\u00e1quinas no processo de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Dando um salto para o presente, o que se verifica hoje \u00e9 que a alta tecnologia, empregada em todos os setores da economia, transformou-se no grande referencial de riqueza de um pa\u00eds. Mas para que uma na\u00e7\u00e3o atinja esse ponto de excel\u00eancia \u00e9 preciso antes um longo trabalho de educa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o. O consenso atual entre os economistas \u00e9 que um pa\u00eds rico n\u00e3o \u00e9 aquele que apenas resolveu, de modo satisfat\u00f3rio, o problema da pobreza e da mis\u00e9ria, mas, sobretudo, \u00e9 aquele em que os n\u00edveis de educa\u00e7\u00e3o oferecidos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o s\u00e3o considerados avan\u00e7ados e de \u00f3tima qualidade. Desse modo o indicativo de riqueza deixou de ser um bem material e passou a ser representado por algo aparentemente abstrato, mas cujos efeitos s\u00e3o palp\u00e1veis, concretos e duradouros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Rico \u00e9 um pa\u00eds educado. No ranking dos dez pa\u00edses mais ricos do mundo, absolutamente todos apresentam excelentes n\u00edveis de educa\u00e7\u00e3o oferecidos a popula\u00e7\u00e3o. Neste sentido, causa grande preocupa\u00e7\u00e3o que, repetidamente, o Brasil venha aparecendo nas derradeiras posi\u00e7\u00f5es sempre que s\u00e3o apresentados os resultados da avalia\u00e7\u00e3o de estudantes em qualquer \u00e1rea do conhecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Pelos dados que agora chegam do Programa Internacional de Avalia\u00e7\u00e3o de Estudantes (Pisa), uma prova coordenada pela Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), aplicado ainda em 2015, entre os 35 membros desta entidade, mais 35 pa\u00edses parceiros, o desempenho dos estudantes brasileiros em ci\u00eancias, leitura e matem\u00e1tica mostrou uma queda acentuada, colocando o pa\u00eds na 63\u00aa posi\u00e7\u00e3o em ci\u00eancia, 59\u00aa em leitura e na 66\u00aa posi\u00e7\u00e3o em matem\u00e1tica. Praticamente os \u00faltimos lugares. \u00c9 um vexame e uma vergonha, para todos n\u00f3s, que nossos alunos apare\u00e7am colocados nessa posi\u00e7\u00e3o, o que demonstra que temos muito o que fazer se quisermos, algum dia, retirar o pa\u00eds da condi\u00e7\u00e3o de subdesenvolvido e fornecedor de mat\u00e9rias-primas baratas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Relat\u00f3rio apresentado pelo Banco Mundial demonstra que o Brasil, a continuar nesse passo lento em educa\u00e7\u00e3o, necessitar\u00e1 de, ao menos, 260 anos para atingir o n\u00edvel educacional de pa\u00edses desenvolvidos em leitura e 75 anos em Matem\u00e1tica. Para os especialistas, existe uma crise de aprendizagem que afeta grande parte do Ocidente, mas no Brasil esse problema assume contornos de um verdadeiro flagelo, capaz de tolher o futuro de milh\u00f5es de jovens. An\u00e1lises desse Relat\u00f3rio mostram ainda que cidad\u00e3os mais bem educados tendem a valorizar mais a democracia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cO homem n\u00e3o \u00e9 nada al\u00e9m daquilo que a educa\u00e7\u00e3o faz dele.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Immanuel Kant<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Leitores<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nossa leitora, Regina Ivete, lendo sobre a not\u00edcia da Biblioteca de Portas Abertas, lembrou que at\u00e9 hoje a Biblioteca Demonstrativa de Bras\u00edlia est\u00e1 inativa. Ent\u00e3o nem vamos tocar no assunto Teatro Nacional.<\/p>\n<p><b>Sem cultura<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Gerida pela Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o, a Escola de M\u00fasica de Bras\u00edlia paga pela ignor\u00e2ncia administrativa. Para ensaiar uma \u00f3pera, por exemplo, \u00e9 preciso de um pianista, do regente e do cen\u00f3grafo. A pergunta dos burocratas. Mas tr\u00eas professores para 30 alunos? Sim. Um pianista n\u00e3o rege e um cen\u00f3grafo n\u00e3o toca piano.<\/p>\n<figure id=\"attachment_10052\" aria-describedby=\"caption-attachment-10052\" style=\"width: 745px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-10052\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/03\/escolamusica.png\" alt=\"Foto: noticias.se.df.gov.br\" width=\"745\" height=\"547\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/03\/escolamusica.png 745w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/03\/escolamusica-300x220.png 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/03\/escolamusica-350x257.png 350w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/03\/escolamusica-550x404.png 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/03\/escolamusica-230x169.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 745px) 100vw, 745px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-10052\" class=\"wp-caption-text\">Foto: noticias.se.df.gov.br<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>Atualiza\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Uma resolu\u00e7\u00e3o da Adasa, daquelas que ningu\u00e9m entende para qu\u00ea e para quem, vige\u00a0 em salas comerciais da seguinte forma. H\u00e1 um valor m\u00ednimo a pagar pela \u00e1gua. Consumida ou n\u00e3o, o comerciante deve desembolsar o equivalente a 10 metros c\u00fabicos de \u00e1gua, por volta de R$ 70, o que traz dois problemas. O primeiro \u00e9 pagar pelo que n\u00e3o consumiu (o que \u00e9 um abuso inquestion\u00e1vel) e o segundo \u00e9 gastar a \u00e1gua abundantemente, j\u00e1 que est\u00e1 pagando por ela (\u00e9 direito, mas estamos em crise h\u00eddrica). Por isso, est\u00e1 na hora de repensar esse lucro pelo desperd\u00edcio e o consumidor pagar apenas o que gasta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Leitor<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Estilo inconfund\u00edvel, Vicente Limongi Netto nos pede para registrar o anivers\u00e1rio da grande figura humana e profissional, La\u00e9rcio Gomes Gon\u00e7alves. M\u00e9dico dos mais conceituados em S\u00e3o Paulo, Bras\u00edlia, Rio de Janeiro e Goi\u00e1s, La\u00e9rcio tem cl\u00ednica no Lago Sul, onde recebe amigos e pacientes com compet\u00eancia, fidalguia e carinho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/b><\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es acima, foram ouvidas de um deputado, uma das vozes tradicionais do parlamento. Agora, a nossa opini\u00e3o: \u00e9 uma vergonha, um deputado fazer a chantagem da apresenta\u00e7\u00e3o de um voto de censura condicionado a imposi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, dependendo de nomea\u00e7\u00f5es de apadrinhados. <strong>(Publicado em 14\/10\/1961)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ARI CUNHA Visto, lido e ouvido Desde 1960 colunadoaricunha@gmail.com; com Circe Cunha e Mamfil \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, dizia o poeta portugu\u00eas Lu\u00eds de Cam\u00f5es, no s\u00e9culo XVI. 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