{"id":245,"date":"2019-08-06T01:40:52","date_gmt":"2019-08-06T04:40:52","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/4elementos\/?p=245"},"modified":"2019-08-05T20:42:58","modified_gmt":"2019-08-05T23:42:58","slug":"brasilia-corre-o-risco-de-ficar-sem-agua-no-futuro-diz-wri","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/4elementos\/2019\/08\/06\/brasilia-corre-o-risco-de-ficar-sem-agua-no-futuro-diz-wri\/","title":{"rendered":"Bras\u00edlia corre o risco de ficar sem \u00e1gua no futuro, diz WRI"},"content":{"rendered":"<p>Estudo global, que mapeou 189 pa\u00edses, constatou que v\u00e1rias cidades brasileiras &#8212; Bras\u00edlia entre elas &#8212; correm o risco de ficar sem \u00e1gua no futuro. Relat\u00f3rio do World Resources Institute (WRI), que ser\u00e1 divulgado nesta ter\u00e7a-feira (6\/8) em n\u00edvel mundial, mostra que, apesar de o Brasil estar em uma situa\u00e7\u00e3o confort\u00e1vel no ranking, algumas de suas principais cidades j\u00e1 aparecem no mapa de alerta: Fortaleza, Recife, Petrolina (RE) e Juazeiro (BA) t\u00eam estresse h\u00eddrico extremamente alto, enquanto Bras\u00edlia, S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Vit\u00f3ria est\u00e3o na categoria de risco alto.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-247 alignleft\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/4elementos\/wp-content\/uploads\/sites\/53\/2019\/08\/image001.jpg\" alt=\"\" width=\"365\" height=\"284\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/4elementos\/wp-content\/uploads\/sites\/53\/2019\/08\/image001.jpg 365w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/4elementos\/wp-content\/uploads\/sites\/53\/2019\/08\/image001-300x233.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/4elementos\/wp-content\/uploads\/sites\/53\/2019\/08\/image001-230x179.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 365px) 100vw, 365px\" \/>O <strong>Blog 4Elementos<\/strong> teve acesso antecipado ao <em>Atlas Aqueduct de Risco H\u00eddrico<\/em>. O trabalho aponta que 17 pa\u00edses, onde vive um quarto da popula\u00e7\u00e3o mundial, enfrentam estresse h\u00eddrico \u201cextremamente alto\u201d. Conforme Paul Reig, diretor do WRI e um dos respons\u00e1veis pelo estudo, o Brasil est\u00e1 numa situa\u00e7\u00e3o c\u00f4moda, em 116\u00ba lugar entre as 189 na\u00e7\u00f5es pesquisadas, porque a metodologia se baseia numa m\u00e9dia. \u201cE h\u00e1 regi\u00f5es com muita \u00e1gua no Brasil\u201d, esclareceu.<\/p>\n<p>O bi\u00f3logo e economista do WRI Brasil Rafael Barbieri explicou que estresse h\u00eddrico significa que a disponibilidade de \u00e1gua de determinada regi\u00e3o n\u00e3o atende \u00e0 demanda, enquanto o risco \u00e9 a probabilidade disso ocorrer. \u201cQuando se olha globalmente, o maior risco \u00e9 concentrado na \u00c1frica, em regi\u00f5es des\u00e9rticas, cujas condi\u00e7\u00f5es naturais s\u00e3o de pouca \u00e1gua, muita popula\u00e7\u00e3o e hist\u00f3rico de ocupa\u00e7\u00e3o muito antigo&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Barbieri ressaltou, contudo, que, embora o Brasil tenha bastante \u00e1gua, a distribui\u00e7\u00e3o do recurso \u00e9 muito desigual. \u201cNos locais onde h\u00e1 modifica\u00e7\u00e3o muito dr\u00e1stica da cobertura vegetal, concentra\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00e3o e da produ\u00e7\u00e3o industrial e agr\u00edcola, que s\u00e3o grandes demandadores do recurso, o risco de ficar sem \u00e1gua \u00e9 alto ou extremamente alto\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Bras\u00edlia, segundo o especialista, foi projetada para 500 mil a 600 mil habitantes. Hoje, a regi\u00e3o metropolitana da capital federal abriga mais de 3 milh\u00f5es de pessoas, com demanda por \u00e1gua grande e crescente. \u201cAl\u00e9m disso, o cerrado tem uma sazonalidade bem definida, com secas que podem se prolongar, e uma das maiores concentra\u00e7\u00f5es de irriga\u00e7\u00e3o\u201d, detalhou.<\/p>\n<h2><strong>Solu\u00e7\u00f5es<\/strong><\/h2>\n<p>Para enfrentar o problema, que atinge de forma ainda mais dr\u00e1stica cidades do Nordeste, mas tamb\u00e9m grandes capitais, onde a demanda \u00e9 maior do que a oferta dos recursos h\u00eddricos, \u00e9 preciso planejamento, destacou Barbieri. \u201cFortaleza e Recife est\u00e3o no semi\u00e1rido, onde o sistema de capta\u00e7\u00e3o \u00e9 naturalmente fr\u00e1gil. Bras\u00edlia e S\u00e3o Paulo sofrem com sazonalidade clim\u00e1tica e demanda crescente. No Rio de Janeiro, o problema s\u00e3o as inunda\u00e7\u00f5es\u201d, enumerou. \u201cPor isso, \u00e9 necess\u00e1rio entender todos os processos naturais e previs\u00edveis para estabelecer um plano de longo prazo para evitar crises\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>O WRI alerta para as consequ\u00eancias do estresse h\u00eddrico, como a inseguran\u00e7a alimentar, conflitos, migra\u00e7\u00e3o e instabilidade financeira. \u201cA boa not\u00edcia \u00e9 que j\u00e1 temos tecnologias para reduzir ou reverter o problema. No caso do Brasil, nossos estudos mostram que investir em infraestrutura natural, na restaura\u00e7\u00e3o florestal para oferta de servi\u00e7os ambientais, melhora a qualidade da \u00e1gua que chega aos reservat\u00f3rios, o que pode facilitar a capacidade dos governos de se prepararem para as crises\u201d, assinalou Rachel Biderman, diretora-executiva do WRI Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo global, que mapeou 189 pa\u00edses, constatou que v\u00e1rias cidades brasileiras &#8212; Bras\u00edlia entre elas &#8212; correm o risco de ficar sem \u00e1gua no futuro. 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